Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Capítulo 13

Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Ufa… ufa… ufa…

Respiração pesada e irregular ecoava pela pequena caverna.

Dentro, Kaden estava recostado contra a parede, o peito subindo e descendo de forma rápida e descompassada.

Ele estava completamente exausto. Seu corpo ardia. Suas pernas doíam.

Ele tinha corrido por… quem saberia quanto tempo.

"Fodido monstro," ele murmurou baixinho.

A cabeça recostada na pedra fria, ele lentamente tentou acalmar o coração que acelerava.

"Estava perto…"

Chegou a ficar perto demais.

Aqueles lobos não eram apenas animais selvagens — eram predadores sedentos de sangue, com força e número suficiente para dominá-lo. Ele tinha muita sorte de estar vivo.

Ele cerrava a mandíbula.

No Solar de Warborn, ele treinara mais do que a maioria. Os tormentos físicos foram brutais — mas ainda eram treinamento. Ainda era uma zona segura.

Por mais difíceis que as coisas ficassem, havia uma garantia: ele não morreria.

E, por saber disso, tinha suportado. Empurrado adiante. Porque o pior cenário era a dor —não o fim.

Mas isso?

Isto era diferente.

Lá fora, na floresta, rodeado por monstros que queriam estraçalhá-lo e devorá-lo vivo?

A morte era real.

E isso o aterrorizava.

Kaden suspirou e passou uma mão trêmula pelos cabelos.

O que o assustava ainda mais, porém, era a verdade: naquele momento… quase tinha escolhido a morte.

Não porque estivesse sem opções.

Mas porque sabia que voltaria.

Esse tipo de pensamento?

Era veneno.

"Se eu ficar fazendo isso…" ele murmurou com amargura, "nunca vou conquistar nada."

Morte não pode ser uma fuga.

Não pode ser o caminho fácil.

Então, uma ideia surgiu na cabeça dele como um sussurro.

"Então… o que é a Morte pra mim?"

Se ele não podia enxergá-la como um refúgio — qual era seu propósito? Principalmente para alguém como ele, que podia reviver, que podia voltar várias vezes.

De repente, o sistema falou.

[A Morte é o que você deseja que ela seja.]

As palavras cortaram seus pensamentos como uma faca.

[Você fez bem em recusar escolher a morte como forma de fuga.]

[Porque, uma vez que você define o que a Morte é para você, mudar essa percepção se torna incrivelmente difícil.]

Kaden franziu o cenho. "Então você está dizendo que a Morte é… subjetiva?"

[Sim.]

[Para passar por inúmeras mortes e manter a sanidade, você precisa de uma compreensão clara do que a Morte significa para você.]

[Caso contrário, você vai quebrar.]

[Por isso, escolha com sabedoria, Host.]

Kaden assentiu lentamente, a cabeça apoiada novamente na parede.

Graças aos quinze pontos que tinha investido na Constituição, suas feridas estavam cicatrizando mais depressa. Ainda assim, a dor persistia.

"Ainda não posso atribuir pontos à Vontade?" ele perguntou.

[Não.]

O olho de Kaden piscou involuntariamente.

[Você ganhará esse direito assim que descobrir o que a Morte realmente significa para você. Até lá, não vai encontrá-la — porque ainda não deixou ir.]

Sistema típico. Enigmático e frustrante.

Fazer sentido disso só lhe dava dor de cabeça.

Tudo bem. Pode deixar para depois.

Ele tinha outras coisas em que pensar.

"Estou perto daquela masmorra…" ele murmurou, puxando um mapa gasto e amassado do peito.

Algumas horas de viagem, talvez menos.

"Mas primeiro — preciso me recuperar. Completamente."

Fechou os olhos. Deixou-se respirar. Descansar. Curar.

Antes que a inconsciência o tomasse, sussurrou: "Deveria começar a entender melhor minha habilidade… Reservatório de Sangue…"

A voz dele sumiu enquanto o sono o dominava.

Chegou a manhã.

A luz suave filtrava na entrada da caverna.

Kaden acordou, sentindo-se visivelmente melhor. As feridas estavam quase fechadas, e sua mente mais clara.

Estava quase pronto para partir.

Mas antes — algo mais.

"Reditha, libere o sangue," ele falou calmamente.

O líquido carmesim cintilou no ar.

Kaden franziu a testa. "Isso está muito lento…"

Em uma luta real, gastar fôlego dando comandos seria perigoso. Mortal, até.

Seu olhar foi até a lâmina descansando em seu colo.

"Você é minha Origem. Estamos ligados."

Seus olhos se estreitaram.

"Não consegue me entender… sem palavras?"

Reditha pulsou faintemente, brilhando em vermelho como reconhecimento.

Kaden sorriu. Um sorriso tranquilo, cansado.

"Então, está decidido."

Ele fechou os olhos novamente. Concentrou-se.

Desta vez, não falou.

O sangue subiu ao ar.

Bom.

Ele recordou a descrição da habilidade. Não era só para moldar armas.

Podia também se recuperar.

Seus olhos se abriram de repente.

"…Recuperação. Droga. Como pude esquecer essa parte?!"

Ele gemeu de frustração. Como pôde deixar passar algo tão importante?

Porque eu entrei em pânico. Porque não treinei o suficiente. Porque não entendo minhas próprias habilidades.

E esse erro poderia matá-lo.

Ele não perdeu mais tempo.

Começou a treinar.

Ainda havia tempo — um mês completo para completar a missão. Mas, se continuasse sem dominar, iria morrer várias vezes sem entender o motivo.

O sangue começou a girar ao redor dele. Lentamente, no começo. Ele focou em formar formas — simples.

Adagas pequenas. Uma após a outra.

As primeiras eram fáceis.

A quarta? Um pouco de resistência.

Na sexta, suor escorria pelo rosto. Seu controle vacilava.

Na sétima —

SPLASH—!

O sangue se transformou em líquido, espalhando-se pelo chão.

Ufa… ufa…

Kaden respirava com dificuldade, os ombros arfando.

"Isso… não é fácil."

Principalmente porque cada manipulação consumia mana — e sua reserva era limitada.

Mas, se aquilo comprovasse algo, era a importância do controle.

E quão despreparado ele ainda estava.

Então —

[DING! Você recebeu uma Nova Missão.]

[Tipo de Missão: Normal]

[Título: Incompetência Inaceitável]

[Descrição: Como Filho do Sangue, como você não consegue manipular seu elemento com precisão? Inaceitável. Treine sua Manipulação de Sangue até um nível aceitável.]

[Recompensa: 150 Moedas da Morte, 15 Pontos de Atributo]

[ Penalidade: Todas as feras em um raio de 1 km irão perceber sua presença.]

[Prazo: 7 dias]

Kaden leu a penalidade e suspirou.

"…Que louco."


Mas não discordou.

Ele se levantou novamente. Encarou o sangue que girava ao seu redor. E retomou seu treinamento.

Foi difícil. Exaustivo.

Mas ele estava construindo algo real.

E isso que realmente importava.

—Fim do Capítulo 13—

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