Me tornei a filha adotiva do protagonista masculino.

Capítulo 142

Me tornei a filha adotiva do protagonista masculino.

“…Huh!”


Surpresa, Varia rapidamente voltou pelo caminho de onde tinha vindo.


Mas, não importa onde olhasse, o garoto com quem tinha vindo não estava em lugar algum.


Ela até voltou ao café de sobremesas onde tinham parado antes, mas o filho do Marquês também não estava lá.


“A-A carruagem!”


De repente, lembrando da carruagem, Varia correu para o local onde a carruagem da família Pardus tinha ficado esperando.


Mas o garoto também não estava lá.


A carruagem havia partido.


Varia parou na hora, congelada no lugar. Um calafrio percorreu sua espinha.


E então—


“Aff!”


Alguém agarrou seu pulso com força e puxou-a com força. Varia, ainda atordoada de procurar pelo garoto, cambaleou.


Mas ela rapidamente voltou a si, soltando seu braço de um puxão forte.


Então, virou-se para encarar quem houvesse ousado tocar nela.


“…Lota?”


Era sua irmã mais nova.


“O que você tá fazendo aqui?”


Mesmo já tendo passado algum tempo desde a última vez que se viram, Lota pulou a qualquer cumprimento e foi direto ao ponto, cobrando explicações.


“Você tem noção do quanto o pai está preocupado? A mamãe voltou pra cama de novo por sua causa! Onde você foi esconder?!


“E o que você tá fazendo?”


Varia finalmente percebeu a dor persistente no pulso e fez uma expressão de desagrado.


Ela olhou para baixo e viu que estava vermelho e inchado. Havia até um arranhão—marca das unhas da Lota.


“Você ainda não saiu desse hábito de arranhar as pessoas quando fica nervosa?”


“Irmã!”


Lota gritou sem pensar, assustando-se ao perceber o que havia feito.


As pessoas ao redor começaram a olhar para as irmãs Erbanu com curiosidade.


Sente-se desconfortável com o olhar alheio, Lota pegou o pulso de Varia novamente e a arrastou para um beco mais tranquilo.


Varia, que também não gostava de chamar atenção, seguiu em silêncio.


Quando ficaram sozinhas, Lota retomou a conversa.

"Você vai crescer um dia, hein?! Por que você é sempre tão egoísta?"


"Então devo deixar meus pais controlarem minha vida assim, com essa idade?"

Varia respondeu de forma fria.


"Agora sou independente, e me sinto totalmente no direito de desprezar o título de conde inútil que você adora usar."


“Irmã!”


"Cuide da sua vida."


Os olhos de Varia ficaram glaciais enquanto encarava a irmã, fazendo Lota, que estava cheia de fúria justa, estremecer.


Era sempre assim.


Sempre que sua irmã ficava brava, Lota sentia como se estivesse diante de uma fera selvagem, completamente indefesa.


Especialmente quando a voz de Varia caía naquele tom assustadoramente calmo—não apenas destruía o espírito, mas o enterrava no chão.

Ela sentia isso agora também, as bochechas queimando de vergonha.


“…E mesmo sendo a perfeita…”


Lota cerrava os olhos. Seus olhos se estreitaram.


“Você é quem tá colocando tudo a perder nesse plano genial da família?”


“Isso é o que o pai chama de ‘plano genial’ agora?”


“Como mais você chamaria então?!”


Lota suspirou profundamente.


“Pense, vai?”


Ela cutucou a cabeça de Varia com um dedo, como para dar um choque de sensatez na irmã.


“Se isso der certo, tanto a Casa Erbanu quanto a Olor vão ficar no topo. Especialmente a Olor—eles estão na graça do Imperador neste momento. Podem empurrar Pardus de lado e se tornar uma casa de marqueses!”


Seu rosto se iluminou com um sorriso.


Ela até comentou que os Olors poderiam se tornar a nova casa ducal que governaria o Sul.


Seu orgulho de mulher casada com a família Olor, sua sensação de superioridade sobre a irmã, que era só uma funcionária pública de nível baixo—tudo isso fervia dentro dela.


“E você também se beneficiaria disso.”


“Não quero esse ‘benefício’ de jeito nenhum.”


