Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 887

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Romeo Flameheart encontrou o segundo Artefato Antigo após acidentalmente exumá-lo em uma de suas aventuras.

Muitos tinham tentado e falhado ao tentar conquistá-lo por ele, já que ele não desejava nenhum tipo de recompensa monetária em troca. Em vez disso, parecia ter uma obsessão por algo que os Elfos possuíam.

Michael desejava aquele Artefato, mas sabia que nunca conseguiria uma audiência com o excêntrico Dragônico, devido às várias tentativas frustradas de outros tentando o mesmo feito.

Então, tudo que ele podia fazer era obter o que precisava dos Elfos e torcer para que isso fosse suficiente para pelo menos abrir as portas da Torre do Dragão dele.

Porém, como acabou acontecendo, o motivo pelo qual insistia em visitar a vila é um amor ardente que tinha pela Senhora Farren.

Infelizmente para ele, esse amor era não correspondido. Ele havia sido rejeitado na porta diversas vezes, sem sinais de progresso ou sucesso.

Pelo menos, até agora.

Lady Farren concordou gentilmente em encontrar Romeo, desde que ele levasse dois convidados: Michael e Katarina. Ela também deixou claro que esse encontro não tinha nada de romântico, era apenas uma reunião simples.

Ela enviou sua resposta por pombo-correio, e em menos de uma hora ele voltou com uma resposta.

"Ela aceitou as condições," declarou Lady Farren enquanto examinava a carta.

Apesar da nota claramente ter um tom platônico, Romeo ainda concordou. Afinal, progresso é progresso, por menor que seja. Ela nunca tinha sequer aceitado um encontro com ele antes, então, na cabeça dele, isso representava um avanço significativo.

"Obrigado por isso," disse Michael sinceramente.

"Não foi nada. É o mínimo que podia fazer, ainda mais porque quase revelei o seu grande segredo."

Ambos olharam em direção à Prefeitura. Katarina tinha se desculpado há uma hora, alegando estar se sentindo mal.

Como ela era convidada, recebeu seu próprio quarto lá dentro, assim como Michael. Ambos ficariam hospedados até a reunião com Romeo.

"E além disso," continuou Lady Farren, "isso me dará a chance de rejeitá-lo de vez."

Michael lançou um olhar discreto para Lady Farren, mas ela parecia ter percebido.

"Quer saber por que continuo rejeitando-o?"

"Mais ou menos."

Ela deu de ombros. "Estou simplesmente muito focada no meu trabalho. Encontrar Darkwood é minha prioridade. É o objetivo de todos. Romance não é o motivo de ter viajado meio mundo."

Michael ficou em silêncio. Discordava daquela visão, especialmente porque a seca de Darkwood havia acabado graças à sua fazenda.

Porém, preferiu ficar quieto. Cada um tem suas próprias razões para se fechar e não se envolver com certas coisas.

Incluindo Katarina.

Os últimos raios do sol poente tingiram toda a vila Elfa com um tom quente de laranja.

Michael estava em seu quarto na Prefeitura, deitado na cama, esperando o próximo dia chegar.

No final, eles não conseguiram encontrar aquela garota, Lyra. Ele até vasculhou entre as trepadeiras, mas sem sucesso. Ela parecia ter encontrado um esconderijo que até mesmo ele não conseguiu enxergar.

Provavelmente, ela estava ocupada demais mexendo no seu novo telefone para treinar de novo.

Esses garotos, sempre grudados nos seus celulares.

Ele virou-se de lado, olhando para a parede que separava seu quarto do de Katarina.

Ele não tinha intenção de espiar, mas percebeu as assinaturas de mana dela através de seu Talento Supremo.

Ela estava sentada no canto da cama, abraçando os joelhos com uma expressão de dor no rosto.

Haa…

Ele virou para o outro lado e viu o ursinho de pelúcia rosa sobre a mesa de cabeceira ao lado da cama.

Ele o olhou com seus olhos de arco-íris e um sorriso constante no rosto.

"O quê? Fiz o que pude!"

O ursinho permaneceu em silêncio.

"Ela foi quem te deu um tapa, por que você está me repreendendo?!"

Michael olhou para a manchinha suja na testa do ursinho e suspirou exasperado. De alguma forma, era ele quem estava sendo culpado, mesmo que estivesse apenas tentando fazer a coisa certa.

"Sabe de uma coisa, não estou a fim da sua conversa fiada."

Ele virou-se, fechou os olhos e decidiu que era melhor dormir do que lidar com essa besteira. Isso o deixava louco!

Quando a noite atingiu seu auge, toda a vila Elfa se envolveu em escuridão. A única luz vinha das trepadeiras bioluminescentes e dos girassóis espalhados pela floresta.

Uma silhueta sombria pairava sobre a cama de Michael, sua presença quase inexistente.

Ela estendeu a mão em direção a Michael, que dormia, movendo-se com rapidez impressionante.

Porém, ao invés dele, a mão foi na direção do lado da cama!

À medida que a figura sombria se aproximava, seu rosto foi finalmente iluminado pelo girassol que brilhava no criado-mudo.

Era Katarina.

Seus olhos estavam fixos no ursinho de pelúcia sujo, repousando silencioso na cômoda de madeira.

Ela o arrancou do criado-mudo, seus olhos se arregalaram ao finalmente segurar aquela criatura magnífica com as próprias mãos.

Uma enxurrada de emoções percorreu seu corpo ao sentir a pele macia do ursinho nos seus dedos. Sentiu alegria, uma certa agressividade fofa e uma profunda pontada de arrependimento.

Suas mãos acariciaram a manchinha na testa dele e ela mordeu o lábio.

De repente, Michael se mexeu, virando-se de lado.

E, num instante seguinte, Katarina havia desaparecido. E com ela, o ursinho rosa.

Ela agora estava correndo pelas grossas ramagens das gigantescas acácias, se afastando cada vez mais da vila.

Só parou quando chegou à periferia da floresta.

Aqui, não havia mais ninguém ao redor, ninguém que testemunhasse o que ela estava prestes a fazer.

De pé na ponta mais alta do galho, Katarina olhou para o ursinho na mão. Com as mãos tremendo, ela finalmente liberou todas as emoções reprimidas.

Ela abraçou o ursinho bem forte contra o peito e soltou um grito alegre.

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