
Capítulo 888
Renascido como o Gênio da Família Mais Rica
Em uma sala branca, pura e austera, sem móveis ou janelas, estava uma menina vestindo um vestido simples de cor pálida.
"Cadê o papai?" perguntou a menina.
"Ele está ocupado com algo importante, minha querida."
Ela olhou para cima. "Por quê?"
"A pesquisa dele vai acabar salvando o mundo da destruição. Quando estiver pronto, todo mundo no mundo vai ficar feliz e livre!"
A menina olhou para baixo, franzindo os lábios. Ela já tinha ouvido aquela promessa um milhão de vezes antes.
"Mas e você, mamãe? Não pode brincar comigo?"
A mulher, vestida com uma couraça de bronze e pteruges que saíam de seus ombros, acariciou as bochechas da menina. "Meu trabalho também é importante, Katty. Eu estou aí fora, ensinando os vilões a darem o fora do crime, garantindo que eles não façam mal nenhum de novo."
A menina cruzou os braços, buscando conforto. "Mas... E eu?"
Uma mão quente tocou o coração da menina. "Você também tem uma função importante, querida. Dentro de você, há uma arma poderosa que chamamos de peça do GodForge. Quando crescer, ela será sua fonte de força, te ajudando a derrotar todos os vilões do mundo, igual a mim."
A menina olhou para a mãe, com o rosto cheio de esperança e empolgação. "Sério? Se... se eu ficar tão forte quanto você, vou poder ficar com vocês dois para sempre?"
A mãe escondeu uma expressão de desconforto. "Sim, minha querida."
Então, a mulher se virou, puxando algo de suas costas e segurando firmemente nas mãos. "Abre as mãos, docinho."
A menina fez o que foi pedido e um manequim de palha, com forma meio humana, caiu em suas mãos.
"Este é meu presente para você. Guarde sempre perto de você, assim vai parecer que seu pai e eu estamos sempre ao seu lado."
Agarrou a palha em seu peito e sorriu. "Tá bom, mamãe!"
…
…
…
Katarina olhava sonhadora para o ursinho de pelúcia rosa em suas mãos, uma única lágrima caindo em sua pelugem macia.
Ela enxugou os olhos úmidos e riu de si mesma.
Numa noite silenciosa como aquela, tudo que ela desejava era segurar aquilo e encontrar conforto e paz que há muito tempo não sentia.
{Está tudo bem, enquanto estiver com você!} - dizia o ursinho, que sem querer ativou sua caixa de voz.
"Hehe, você é tão fofinho," ela murmurou baixinho. Essa era a primeira vez que ela via algo tão docemente doce e adorável. Seu sorriso encantador a conquistou completamente; como resistir a algo assim?
Quem a conhecia bem saberia que era extremamente pouco habitual ela agir de modo tão bobo e feminino.
Ela sabia disso. Por isso, inicialmente, rejeitou essa atitude. Mas, ali, sozinha, na calada da noite, ninguém poderia vê-la ficar vulnerável.
Ou pelo menos ela achava que não.
Folhas farfalhavam ao longe, fazendo-a despertar de seu torpor. Seus músculos ficaram tensos. Suas mãos arregalaram-se, prontas para agarrar o visitante estranho na escuridão.
E, com seu cultivo de Espírito Emergente, ninguém tinha chance contra seu ataque, especialmente alguém que pudesse tê-la visto tão vulnerável.
Seu corpo inteiro desapareceu, reaparecendo em um galho oposto, do outro lado da árvore.
Suas mãos semelhante a garras estavam a poucos segundos de apertar a garganta do invasor suspeito.
"Espere, Katarina!"
Após ouvir seu nome sendo chamado, ela parou imediatamente e puxou o pulso do invasor.
Exatamente como esperava, sob as mangas pretas dele, havia uma tatuagem de um sol dourado com oito raios distintos, representando os oito manas elementares do mundo.
"Você é um de nós," ela percebeu.
A figura encapuzada assentiu, massageando o pescoço, que as suas mãos tinham quase quebrado.
"Você viu alguma coisa?" ela questionou, com os olhos brilhando com um olhar ameaçador.
"Viu o quê? Acabei de chegar!"
Katarina olhou para o peito dele, sentindo o ritmo do coração. Ela percebeu que ele dizia a verdade.
Se ele tinha visto ela com o ursinho rosa, então não tinha jeito de acalmar sua raiva.
"Por que você está aqui?" ela questionou. Ninguém deveria visitá-la enquanto ela estivesse em uma missão.
"É urgente, senhorita Katarina. Detectamos sinais de atividade de eles aqui em Nova Esparta. Estão deslocando suas tropas."
Aquelas pessoas nunca agiam de forma impulsiva. Eram meticulosas no planejamento, só executando quando tinham certeza do sucesso. Afinal, orgulhavam-se de manter suas ações na obscuridade. Atacavam com força e rapidez, indo embora antes que alguém soubesse que estiveram ali.
O fato de já estarem mobilizando suas tropas significava que já tinham passado do estágio de planejamento e preparação. Estavam prontos para atacar.
De repente, uma explosão ensurdecedora ecoou do interior da floresta, iluminando brevemente toda a mata dos Elfos com uma luz vermelha incandescente.
Ela virou a cabeça na direção da explosão, apenas para ver fumaça sobindo pelos picos das árvores, enquanto um tom profundo de vermelho se filtrava através do denso folhagem.
Sem dúvidas. Eles estavam atacando a tribo dos Elfos.
Imediatamente, Katarina sentiu um calafrio no pescoço. Seus cabelos eriçaram. A ideia de estarem tão perto despertou uma reação visceral e selvagem em seu corpo.
Ela não podia acreditar que tinha sido tão burra. Deveria ter percebido todos os sinais.
O pior de tudo era que, se ela não tivesse ido até a periferia da floresta, poderia ter visto o ataque deles e impedido antes que acontecesse.
Ela poderia ter evitado tudo isso, se não tivesse se deixado ficar vulnerável.
Ela balançou a cabeça. A batalha ainda não tinha acabado.
Determinar a corrigir seu erro, Katarina desapareceu numa rajada de velocidade.
E, enquanto corria em direção à aldeia, duas perguntas circulavam em sua cabeça.
O que eles queriam com os Elfos? E como conseguiram infiltrar-se tão profundamente na floresta a ponto de atacá-los bem no coração de sua vila?