Varia fez um gesto como se aquilo já fosse o suficiente, como se não quisesse perder mais tempo com aquele absurdo.


Ela não tinha mais tempo a perder com besteiras. Precisava encontrar o filho do Marquês e descobrir onde diabos a carruagem tinha ido.


“Estou ocupada, então vamos nos—”


“Você sempre acha que é melhor que todo mundo!”


Lota segurou-a novamente, justo quando Varia se virou para sair.


“Você sempre foi assim!”


“Acha que é a única que tem razão, só porque é a melhor!”

Os olhos de Varia se estreitaram, e Lota apertou ainda mais seu pulso.

“...Você acha que é tão maravilhosa agora, mas está abaixo de mim.”


Depois de toda a gritaria, Lota, de repente, sorriu de um jeito provocador.

“Sou esposa do herdeiro do Visconde Olor.”

Você realmente entende o que isso significa?”


Lota zombou.

“Sou cunhada da Sua Majestade a Concubina. A pessoa que o Imperador adora. Isso me coloca acima dela. Talvez até acima da Imperatriz!”

“Cuidado com o que fala.”

Varia avisou.

Mas Lota não estava ouvindo. Parecia mesmo gostar de provocar.

“Sério, quem liga para títulos hoje em dia? Até aquela grande ~Nocturnável~ do Norte não é lá essas coisas!”


E então Lota pisou fora da linha.

“Que diabos uma criancinha filha de bastardos pode fazer? Ela é só uma criança.”


“Ah, ela faz muito mais do que vocês imaginam.”

Respondeu Leonia por si mesma.

E, como num passe de mágica, a expressão de Lota desapareceu, ficando pálida. Seus olhos verdes se arregalaram lentamente, aterrorizados ao olhar atrás dela.


Varia também ficou congelada.


“Eu ajudo meu pai no trabalho e também fui caçar monstros neste inverno.”

Leonia estava na entrada do beco, desfilando uma brincadeira com os dedos, um por um.

Ela usava uma blusa preta folgada, guarda-roupa básica, metida numa calça branca bem ajustada, que subia até a cintura.

Seus cabelos longos e pretos estavam presos em um coque alto.

“Eu canto um pouco.”

Na outra mão, ela segurava um gelato.

“E também sou bem boa em desenhar.”

Ela terminou sua pequena lista de talentos e ergueu a cabeça, sorrindo.

“Ainda sou uma cachorra, né?”

Porém, seus olhos negros e profundos não sorriam nem um pouco.


***


Assim que chegou à praça, Leonia foi direto ao café de sobremesas do qual Ferio tinha falado para ela.

De fato, era um lugar bastante popular—lotado mesmo. Ela decidiu levar seu gelato para viagem e comer enquanto passeava.

Ela usava um chapéu para esconder o cabelo preto, mas ainda assim evitava atrapalhar o movimento na loja.

O gelato de morango veio numa casquinha crocante.

“Meleis, quer um também?”

Ofereceu Leonia.

Mas Meleis recursou educadamente.

“Tô de plantão.”

“Fico até mal de comer sozinha...”

Então Leonia acabou comendo seu gelato sozinha, quando, de repente, avistou um rosto familiar.

“…Aquele é o Ter?”


Era ninguém menos que o neto do Marquês de Pardus.

Ela tinha ouvido que a família do filho mais velho do Marquês tinha vindo para a capital, mas não esperava encontrá-lo ali daquele jeito.

Estava quase indo saudá-lo, feliz por ver um rosto conhecido, quando parou no meio do caminho.

Ter não estava sozinho.

Havia uma mulher com ele.

Leonia olhou, de olhos arregalados, para o cabelo rosa sujo daquela mulher, mas rapidamente virou-se, arrastando Meleis consigo.

Seu coração batia forte.

Varia!

Era Varia.

Chocada, Leonia não conseguiu se acalmar. Preocupada, Meleis perguntou se ela estava bem, observando-a. Leonia forçou um sorriso radiante e disse que estava tudo bem.

Por dentro, ela não estava nada bem.

Isso tá tranquilo?

No enredo original, Varia e Ferio se conheceram primeiro na festa imperial do Primeiro Príncipe.

