
Capítulo 27
O Extra é um Gênio!?
O sol despontava baixo sobre a Academia Imperial de Vaelterra, lançando as torres e jardins em uma tonalidade alaranjada suave.
Hoje não haveria aulas.
Apenas preparativos.
Os estudantes apressavam-se pelos jardins, trajando ternos elegantes e vestidos fluidos, ajustando gravatas, arrumando cabelos, rindo com uma empolgação fácil, típica de quem acredita que a celebração durará para sempre.
Noel observava da extremidade do pátio, com as mãos nos bolsos do blazer escuro feito sob medida, a camisa branca impecável sob ele, as mangas cuidadosamente dobradas nos punhos.
Ele parecia qualquer outro estudante.
Calmo.
Relaxado.
Preparado para uma noite de música e luxo.
Por dentro, porém, sua mente funcionava como uma máquina.
‘Tudo está pronto.’
‘Rotas de fuga mapeadas e explosivos sabotados.’
‘Contingências também estão preparadas.’
‘Agora é só cuidar do timing.’
O Grande Salão surgia à sua frente, suas enormes portas duplas escancaradas, o brilho suave de candelabros encantados transbordando pela escadaria de pedra polida.
Bandeiras rubras, bordadas com o brasão da academia, pendiam altas ao longo das paredes, ondulando levemente na brisa da noite.
Um pequeno grupo de segundos anos passava apressado, rindo e puxando uns aos outros, alheios ao peso que pairava sobre aquela noite.
'Se tudo correr como planejado… a maioria sobreviverá.'
Ele ajustou levemente o blazer e começou a caminhar em direção ao salão.
Tudo estava preparado.
Agora só faltava fazer os pedaços se moverem.
O Grande Salão parecia irreconhecível.
Noel entrou pelas portas duplas, integrando-se facilmente ao fluxo constante de estudantes que chegavam logo atrás dele.
O ambiente estava carregado de calor e música, o som baixo de conversas crescendo sob a melodia refinada de uma orquestra ao vivo, alojada em uma estrutura elevada próxima ao palco.
Acima, enormes candelabros de cristal flutuavam como estrelas congeladas, suas luzes refratadas por campos mágicos finos, dispersando cores pelas altas paredes de pedra.
Bandeiras vermelho-cereja e dourado pendiam do teto.
Mesas compridas adornavam os lados do salão, empilhadas com bandejas de comidas mais extravagantes do que Noel jamais vira: carnes assadas com ervas doces, frutas vibrantes talhadas em desenhos detalhados, sobremesas encantadas que cintilavam com magia tênue.
E no centro—
Uma pista de dança larga e polida brilhava sob as luzes em movimento.
'Se você não soubesse melhor… diria que esta noite é perfeita.'
Estudantes de todos os anos enchiam o espaço—primeiros, segundos, terceiros—todos com seus melhores trajes.
Vestidos de formalidade se misturavam a ternos afiados e mantos ricos.
Tecidos com fios de mana refletiam a luz em flashes sutis, sofisticados.
Noel mantenha-se em movimento, passando pela extremidade do salão, atento às principais saídas.
Ele reconhecia a maioria dos estudantes do primeiro ano imediatamente.
Marcus era fácil de identificar—rindo, animado, já cercado por um grupo pequeno.
Clara ficava próximo, com as bochechas rosadas, mexendo nervosamente na bainha do vestido.
Perto do lado mais afastado do salão, avistou Elyra von Estermont, de pé com os membros do Conselho Estudantil—radiando em um vestido preto e prata, expressão calma, fria.
E com ela—
Myriel von Astralis.
A presidente do Conselho Estudantil.
Noel conhecia o nome do livro—e, ao vê-la agora, ela era impossível de não notar: cabelo azul curto e afiado, olhos azul-marinho como lâminas gêmeas, vestindo um vestido safira profundo com detalhes prateados.
Ela tinha uma postura que parecia dominar toda a academia—e talvez, em certos aspectos, ela realmente dominasse.
'Tem mais estudantes aqui do que na cerimônia de abertura.'
Centenas de corpos.
Centenas de potenciais vítimas.
As mãos de Noel se fecharam levemente ao lado, antes dele forçar-se a relaxar.
Por ora, era só uma festa.
Por ora.
A música suavizou.
Conversas se tornaram sussurros baixos enquanto as luzes escureciam um pouco, concentrando a atenção na escadaria grandiosa na extremidade oposta do salão.
Lá, descendo com passos medidos, quase régios, vinha o Diretor Nicolas Von Aldros.
Estava vestido de forma impecável— robes azul-escuro bordados com padrões prateados nas mangas e ombros. O brasão da Academia de Valor brilhava no peito, em um platina opaca.
Sua presença impunha silêncio imediato.
Noel endireitou-se levemente ao vê-lo, olhos fixos na expressão calma e controlada do Diretor.
O homem carregava o peso da academia—e ainda assim parecia que nada o tocava.
Um leve zumbido de amplificação mágica resonou no ar enquanto Aldros alcançava a tribuna central, sob o maior candelabro flutuante.
Ele levantou uma mão suavemente, e o salão ficou completamente em silêncio.
Então, falou—voz baixa, calorosa, que alcançava cada canto do Grande Salão sem esforço.
"Hoje à noite, celebramos não apenas o fim de um semestre," disse ele, "mas o começo do que será, para muitos de vocês, o alicerce de seus futuros."
Seus olhos varreram o público lentamente—gentis, ponderados.
"Vocês estudaram, lutaram, se destacaram. Construíram amizades, rivalidades, ambições. G Olá, obrigado por me ajudar a interpretar o trecho! Se precisar de mais alguma coisa, estou à disposição."