
Capítulo 232
Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!
“Agora tenho pontos de status suficientes para ultrapassar o limite de cada uma das minhas habilidades. Assim poderei dar continuidade à minha missão de evolução.”
Kaden sussurrou enquanto permanecia dentro do espaço sem tempo da morte, um pequeno sorriso se formando em seus lábios.
Essa era exatamente a razão de ele ter vindo às Montanhas Rochosas. Ele queria apenas ser morto por bestas, obter pontos de status e, então, realizar a missão de evolução para se tornar um Mestre.
Com uma Pedra de Evolução de nível Mítica.
Pensar que faria isso com uma pedra de nível Mítico o deixava tanto animado quanto assustado por alguma razão.
Animado porque finalmente entenderia a diferença entre Mítico e Lendário, pelo menos em termos de uma missão de evolução.
Assustado porque não sabia o que iria enfrentar, ou mesmo se conseguiria lidar com tudo que surgisse dessa experiência.
Mas Kaden sempre se forçava a manter distância dessas colocações pesadas, que poderiam turvar seu julgamento, lembrando-se de sua habilidade de se reviver.
Ele não morreria.
Pelo menos, não na primeira tentativa. Nem na segunda, nem na maldita terceira tentativa.
Ele tinha mais de 32.000 moedas da morte—mais precisamente, tinha 32.000. Isso significava que podia morrer mais de dez vezes sem parar.
Ele não acreditava que não conseguiria completar a missão mesmo após dez mortes.
Ele era Kaden Warborn. Filho de Garros Warborn e Serena Warborn. O Ceifador.
Ele talvez não fosse um gênio nato como Zaki, com um talento Mítico, mas se tornaria um monstro de tal forma que até gênios como Zaki teriam que temer.
Pela coragem de encarar a morte de frente. Pela força que colhia de seus assassinos. Pela síntese de tudo.
Fácil falar, certo? Se sua Vontade fosse fraca, tudo isso não passaria de palavras vazias, sem substância.
Então ele acabaria morrendo, não pelas mãos de inimigos, mas simplesmente porque sua Vontade se dilatasse como um ratinho fraco diante do gato de suas ambições.
Que morte patética seria essa.
Era isso que ele precisava consertar antes que o mundo pudesse seguir em frente.
“Morte, quantos pontos de status?”
[1050.]
Kaden soltou um suspiro de surpresa, quase sem perceber, ao ver o número.
Era imenso.
Nunca antes tinha acumulado tantos pontos. Isso o fez perceber uma verdade que já intuia desde aquele calabouço com Nocthar.
A morte era seu único caminho para a grandeza.
Porém, morrer nunca era agradável.
Ele riu consigo mesmo.
“Coloque força no limite,” ordenou. Era o único atributo restante.
Alguns segundos depois, o processo foi concluído.
120 pontos de status desaparecidos.
Ele apertou os punhos, tentando sentir algo diferente. Mas naquele espaço, nada podia ser sentido fisicamente.
Era exatamente por isso que ele ia ultrapassar o limite de cada atributo…
…ao mesmo tempo.
Mas primeiro, precisava de respostas.
“Quantos pontos são necessários para quebrar o limite de novo? Os mesmos 150 pontos?” perguntou a Morte.
Ele temia a resposta. Rezava para que o preço não aumentasse milagrosamente, pois, se aumentasse, precisaria morrer mais algumas vezes para pagar o custo.
Felizmente…
[O preço agora é 130 pontos de status.] respondeu a Morte.
…Kaden inclinou a cabeça em confusão. “Por que o preço abaixou?”
Parecia que ele estava reclamando, então rapidamente acrescentou:
“Quer dizer, não estou reclamando, só estou curioso. Não aumenta, tá?”
[Fica mais fácil ultrapassar seu limite uma vez que já o fez uma vez, Host. Seu corpo foi levemente modificado na primeira vez.]
Kaden bateu na testa. ‘Era tão óbvio…’ pensou.
Decidido a não demorar demais, agiu.
“Quanto vai me custar para ultrapassar os sete atributos que tenho?”
[910 pontos de status.]
Ele assentiu.
“Faça isso.”
Ordenou o Herdeiro da Morte.
A Morte obedeceu.
O processo começou, e desta vez Kaden realmente sentiu algo. Era dor.
Uma dor profunda, rasgante, que invadia seus sentidos ao moldar sua alma em algo grandioso.
Hipnotizante e horripilante ao mesmo tempo.
Se antes sua forma de alma era como uma substância branca sem forma definida, agora ela começava a tomar forma, e até… sua cor estava mudando.
uma tonalidade de vermelho surgia nas bordas, ameaçando consumir a branqueza cristalina no centro.
