
Capítulo 28
Me tornei a filha adotiva do protagonista masculino.
"Fiz. Eles se encontraram na praça."
O casal pensava em sua filha mais nova, que a esta altura já estaria dormindo profundamente, agarrada à sua boneca de rena.
"Flo é gentil, mas não é ativa o suficiente para liderar as pessoas."
A viscondessa estava preocupada se sua filha introvertida conseguiria se relacionar bem com a Lady Voreotti.
"A esposa está preocupada com isso?"
"Com certeza. Afinal, ela é filha do Duque Voreotti."
"Qual o título e a posição em fazer amizades?"
"Você está sonhando de novo……."
A viscondessa deu uma leve bocejada. Agora era hora de ela ir para a cama. Ela apagou a vela acesa pelo visconde Kerata ao lado da mesinha. A chama escarlate piscante se apagou. No quarto escurecido, o casal se abraçava sob o edredom.
"Esposa."
"Sim, querido."
"Na verdade, não é isso que você precisa se preocupar."
"Como assim?"
O que isso queria dizer? O visconde ergueu a cabeça e perguntou assim.
"Você não sabe quem é o Duque."
"O Duque?"
"Por que ele é a fera negra?"
* * *
"Kyaaak-!"
"Uwangg! Tô com medo!"
"Mamãe! Mãããe!"
"Assustador! Assustador!"
"Eu estava errada! Uwaang-!"
As crianças que acompanhavam seus pais à tarde de chá gritavam assim que viraram-se para Pelliot. Uma delas caiu enquanto corria, e outra escondeu o rosto na saia da mãe. Algumas gritavam bem alto, querendo ir embora.
No local onde as crianças ficaram, brinquedos e livros de colorir espalhavam-se por toda parte. Perto do caos, estavam um par de sapatos com um dono não identificado. Uma cena macabra.
…….
O rosto de Pelliot torceu ao entrar no salão onde acontecia o chá e tudo que fez foi inspirar fundo.
'Uau…….'
Pavo, que o acompanhava de uniforme como servo e acompanhante, admirou-o.
'Eles estão mesmo fugindo chorando?'
Era a primeira vez que via os outros poderes de Pelliot, que dizem ser maiores que as presas da fera — que ele ouvira de Meles, que tinha um irmão mais novo da idade da Lady.
Dizia-se que até olhar nos olhos de Pelliot fazia as crianças chorarem. Assim que as crianças realmente viraram-se para ele, fugiram. Pavo, que deu um passo para trás, de alguma forma sentiu que as costas de Pelliot pareciam solitárias.
"Haha! O pai fez elas chorarem!"
Por outro lado, Leonia, que estava em seus braços, segurou a barriga e riu.
Pavo admirava sua coragem.
'Então, só a Lady não chora ao ver o Mestre.'
Ele se lembrou dos comentários de colegas cavaleiros que diziam a mesma coisa desde o dia em que se conheceram na instituição de órfãos. Leonia provavelmente é a única no mundo que consegue provocar e rir do duque, que ficava irritado com o choro das crianças.
"Eles choraram, choraram!"
"É divertido provocar o papai?"
"Vale a pena vir a um chá assim."
Um vestido verde claro, começando por um boné de renda folgado e uma saia cheia por dentro. Leonia, usando sapatos de couro branco como finalização, riu alto.
"Eu não sou a única que sofre."
Connie, Mia e outras funcionárias fizeram o máximo para arrumar a Lady que ia ao seu primeiro chá, mas era um sorriso malicioso que tornava tudo inútil.
"Que filha ingrata."
Pelliot bufou e colocou Leonia no chão. Mesmo assim, estendeu a mão para segurar suas mãos, que logo foram firmemente seguradas.
"Você, está aqui?"
A viscondessa Kerata, anfitriã do chá, aproximou-se.
"Saudações, Duque Voreotti, Senhor do Norte. Sou Tragella Kerata, quem organizou este chá. Peço desculpas pelo espaço tão pequeno."
"Graças ao seu marido, encontrei um bom lugar."
"Ouvi falar do meu marido."
"Desculpe se causei algum transtorno."
Pelliot pediu desculpas pelo tumulto de algum tempo atrás.
"As crianças ainda são muito pequenas."
A viscondessa Kerata, que não podia dizer que era por causa da má impressão dele, sorriu.
"Ah, então essa fofinha que veio com você……."
"Ela é minha filha."
Leo soltou as mãos de Pelliot e fez uma reverência para cumprimentar.
"Olá, Viscondessa Kerata."
Leonia cumprimentou levantando a saia, com um gesto elegante. Estava perfeito.
"Me chamo Leonia Voreotti, filha do Duque Voreotti. Estava ansiosa para conhecer a Viscondessa Kerata. Obrigada pelo convite para o chá."
"Oh, meu."
O rosto da viscondessa Kerata se iluminou com um sorriso radiante ao ouvir a dona da fala habilidosa. Observando a emoção da viscondessa, Leonia achou-a de alguma forma fofa. Parecia haver uma pequena diferença de idade entre ela e a viscondessa que ela tinha visto outro dia.
Então, enquanto pensava nisso, a própria viscondessa também se dirigiu a Leonia.
"Lady Voreotti, também estou muito feliz por ter conhecido você. Meu nome é Tragella Kerata, a anfitriã deste chá. Espero que aproveite bastante."
