
Capítulo 8
Me tornei a filha adotiva do protagonista masculino.
(T/n: Olá, vou trocar Paul (com base na tradução anterior) por Felio, pois o coreano é 페리오. E Leonia para Leonier. Também mudarei o termo ‘Velho’ para tio. E você pode ler o capítulo anterior na NU. ^^)
"O que você fará quando o doce estiver cheio?"
"Quero dividir com a minha irmã mais velha." (t/n: ‘irmã mais velha’ no sentido de irmã mais próxima, ela chama a empregada de ‘irmã’)
Oh céus, as empregadas estão verdadeiramente emocionadas.
"Então, vamos partir."
"Toca essa campainha se precisar de qualquer coisa."
As empregadas seguravam uma campainha de prata com uma alça bem trabalhada nas mãos de Leonier.
Quando ela sacudiu a campainha suavemente, um som claro soou.
As empregadas explicaram a Leonier, que estava cética, que alguém poderia chegar simplesmente pelo som de um tique-taque.
"É feito por magia."
"Todos os empregados entendem."
As empregadas usavam pulseiras finas nos pulsos. A cor do pedaço de prata na alça combinava com a cor da campainha.
Uau, Leonier fez uma boca arredondada, impressionada.
"Isso é incrível—"
"Não é? Nós também ficamos surpresos."
"É tão caro quanto parece."
As empregadas ensinaram secretamente que ela podia viver assim por fazer parte da família Voreoti.
Depois, elas recuaram junto com a frase de ‘descansar confortavelmente.’
Leonier, que ficou sozinha na sala, observou as campainhas nas mãos dela.
Deve ser muito caro ter magia embutida nelas, né? Leonier pensou assim e colocou a campainha sobre a mesa.
A pequena campainha, de aparência lisa, era linda.
Ela se lembrou de uma velha performance que viu na vida passada, onde um músico apertava campainhas desse tipo em uma mesa em fila, sacudindo-as uma a uma com movimentos rápidos das mãos.
Na sua vida anterior.
*****
Felio entrou no quarto e mergulhou na água quente após passar um tempo com as 'convidadas' na masmorra.
Estava sozinho, como de costume, sem empregados.
'Depois de tanto tempo, estou bem cansado de limpar.'
Depois de amanhã, como Leonier disse, pensa em amarrar uma corda ao penhasco e pendurá-las.
Mas se fizer isso, espera que morram imediatamente. De qualquer forma, ele precisava mantê-las vivas até a primavera.
Ele se inclinou na banheira de modo sonolento, com os olhos fechados, como se estivesse dormindo.
Naquele momento, a água caía do teto do banheiro; ele abriu os olhos ao som.
'Idiotas, estão malucos.'
Então ele se lembrou de Leonier servindo as ‘convidadas’, e os cantos de sua boca se levantaram naturalmente.
'Como uma ideia dessas pode existir?'
Felio ficou surpreso e encantado com a criança, que ainda procurava um tutor, sem aprender nada direito.
Ele não imaginava como ela era bonita pulando botas com uma mão.
'Uma criança não é um animal de estimação.'
Ele lembrou o que Kara tinha dito no dia anterior. A adoção precipitada de Felio foi motivo de preocupação da velhinha.
Por outro lado, Felio achava que as preocupações do mordomo eram invasivas.
'Como assim, uma animal de estimação?'
Ele achava que ela tinha uma boa visão, mas parecia ter ficado meio fraca com o passar dos anos.
Leonier não era um animal fraco que pudesse ser domado com uma coleira.
Desde a primeira vez que viu essa criança, ele ficou impressionado com a determinação dela de não perder para ninguém. A própria fera tinha força por ter sido maltratada pelos idosos do orfanato sem ficar afetada.
Se tentasse domesticar com uma coleira, acabaria em várias encrencas, como os convidados da masmorra.
'Aliás—'
Como esperado, essa criança é estranha.
'Como ela conhece o requiem?'
