Me tornei a filha adotiva do protagonista masculino.

Capítulo 65

Me tornei a filha adotiva do protagonista masculino.

Assim que Ferio se virou, os dois desviaram o olhar como se nada tivesse acontecido.


"Então, é melhor você se apressar e ir embora."


Leonia foi pessoalmente até a porta da frente para se despedir ❀ ❀ (Não copie, leia aqui), acrescentando a promessa de que ele teria que contar depois como tinha brincado com o Imperador.


Somente então Ferio entrou na carruagem que já estava preparada.


"Senhorita, muito obrigado."


Aproveitando o momento, Lupe expressou sua gratidão a Leonia.


"Para ser honesta, eu também não quero ir, mas... é o Palácio Imperial, afinal, tenho que aparecer pelo menos uma vez. Como você sabe, o Duque realmente odeia aquele imperador desgraçado."


"Aquele imperador desgraçado?"


Leonia franziu a testa.

Um homem que alegava ser uma pessoa de bom senso, insultando na frente de uma criança?


"...Quer dizer, não?"


Lupe sorriu constrangido, fingindo que não tinha ideia do que aquela palavra significava.


Por dentro, ele estava profundamente nervoso por ter soltado a verdade tão facilmente.


"Que seja, vá logo."


Leonia, já tão irritada a ponto de não querer questionar mais nada, acenou com a mão de forma displicente.


"Volte são e salvo!"


E cause a quantidade certa de confusão!


Leonia continuou acenando até que a carruagem passasse pelos portões da frente e desaparecesse de vista.


Mais do que uma despedida, era uma forma de garantir que aqueles dois adultos não mudariam de ideia de repente e voltariam para a mansão.


Felizmente, a carruagem partiu sem dar a volta.


"Ugh..."


Leonia se jogou pesadamente no sofá assim que retornou à mansão, parecendo exausta.


"Homens ainda são meninos mesmo sendo adultos."


Por que ele tinha que ser tão óbvio ao demonstrar desgosto?



De qualquer forma, apenas tirar seu pai teimoso pela porta tinha sido suficiente para esgotá-la completamente.


Ela deu alguns leves tapas nos ombros macios, soltou um bocejo enorme.


"Cansada, senhorita?"


Em determinado momento, Tra tinha preparado chá e lhe entregou uma xícara.


Era chá com leite, generosamente cheio de leite e açúcar, servido em uma xícara delicada.


Os doces ao lado eram decorados com cores vibrantes e pareciam deliciosos.


"Obrigada."


"Pode falar de forma informal comigo."


"Você é filho do Kara Grandpá, Tra oppa."


Leonia sorriu suavemente enquanto saboreava o chá com leite.


"E você se dá bem com meu pai, então não vou te tratar com descaso. Se eu fizesse isso, meu pai me daria uma bronca, sabia? Ele valoriza as pessoas dele."


Tra levantou as sobrancelhas, surpreso, antes de deixá-las suavizar em uma curva gentil.


"Como na carta que minha mãe enviou."


A carta dizia que, embora Leonia fosse bem menor que suas colegas, ela era surpreendentemente inteligente, até mesmo ultrapassando a maioria dos adultos.


Ela tinha estudado apenas alguns meses, já atingindo um nível de proficiência de uma escola de elite, e aprender o Fangs of the Beast com uma velocidade que rivalizava a própria infância de Ferio.


"Ele está adotando uma criança."


Tra foi o primeiro a ouvir falar da adoção impulsiva de Ferio no outono passado — justo ao seu lado quando isso aconteceu.


Naquela época, ele achava que Ferio tinha finalmente perdido a cabeça.

Que aquele perfeito bestial, entediado e desdenhoso do mundo por causa de sua própria excelência, tinha finalmente decidido causar um caos de verdade.


Naturalmente, tentou convencê-lo a desistir da adoção.


Mas parecia que, quando um homem perfeito toma uma decisão por impulso... tudo acabava dando certo mesmo assim.


Leonia era o perfect beast.


Cabelos e olhos mais escuros que a noite, o poder do Fangs of the Beast, inteligência muito além de sua idade, traços delicados com um temperamento orgulhoso.


E uma bondade muito seletiva, que se estendia apenas àqueles próximos a ela.


Tra colocou silenciosamente a mão sobre o peito.

O coração pulsando forte era uma alegria avassaladora dirigida ao futuro herdeiro da Casa Voreoti.


