
Capítulo 134
Me tornei a filha adotiva do protagonista masculino.
A primeira caçada de monstros de Leonia foi surpreendentemente bem-sucedida.
“Tenho certeza de que essa foi sua primeira, minha senhora?”
Paavo ficou impressionado, observando o pescoço do Inopaco, que fora cortado limpo.
Mesmo os Cavaleiros Gladiago costumam abordar esse tipo de monstro com extremo cuidado, mas essa jovem garota tinha conseguido derrotá-lo sozinha.
Tudo aquilo, os momentos de tensão que ele passou assistindo, pareciam ridículos agora, ao pensar nisso.
Como era de se esperar da Fera Negra...
Paavo sentiu uma sensação de aperto no peito.
E, com esse sentimento, ele olhou para Leonia.
A menina magricela que chegou à mansão com sete anos agora tinha, de alguma forma, doze.
Ela costumava ser pequena, menor que a maioria das crianças da sua idade. Agora, ela era o contrário. Leonia cresceu, estava mais alta que a maioria das outras crianças.
Seu corpo bem equilibrado e seus membros longos faziam até parecer difícil imaginar que ela fosse aquela criança frágil de antes.
Mais do que isso, a expressão confiante no rosto dela — a aparência de quem acreditava que podia fazer qualquer coisa — era uma prova clara de que tinha sido criada com carinho e afeto.
“Você foi magnífica.”
“Melhor do que metade dos Cavaleiros Imperiais que já vi.”
“Realmente a próxima Voreoti!”
Não era só Paavo.
Os outros cavaleiros também estavam repletos de elogios à Leonia.
“O que há de tão especial nisso?”
E, de repente, alguém jogou uma água fria no clima de entusiasmo.
Ferio.
“...O que foi agora?”
Leonia franziu a testa, irritada por sua animação ter sido interrompida.
“Fiz bem, não foi?”
Ela apontou sua espada para o Inopaco caído, orgulhosa.
“Deixa de lado essa vaidade toda na hora de caçar.”
“Vaidade o quê?”
“Vaidade arrogante.”
Ferio começou a reclamá-la por estar tão confiante, por achar que poderia resolver tudo com tanta facilidade.
Leonia ficou boquiaberta.
“Esse sou eu, afinal!”
“Posso me sair bem, sou naturalmente talentosa.”
“Ah, sério?”
Ela prolongou as palavras, com um olhar desafiador.
Incomodada, ela nem conseguiu discutir — ele era bom em tudo.
No entanto, Leonia compreendia a preocupação de Ferio.
“Olhe aqui.”
Ferio apontou para o pescoço cortado do Inopaco.
“Vê aquelas marcas? Você bateu de propósito, abriu além da conta.”
“... ”
“Essas coisas — as veias dele também são partes valiosas. Se você danificar assim, perde valor. Essa aí nem consegue vender direito.”
Ferio avaliou friamente a caça dela.
Incluiu até a postura dela ao atacar, a maneira como segurava a espada, a pressão nas mãos.
Seu conselho preocupado continuou por um tempo.
Leonia fingiu estar chateada, mas escutava tudo. Tudo que ele dizia era verdade.
“... Ainda assim.”
Após terminar a lição, Ferio deu uma leve palmada nas costas dela.
“Pra sua primeira vez, não foi mau.”
Um sorriso largo se abriu no rosto de Leonia.
“Então, já cansou?”
Ferio olhou para ela com afeto, observando-a com atenção.
Ela usava uma armadura de couro leve, fácil de mover.
Por ser feita de materiais caros de monstros, oferecia uma proteção melhor que a maioria das armaduras de aço.
Ela não parecia ferida.
“É divertido.”
Disse Leonia.
E realmente era. Sua primeira caça tinha sido cheia de coisas estranhas e excitantes. Algumas chatinhas, claro, mas, no geral, ela gostou.
Porém, com o passar dos dias, ela começou a sentir algo diferente.
Ela já havia caçado com Ferio antes, mas matar tanto tempo, repetindo sempre a mesma coisa, a cansava.