Mas eu não sou meu pai, então...

Não era tão estranho encontrá-la assim. Varia já estava na capital o tempo todo.

Mesmo assim, Leonia não tinha se preparado para encontrá-la assim, e aquilo a abateu.

“Senhorita Leonia.”


Justamente naquele instante, Ter se aproximou.

“Caramba, você me assustou!”

“Como tem estado?”

“Você podia fazer algum barulho quando caminha, hein?!”

“Você tá cada vez mais parecida com o Marquês de Pardus!”

Leonia rosnou para Ter, que lhe respondeu com aquele rosto insuportavelmente amigável.

Quando era mais novo, ele chorava rios quando seu avô escondia uma risada, com medo de que o velho fosse morrer ali mesmo. Agora, com toda a gordura infantil sumida, sua linha do maxilar começava a aparecer com mais clareza.

Por mais que ela visse nele só uma pequena peste, não mudava o fato de que ela achava ele um incômodo pequeno.

“Uma mensagem do meu pai.”

“Do filho do Marquês?”

“Ele pediu para que eu entregasse ao Duque.”

Depois, apontou na direção da multidão.

Lá, Varia voltava ao café, claramente procurando por Ter—que era filho do herdeiro do Marquês.

“Ele disse para avisar: ‘Fui cuidar dela exatamente como você pediu’.”

“...Seu pai pediu isso?”

Os olhos de Leonia quase saltaram das órbitas.

“Não sei mais nada além disso.”

Ter deu de ombros.

“Mas ela deve ser uma convidada importante para o Duque.”

“...

“Bem, vou indo agora.”

Depois de dizer o que precisava, Ter entrou na carruagem e partiu.

Pouco tempo depois, Varia saiu do café e caminhou na direção do local onde a carruagem de Ter tinha ficado. Mas, é claro, ela já tinha partido.

...Não tô brincando, né?

Leonia, escondida nas proximidades, gritou internamente.

O pai sabia de Varia?

E mais: tinha mandado a família Pardus ficar de olho nela?

Leonia fechou os olhos com força.

Era tudo plano do pai!

Ferio soltando ela assim, ele falando daquele jeito de sobremesa famosa—tudo fazia sentido agora.

Leonia sentiu um calafrio.

No enredo original, Ferio e Varia deveriam se encontrar pela primeira vez no banquete de aniversário do Primeiro Príncipe.

Mas eu não sou o meu pai, então...

Não foi estranho encontrá-la assim. Varia já estava na capital desde sempre.

Mesmo assim, ela nunca tinha imaginado encontrá-la dessa forma, e aquilo a abalou.

“Lady Leonia.”

Quando, de repente, Ter se aproximou.

“Caramba, você me assustou!”

“Tem sido bem?”

“Será que matar você a fazer barulho quando anda?!”

“Você tá cada vez mais parecida com o Marquês de Pardus!”

Leonia rosnou para Ter, que respondeu com aquela cara amigável irritante.

Quando era mais jovem, ele chorava rios toda vez que seu avô tentava esconder uma risada, com medo de que o velho fosse morrer ali mesmo. Agora, com toda aquela gordura adolescente sumida, seu maxilar começou a ficar mais definido.

Nem que fosse um pequeno incômodo, ela ainda via nele só um pequeno rival inconveniente.

“Uma mensagem do meu pai.”

“Do filho do Marquês?”

“Ele pediu para que entregasse ao Duque.”

Depois apontou para a multidão.

Lá, Varia voltava ao café, claramente procurando por Ter—que seria filho do herdeiro do Marquês.

“Ele disse para avisar: ‘Fui cuidar dela exatamente como você pediu’.”

“...Seu pai pediu isso?”

Os olhos de Leonia quase saltaram das órbitas.

“Não sei mais nada além disso.”

Ter deu de ombros.

“Mas ela deve ser uma convidada importante do Duque.”

“...

“Bom, estou indo embora agora.”

Depois de dizer o que precisava, Ter entrou na carruagem e partiu.

Algum tempo depois, Varia saiu do café e foi na direção do local onde a carruagem de Ter tinha ficado. Mas, claro, ela já tinha partido.

