Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Capítulo 437

Renascido como o Gênio da Família Mais Rica

Michael olhou para a moeda vermelha em suas mãos. Tinha o símbolo da Associação estampado, que era uma balança no centro, com laureis ao redor de ambos os lados.

Ele conseguiu perceber que aquilo não era feito de um material especial. Nem mesmo possuía medidas de segurança específicas para evitar falsificações.

Isso porque a moeda de permissão era apenas uma formalidade. Michael e a empresa Reborn agora estavam registrados nos livros de história dentro das fronteiras da Associação. Isso era suficiente para credenciar sua permissão. Qualquer um que tentasse falsificar a moeda não poderia imitar a documentação criada pela Associação.

Agora, Michael podia estabelecer sua empresa em Metropolis. Ele nem precisava apresentar a moeda, pois a própria Associação verificaria essa informação para ele.

— Legal, obrigado, Claudia — ele disse, começando a se afastar.

— Espera, espera, espera! É só isso? Nenhuma comemoração, nada? — questionsou Claudia, frustrada com a reação despreocupada de Michael ao obter sua licença. Nem parecia que ele tinha acabado de bater o recorde de licença mais rápida da história de Metropolis! Ela esperava mais festa, mas, ao invés disso, ele tratou como uma conquista pequenina, sem maior importância.

— É bacana, mas é só o começo da minha jornada aqui. É um passo na direção certa. E agora que passei dessa etapa, a próxima é continuar avançando — explicou ele, com tranquilidade.

Ela não esperava que Michael fosse tão equilibrado, apesar de uma conquista dessas. A maioria das pessoas que ela conhecia ficaria se gabando, deixando isso subir à cabeça, mas parecia que Michael era inteligente demais para isso.

Mesmo assim, ela gostaria de ver pelo menos uma pequena comemoração dele.

— Haa... Ok. Qual o próximo passo que você pretende fazer? — perguntou ela, soltando um suspiro.

Ele observou a moeda em suas mãos. — Agora que tenho a permissão, isso quer dizer que posso interagir com as outras empresas em Metropolis, certo? —

Ela assentiu. — Sim. Agora você pode colaborar com elas de forma profissional. Você não será mais apenas um cliente, mas um parceiro — explicou.

Era exatamente o que Michael precisava para finalmente ir até a empresa do Bobby e descobrir como eles aplicaram Soo em uma Relíquia de Mítrilo!

Para ser sincero, o motivo pelo qual Michael não ficou tão empolgado com a conquista como Claudia esperava foi porque seu objetivo original não era a licença, mas a aplicação do Soo.

Então, a menos que conseguisse usar as quatro gotas de Soo que tinha à disposição, ainda não podia comemorar de verdade.

— Com licença, tenho um compromisso — disse ele a Claudia, afastando-se do próprio estande.

Ele deixou seus funcionários cuidarem do ponto de venda. E, graças ao Otto e aos outros, não precisou se preocupar com eles ficarem sobrecarregados com a quantidade de clientes querendo comprar algo.

Michael saiu rapidamente, desaparecendo na distância.

Claudia ficou sozinha no estande, ainda impressionada com os acontecimentos do dia. Eventualmente, ela se aproximou de um dos funcionários de Reborn e guardou uma moeda do bolso.

— Olá, gostaria de pedir um donuts, por favor, e também… —

Com a permissão em mãos, Michael acelerou pelo Mercado até finalmente chegar ao final do parque.

Usando o mapa que Otto lhe dera há alguns dias, encontrou-se na região nordeste do Distrito Upperwood.

Lá, viu um grande edifício de metal, com várias chaminés finas saindo do telhado triangular. Uma fumaça contínua saía dessas chaminés, evidenciando o trabalho de forja que acontecia ali.

Na frente do prédio, estava o nome:

{Quench}

Para grandes empresas, especialmente aquelas que faziam parte das Legacies, os territórios geralmente eram divididos em diferentes áreas.

Havia uma sede, onde residia o principal líder e proprietário da empresa. Normalmente, esse edifício não tinha capacidade de produção, servindo apenas como escritório.

Essas sedes geralmente ficavam no centro do território. E ao redor dela, havia filiais responsáveis por toda a produção e comercialização dos produtos.

Essas filiais eram administradas pelos altos funcionários dos proprietários.

E, neste caso, esse edifício específico era de propriedade de um dos altos funcionários do Bobby chamado Dicky.

De acordo com o que Michael ouviu de outros, Dicky era o quarto no comando de toda a empresa Quench, responsável pelo ramo de fabricação de objetos de metal do dia a dia e móveis.

Essa era atualmente a companhia mais vendida em todo o distrito, como mostrava o grande fluxo de pessoas entrando e saindo do prédio. Diferente do que ocorria na Mercado, aqui a multidão era muito bem organizada, graças aos vários funcionários que controlavam o fluxo de pessoas.

Praticamente, eles eram os donos da rua inteira!

O edifício abrigava diferentes linhas de lojas. Uma só vendia colheres, outra facas de pão, e muitas outras. Assim, conseguiam fazer mais de 20 mil vendas por dia.

Eventualmente, Michael entrou acompanhado de um dos atendentes.

— Olá, senhor. Bem-vindo à empresa Quench. Em que posso lhe ajudar? — ela perguntou.

— Gostaria de falar com o seu chefe, Bobby.

A atendente fez uma expressão de desdém. — Desculpe, mas isso não será possível, senhorzinho. O grande Bobby Hepheasteus é um homem muito ocupado e está envolvido em outros assuntos no momento.

— E o Dicky?

A atendente balançou a cabeça. — Sinto muito, mas o senhor Dicky não pode ser perturbado, a menos que seja uma questão oficial. Mas podemos oferecer algo com a assinatura do senhor Dicky estampada.

— Acho que fui mais claro do que devia — ele disse, dando uma tossida. — Estou aqui para tratar de negócios com ele.

Ele entregou a ela a grande moeda vermelha, com o emblema da Associação.

A postura da atendente mudou imediatamente. A visão dessa licença significava que ela não podia mais tratar Michael como uma criança, mas como um proprietário importante de uma empresa em Metropolis.

— Desculpe pela grosseria. Já irei passar seu pedido imediatamente — ela respondeu, rapidamente se dirigindo de volta ao prédio, cochichando com seus colegas sobre o ocorrido.

Alguns minutos depois, ela voltou com uma expressão mais impressionada e se curvou na direção de Michael.

— Verificamos sua licença, senhor Michael. O senhor Dicky gostaria de saber se esse negócio envolve a empresa Reborn —

Michael balançou a cabeça. — É algo mais pessoal.

Ela assentiu. — Entendido. Se puder me acompanhar, vou levá-lo até o escritório do senhor Dicky.

Michael a seguiu para dentro do estabelecimento, entrando na loja da Quench e observando todo o estoque de utensílios de metal que tinham. Ela conduziu-o até a porta dos funcionários, que dava para o interior do prédio, levando-os por cinco lances de escadas.

Por fim, chegaram ao andar superior. Ela bateu duas vezes na porta dupla, antes que os guardas a abrirem de dentro.

— O senhor Dicky está esperando pelo senhor — ela disse, indicando a entrada.

Michael acenou como agradecimento e entrou na sala principal de Dicky.

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