
Capítulo 133
Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!
{Bem-vindo ao Fokay, Zaki Caelion, Filho dos Céus.}
A voz fria, plana e sem emoção de A Vontade ecoava por todo o espaço completamente escuro onde Zaki repentinamente se encontrava.
Um lugar de quietude e vazio, onde todo recém-chegado era primeiro levado diante dela antes de entrar oficialmente no Fokay.
{Decidindo seu ponto de início…}
Zaki olhou ao redor cuidadosamente, o coração pulsando forte, as mãos firmemente agarrando os cabos de suas duas adagas—o legado de sua mãe, seu fio de esperança—repetindo seu mantra sem parar, se mantendo firme, se preparando para o que viria, e segundos depois:
{Ponto de Espawning: O Jogo de Liberdade Subterrâneo.}
De repente, o espaço ao seu redor se distorceu e rachou, arrancando-o do vazio preto e jogando-o em—
"UOUOOOOOHHHHHHHHHH!!!"
"MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR!!!"
Sua cabeça foi instantaneamente tomada por gritos. Gritos altos, frenéticos, sedentos de sangue de todas as direções, o som caindo como ondas de loucura, desorientando-o, fazendo sua visão ficar turva por um segundo enquanto ele, por instinto, levantava a cabeça para observar seu entorno…
…e seu coração gelou.
Ele estava em uma arena.
Uma arena circular enorme, cheia até o limite com espectadores que rugiam, parecendo que não viam paz há séculos. As arquibancadas subiam alto, enrolando-se ao redor do campo de batalha como uma mandíbula fechada esperando para se cerrar.
A própria arena era antiga—antiquíssima, até—mas exalava força e brutalidade, suas paredes cobertas de sangue seco, o ar carregado de poeira e violência.
E do outro lado do amplo campo de batalha, Zaki viu homens, mulheres, crianças, beastkins, elfos, humanos—de todas as raças e idades, roupas rasgadas, corpos marcados por cortes e hematomas, separados, com olhos cheio de desconfiança, ódio, desespero… e algo mais.
Resignação.
E em cada um deles, um número estava costurado na roupa como uma marca, os reduzindo a nada mais do que jogadores em um jogo cruel.
A multidão rugia, com os olhos brilhando de uma alegria insana, até que de repente…
…tudo parou.
O silêncio caiu como uma lâmina.
E cada par de olhos—olhares insanos, riantes, tortos nas arquibancadas—voltaram-se para Zaki.
Ele sentiu.
Todos os olhando.
Como se fosse carne fresca jogada em uma cratera de feras famintas.
Uma voz explodiu acima, retumbando pelo céu como um trovão envenenado de crueldade.
"DAMA, SENHOR! OLHE ISTO, UM NOVO PARTICIPANTE INESPERADO NO NOSSO JOGO AMADO!"
"MAS quem somos nós para negar as boas intenções da Vontade?!"
No céu, flutuava um homem de cabelos texturizados e azul gelo, olhos negros sem alma, vestido com uma roupa demasiado elegante para este mundo selvagem. Ele segurava um alto-falante rúnico que amplificava sua voz a cada palavra, e no momento em que falou, a multidão enlouqueceu novamente—
"SIM!!!"
"MATAR! MATAR! MATAR!"
Zaki recuou instintivamente um passo, mas então viu.
Um número apareceu no peito de sua roupa antes impecável, brilhando em vermelho e afiado como se tivesse sido gravado com uma lâmina.
11002.
Seus olhos se arregalaram.
Ele olhou para cima.
E o homem de cabelos azuis estava sorrindo para ele com uma expressão fria e doentia por trás dos olhos.
"Você está com muita sorte, número 11002. O jogo de hoje é simples."
Sua expressão se alargou. Era um sorriso largo demais, perturbador.
"Sobrevivam ao ataque de uma besta de nível mestre por meia hora."
"Façam isso… e estarão mais perto da liberdade e de tesouros além da sua imaginação."
Com isso, ele estalou os dedos.
Uma jaula enorme caiu do céu, batendo com um estrondo ensurdecedor, sacudindo a arena, e dentro dela havia uma besta que fez todos os participantes congelarem de terror.
Era um leão, mas não qualquer leão.
Sua juba era de fogo. Seu corpo era de aço derretido. Seus olhos eram profundos poços de fúria e ódio, e o calor extremo emanando dele fazia o ar ao redor vibrar e se distorcer.
Os espectadores?
"SIM!!!"
"SANGUE!!! QUEIME!!! MATANÇA!!!"
Eles gritavam, riam, babavam por carnificina.
E então,
"COMEÇA!!!"
A jaula se quebrou.
