Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 880

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Michael fez um biquinho, com a expressão de quem estava assustado. "Não é nada…"

"Não, isso parece interessante! Me dá isso aqui!"

Claro que ele não ia entregar um dos seus itens mais valiosos para uma criança só porque ela pediu. Isso custava 10.000 Dólares de Areia! Vai além de um simples presente. Caramba, isso nem era um brinquedo!

"Vamos lá, se você me der isso, eu te conto sobre um dos pretendentes da Farren. Ele é um Draconiano!"

Michael se animou. Será que esse pretendente Draconiano era o que ele estava procurando, o que possuía o Segundo Antigo?

É por isso que quer conversar com os Elfos? Ela quer Lady Farren?

Era possível. Só um idiota apaixonado trocaria uma fortuna, fama e poder por uma chance de sua paixão não correspondida ser retribuída.

Será que ele acabou de descobrir o mistério?

"Quem é esse pretendente?"

"É só alguém que sempre visita a Farren. É bastante insistente. Mas ela ignora ele. Todo mundo diz que ele é um grande pezinho dentro dos Draconianos, mas ela não liga pra isso."

Isso soava exatamente como Bastiene tinha descrito. Essa criatura extravagante, um Draconiano, seria mesmo um apaixonado idiota?

Ou então, Lyra pode estar interpretando tudo errado.

Depois de tudo, ela também parecia estar com a impressão errada de que ele queria algo romântico com Lady Farren. Talvez ela também tenha entendido mal a intenção desse Draconiano.

"Me conta mais," ele insistiu.

Mas Lyra retrucou. "Então me dá isso aqui. Parece interessante."

Michael olhou fixamente para o telefone nas mãos, hesitante. Ele realmente ia ser enganado por uma criança malcriada? Isso equivalia a uma única gota de Soo! Algumas pessoas estavam dispostas a vender a alma por isso.

Mas… o Antigo era mais importante. Michael precisava descobrir o que tinha naquela segunda ilha. Que tipo de teste o obelisco iria impor a ele? Que tesouro ele guardava ao final?

Ter conseguido o Cubo da Internet — uma relíquia com poder inimaginável e possibilidades ilimitadas — com o primeiro obelisco tornava ainda mais crucial adquirir o Segundo Antigo.

Droga… ela tem sorte que eu ainda sou rico, senão eu não andaria tão relaxado em entregar um telefone.

Ele deslizou o telefone na soleira. E, em meio segundo, a porta se abriu rapidamente e uma mão pálida, delicada, agarrou o aparelho lá dentro.

"Pronto, te dei o telefone, então me fala sobre esse Draconiano—"

E, antes mesmo de terminar a frase, Michael ouviu o estalo de uma câmera vindo do lado de fora da porta.

Ka-chick.

"UOU! INCRÍVEL! É minha cara! Estou vendo minha cara nessa coisa!"

Michael ficou surpreso por um segundo, não esperando que Lyra fosse tão habilidosa com o telefone, mesmo que fosse a primeira vez que usava. Ela até sabia tirar fotos!

"Captura o mundo. O mundo real… É genuíno. Eu adoro," ela murmurou, com uma sinceridade que Michael só tinha sentido dela naquele momento pela primeira vez.

Michael fez uma pausa. Ao ouvir suas palavras sinceras, ele não se sentiu tão mal em entregar o telefone.

Mas ainda assim, ele tinha que tirar proveito da situação.

"Agora me fala do Draconiano."

"Ele—"

Justo quando ela ia dizer algo, um chicote reluzente sendo puxado tenso ecoou pelos corredores de todo o andar, assustando Michael e a menina.

E, no segundo seguinte, Michael viu uma Elyfe de meia-idade aterrissar com graça diante dele, com a Videira do Elevador ainda enrolada ao redor do pulso.

Ela desfez o laço antes de olhar para Michael, com surpresa e choque estampados no rosto.

Michael também a encarou surpreso. Era Lady Farren.

"Michael?" Lady Farren perguntou, confusa. "Eu pensei… Então quem é Keo?"

Ver uma Elyfe familiar deveria lhe trazer alívio. Ela era a razão de ele estar ali, afinal.

Porém…

Ele olhou de volta para a porta, já sem sentir a presença da Lyra atrás dela. Ela tinha ido embora tão rápido quanto chegou, como um espectro passageiro, só querendo atormentá-lo e irritá-lo.

Ela era real, claro. Gostaria que ela não fosse, para não ter que abrir mão do telefone. Mas ele já tinha perdido.

"Com quem você estava conversando?" Lady Farren perguntou, olhando desconfiada para a porta.

Ela parecia ter percebido quem estava lá, pois empurrou a porta e olhou ao redor, esperando ver alguém lá dentro. Mas o cômodo estava vazio, com todos os móveis intactos.

"Aquela criança malcriada," ela murmurou. "Espero que ela não tenha te dado muita trabalho."

"Um pouco," ele admitiu. "Quem ela é, afinal?"

"Ela… é complicada. Uma garota muito problemática."

Na expressão dela havia relutância. Ela ainda não estava pronta para falar sobre esses assuntos, especialmente sem a presença dela.

Ele não insistiu.

Depois de respirar fundo, Lady Farren voltou a encará-lo. "De qualquer forma, não esperava te ver aqui, Michael. Ou seria Keo?"

"Por enquanto, pode me chamar assim. Estou meio que escondendo minha verdadeira identidade como líder da Reborn."

Lady Farren assentiu veementemente. Como líder de uma facção Élfica, ela sabia bem o quanto o segredo era importante nesses tempos turbulentos. Ela faria o mesmo, se tivesse oportunidade.

"Eu tinha planejado te visitar na Metrópole, mas as circunstâncias não permitiram. Ainda não te agradei de verdade por tudo que fez por mim e pela comunidade Élfica."

Michael recuou, sentindo-se pesado pelo respeito que ela demonstrava ao se curvar. "Não foi nada."

"Não, se eu soubesse que era você de verdade, teria feito de você minha prioridade. Os vândalos, as celebrações lunares, as facções humanas e élficas… Eu ignoraria tudo isso para mostrar nossa sinceridade máxima."

"Por favor, não precisa ficar assim. Como eu disse, tinha um arco composto extra comigo, então te dei. E você também nos deu sua Darkwood, então estamos no mesmo nível nessa questão."

Os olhos de Lady Farren de repente brilharam quando ela mencionou a Darkwood.

"A propósito, vamos falar da Darkwood que vocês compraram de mim recentemente."

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