O sorriso da viscondessa tranquilizou quem a via. Leonia sobrepôs o rosto do visconde ao da viscondessa. Ela sorriu suavemente. Diziam que um casal que se parece é bom, e talvez eles parecessem mesmo um par perfeito.
A viscondessa Kerata fez uma breve descrição do chá.
"As crianças brincam no tapete ali, enquanto os pais cuidam delas enquanto tomam chá aqui."
"O senhor faz chá de tempos em tempos com as famílias?"
Pelliot perguntou enquanto se acomodava. Logo, o chá à sua frente ficou pronto.
"Cada família organiza às vezes, por sua vez."
De desta vez, era a vez da família Kerata. Cada vez que faz um chá para uma família, também organiza uma pequena atividade para as crianças. Desta vez, a viscondessa preparou uma experiência de assistir e montar renas.
"Tem algum problema com a segurança das crianças?"
Ouvindo a história, Pelliot levantou as sobrancelhas com um leve movimento no rosto ao ouvir sobre as renas. Leonia quase virou um fantasma ao ser atingida por uma patada de rena, ficando com uma cicatriz assustadora na imaginação.
"Renas são animais de criação que obedecem às pessoas. Nosso pessoal especializado ficará ao lado delas, somente observando do lado de fora da cerca. Todas as três renas foram escolhidas entre aquelas criadas e cuidadas pelo rancho da própria família, sem qualquer infecção por parasitas."
"E sobre montar na rena?"
"Avisamos às crianças que querem participar, e se não seguirem as orientações, não poderão montar."
"Entendi."
Puff, a viscondessa Kerata suou em segredo. Pelliot só estava perguntando sobre a segurança da filha dele, mas a viscondessa se sentia pressionada como se estivesse reportando uma urgência vital. Uma pressão que ela nunca havia sentido nem mesmo da sogra. Pelliot, mexendo os dedos no meio da explicação, era assustador.
"Leo."
Pelliot colocou Leonia no chão silenciosamente.
"Vai brincar."
"…… Quero ficar com o papai."
Leonia virou o corpo de um lado para o outro e fez um som curto com a língua.
"Leo e papai tomando chá e comidinhas também……."
"De onde veio isso?"
"Não pode? É fofo, não é?"
"Sua língua está presa?"
Pelliot colocou o dedo na boca da criança, dizendo para ela não usar um tom estranho. Relutante, Leonia fechou a boca, desesperadamente negando.
'Como esperado, não quero isso!'
Ela conseguiu chegar ao chá, mas a ideia de brincar lá a deixava tonta.
"Papai……."
Leonia, incapaz de suportar, decidiu firmar sua resolução.
"Sabe quantos anos eu tenho?"
"Sete anos, parecendo uma de cinco."
"Na verdade, tenho mais de vinte. Domingo…. "
"Sou uma pessoa cheia de sonhos e esperanças."
"Para onde você vai?"
Leonia, que havia segurado sua irritação na frente de todos, finalmente explodiu. Os nobres que assistiam à cena onde o pai e a filha se mostravam carinhosos ficaram surpresos. Comentaram que uma Voreotti sempre foi Voreotti, como se a fera negra aparecesse.
"Não seja boba e leve isso."
Pelliot olhou de relance para Pavo atrás dele. Pavo, que vinha segurando a risada, tossiu um pouco e entregou uma sacola de veludo cor-de-rosa. Pelliot abriu a sacola, pegou uma das coisas dentro e mostrou para ela. Era um doce de morango com sabor de leite, um lanche exclusivo de Leonia.
"…… Huh?"
Leonia olhou para o doce e torceu a cabeça.
"Divida com suas amigas."
"Minhas amigas estão aqui?"
Todo mundo fugiu chorando ao ver a mãe de rosto sério. Leonia retrucou, apontando para a área de recreação vazia.
"Elas vão voltar logo."
Com isso, os nobres apressaram-se em mandar suas crianças de volta para a área de brincadeiras.
Leonia olhou para Pelliot com olhos cansados. Tudo o que ele fazia era excessivamente sarcástico e fatal.
"Vai lá e faça pelo menos um amigo."
"O que eu faço com eles…?"
Leonia foi para a área de brincadeiras, com a sacola de doce na mão, apesar de reclamar por sua irritação.
Pelliot observava as costas de Leonia com um olhar relaxado.
* * *
Flomus estava à frente do cruzamento de sua vida.
'Por favor, cuide bem da Lady Voreotti.'
Antes do chá, o casal visconde pediu a Flomus.
Leonia, muito menor que ela, dizia que Flomus era um bebê, uma criança muito estranha e curiosa. Ela ficou surpresa, mas não odiou. Na verdade, ficou curiosa. Era a primeira vez que Flomus via um olhar negro e assustador, mas tão bonito. Os olhos redondos de Leonia e seus cabelos em duas tranças eram muito fofos.
Apesar disso, Flomus não respondeu prontamente que aceitaria. Tinha medo de Pelliot, que estava atrás de Leonia. Como uma criança tão pequena e bonita poderia nascer de uma pessoa tão assustadora e autoritária?
Ela realmente tinha curiosidade, e perguntou ao irmão. Então, ele colocou os ombros para cima e respondeu:
"Talvez seja só medo mesmo."