Era a mesma sensação misteriosa que teve na primeira vez que conheceu Ferio quando criança.


"Mas... quando exatamente ele causou aquele acidente?"


Sem conhecer toda a história, Tra naturalmente ficou curioso sobre a mãe biológica de Leonia.


Nunca houve rumores de alguma mulher que tivesse engravidado ou desaparecido após encontrar Ferio.


" Gouvernante."


Nesse momento, uma criada entrou, carregando uma bandeja com a correspondência do dia.


"O que foi?"


Leonia, com a boca cheia de guloseimas, engoliu rapidamente e perguntou. Restos de migalhasmestavam-se nos cantos dos lábios.


"Uma carta para o mestre."


Tra puxou um lenço e gentilmente limpou as migalhas do rosto dela.

Elas caíram perfeitamente na palma de sua luva branca.

"Isso é bastante."


A pilha de cartas era mais grossa que um sanduíche de peito de frango.


Leonia se lembrou dos dias que passou no Norte.


Às vezes, ela esperava por Ferio em seu escritório, lendo livros. Mesmo assim, nunca tinha sido assim.


Naquela época, ele recebia só três ou quatro cartas por dia, geralmente relacionadas ao trabalho.


"No Norte, a autoridade do mestre é absoluta."


Tra rapidamente organizou as cartas na bandeja enquanto explicava.

"Ninguém tolo ousaria mandar uma carta banal para ele."


"Você também é do Norte, né, Tra oppa?"


" Vivi lá até me tornar adulta."


Tra inclinou a cabeça levemente enquanto organizava as cartas. O olhar dele dizia: Por que você pergunta?


"Achava que sim."


Seu tom de orgulho ao falar do Norte, e a sutil arrogância na escolha das palavras—ambos eram traços típicos dos do Norte.


'Será influência do ambiente...?'


Certamente, a paisagem严ardule do Norte deve ter deixado as pessoas um pouco mais rústicas.


Leonia quietly sat beside Tra e espionou as cartas que ele estava organizando.


Havia nomes de família que ela via frequentemente em romances e outros que ouviu pela primeira vez.


'Não há nenhuma carta de Erbanu...?'


Leonia sentiu uma ponta de decepção. Ela esperava que a família de Baria também tivesse enviado uma carta.


Agora que estava na capital, queria conhecer a outra personagem principal, Baria.


Afinal, Baria Erbanu era atualmente a candidata mais provável a se tornar sua nova madrasta.


'Mas não que eu planeje forçar algo.'


Se Ferio acabasse se apaixonando por outra pessoa mais do que por Baria, ela achava que tudo bem se ele terminasse com essa pessoa ao invés dela.


O que importava mais do que a história original... era a felicidade pessoal de Ferio.


Por mais que fosse assim, Leonia simplesmente tinha curiosidade sobre Baria como pessoa.


"Ela deve ser bonita, né?"


"Quem?"


Tra inclinou a cabeça para o pensamento murmurada de Leonia.


Surpresa, Leonia rapidamente abanou a mão dizendo que não era nada.


"Ah, aquela pessoa?"


Mas, infelizmente, ela estava segurando uma carta naquela hora.


Era de uma pilha que Tra tinha considerado lixo—a maior parte eram cartas de amor enviadas para Ferio.


"Senhora Hieina."


"Hieina...?"


"Ela é uma nobre que adora o Duque."

Tra soltou um suspiro, balançou a cabeça e imediatamente seu rosto ficou carregado de cansaço.


Hieina era um nome familiar para Leonia.

Aquela garota mais velha que brigou com Ufikla, de apenas seis anos.


"Graças a ela, o inverno passado foi mais quente, pelo menos."


Tra comentou sarcasticamente que, pelo menos, eles não precisaram se preocupar com lenha para a lareira.

Entre os funcionários da mansão, era um segredo à vista de todos que ela era chamada de 'lenha'.


"Isso já é demais!"


Leonia franziu a testa.

Claro, ela não gostava de como Hieina tratava Ufikla, mas jogar fora uma carta sincera como se fosse lenha parecia demais.


Em vez de fazer desculpas, Tra simplesmente abriu uma carta da Senhora Hieina com uma faca de carta.


Leonia ficou surpresa ao ver, parecia uma carta endereçada a Ferio, e mesmo assim Tra a abriu sem hesitar. Sua ousadia a impressionou.


Porém, por pouco mais, ela percebeu. Leonia leu a carta.