...Não brinca comigo, né?

Leonia, escondida perto dali, gritou internamente.

O pai sabia da Varia?

E não só isso—ele tinha até colocado a família Pardus de vigia?

Leonia fechou os olhos com força.

Era tudo plano do pai!

Ferio deixando ela sair assim, ele falando daquela sobremesa famosa—agora tudo fazia sentido.

Leonia ficou arrepiada.

Originalmente, Ferio e Varia deveriam se encontrar primeiro na festa de aniversário do Primeiro Príncipe.

Mas eu não sou meu pai, então...

Não foi estranho encontrá-la assim. Varia já estava na capital o tempo todo.

Mesmo assim, ela não estava preparada para essa surpresa e ficou abalada.

“Lady Leonia.”

Então, de repente, Ter se aproximou.

“Caramba, você me assustou!”

“Como você tem estado?”

“Você podia fazer um barulho quando anda, hein?!”

“Tá cada vez mais parecida com o Marquês de Pardus!”

Leonia rosnou para Ter, que respondeu com aquela expressão amigável demais.

Quando era mais nova, chorava rios toda vez que seu avô tentava esconder uma risada, com medo de que ele morresse ali mesmo. Agora, com a gordura infantil desaparecida, sua mandíbula começou a ficar mais evidente.

Ela ainda achava ele pequeno e irritante—uma pestinha sem salvação.

“Uma mensagem do meu pai.”

“Do filho do Marquês?”

“Ele pediu para passar para o Duque.”

Depois, apontou para a multidão.

Lá, Varia voltava ao café, procurando pelo filho do herdeiro do Marquês.

“Disse para avisar: ‘Cuidei dela exatamente como você pediu’.”

“...Seu pai pediu isso?”

Os olhos de Leonia quase saltaram das órbitas.

“Não sei mais nada além disso.”

Ter deu de ombros.

“Mas ela deve ser uma convidada importante do Duque.”

“...

“Bem, vou indo agora.”

Depois de dizer o que tinha que dizer, Ter entrou na carruagem e partiu.

Pouco tempo depois, Varia saiu do café e foi até o local onde a carruagem de Ter tinha ficado. Mas, claro, já tinha partido.

...Vocês estão de brincadeira comigo, né?

Leonia, escondida por perto, gritou internamente.

O pai sabia sobre a Varia?

E não só isso—ele tinha colocado a família Pardus para vigiá-la?

Leonia fechou os olhos com força, sentindo uma mistura de choque e raiva.

Era tudo coisa do pai!

Ferio deixando ela sair assim, falando daquela sobremesa famosa—tudo fazia sentido agora.

Leonia teve um arrepio.

Originalmente, Ferio e Varia estavam para se encontrar primeiro na festa de aniversário do Primeiro Príncipe.

Mas não ela, ela não era o pai. Então...

Não era estranho ela encontrá-la assim, afinal, Varia já estava na capital o tempo todo.

Mesmo assim, ela não tinha se preparado para esse encontro, e aquilo a deixou abalada.

“Lady Leonia.”

De repente, Ter se aproximou.

“Caramba, você me assustou!”

“Como você tem estado?”

“Você podia fazer um pouco de barulho ao caminhar, hein?”

“Tá cada vez mais parecida com o Marquês de Pardus!”

Leonia rosnou para ele, que respondeu com aquela expressão excessivamente amigável.

Quando era mais nova, chorava rios toda vez que seu avô ria escondido, com medo de que ele fosse morrer ali mesmo. Agora, com toda a gordura juvenil desaparecida, seu maxilar começou a ficar mais marcado.

Ela ainda achava ele um pequeno incômodo, uma pestinha irritante.

“Uma mensagem do meu pai.”

“Do filho do Marquês?”

“Ele pediu que entregasse ao Duque.”

Depois, apontou para a multidão lá atrás.

Lá, Varia voltava ao café, procurando pelo filho do herdeiro do Marquês.

“Ele disse pra avisar: ‘Fui cuidar dela exatamente como você pediu’.”

“...Seu pai pediu isso?”

Os olhos de Leonia quase saíram das órbitas.

“Não sei mais nada além disso.”