“Até quando vamos ficar assim?”
Uma noite, acampando perto de uma caverna, Leonia perguntou enquanto se acomodava na sua sacola de dormir. Ferio ficou com ela até ela adormecer.
“Assim, só mais alguns dias.”
“Não, quero dizer, essa história toda de caçar monstros.”
Ela queria saber quanto tempo esse ritual monótono iria durar.
“Tem que fazer isso todo ano?”
“Quer parar?”
Ferio lançou um olhar para ela, como se não acreditasse na besteira que ouvia. Leonia de repente se sentiu uma idiota.
“Quer dizer, todo ano parece tão chato...”
“Respirar também é um incômodo. Então por quê se incomodar?”
“Como assim, isso é a mesma coisa?”
“Pra mim, parece a mesma coisa.”
“Então limpe esses ouvidos.”
Ela xingou como uma fera, dizendo que ele devia estar com um caroço enorme ali dentro.
“Uma coisa é certa.”
Ferio fez um carinho leve na ponte do nariz dela.
“Só tenho que fazer isso até você conquistar o título.”
Mas Leonia ainda teria que continuar até subir ao trono, passar o título para sua herdeira e sucedê-lo.
Ou seja, ela teria décadas de caça pela frente.
“... Eu poderia passar o título para um irmão mais novo, sabia?”
Leonia sorriu de forma maliciosa.
“Que pena que não tenho filhos além de você.”
Ferio deu uma tapinha na sacola de dormir dela.
Isso era uma forma dele dizer: pare de sonhar e comece a se preparar para me suceder de verdade.
“Aliás, planejo te dar o título cedo, hein.”
Ferio provocou.
Leonia balançou a cabeça.
“Me dá mais cinquenta anos.”
“Vai mesmo fazer seu velhinho trabalhar até virar vovô?”
Que filha desobediente e sem vergonha.
Ferio olhou para sua filha descarada ao lado, percebendo como ela ficava mais atrevida a cada ano.
“Você é o Duque da Geleira do Norte! Ainda vai estar tendo filhos aos oitenta anos!”
E ela só aumentava a linguagem imunda.
“Quantas vezes tenho que dizer que não sou duque-geral?”
“Mas ‘Duque’, ‘Grande Duque’, a mesma coisa!”
“Às vezes penso que você é maluco.”
Porém, ele não discutia muito quando ela lhe chamava de estudioso.
***
Era o décimo sétimo dia da caçada de monstros.
Ferio revisou os tipos e a quantidade de monstros capturados, depois fez uma reunião rápida com Mono e os cavaleiros mais experientes.
Os cavaleiros que o observavam estavam praticamente radiantes de esperança.
“Por favor, que seja isso mesmo...!”
Leonia chegou a ajoelhar-se, com as mãos unidas em oração.
“Vamos encerrar aqui então.”
“SIM!!”
Leonia comemorou animada.
A caçada finalmente acabou.
“Vamos nos preparar para voltar.”
Ferio deu a ordem, e os cavaleiros correram às pressas para o monte de suprimentos perto das rochas, como se tivessem esperado o momento toda a vida.
“Pois é! Finalmente vamos para casa!”
Leonia foi quase saindo correndo atrás deles—
“Exceto você.”
Ferio segurou seu ombro.
Ela arregalou os olhos, como se tivesse sido condenada à morte.
“...Por quê?”
Ela parecia prestes a chorar.
“Boa viagem, minha senhora!”
“Vamos descer primeiro.”
“Umedeça-se numa água quente, com uma bebida fria na mão!”
“Pensar nisso já me dá felicidade.”
Os cavaleiros, já de malas prontas, acenaram para Leonia. Na verdade, era mais zombaria do que despedida.
“Quando eu chegar lá embaixo, vocês não escapam!”
Que ela seja cagada por pássaros na descida!
Leonia gritou atrás deles.
Porém, os olhos dela estavam cheios de inveja enquanto os observava partir. Sua figura solitária parecia completamente derrotada.
