Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Capítulo 109

Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Kaden se encontrou novamente atrás de uma árvore feita com uma mistura de aço e madeira enquanto olhava para a entrada da cidade à sua frente.

Desta vez, ele não se questionou sobre o que faria ou algo do tipo.

Ele já havia feito isso uma vez, então simplesmente repetiu a ação.

Capturou os dois coelhos negros novamente, depois os fundiu de forma instável antes de jogá-los em direção aos guardas de aço vivo.

Com a distração causada pela explosão das criaturas, ele conseguiu se infiltrar facilmente.

Assim que entrou, Kaden aplicou a mesma técnica que usara antes — fazendo seu corpo refletir e refratar a luz como um espelho para se tornar invisível, mascarando seu cheiro usando a energia cinética gerada por seu atributo de velocidade, que emitia um cheiro chamuscado, de queimado.

Dessa forma, Kaden seguiu direto para a Bigorna de Aço em alta velocidade, sem perder tempo.

Logo, a Bigorna de Aço estava bem na sua frente. Instantaneamente, ele sentiu um leve pressentimento de perigo.

Era menor do que na última vez, o que significava que a criatura grandmaster não estava por perto, levando-o a soltar um suspiro aliviado antes de avançar confiante em direção à porta preta.

Quando chegou lá…

'Droga…!' Kaden amaldiçoou internamente ao ver que a porta estava fechada e trancada.

Era uma notícia tanto boa quanto ruim.

Porque isso significava que a mulher Cerveau não estava ali, o que era bom, mas o ruim era que agora ele tinha que encontrar uma maneira de entrar sem causar nenhum barulho.

Fácil de falar, mas difícil de fazer.

Mesmo assim, ele observou a porta e notou alguns runas inscritas nela. Runas profundas e poderosas que, sinceramente, ele não fazia ideia de como interpretar.

'Pense, Kaden, pense… você não pode perder tempo. Essa mulher vai chegar logo.' Sua mente acelerava com diferentes pensamentos, buscando uma solução.

Começou a refletir sobre como as runas funcionavam, sobre o fato de que elas precisavam de mana para funcionar e—!!

Os pensamento de Kaden interromperam-se abruptamente.

'Mana… elas só funcionam com mana.'

Significando que, se não houvesse mana para alimentá-las, elas simplesmente não funcionariam.

Kaden sorriu de repente e agiu sem hesitar. Levantou a mão e ativou sua habilidade: Chama de Sangue.

Uma chama líquida de tom carmesim profundo apareceu em sua palma, girando com estrelas azuis cintilantes dentro dela, e sem pausas, começou a queimar cada runa que via.

Ele garantiu de levar sua percepção ao máximo, pois algumas runas poderiam não ser visíveis a olho nu, mas parecia que os aço vivo ou ainda não tinham esse nível de percepção, ou simplesmente não achavam necessário escondê-las.

Assim, após queimar as runas, seu brilho passou de um esplendor misterioso para brasas tênues.

Ele não destruiu nem queimou toda a mana dentro delas — deixou o suficiente para que as runas permanecessem ativas, permitindo sua passagem sem disparar qualquer alarme.

Afinal, era preciso uma certa quantidade de mana para que uma runa funcionasse corretamente.

E Kaden usou essa fraqueza a seu favor, entrando sem problemas.

Ele entrou silenciosamente, depois fechou a porta lentamente atrás de si. Assim que ela se fechou, para garantir, ele injetou nela sua própria mana para revitalizar as runas, fazendo tudo parecer intocado.

'Ficou bom eu ter atingido um certo nível de maestria antes de reviver.' Ele não pôde deixar de se sentir satisfeito.

Ele focou no seu entorno, e tudo o que viu foram escadas descendo… para o subterrâneo.

As escadas eram feitas de aço vermelho que parecia queimar suavemente.

Nesse momento, Kaden não pôde deixar de franzir a testa — ele não sentia nenhum calor.

Era como se estivesse resistente à temperatura.

'Provavelmente um benefício escondido da síntese,' pensou, antes de começar sua descida.

Logo, ele chegou ao piso térreo, e o que viu gelou seu coração.

Havia um corredor no centro — uma passagem de caminhada — e de cada lado, celas. Celas apertadas, feitas de aço vermelho, que constantemente explodiam em fogo. Até as paredes e os pisos das celas tremeluziam com chamas sutis aqui e ali.

Kaden olhou dentro delas e viu criaturas. Algumas eram cobras, outras aranhas ou até formigas gigantes. Todas mantidas em condições extremamente precárias.

Quando elas o viram, Kaden esperou alguma reação… mas nada aconteceu.

Elas apenas o encararam com olhos sem vida, como se já tivessem há muito tempo perdido a esperança de algo ou alguém.

E ele não se importou.

Ele não estava ali por causa de algumas criaturas.

Assim, continuou caminhando até chegar ao final do caminho e lá… só havia uma cela.

Seu coração começou a bater forte, seu corpo tremente sutilmente enquanto o medo de ver o que aquilo escondia se instalava.

Por um momento, ele parou — sua apreensão era real. Mas se endireitou, deu um passo à frente e se posicionou em frente à cela… e olhou para quem estava dentro.

Olhou para a mulher lá dentro.

Olhou para a mulher de cabelos negros e olhos vermelhos.

E no instante em que seus olhos encontraram os dela… em Daela…

BUM—!

O coração de Kaden pulou uma batida.

Ele imediatamente caiu de joelhos, com força, batendo a cabeça contra o chão de aço da prisão subterrânea com um barulho pesado.

Um ruído que Daela não deixou escapar. Ela levantou a cabeça com olhos indiferentes para ver quem fosse e—!

BUM—!

O coração dela também deu uma acelerada.

Seus olhos vermelhos abriram-se de choque. Ela tentou dar um tapa no próprio rosto com a única mão que lhe restava para ver se estava sonhando, mas estava acorrentada.

Mesmo assim, a dor que sentia foi mais do que suficiente para confirmar que aquilo… era real.

“K-Kaden…? F-foi você, Kaden?” A voz de Daela saiu tremula — uma mistura de alegria por finalmente ver seu irmãozinho e medo do que poderia acontecer com ele nesse lugar.

Por isso,

"Corre… corre! Não fique aqui antes que te encontrem! Vá e não volte mais. Só diga ao pai e à mãe!" A voz de Daela tremia de urgência… de emoção.

Pela primeira vez, ela falou com Kaden com sinceridade, mas Kaden sequer escutava.

No instante em que viu o estado de Daela, ele apenas a encarou sem expressão, como se sua mente se recusasse a processar o que via.

O corpo de Daela estava destruído. Seu braço direito e sua perna esquerda tinham sido cortados brutalmente, todo o corpo repleto de feridas profundas, expondo a carne branca dos ossos.

As roupas dela estavam rasgadas em todos os lugares, parecendo uma mendiga das favelas.

Ao ver aquela visão… a condição dela… como ela estava irreconhecível daquele jeito…

Lágrimas começaram a escorrer dos olhos carmesim de Kaden.

Não lágrimas brancas.

Mas negras profundas.

Seu Traço — Lágrimas Silenciosas — havia sido ativado.

—Fim do Capítulo 109—

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