Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 881

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

“E quanto a isso?”

A lady Farren abriu a boca, prestes a dizer algo, quando um estrondo ensurdecedor ecoou pelo Salão Municipal das Árvores, criando reverberações palpáveis pelo chão.

Ela virou-se na direção da origem do som, com uma expressão de preocupação e apreensão estampada no rosto. As palavras que estavam se formando em sua boca foram rapidamente substituídas pelo silêncio.

Com passos hesitantes, Lady Farren se virou para o Elevator de Videira e segurou-se com ambas as mãos nele, antes de se deixar cair de volta ao térreo.

Michael, curioso sobre toda a situação, decidiu seguir ela também. O que quer que tenha caído, deve ter sido algo pesado e de tamanho imenso, se conseguiu produzir essas reverberações.

Lady Farren aterrissou firme nos pés, com Michael chegando poucos segundos depois.

Viraram-se para a área de recepção do salão, que estava cheia de murmúrios tumultuosos, enquanto os Elfos se precipitavam para encontrar a origem do ruído. Eles se aglomeravam ao redor das portas duplas, dificultando a saída de qualquer outra pessoa.

"O que aconteceu?" perguntou Lady Farren à recepcionista.

"Não sabemos, senhora. Mas parece que veio dos Monumentos," ela respondeu.

Lady Farren caminhou rapidamente até a porta, abrindo caminho através da multidão de Elfos que lotava a saída. Só quando perceberam quem ela era, eles finalmente abriram passagem para ela e Michael passarem.

Ambos saíram do Salão Municipal, tendo uma visão completa da vila élfica ao seu redor.

Michael viu uma multidão de Elfos nas pontes entre as casas, olhando em uma direção específica com caras tensas e expressões de desconforto.

Abaixo, os guardas élficos, vestindo couraças de folhas, tinham seus arcos prontos e se apressavam na direção do som. Eles saltavam, pulavam e se esquivavam habilmente pelos morros formados pelas raízes protuberantes das árvores-montanhas de acácia, chegando ao destino em um ritmo acelerado.

Michael os acompanhou com o olhar, seu foco finalmente repousando no centro da vila, onde ficava um grande e ornamentado jardim etéreo.

Esse jardim era circular, com arbustos floridos e folhagens servindo como paredes e delimitações de toda a coleção de energia verde que ali se encontrava.

A maior parte das plantas e flores nesse jardim eram desconhecidas no Continente Real. Elas se moviam com movimentos alienígenas e brilhavam de forma anormal, se comparadas ao resto da vegetação de Nova Esparta.

Porém, de maneira estranha, mesmo de pé nos degraus elevados feitos de raízes do Salão Municipal, ele não conseguia ver toda a extensão do jardim. Precisava que seu Drone se aproximasse mais para enxergá-lo completamente.

Isso era estranho, pois jardins deveriam ser exibidos com orgulho. Devem ostentar a cultura e a história ricas de um local. Por que gastar tanto esforço e recursos apenas para escondê-lo da vista?

Esse jardim estava fechado, como um castelo protegendo uma residência real ou de um monarca.

Não é um jardim… é um monumento, ele percebeu.

Isso ficou mais claro ao perceber que via uma variedade de estátuas de pedra surgindo do muro de arbustos do ‘jardim’.

Ele pensou que essas estátuas eram feitas para homenagear um herói élfico de sua história, mas eram muitas para contar. Deve ter mais de cem delas ao redor desse jardim luxuoso e fechado.

E mesmo que pudesse ver apenas até os ombros dessas estátuas, tinha certeza de que elas nem eram propriamente Elfos. Elas não tinham o queixo levemente levantado, os olhos afiados ou, principalmente, as orelhas pontudas típicas.

Essas estátuas eram de uma etnia completamente diferente!

"Senhora Farren, por favor, entre."

Ela e Michael finalmente chegaram aos Monumentos após seguirem os guardas. Entraram por um arco gradeado, que atualmente era vigiado por vários guerreiros élficos.

Assim que entraram, o aroma de flores ao redor os envolveu, harmoniosamente emitindo seus óleos e odores naturais.

Com a flora vibrante, exuberante e em plena floração ao redor, seria uma experiência quase celestial… se não fosse pela estátua gigante, deitada em pedaços no chão, esmagando um trecho de flores vermelhas vibrantes sob ela.

Era ali que aquele som de colisão tinha vindo.

"Aqueles malditos provocadores," sibilou Lady Farren. "Ainda ousam tocar nos nossos ancestrais."

A estátua era meticulosamente feita, com detalhes de sua túnica ao estilo élfico perfeitamente reproduzidos. Que pena que sua cabeça foi esmagada e o corpo despedaçado, senão teria sido uma das sete maravilhas do mundo. O que restou nela, sobre o pedestal de mármore, foi um toco onde estavam os tornozelos.

"Alguém viu quem fez isso?" perguntou Lady Farren.

"Infelizmente, não, senhora. Achávamos que não atacariam nossa vila, por isso focamos nossas forças nas bordas da floresta. Faço minha a responsabilidade," disse um dos guardas élficos.

Então, ela virou-se para Michael. "É por isso que não pude me encontrar com você antes. Esses vândalos têm assustado nossa vila ultimamente, e isso me dá uma dor de cabeça enorme."

"Vândalos?"

Ela assentiu. "Começou com pequenas brincadeiras, como escrever palavras vulgares na casca das árvores. Era irritante, mas nada grave.

Mas, ultimamente, eles têm se tornado cada vez mais incômodos. Não se limitam mais às bordas da floresta, invadindo até o interior da nossa vila.

Agora, a coisa já evoluiu ao ponto de nossos próprios ancestrais serem atingidos por esses atos de vandalismo. Foi por isso que tive que interromper minha viagem. Esses iniqüentes precisam ser detidos."

O fato de, mesmo empregando todas as forças disponíveis para capturá-los, ela não ter conseguido detê-los, deixava ela à beira do desespero.

"Se você vir qualquer figura encapuzada, avise-me imediatamente," advertiu Farren.

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