“Hngh, quero ir também...”
Leonia gemeu baixinho.
Então ela lançou um olhar furioso para Ferio.
“Pra quê?”
“Nós...”
Este texto é de propriedade intelectual da Novelight.
Ferio não respondeu até que os últimos cavaleiros desaparecessem de vista.
“Vamos ao topo da montanha.”
Assim que as palavras saíram da boca dele, algo estranho aconteceu. O vento, que vinha soprando com flurries de neve, de repente parou, como seguindo uma ordem.
Com o ar agora parado e limpo, as feições marcantes de Ferio ficaram ainda mais evidentes.
“O topo? Mas por quê...”
Leonia começou a protestar, depois hesitou.
“...Por quê?”
Seu tom de voz agora estava cauteloso.
Ferio olhou para a filha, que havia ficado quieta de repente, com uma expressão curiosa.
Porém, a irritação ainda visível em seu rosto fazia ele pensar que ela estava apenas cansada demais para discutir.
“Tenho algo para te mostrar.”
“O quê?”
“Digamos... algo extraordinário.”
Ferio desviou da pergunta, colocando a mochila às costas. Observando-o, Leonia silenciosamente carregou sua própria sacola.
E os dois começaram sua escalada até o topo.
Então algo ainda mais estranho aconteceu.
Começou com o vento parando. À medida que avançavam, o cansaço que havia pesado por dias, devido à acampada e às caçadas, parecia derreter.
Até a mochila pesada nas costas de Leonia parecia mais leve, como se alguém a estivesse levantando para ela.
E aqueles monstros que estavam por toda parte? Nenhum apareceu.
“Que diabos é isso...”
Leonia não estava mais só surpresa — ela estava assustada.
Até o topo, que parecia estar a um mundo de distância, de repente, parecia ao alcance.
Leonia sentiu que estava sob um feitiço. Sem pensar, apertou a mão de Ferio com força.
Ferio apenas a apertou de volta, em silêncio.
E, num instante, Leonia se sentiu segura.
“Leo.”
“Hã?”
“Aquela música que você costumava cantar.”
“Cantei muitas músicas.”
No castelo Voreoti, ela era conhecida como a diva residente.
Principalmente porque tinha uma coragem incrível de distorcer a letra de toda música, transformando-a em algo perverso e cantando na frente de todo mundo sem vergonha.
“Quer cantar uma agora?”
Os olhos de Leonia se arregalaram com o pedido aleatório.
“Bem, não me importo...”
A sensação de leveza era tanta que subir a montanha cantando parecia até fácil agora.
“Escolhe você, papai.”
Ela começou a listar as muitas músicas que havia cantado com orgulho antes.
“Quem sabe ‘Músculos São os Melhores’?”
“Nem essa.”
“Adivinha quem é o papai?”
“Tente de novo.”
“Que tal a música de ‘Prontidão Filial’ [N O V E L I G H T]?”
Cada sugestão carregava seu humor estranho e torto.
Seu sorriso travesso florescia enquanto zombava.
“Você não quer que eu herde, é isso?”
Ferio perguntou calmamente, como se quisesse que ela parasse com aquilo.
“... Você está me ameaçando com dinheiro de novo?”
Leonia reclamou.
“Acha que isso funciona?”
“Tenho certeza que sim.”
“Pois é!”
Infelizmente, a riqueza de Voreoti ainda era uma força muito persuasiva na vida de Leonia.
“Tudo bem, tudo bem.”
Depois de toda a diversão, Leonia finalmente cantou a música que Ferio queria.
Ela já sabia qual era.
“A família do monstro negro vive junto~”
Era a musiquinha que ela inventou no carrinho, na viagem para encontrar o Marquês de Hesperi, quando era mais nova.
“Mamãe, papai e bebê, aconchegadinhos~”
As letras vinham de um antigo folclore do Norte, que Kara uma vez lhe contou.
Escondidos na neve branca, as feras saltam por trás das montanhas, ho ho.
“Por trás das montanhas está...”
Sua melodia animada foi aos poucos desaparecendo.