Porém, isso não aconteceu.
O processo terminou antes que tudo isso pudesse acontecer, permitindo que Kaden respirasse novamente. Ele sentia como se toda sua essência estivesse nas mãos de uma entidade excessivamente obcecada por almas, tentando moldá-lo em algo inumano.
“Mesmo neste reino eu tenho que sentir dor. Porra, me dá um tempo,” amaldiçoou enquanto abrira os olhos novamente, encarando o painel de notificações da Morte.
E agora, ele sorriu.
“Reclamei? Foi mal. Isso vale a pena.” Ele riu enquanto observava os painéis.
Sobre transcendência.
[Segundo passo para a Transcendência: O Quebrador.]
[Habilidade: Com vontade suficiente, você pode quebrar e dobrar qualquer coisa a seu favor.]
Desta vez, ele obteve apenas uma habilidade. Parecia quase modesta comparada ao primeiro passo, mas Kaden sabia bem o quão terrível essa habilidade realmente era—especialmente para ele.
Ele poderia alocar pontos em Vontade. E essa habilidade tinha o poder de destruir qualquer coisa com sua Vontade.
Qualquer coisa.
Essa era a palavra-chave aqui.
A Morte não usaria palavras só para parecer impressionante. Isso significava que tudo poderia ser destruído pela sua Vontade.
Até mesmo o conceito de morte.
Kaden tremeu ao pensar nisso. E se, por pura Vontade, decidisse que não morreria? Que a morte não levaria sua alma?
Com essa habilidade, ele poderia.
O problema era: quantos pontos de Vontade seriam necessários para isso?
Ele sorriu de lado.
“Não importa… Eu chego lá. Se não hoje, amanhã. E se não amanhã, depois de amanhã.”
Ele não pararia, porque agora ele via o caminho.
Seu caminho para atingir um estado em que até a morte não o alcançasse mais.
Ele sorriu de novo, levantou-se, estalou o pescoço, mexeu os ombros e abriu os lábios.
“Reviva-me, Morte.”
[Custo: 600.]
Tique—!
…
“Amigo, vamos conversar um pouquinho, tá bem?” disse Kaden, com um leve sorriso nos lábios enquanto observava o titã de pedra.
Desta vez, estranhamente, o titã não lhe pediu para voltar. Observava-o com atenção, seus olhos vermelhos brilhando com uma sabedoria rara de se ver até em humanos.
“Qual deus você adora?” perguntou.
Kaden sorriu, percebendo que ele queria conversar, mas ainda assim…
“Deuses…?” ele perguntou, inclinando a cabeça.
Não era que ele não entendesse a pergunta, mas por que aquele saco de pedra de repente estava falando de deuses?
Ele sacudiu a cabeça.
'Depois eu me preocupo com isso.'
“Nossa família não adora deuses… pelo menos eu não sei de nenhum,” esclareceu.
“Você cheira a sangue, morte e…” ele fez uma pausa,
“…guerra,” encerrou.
Kaden não ficou surpreso. Nasari já tinha dito a mesma coisa naquela masmorra.
“Já ouvi isso antes. Mesmo sem entender exatamente o que isso significa pra vocês.”
“Como poderia saber? Quando seu—!” Disse de repente, interrompido quando as tatuagens em seu corpo brilharam em vermelho intenso, fazendo o golem estremecer.
Kaden achou que ouviu murmúrios sob seus lábios rochosos.
Algo como: “Vai se f***, Vontade.”
Ele inclinou a cabeça, sentindo que a situação lembrava sua época com Nocthar.
A ansiedade começou a se contorcer em seu coração como uma serpente alada, mas ele a engoliu.
“Você não faz parte do Arrogante Ouro, nem do Estranho Triste, nem do Hipócrita Profundidade, nem da laia miserável…,” disse, encarando Kaden, cujo sangue ferveu ao ouvir nomes que ele nem conhecia. Então…
“Você faz parte da Morte, mesmo que não perceba. Ainda assim… você é permitido.”
O golem se levantou do chão, fazendo-o estremecer, a terra tremendo como se estivesse sendo atingida por um terremoto.
Kaden cambaleou, quase perdendo o equilíbrio e caindo.
Mas manteve-se firme ao perceber o que havia atrás do golem.
Ele recuou involuntariamente. Seu coração parou. Seus olhos se arregalaram de horror e admiração.
O golem parecia sorrir.
“Você tem permissão para dar uma olhada no sussurro de restos do meu amigo.”
“Vá… Bastardo Herdeiro de *****.”
“Vá espiar o que os deuses temeram.”
“Até o seu também.”
—FIM do Capítulo 232—