
Capítulo 7
Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!
Huff… bom fôlego… bom fôlego…
Kaden estava de joelhos.
Seu peito subia e descia de forma irregular, suor escorrendo pelo rosto, encharcando a camiseta de treino. Seus pulmões queimavam a cada inspiração, seu corpo protestava.
Cinco voltas. Apenas cinco voltas pelo campo de treinamento do Warborn.
Ele subestimou totalmente o que isso significava.
"...Droga," murmurou entre os respiros ofegantes.
Não havia tempo para se lamentar. Ele olhou para a contagem regressiva pairando na visão.
Um pouco mais de uma hora restante.
E o restante da missão ainda o aguardava.
Kaden se obrigou a se levantar. Havia feito um voto — parar de reclamar. Não importava o quão difícil fosse o caminho, ele o percorreria.
Arrastar-se, se fosse preciso.
É doloroso, sim. Mas essa era a dor que ele escolheu. E isso… isso fazia toda a diferença.
"Puxar, depois empurrar… abdominal após. E terminar com a prancha."
Ele esboçou seu plano em um sussurro e foi até a barra de tração.
Mais.
Dois.
Três…
Cinco…
Vinte—
Seus braços tremeram. Sua pegada escorregou. Seus músculos gritaram.
Apenas vinte.
Nem pela metade.
Kaden apertou a mandíbula. Seus olhos vermelhos piscavam, brilhando fracos, como sangue girando dentro de um copo d’água.
"Ainda não."
Eu não terminei.
Ele insistiu.
Vinte um. Vinte dois.
Cada repetição era uma agonia, mas ele se recusava a parar.
…
Pouco longe, alguém o observava.
Daela Warborn permanecia em silêncio, seu olhar fixo no irmão mais novo.
Expressão impassível, como sempre. Postura perfeita. Seus olhos rubis, impossíveis de interpretar.
Por dentro, pensamentos agitavam-se.
'Por que ele está se esforçando tanto?'
'Será que tem medo das provas de Fokay?'
'…Será que vai se machucar?'
Ela hesitou. Uma fagulha de preocupação cruzou sua mente.
Devo parar ele?
"Tem medo do jovem mestre, minha senhora?"
A voz veio de trás dela. Sua criada— cabelos curtos e azuis, olhos da mesma cor, e um rosto doce demais para pertencer ao castelo Warborn.
"Não," respondeu Daela, fria.
Porém, Sana conhecia sua patroa.
Ela servira Daela desde a infância. Sabia como ela escondia sua preocupação por trás daquela máscara perfeita.
"Posso ajudar ele… se desejar."
Uma pausa.
Então—
"...Vá."
Sana sorriu suavemente para si mesma e se afastou.
…
No suporte, Kaden continuava a força nas sessões de trinta e seis.
Sessenta e oito. Sessenta e nove. Setenta.
Seu corpo doía.
Mas aquela dor? Ele a aceitava.
'É o preço que se paga para crescer.'
É momentâneo. É um lembrete de que estou vivo.
Kaden repetia essas palavras várias vezes.
Esse era seu mecanismo de enfrentamento.
Então—
"Jovem mestre Kaden."
Uma voz interrompeu seus pensamentos.
De surpresa, Kaden perdeu a pegada. Seu corpo caiu—
Mas um par de braços suaves e firmes o segurou antes de tocar o chão.
Ele olhou para cima.
Sana.
"Por favor, tome cuidado, jovem mestre," ela disse suavemente.
De longe, os olhos de Daela se estreitaram.
Ela viu Sana segurando o irmão e sentiu algo inflamando dentro de si.
'Como ela ousa…?'
Já estava mentalizando uma dezena de punições para sua criada excessivamente íntima.
Enquanto isso, Kaden rapidamente se levantou, afastando Sana.
"O que você quer?" ele brigou, com irritação cortante na voz. "Não vê que estou ocupado?"
"Só vim porque estava preocupada. Parecia que você estava se esforçando demais—"
"Estou bem," interrompeu Kaden, com voz mais firme desta vez. "Obrigado pela preocupação, mas não me distraia de novo."
Ele então a ignorou. Não tinha tempo a perder; sua missão ainda continuava.
Virou as costas e retomou seu treinamento sem mais palavras.
Sana ficou ali, incerta se deveria ir embora—mas permaneceu.
…
Kaden seguiu em frente.
Puxar.
Empurrar.
Abdominais.
E finalmente, a prancha.
Ele apertou os dentes durante cada segundo de manter-se na posição por cinco minutos. Seus músculos tremiam. Sua visão embaçava.
Mas ele não parou.
Quando o último segundo passou—
[Tempo restante: 00:00:34]
DING!
[Missão concluída.]
[Recompensa: 50 moedas da morte. 5 pontos de status ganhos.]
Kaden desabou.
Seu corpo caiu pesadamente no chão. Seus esforços ofegantes, braços frouxos ao lado do corpo.
Tudo doía.
Cada parte dele gritava.
E ainda assim… ele sorriu. Só um pequeno sorriso.
Mas era sincero.
Porque ele tinha resistido. Porque cumpriu o que prometeu.
Porque não desistiu no meio por causa da dor. Não é uma coisa pequena, considerando como Kaden viveu sua vida passada.
E aquilo—
Aquela determinação de não desistir.
Esse foi o primeiro passo.
Um pequeno passo, com certeza.
Mas toda jornada, toda lenda, todo rei—
Começa do mesmo jeito.
Os olhos de Kaden se fecharam lentamente ao pensamento. Ele caiu no sono, exausto.
Sana o olhou com um leve espanto: 'O jovem mestre sempre foi assim?' ela se perguntou interiormente.
Então passos se aproximaram por trás.
Daela.
Ela se ajoelhou, pegou o irmão sem uma palavra e o fez descansar nos braços, como se ele fosse peso de nada.
Sana recuou instintivamente.
Quando Daela entrou no quarto, olhou para o Kaden adormecido.
Um sorriso suave permanecia nos lábios dele.
E ao ver esse sorriso…
Daela sorriu também.
"Fofo," murmurou.
Os olhos de Sana se arregalaram, impressionados.
Não pelo querer do jovem mestre desta vez.
Mas por uma das raras coisas no castelo Warborn—
Um sorriso de Daela.
—Fim do Capítulo 7—