Além do topo que tinham atingido, uma vista que ela nunca imaginara se estendia diante de seus olhos.
Leonia ficou sem fala.
“Leo.”
“Hm?”
“Aquela música que você costumava cantar.”
“Canto várias...,” ela respondeu, ainda impressionada.
Na sua infância, no castelo Voreoti, ela era conhecida como a diva — a melhor cantora do castelo.
Principalmente porque tinha a coragem de transformar as letras de qualquer música em algo pervertido e cantar na frente de todo mundo, sem vergonha.
“Quer que eu cante uma agora?”
Os olhos de Leonia se arregalaram diante do pedido aleatório.
“Bem, não me incomodo...”
Subir a montanha enquanto cantava parecia até fácil agora, sua sensação de leveza era tanta que nem parecia difícil.
“Sua escolha, papai.”
Ela começou a listar as várias músicas que já tinha cantado com orgulho antes.
“Que tal ‘Músculos São os Melhores’?”
“Não essa.”
“Quem sabe ‘Adivinha Quem É o Papai’?”
“Tente de novo.”
“Então que tal a música de ‘Respeito aos Pais’ [N O V E L I G H T]?”
Cada sugestão misturava seu humor estranho, cheio de trocadilhos.
Seu sorriso travesso florescia enquanto ela provocava.
“Você não quer que eu herde, é isso?”
Ferio perguntou silenciosamente. Queria que ela parasse com aquilo, na verdade.
“...Você está me ameaçando com dinheiro de novo?”
Leonia resmungou.
“Achou que ia funcionar?”
“Tenho quase certeza que sim.”
“Pois é!”
Infelizmente, as riquezas de Voreoti ainda tinham forte poder de persuasão na vida de Leonia.
“Tudo bem, de verdade.”
Depois de se divertir à vontade, Leonia cantou finalmente a música que Ferio queria ouvir.
Ela já sabia qual era.
“A família do monstro negro vive junto~”
Era a melodia que ela mesma criou no carrinho, na viagem para encontrar o Marquês de Hesperi, quando ainda era criança.
“Mamãe e Papai e bebê, aconchegadinhos~”
As letras vinham de uma antiga lenda do Norte, que Kara uma vez lhe contou.
Escondidos na neve branca, as feras saltam atrás das montanhas, ho ho.
“Por trás das montanhas está...”
Sua cantoria animada foi lentamente desaparecendo.
Além do topo que tinham alcançado, uma visão que ela nunca imaginara se estendia na sua frente.
Leonia ficou sem palavras.
“Leo.”
“Hã?”
“Aquela música que você costumava cantar.”
“Cantei muitas músicas.”
Na antiga mansão Voreoti, ela era conhecida como a diva.
Principalmente porque tinha uma coragem tremenda de distorcer a letra de qualquer canção e cantar na frente de todo mundo, sem vergonha.
“Quer cantar uma agora?”
Os olhos de Leonia se arregalaram ao pedido aleatório.
“Bem, não me importo...”
Sua sensação de leveza agora era tanta que subir a montanha cantando parecia até fácil.
“Escolha você, papai.”
Ela começou a listar as muitas canções que tinha cantado com orgulho antes.
“Quem sabe ‘Músculos São os Melhores’?”
“Nem essa.”
“Adivinha quem é o papai?”
“Tente de novo.”
“Que tal a de ‘Respeito à Família’ [N O V E L I G H T]?”
Cada sugestão carregava seu humor torto e cheio de trocadilhos.
Seu sorriso travesso florescia enquanto brincava.
“Você não quer que eu herde, é isso?”
Ferio perguntou tranquilamente, querendo que ela parasse com aquilo.
“... Você está de brincadeira com meu dinheiro de novo?”
Leonia reclamou.
“ acha que isso vai funcionar?”
“Tenho quase certeza que sim!”
Infelizmente, a riqueza de Voreoti ainda era uma força muito forte na vida de Leonia.
“Tá bom, beleza.”