A tinta vermelha brilhante chamou imediatamente sua atenção.

"Vamos ver... 'Duque, eu te amo...'"


Eu te amo, Duque.


Eu te amo, Duque. Eu te amo, Duque.


Essa tradução é de propriedade intelectual da Novelight.


"Eu te amo, Duque. Eu te amo, Duque. Eu te amo, Duque. Eu te amo, Duque. Eu te amo, Duque. Eu te amo, Duque. Eu te amo, Duque. Eu te amo, Duque. Eu te amo, Duque. Duque..."


"......"


Leonia congelou completamente.


"...Há muitas tendências corruptas na capital atualmente,"


disse Tra enquanto cuidadosamente retirava a carta da mão de Leonia.


Ele a dobrou cerca de quatro vezes para que o conteúdo não pudesse ser visto, colou de volta na envelopa e a colocou no meio da pilha rotulada como lixo.


Leonia ainda não se mexia.

Seus olhos negros, que brilhavam com tanta intensidade poucos instantes atrás, agora estavam opacos e vazios, como se sua alma tivesse fugido.


"Alguns dias atrás, uma criada me contou que tem uma simpatia popular que circula por aí. Dizem que, se você escrever uma carta em tinta vermelha para quem gosta, seus sentimentos serão retribuídos."


"Encantamento?"


"Houve também uma moda, há alguns anos, de as pessoas comerem lanches feitos de coisa que ninguém sabe o quê."


Em comparação, isso é muito mais “encantador”, disse Tra, levantando uma sobrancelha.


"Encantador, hein..."


Leonia assentiu rapidamente, concordando—mas uma dor de cabeça veio na mesma velocidade.

'Será que confundi o gênero deste romance?'


O Black Beast and Baria era definitivamente um romance.


Mas aquela carta parecia coisa saída de um thriller.


"De agora em diante, cartas assim começarão a chegar—cerca de dez por dia."


Se fosse só dez, seria uma benção, cochilou Tra.


"Papai...!"


Leonia cobriu o rosto com as mãos pequenas.

"Meu pobre papai!"

Uma lágrima de pena escapou dela.


***


“......”


De repente, Ferio franziu a testa.


"Sua Alteza?"


Lupe, que vinha logo atrás, falou.


Um pouco à frente, o acompanhante virou a cabeça ligeiramente para trás e olhou para trás.


Ele deu um aceno sutil, como se perguntasse se deviam continuar, e Ferio, retirando a mão do ouvido, deu um sinal de que tudo bem.


"Seu ouvido estava coçando?"


Lupe perguntou, relembrando o gesto anterior.

"Talvez alguém esteja falando mal de você?"


"Não é a primeira e certamente não será a última."


"Haha, então Sua Alteza terá uma vida longa."


"Então você vai morrer hoje?"


"Que dia mais lindo para estar vivo, não acha?"


Lupe olhou para o céu claro além do corredor, escondendo sua reclamação por trás de um sorriso.


O céu azul puro, sem nenhuma nuvem à vista, doía um pouco seu coração.


Era uma tarde demais luminosa, muito clara, para uma visita ao Palácio Imperial.


O verão estava chegando.


"......Que tal tirar férias de verão?"


"Não parece nada mal."


Ferio lembrou-se da viagem à praia que fez recentemente com Leonia.


A criança se divertiu muito brincando na areia onde as ondas quebravam.


Ela construiu castelos de areia, molhou os pés na água e riu sem parar.


Da próxima vez, o vale do leste poderia ser um destino interessante.


Claro, para isso, primeiro ele teria que resolver seus negócios na capital o mais rápido possível.


"Quando chega Sir Levipes?"


Ferio perguntou.


Antes de responder, Lupe olhou brevemente para o acompanhante que caminhava à frente deles.


O servo, com os olhos fixos adiante, tinha uma mínima contração no ouvido.


"Ele enviou uma mensagem dizendo que chegará na capital dentro de uma semana."


"Isso é bastante tempo."


"Parece que a questão está demorando mais do que o esperado."


"Não há do que fazer. É o que é."


Logo, os três chegaram à sala de recepção privada do Imperador.


O acompanhante pediu que esperassem um instante e entrou.


Quando a porta se abriu ligeiramente durante sua entrada, um aroma forte e doce se espalhou.


"Se é assim que me sinto..."


Ferio franziu o cenho ao sentir o aroma espesso, depois olhou para Lupe.


"Lupe, você também deve tomar cuidado."

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