O leão rugiu, um som que destruiu pedra, e fogo explodiu em todas as direções enquanto ele avançava com uma ferocidade que ignorava o choque de Zaki, sua posição de rank ou sua confusão.
'Que porra é essa—?!' Zaki mal teve tempo de amaldiçoar, quanto mais de se mover.
Mas não havia tempo.
Sem período de tolerância.
Sem proteção.
Uma fera de nível mestre já estava a caminho dele.
O Jogo…
…tinha começado.
"O que foi que você acabou de dizer, Meris?"
Uma voz, aguda e severa, ecoava por uma sala diferente de todas as outras.
As paredes se movimentavam incessantemente, pulsando com a essência elemental do mundo—um momento frio, outro momento de fogo, depois pesado como se a gravidade tivesse se multiplicado, depois leve e ventoso, depois eletrificado, depois encharcado de água—era caos e harmonia ao mesmo tempo, uma sala construída para representar a convergência de todas as coisas.
E lá dentro, duas mulheres estavam sentadas.
Uma era jovem, mal dezessete anos, com cabelo roxo até os ombros, olhos prateados calmos, porém ardendo de determinação silenciosa.
Meris Elamin, nossa querida segunda favorita.
A outra era mais velha.
Sem tempo determinado.
Uma mulher de beleza que desafiava palavras e cuja presença fazia até os elementos se curvarem.
Cabelos roxos mais escuros que os de Meris, olhos como violinos carregados de tempestade—profundos, infinitos, entrelaçados com poder, inteligência e uma ferocidade oculta.
Seu vestido prateado abraçava seu corpo como luz da lua envolta em tentação, mas era sua aura, não o vestido, que tornava impossível desviar o olhar.
Era uma matriarca.
Era uma líder.
Mayari Elamin, Matriarca da Família Elamin.
Ela olhava para sua filha com descrença.
Mas Meris não vacilou.
Pois, hoje, ela não recuaria.
"Eu disse que amo Kaden Warborn. E quero me comprometer com ele."
O silêncio que seguiu foi ensurdecedor.
Mayari estreitou os olhos.
"Você é burra?"
"Nem vou perguntar como você acabou gostando de alguém daquela clã bruto, mas acha mesmo que a família Elamin pode se casar com os Warborn?"
"Você acha que os poderes em Waverith vão permitir isso?"
"O Cerveau sozinho queimaria cidades por menos."
"Você não está pensando direito, Meris?"
Ela estava furiosa e tinha toda razão para estar.
Pois não se tratava apenas de amor. Era sobre alianças. Poder. Política. Posição.
Meris já tinha sido alertada, como Lari lhe tinha contado.
Ela sabia.
Mas mesmo assim…
"Não há motivo para temer. Com a união de Elamin e Warborn, ninguém poderá nos enfrentar," disse Meris com firmeza.
Mas sua mãe nem piscou.
"Eu não permito."
Mayari recostou-se na cadeira, os olhos afiados como lâminas de tribunal.
Meris mordeu o lábio.
Ela sabia que não seria fácil.
Sua mãe não era alguém facilmente persuadida por sentimentos mesquinhos. Ela agia pelo bem da família, pelo legado, por força.
Então, se ela quisesse convencê-la, precisava usar a razão. Precisava dar uma justificativa—não sentimental, mas estratégica.
Pois, na visão de Mayari, tudo o que via era uma menina imprudente perseguindo um menino que vinha de uma clã de guerreiros e caos, trazendo problemas mais do que tudo.
Assim, Meris mudou de abordagem.
"Ainda tenho um pedido, não é?" ela falou de forma tranquila, inclinando a cabeça.
Mayari levantou uma sobrancelha.
"Sim."
"Então quero usá-lo."
"Quero convidar Kaden para esta casa. Quero que você o conheça."
"E não diga que não pode. Você prometeu realizar um pedido meu na minha evolução e disse que não recusararia, qualquer que fosse, desde que não colocasse a família em risco."
Mayari ficou em silêncio.
Tempo suficiente para Meris começar a ficar preocupada.
Mas então,
"Tudo bem."
"Mas será secreto. Ninguém mais ficará sabendo. Somente você e eu. Combinado?"
Meris assentiu.
E com isso, ela se levantou, virou-se para sair, mas justo na hora em que alcançava a porta, a voz de sua mãe ecoou atrás dela, suave mas cortante:
"Você realmente o ama?"
Meris hesitou.
Um sorriso lento se espalhou pelos seus lábios.
Depois, sem se virar, sua voz flutuou como seda atrás dela:
"Mais do que você consegue imaginar, mãe."
Então, ela desapareceu, deixando uma mãe com o coração cheio de sentimentos complicados.