Depois de toda essa brincadeira, Leonia finalmente cantou a música que Ferio queria ouvir.
Ela já sabia qual era.
“A família do monstro negro vive junto~”
Era a melodia que ela inventou na carruagem, na viagem para encontrar o Marquês de Hesperi, quando era mais jovem.
“Mamãe, papai e bebê, aconchegadinhos~”
As letras eram baseadas numa antiga lenda do Norte, que Kara uma vez contou para ela.
Escondidos na neve branca, as feras saltam por trás das montanhas, ho ho.
“Por trás das montanhas está...”
A sua cantoria animada foi lentamente se apagando.
Além do topo que haviam alcançado, uma vista que ela nunca tinha imaginado se estendia diante dela.
Leonia ficou sem palavras.
“Leo.”
“Hã?”
“Aquela música que você costumava cantar.”
“Cantei muitas músicas.”
No castelo de Hesperi, ela era conhecida como a diva, a melhor cantora de lá.
Principalmente porque tinha a coragem de transformar todas as letras em algo perverso e cantar na frente de todo mundo, sem vergonha.
“Quer cantar uma agora?”
Os olhos de Leonia se arregalaram com o pedido aleatório.
“Bem, não me importo...”
A sensação de leveza era tanta que subir a montanha cantando agora parecia até fácil.
“Sua escolha, papai.”
Ela começou a listar as músicas que já tinha cantado com orgulho antes.
“Que tal ‘Músculos São os Melhores’?”
“Nem essa.”
“Adivinha quem é o papai?”
“Tente de novo.”
“E que tal a canção do ‘Respeito aos Pais’ [N O V E L I G H T]?”
Cada sugestão vinha carregada de seu humor estranho e torto.
Seu sorriso malandro brilhava enquanto ela brincava de provocação.
“Você não quer que eu herde, é isso?”
Ferio perguntou calmamente, querendo que ela parasse com aquilo.
“... Você está me ameaçando de novo com dinheiro?”
Leonia resmungou.
“ acha que isso vai funcionar?”
“Tenho quase certeza que sim.”
“Pois sim!”
Infelizmente, as riquezas de Hesperi ainda eram um grande instrumento de persuasão na vida de Leonia.
“Tá bom, tá bom.”
Depois de toda a brincadeira, Leonia cantou finalmente a música que Ferio queria ouvir.
Ela já sabia qual era.
“A família do monstro negro vive junto~”
Era a musiquinha que ela criou na carruagem, na viagem para encontrar o Marquês de Hesperi, quando era mais nova.
“Mamãe e papai e bebê, aconchegadinhos~”
As letras vinham de uma antiga lenda do Norte, que Kara uma vez lhe contou.
Escondidos na neve branca, as feras saltam por trás das montanhas, ho ho.
“Por trás das montanhas está...”
Sua melodia animada foi aos poucos sumindo.
Além do topo que tinham alcançado, uma vista que ela jamais tinha imaginado se abria diante dos seus olhos.
Leonia ficou sem palavras.
“Leo.”
“Hã?”
“Aquela música que você costumava cantar.”
“Cancei muitas músicas.”
No castelo de Hesperi, ela era reconhecida como a diva.
Principalmente por transformar as letras de todas as músicas em algo perverso e cantar na frente de todo mundo, sem vergonha.
“Quer cantar uma agora?”
Os olhos de Leonia se arregalaram com o pedido aleatório.
“Bem, não me incomodo...”
Sua sensação de leveza agora era tão grande que subir a montanha cantando parecia até fácil.
“Escolha você, papai.”
Ela começou a listar as várias músicas que conhecia e que tinha cantado orgulhosamente antes.
“Quem sabe ‘Músculos São os Melhores’?”
“Nem essa.”
“Adivinha quem é o papai?”
“Tente de novo.”
“E que tal a música do ‘Respeito à Família’ [N O V E L I G H T]?”
Cada sugestão carregava seu humor torto, cheio de trocadilhos.
Seu sorriso travesso florescia enquanto ela zombava.
“Você não quer que eu herde, é isso?”