O orfanato não oferecia uma educação adequada às crianças. Então, como ela soube disso?
Felio secou o corpo com uma toalha grande e felpuda, preparada anteriormente pelos empregados, após tomar banho, planejando na mesma hora.
Requiem, desfalque financeiro
O que a criança disse não é algo que até uma criança de sua idade deveria mencionar.
Ela tinha cinco anos quando foi admitida no orfanato. O responsável provavelmente a acompanhava antes disso.
Felio não se interessava pelo passado da criança, mas achava melhor descobrir.
Mesmo que os pais biológicos apareçam e reivindiquem direitos parentais, não haveria problema, pois ela já fazia parte da família.
'Ou acha que ela é uma gênio?'
Felio, que saiu do banheiro usando só uma calça, ficou satisfeito, alegando que a brilhante ideia da filha vinha de seu talento natural.
Este ano, quase entediante, ficou muito mais agradável com Leonier.
A adoção, que parecia um instinto, acabou sendo a melhor coisa da vida de Felio.
"Você terminou o banho?"
Felio, que terminou o banho de bom humor, foi cumprimentado por Loupe.
"Você não pediu para entrar?"
Felio deu um passo adiante e passou por Loupe. Ainda havia uma bebida leve na mesa após o banho.
Uísque marrom apoiado sobre um círculo de gelo, que tinha caído numa garrafa transparente.
Ele não culpou Loupe por seu comportamento rude, pois estava de bom humor.
"Tenho algo a dizer."
"Com essa cara?"
O rosto de Loupe parecia alguém que pode ser derrubado de repente e desmaiar por três ou quatro dias.
Loupe se sentiu enganado. Tudo isso porque Felio desistiu do trabalho e bebeu sozinho, o subalterno fraco mal podia reclamar com o supervisor.
Seu olhar para ele diminuiu silenciosamente, apesar da disparidade de classe.
"Peço desculpas por vir sem avisar, mas achei que esse assunto era importante, então passei aqui."
Felio, que foi solicitado a pedir desculpas por sua grosseria, apoiou a cabeça na mesa e moveu-a levemente. Ele pretendia dizer só uma vez.
Ele estava de bom humor na época, então conseguiu se desprender de algo.
Foi naquela ocasião.
Toc-toc; ouviram uma voz jovem batendo na porta.
"Tio, você está aí?"
Felio e Loupe olharam para a porta ao mesmo tempo.
"Não tem tio aqui?"
"Ele deve estar ainda se arrumando."
Uma empregada, que a acompanhava, falou. Quando a empregada mencionou ter visto pessoas se preparando para o banho antes, Leonier perguntou novamente, "É mesmo?"
"Vai voltar mais tarde?"
"Uhm—"
Após um breve momento de dúvida, a criança afirmou que deveria esperar.
"Você tem medo do tio, irmã?"
Uma preocupação inesperada surgiu. Felio e Loupe permaneceram em silêncio, observando a conversa do lado de fora da porta.
A empregada expressou seu medo de forma clara e direta.
"No Norte, o responsável é o Duque de Voreoti. É normal ter medo do homem mais forte do mundo. Eu sou só uma empregada comum."
Isso sugeria que toda a presença de Felio era assustadora.
Loupe elogiou a empregada que respondeu tão rápido.
Ela ainda escreveu uma nota curta dizendo que trabalha para o Duque Voreoti.
Quando olhou para Felio, parecia que ele já conhecia essa informação.
"Mas o tio é legal comigo?"
Leonier se gabou de que já tinha recebido duas balas de doce hoje.
"Porque o mestre se preocupa muito com você, Senhora."
"Sério?"
"Não é?"
"Uhm…"
A frase de Leonier ficou difusa. A criança podia ver claramente que os dois adultos na sala estavam sorrindo.
Seu cabelo curto também deve estar tremendo. A postura arredondada ficaria ótima.
"…Espero que sim."
Ela ouviu secretamente uma voz tímida.
Felio levantou levemente o canto dos lábios, lembrando a expressão tímida de Leonier.
