
Capítulo 508
O Estalajadeiro
Lex teleportou de volta ao seu escritório, cheio de impaciência! Conseguiu acessar um sistema muito mais rápido do que esperava, mas, de repente, foi atingido por um lembrete. Enquanto seu sistema estivesse passando por atualizações, ele ficaria indisponível para ele!
Isso… isso poderia ser um problema. Será que deveria adiar a atualização? Não, nunca haveria um momento ideal para isso. Ele só tinha que começar a atualização e lidar com a situação da melhor forma possível.
Para isso, era melhor que ele fosse a um lugar de onde não precisasse teleportar para sair. Ele também removeu seu traje de hospede e nem se deu ao trabalho de colocar os óculos de Clark Kent.
Seria tranquilo passar algum tempo como ele mesmo, certo? Ele escaneou a pousada e percebeu que William e seu grupo ainda estavam na mansão do Meia-Noite. Por algum motivo, eles não tinham saído da mansão desde que chegaram à pousada, então tudo o que ele teria que fazer era evitá-los.
Mas, mesmo que não evitasse, que importava? As chances eram de que William ficaria tão surpreso ao vê-lo quanto ele mesmo havia ficado.
Deixando de lado pensamentos desnecessários, Lex mais uma vez olhou para a notificação do sistema que vinha lendo anteriormente.
Notificação do sistema: Novo sistema detectado! Analisando o sistema secundário. Sistema de Agricultura no Deserto grau G- detectado. Iniciar assimilação? S/N.
Notificação do sistema: Sistema de Agricultura no Deserto detectado. Os ignorantes assumem que um deserto não é adequado para cultivo, mas eles simplesmente carecem de habilidades. Apenas as plantas mais resistentes e valiosas podem crescer nas condições mais severas.
Seja o calor escaldante, o sol forte, o solo duro ou areia solta, energia espiritual escassa e grande seca de água, tudo isso só permite que a vegetação mais versátil cresça, e esse tipo de vegetação gera os maiores benefícios! Agite o mundo do cultivo e plante cactos que podem substituir pedras espirituais, tâmaras que revivem os gravemente feridos e arbustos com mais energia do que uma estrela!
A classificação era muito mais baixa do que o sistema anterior que Lex tinha encontrado, então, na esperança de que a assimilação fosse mais rápida também, ele decidiu prosseguir. Quanto à descrição… Lex começou a suspeitar que os sistemas também tinham personalidades próprias, e que a descrição vinha da própria personalidade do sistema.
"Ei, Mary, estou prestes a atualizar o sistema, então vou perder a conexão com ele. Vai ficar tudo bem na pousada?"
"Sim, não se preocupe. Tudo que existe continuará funcionando normalmente. Se for como na última vez, a única coisa que será afetada é sua capacidade de dar novas ordens, temporariamente."
"E durante esse tempo, também não poderei teleportar para outros planetas, certo?"
"Não, infelizmente não."
"Hmm, nesse caso, você sabe o que fazer. Não deve haver problemas, considerando todas as nossas preparações. Se alguém quiser me ver, é só dizer que estou ausente. O restante deve continuar como de costume."
"Entendido."
Lex tentou sintonizar sua intuição para ver se ela poderia dar algum aviso sobre se deveria esperar ou não. Mas ela não respondeu, o que significava que ou tudo estava bem, ou na questão de sistemas, ela não funcionava tão bem assim.
Não querendo deixar as coisas esperando, Lex decidiu começar a assimilação.
Sua interface do sistema desapareceu, sendo substituída por uma única palavra: atualizando.
Lex sentiu uma sensação de satisfação, sabendo que seu sistema estava prestes a ser atualizado. Ele imaginou quais novas funções poderia receber. Considerando o baixo nível do sistema absorvido, talvez não recebesse tantas. Seja o que fosse, ele torcia para que fosse algo adequado para uma pousada.
Mas, com a interface do sistema desaparecida, de repente Lex não tinha mais o que fazer. Bem, não completamente. Ainda havia uma coisa que ele vinha pensando há algum tempo, algo que não exigia sua identidade como anfitrião nem a funcionalidade do sistema.
Estalando os dedos, Lex começou a caminhar em uma direção específica. Calculou quanto tempo livre tinha. A Grande Corrida aconteceria em dois dias, e embora não esperasse que o sistema voltasse a funcionar até lá, pelo menos deveria concluir sua tarefa atual. Afinal, quanto tempo levaria?
Ao invés de pegar um carrinho de golfe, Lex optou por caminhar tranquilamente pela pousada, apreciando as paisagens. Mas não demorou muito até seu passeio terminar, pois ele chegou ao seu destino: o teste do Mistério.
Desde que Lex recebeu essa recompensa única do sistema, vinha pensando em experimentá-la, porém sempre estava ocupado demais para fazê-lo. Agora era a hora ideal.
Peló que ele se lembrava, o teste do Mistério daria a cada pessoa que entrasse uma prova diferente, baseada em suas habilidades. O objetivo principal era aprimorar suas competências, embora, quando alguém terminasse a prova, também recebesse uma pequena recompensa.
A primeira entrada era gratuita para todos, e cada entrada subsequente custaria 500 MP. Lex estava um pouco curioso para saber qual seria sua prova, mas não tinha sentido ficar imaginando. Era muito mais fácil simplesmente entrar e descobrir.
Lex entrou no teste e foi envolvido pela escuridão. Pareceu que foi só um instante, mas quando a escuridão se dissipou, ele estava sentado em um dos sete assentos ao redor de uma mesa retangular. Outras cinco pessoas estavam ao seu redor, e um homem de máscara muito emblemática sentava-se na cabeça da mesa, com um revólver justamente à sua frente.
Lex imediatamente tentou levantar, já que tinha uma forte sensação de para onde aquilo estava indo, mas não conseguiu se mover. Olhou para baixo e viu que suas pernas estavam acorrentadas à cadeira, que tinha sido parafusada ao chão.
Ele olhou novamente para o homem de máscara branca. Cabelos falsos saíam ao lado da máscara, e círculos vermelhos haviam sido desenhados em cada bochecha. Embora os lábios vermelhos da máscara não se movessem, um som vinha de trás dela.
"Quer jogar um jogo?" perguntou o homem, com uma voz assustadora que fez todo mundo na mesa arrepiar.
A máscara era daquele filme de horror famoso, Ver-Se-Ver! [1]