Ferio perguntou calmamente, querendo que ela parasse com aquilo.
“... Você está de brincadeira comigo, com dinheiro, é?”
Leonia reclamou.
“Acha que isso funciona?”
“Tenho quase certeza que sim.”
“Então, prontinho!”
Infelizmente, a riqueza de Hesperi ainda era uma força muito persuasiva na vida de Leonia.
“Tá bom, tá bom.”
Depois de toda a brincadeira, Leonia finalmente cantou a música que Ferio queria ouvir.
Ela já sabia qual era.
“A família do monstro negro vive junto~”
Era a melodia que ela tinha criado na carruagem, na viagem para encontrar o Marquês de Hesperi, ainda criança.
“Mamãe, papai e bebê, aconchegadinhos~”
As letras vinham de uma antiga lenda do Norte, que Kara uma vez contou a ela.
Escondidos na neve branca, as feras saltam por trás das montanhas, ho ho.
“Por trás das montanhas está...”
Sua melodia animada foi lentamente sumindo.
Além do topo que tinham alcançado, uma visão que ela nunca tinha imaginado se abriu diante dela.
Leonia ficou sem palavras.
“Leo.”
“Hã?”
“Aquela música que você costumava cantar.”
“Eu cantei muitas músicas.”
No castelo de Hesperi, ela era conhecida como a diva, a melhor cantora de lá.
Principalmente porque tinha a coragem de transformar todas as letras em algo perverso e cantar na frente de todo mundo, sem vergonha.
“Quer cantar uma agora?”
Os olhos de Leonia se arregalaram ao pedido aleatório.
“Bem, não me incomodo...”
A sensação de leveza era tanta que subir a montanha cantando parecia até fácil agora.
“Escolha você, papai.”
Ela começou a listar as muitas músicas que havia cantado com orgulho antes.
“Quem sabe ‘Músculos São os Melhores’?”
“Nem essa.”
“Adivinha quem é o papai?”
“Tente de novo.”
“E a música do ‘Respeito aos Pais’ [N O V E L I G H T]?”
Cada sugestão era carregada com seu humor estranho, cheio de trocadilhos.
Seu sorriso malandro brilhava enquanto ela provocava.
“Você não quer que eu herde, é isso?”
Ferio perguntou tranquilo, querendo que ela parasse com aquilo.
“... Você está me ameaçando de novo com dinheiro?”
Leonia resmungou.
“ acha que isso vai funcionar?”
“Tenho quase certeza que sim.”
“Pois é!”
Infelizmente, as riquezas de Hesperi ainda tinham um forte poder de persuasão na vida de Leonia.
“Tudo bem, beleza.”
Depois de toda a brincadeira, Leonia finalmente cantou a música que Ferio queria ouvir.
Ela já sabia qual era.
“A família do monstro negro vive junto~”
Era a melodia que ela inventou na carruagem, na viagem para encontrar o Marquês de Hesperi, quando era mais nova.
“Mamãe e papai e bebê, aconchegadinhos~”
As letras vinham de uma antiga lenda do Norte, que Kara uma vez contou para ela.
Escondidos na neve branca, as feras saltam por trás das montanhas, ho ho.
“Por trás das montanhas está...”
Sua cantoria animada foi sendo lentamente substituída por um silêncio impressionante.
Além do topo que haviam atingido, uma vista que ela nunca tinha imaginado se estendia diante dela.
Leonia ficou sem palavras.
“Leo.”
“Hã?”
“Aquela música que você costumava cantar.”
“Eu cantei muitas músicas.”
No castelo de Hesperi, ela era conhecida como a diva, a melhor cantora do lugar.
Principalmente porque tinha a coragem de transformar as letras de qualquer música em algo perverso e cantar na frente de todo mundo — sem vergonha.
“Quer cantar uma agora?”
As pessoas tinham os olhos arregalados, surpresas com o pedido aleatório de Leonia.
“Bem, não me incomodo...”
A sensação de leveza na subida da montanha enquanto cantava ficou tão grande que ela achou até fácil agora.