Ter deu de ombros.

“Mas deve ser uma convidada importante do Duque.”

“...

“Bom, estou indo embora agora.”

Depois de concluir o que tinha que dizer, Ter entrou na carruagem e saiu.

Depois de um tempo, Varia saiu do café e foi ao local onde a carruagem de Ter tinha ficado. Mas, é claro, já tinha partido.

...Não tô brincando, né?

Leonia, escondida por perto, pensou desesperadamente.

O pai sabia de Varia?

E ainda por cima, tinha colocado a família Pardus para vigia-la?

Ela apertou os olhos com força, sentindo uma crise de ansiedade e raiva.

Era tudo coisa do pai!

Ferio soltando ela assim, mencionando aquela sobremesa famosa—agora tudo fazia sentido.

Leonia ficou arrepiada.

Originalmente, Ferio ia se encontrar com Varia na festa de aniversário do Primeiro Príncipe.

Mas, na verdade, ela tinha-se metido na história. Dessa vez, quem resolveu se mover foi Ferio para encontrá-la.

O mundo não seguia mais o roteiro que ela lembrava.

“Nossa...”

Um calafrio percorreu sua espinha.

Leonia não pôde deixar de pensar se ela também tinha sido manipulada por Ferio.

Honestamente? Sim, tinha sido.

Mas ela tinha errado ao pensar que conhecia esse mundo só porque tinha lido sobre ele.

Ferio estava apenas confiando uma convidada importante à pessoa que mais confiava—sua filha, Varia Erbanu.

A verdadeira protagonista do enredo original.

Leonia tinha a intenção de se aproximar dela.

Mas isso foi estragado pela aparição repentina de uma mulher de cabelo rosa. Varia tinha chamado ela de “Lota.”

“Irmã!”

E aquela mulher, Lota, chamou Varia de “irmã.” Foi aí que Leonia se lembrou de outro personagem do romance.

Lota Olor.

A segunda filha da família Erbanu, casada com o Visconde Remus Olor, e irmã mais nova de Varia.

Leonia os seguiu escondida, ouvindo tudo de longe.

Nesse momento, ela ouviu as neiras de Lota, que achava até a Imperatriz Tigria inferior a ela, tendo a ousadia de mencionar Leonia também.

Chamada de filha de bastardo.

Ao escutar aquilo, Meleis silenciosamente colocou a mão na empunhadura da espada, pronta para agir.

Foi nesse instante que Leonia entrou na discussa das irmãs.

Na verdade, ela estava furiosa.

“Vai, continue falando.”

Leonia olhou fixamente para Lota.

Mas, claro, Lota não conseguiu responder nada.

Seus olhos tremiam, incapazes de encarar a fúria da fera negra, fixando-se apenas no chão.

“Eu-Eu só...”

“Mas aqui vai uma pergunta.”

Leonia cortou antes que ela pudesse começar a se justificar.

“Quem diabos é você?”

Leonia inclinou a cabeça, curiosa.

“Tem a coragem de dizer que é maior do que Ela Majestade, a Imperatriz, mãe deste Império?”

Passo a passo, Leonia foi se aproximando devagar.

“E me chama de bastarda, filha da Casa Voreoti?”

Antes que percebesse, já estava bem ao lado de Lota, inclinada para sussurrar no ouvido dela.

“Deve ser alguém muito importante, hein?”

“... “

“Você acha que é melhor do que eu?”

“Se nem sei quem diabos você é...”

O rosto de Lota queimou de vergonha.

Leonia a encarou com frieza. Depois, como não aguentando a presença dela, deu alguns passos para trás, caminhando casualmente na direção de Varia.

Varia também aparentava surpresa com a súbita aparição de Leonia, mas, ao contrário da irmã, ela não tremia.

“V-...”

Leonia começou a chamar por Varia, mas hesitou.

Devo agir de forma casual? Formal? Como devo me dirigir a ela?

Ela sabia bastante sobre Varia, mas, para a própria Varia, eram só strangers.

Após um breve momento de dúvida, Leonia soltou a primeira coisa que veio à cabeça.

“...Mãe?”

“...O quê?”

Agora, Varia também congelou.

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