
Capítulo 93
Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!
Kaden leu cada notificação com atenção concentrada.
De LimitBreaker… a Transcendente.
Não era apenas uma mudança de título, era uma transformação de identidade. Uma declaração. Significava que ele já não estava apenas ultrapassando os limites impostos pelo seu nível ou existência, ele os transcendia. Estava ascensando a um novo reino de ser, aquele que não era mais atado à ordem natural.
Ele não caminhava mais simplesmente pelo caminho do poder.
Estava se tornando algo além do humano.
Mas então—
'Sou proibido de aceitar qualquer missão de evolução, a menos que ultrapasse todos os limites de atributos do meu nível?' Kaden levantou uma sobrancelha, um breve lampejo de curiosidade nos olhos.
Porém, ele não se incomodava.
Na verdade, ele já tinha a intenção de fazer exatamente isso. Superar tudo. Quebrar cada teto que ousasse limitar seu alcance.
E agora, mais do que nunca, ele estava curioso—o que ele se tornaria ao chegar ao fim desse caminho?
Kaden sorriu levemente, quase de inércia, antes de se levantar e alongar lentamente o corpo.
"Preciso de mais alguma coisa?" ele perguntou em voz baixa, quase contemplativa.
Pois mesmo que pudesse morrer e reviver sem problemas… ele não tinha intenção de morrer de forma inútil. Não por descuido ou falta de preparação. Não às mãos de uma besta fraca demais para merecer isso.
Então, sentou-se e refletiu.
Planejou tudo o que poderia precisar—artefatos, itens, backups—qualquer coisa para otimizar suas chances e garantir que, se fosse sangrar, nunca seria em vão.
Depois, quando sua lista mental esteve completa, virou-se para Little Rory.
Ela permanecia lá, simplesmente assistindo, pacientemente, empoleirada como uma sombra leal.
Kaden assentiu, divertido com o fato de ela ser tão desembaraçada, se quisesse.
'Parece que cuidar dela não será tão irritante quanto imaginei,' pensou com um leve sorriso de escárnio.
"Little Rory," disse, sua voz casual, mas sincera, "como uma besta que é… acha que há algo em especial que eu deva preparar para essa missão?"
Sentou-se numa cadeira feita inteiramente de sangue endurecido, do outro lado dela.
Seu controle sobre o elemento sangue tinha se aprimorado tanto que ele mal pensava duas vezes antes de manipulá-lo para criar móveis.
Little Rory inclinou a cabeça, seus olhos de corvo piscando pensativamente. Parecia buscar, fundo em sua mente, alguma sabedoria há muito perdida.
Kadenesperou.
Paciente.
Quando seus olhos se iluminaram de repente com uma compreensão, Kaden se inclinou um pouco, esperando algo profundo.
"Na verdade, não sei, Mestre!" ela exclamou com brilho no olhar.
Kaden piscou.
Depois, devagar, mecanicamente, ergueu a cabeça para olhar novamente, só para ter certeza de que ela não estava brincando.
Porém, sua expressão demonstrava uma inocência séria.
Ele suspirou.
"…Obrigado pela grande ajuda, Little Rory," disse com ar seco, balançando a cabeça.
E ela se inflou de orgulho, completamente confundida, achando que ele ficara impressionado com sua sabedoria.
"Mestre! Não se preocupe, vou ajudar muito você!" ela declarou, inflando o peito e batendo uma patinha com uma única pequena asa.
Kaden olhou fixamente para ela.
Depois piscou.
Então,
"…sim."
Ele não tinha ideia do que mais deveria dizer.
…
Mais tarde, naquele dia, Kaden saiu de sua casa com Little Rory empoleirada no topo de sua cabeça, caminhando casualmente pela cidade de Asterion.
Ele admirava as ruas, as pessoas, a pulsação da cidade enquanto comprava discretamente todos os artefatos e preparativos necessários para a jornada que tinha pela frente.
Ele tinha duas semanas.
Mas Kaden, sendo quem era, decidiu que naquele dia seria o dia.
Começaria sua missão de evolução agora.
Os três se moviam juntos como um só.
…
O processo de deixar Asterion foi igual de sempre. Desta vez, porém, Kaden tomou cuidado para evitar Ray, o guarda da porta, excessivamente amigável e sempre tagarelando.
Assim que saiu, começou a correr, mesmo em ritmo moderado, acelerado mais do que um carro de corrida na Terra.
Era um borrão. Um espectro que se movia de um lado a outro, nunca completamente presente, nunca totalmente ausente.
Não demorou para que chegasse à entrada familiar da Floresta de Asterion.
Não tinha se alterado.
E no instante em que chegou,
DING!
[Você recebeu uma nova missão: Missão de Evolução I]
[Dificuldade: Variável.]
[Descrição: Essa é sua primeira missão de evolução. É o momento de abraçar sua verdade. Satisfazer seu desejo. Ir até o limite. exterminar todos. Fazer com que a Morte e o Sangue sejam tão potentes, tão puros, tão intensos, que essas duas zonas dificilmente se recuperarão do que você deixar para trás.]
Uma pausa. Então—
[Complete essa missão em uma semana.]
[Recompensa: Depende do desempenho.]
[Penalidade: Nenhuma.]
"Sangue… morte… sangue… morte…" Kaden murmurou, lendo a mensagem. "Isso é tudo que tenho ouvido ultimamente."
Parecia que ele estava reclamando.
Mas não se deixe enganar.
Você nunca pode confiar totalmente na palavra de alguém, especialmente de alguém como O Cerveau.
Se quer saber como uma pessoa realmente se sente… olhe nos olhos dela. Observe o rosto. Estude a postura.
E agora?
O rosto de Kaden estava torcido em um sorriso selvagem e brutal.
Ele não parecia incomodado.
Parecia faminto.
Ele avançou e entrou na zona externa da floresta sem stealth, sem sutileza, deixando sua presença explícita e deliberadamente.
Não demorou muito.
Os tolos vieram, um a um, depois em ondas.
Dezenas de bestas do nível Despertado apareceram, sedentas por sangue, suas intenções primais, sem raciocínio. Elas rosnaram, grunhiram, uivaram. Escorrendo baba enquanto se aproximavam, olhos vermelhos de fome, tratando Kaden apenas como uma carcaça ambulante.
Porém, ele não agiu.
Por enquanto.
Esperou até ser cercado—frente, trás, esquerda, direita—por bestas tão insignificantes que nem se deu ao trabalho de nomeá-las ou contá-las.
Então, moveu-se.
Kaden desembainhou Reditha, sua mão direita fechando-se ao redor do cabo como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Assim que as bestas viram a espada, entraram em frenesi.
O chão tremeu. O vento se torceu. O ar ficou carregado de uma intenção de matar tão forte que pressionava os pulmões como ferro.
Mas em meio a esse caos…
Kaden permaneceu calmo.
Sua mente estava limpa. Silenciosa. Sem uma dúvida, sem distrações. Apenas duas coisas ecoavam em seus pensamentos:
A Morte e o Sangue.
E finalmente, quando as bestas estiverem bastante próximas,
Reditha começou a brilhar, de um vermelho profundo, como se tivesse sede do que ia acontecer.
O tempo desacelerou para Kaden. Seus pensamentos aceleraram. Sua respiração se aprofundou.
Ele assumiu uma posição.
Então,
Corte!
"Eco Carmesim."
Sua voz ressoou pelo ar.
E, um momento depois… começou a chover.
Não era água.
Mas sangue.
Uma chuva sangrenta.