“Escolha você, papai.”
Ela começou a enumerar as várias músicas que tinha cantado com orgulho antes.
“Que tal ‘Músculos São os Melhores’?”
“Nem essa.”
“Adivinha quem é o papai?”
“Tente de novo.”
“Então que tal a música do ‘Respeito à Família’ [N O V E L I G H T]?”
Todas as sugestões carregavam seu humor estranho e cheio de trocadilhos.
Seu sorriso travesso brilhava enquanto ela provocava.
“Você não quer que eu herde, é isso?”
Ferio perguntou tranquilamente, como se quisesse que ela parasse de brincadeira.
“... Você está me ameaçando com dinheiro de novo?”
Leonia reclamou.
“Achou que isso ia funcionar?”
“Tenho quase certeza que sim.”
“Pois é!”
Infelizmente, a riqueza de Hesperi ainda era uma força muito forte na vida de Leonia.
“Tá bom, beleza.”
Depois de toda a brincadeira, Leonia cantou finalmente a música que Ferio queria ouvir.
Ela já sabia qual era.
“A família do monstro negro vive junto~”
Era a canção que ela criou na carruagem, na viagem para encontrar o Marquês de Hesperi, quando era mais nova.
“Mamãe e papai e bebê, aconchegadinhos~”
As letras vinham de uma antiga lenda do Norte, que Kara uma vez contou para ela.
Escondidos na neve branca, as feras saltam por trás das montanhas, ho ho.
“Por trás das montanhas está...”
Sua melodia animada desapareceu lentamente.
Além do topo que haviam alcançado, uma vista que ela nunca imaginou se revelou diante de seus olhos.
Leonia ficou sem palavras.
“Leo.”
“Hã?”
“Aquela música que você costumava cantar.”
“Eu cantei muitas músicas.”
No castelo de Hesperi, ela era conhecida como a diva, a melhor cantora de lá.
Principalmente porque tinha a coragem de transformar todas as letras em algo perverso e cantar na frente de todo mundo, sem vergonha.
“Quer cantar uma agora?”
Os olhos de Leonia se arregalaram com o pedido aleatório.
“Bem, não me incomodo...”
A sensação de leveza foi tanta que subir a montanha cantando parecia até fácil agora.
“Sua escolha, papai.”
Ela começou a listar as muitas músicas que já tinha cantado com orgulho antes.
“Quem sabe ‘Músculos São os Melhores’?”
“Nem essa.”
“Adivinha quem é o papai?”
“Tente de novo.”
“E a música do ‘Respeito à Família’ [N O V E L I G H T]?”
Cada sugestão carregava seu humor estranho, cheio de trocadilhos.
Seu sorriso travesso brilhava enquanto ela provocava.
“Você não quer que eu herde, é isso?”
Ferio perguntou de forma tranquila, querendo que ela parasse com aquilo.
“... Você está de brincadeira comigo, com dinheiro, é?”
Leonia resmungou.
“Acha que isso vai funcionar?”
“Tenho quase certeza que sim.”
“Pois então!”
Infelizmente, as riquezas de Hesperi ainda eram uma força muito poderosa na vida de Leonia.
“Ok, ok.”
Depois de toda a brincadeira, Leonia finalmente cantou a música que Ferio queria.
Ela já sabia qual era.
“A família do monstro negro vive junto~”
Era a melodia que ela inventou na carruagem, na viagem para encontrar o Marquês de Hesperi, quando era mais nova.
“Mamãe, papai e bebê, aconchegadinhos~”
As letras derivavam de uma antiga história do Norte que Kara tinha contado uma vez.
Escondidos na neve branca, as feras saltam por trás das montanhas, ho ho.
“Por trás das montanhas está...”
Sua melodia animada foi lentamente desaparecendo.
Além do topo que tinham alcançado, uma visão que ela nunca tinha visto antes se estendia diante dela.
Leonia ficou sem palavras.
“Leo.”
“Hã?”
Ferramenta do texto: Este conteúdo é propriedade intelectual da Novelight.