"Mas e se o tio nunca se casou por minha causa?"
Loupe, que havia se emocionado com a honestidade desajeitada da criança poucos momentos antes, apressou-se a morder a língua.
Mesmo com alguns minutos de atraso, quase caiu na risada. Então, lançou um olhar furtivo para Felio.
Ele estava olhando fixamente para a porta, bastante assustado.
"Nosso mestre é popular."
"Rosto não é tudo."
Leonier disse firmemente: "Você precisa ser gentil."
"O humor do tio geralmente não é tão mau…"
A criança soltou um suspiro. Era como um monte de tias preocupadas com o filho solteiro do vizinho.
Loupe, que sentiu que mordendo os lábios ainda não era suficiente, sentiu vontade de morder alguma outra coisa, porque achou o menino muito adorável.
"Devo dar alguma coisa para ele comer?"
Loupe engoliu em seco e levantou os ombros.
"Meu tio—"
Ele tem um mau humor, mas também—
A empregada ficou em silêncio, como se estivesse segurando a risada.
Loupe ria silenciosamente deitando-se no sofá. Sua barriga quase doía mais do que podia suportar.
Ela está muito preocupada e triste com o Duque Voreoti. Grandes caras não eram simplesmente alguns velhos grandes.
"Como resultado de mim…"
Leonier tentou simpatizar mais uma vez com Felio.
A porta, que tinha sido fechada com segurança, se abriu de repente de um golpe. A empregada caiu no chão, gritando para a porta aberta. Felio, que ainda vestia a calça, olhou para baixo, incomodado, pelos portões abertos.
"Huh, você está aí, tio?"
Leonier parecia tão distraída que tinha esquecido tudo que tinha dito.
"Por que fingiu que não estava—."
Os olhos negros da criança fixaram-se na parte superior do corpo nu de Felio e ela logo virou-se em direção a Loupe, que se levantava se segurando no sofá.
O rosto de Loupe ficou vermelho enquanto tentava segurar a risada.
"…Huh?"
Dedos curtos apontavam alternadamente para Felio e Loupe.
"Tio, você está pelado, e Loupe está no sofá do tio…."
"Senhora! Não é assim!"
A empregada correu para corrigir a voz trêmula de Leonier. A empregada tinha a face azul, como uma pessoa viva no mundo.
Felio e Loupe rapidamente se afastaram, suas mentes se movendo tardiamente devido à grosseria da criança.
Os dois se antipaticaram e seguiram em frente. Felio até virou-se de costas.
"…Entre."
Felio chamou Leonier por ora. A empregada esperou do lado de fora da porta.
"Tio—"
"Não é bem assim."
"Tio—"
"Disse que não é assim."
Felio, que deu uma justificativa forte para a última palavra, suspirou frustrado.
"Será que pareço um homem assim?"
Felio ficou magoado.
"Tio, amar do mesmo sexo nunca é pecado—"
"Não é isso."
Agora é um mal-entendido, disse Felio.
"Vou perder popularidade só porque tenho uma criança?"
Leonier, que pensou um pouco, logo balançou a cabeça. Felio parecia confiante nesse olhar.
"Tio é ótimo."
"Contanto que saiba disso, já está bom."
"Mas um dia, você vai ter que conhecer alguém de bem."
Quantos anos a pessoa com quem ele fala tem agora? Felio ficou surpreso com as palavras do tio.
"Não agora."
"Por minha causa?"
"Simplesmente não gosto de ninguém."
Nesse ponto, Felio se questionou por que estava tendo essa conversa com a criança.
Ele hesitou ao tentar segurar Leonier em seus braços.
"…Por quê?"
Leonier, que se preparava para estender os braços, olhou para baixo.
Os olhos negros da criança, que solicitavam um abraço, atravessaram seu peito firme.
Felio, assustado, pegou Leonier em seus braços após colocar uma camisa próxima e prender cuidadosamente os botões.
"Tch."
Ele ignorou os sons.