
Capítulo 665
Filho de Hades: A Linhagem do Monarca da Morte
Visão de Berserker
Berserker rugiu assim que apareceu no céu do Novo Cosmos.
Sua voz estava carregada de força, raiva e emoção que se misturaram em um grito que ecoou por todos os cantos.
Infinitas presenças mexeram-se.
Certaines delas estavam rapidamente ganhando força devido ao surgimento do Caminho de Neo.
Agora, elas avançavam rapidamente em direção a Berserker.
Devem ter marcado ele como inimigo por causa de seu rugido perigoso, capaz de ameaçar toda a vida do cosmos.
Mas Berserker não se importava.
Ele estava demais furioso.
"Malditos Hargraves!" ele rosnou, a voz carregada de energia instável.
Aqueles dois irmãos o tinham irritado profundamente.
Mas, desta vez, alguém mais piorou tudo.
"E sua vadia, também! Da próxima vez que nos encontrarmos, eu mato você!"
Seu segundo rugido gerou ondas de choque poderosas que se espalharam para todas as direções.
Eram ondas perigosas que podiam achatar montanhas e até despedaçar a própria atmosfera.
E, neste Cosmos—que tinha acabado de começar a nutrir seres poderosos—tal força podia causar uma destruição sem igual.
Porém, as ondas de choque…
"Parem."
Eles desaceleraram, suavizaram e desapareceram como poeira varrida por uma mão invisível.
Berserker virou a cabeça na direção da voz.
Estava lá Hades.
Cabelos longos e negros. Olhos carmesim. Dois chifres curvos. Doze grandes asas.
Hades ainda não tinha atacado, mas as asas deixavam claro: estava pronto para lutar, caso Berserker tornasse a situação problemática.
Os dois trocaram olhares em silêncio.
Hades permaneceu em silêncio por um longo tempo.
Justo quando Berserker ia atacar, Hades finalmente perguntou: "…Ele está bem?"
Berserker compreendeu a sua pergunta imediatamente.
Ele não precisou de esclarecimento para saber a quem Hades se referia.
Hades devia saber que algo importante acontecera com Neo. A abertura do Cosmos era prova disso.
Em outro humor, Berserker poderia ter feito uma piada. Poderia ter rido ou dito algo vago.
Mas não agora.
Agora, ele queria machucar alguém.
Então, falou a pior coisa que conseguiu pensar.
"Desde quando você começou a se importar com ele? Não é como se fosse seu filho. Era apenas uma arma fracassada. Por que fingir o contrário agora?"
Expressão de Hades endureceu.
Foi uma mudança sutil, mas Berserker percebeu.
Era exatamente isso que ele queria.
"Ah, espera, você está preocupado que ele possa ter recuperado as memórias de sua vida anterior? É por isso que está perguntando dele?" Berserker pressionou, sorrindo levemente.
Um relâmpago passou pelos olhos de Hades.
Sua aura começou a subir.
O ar ao redor dele começou a torcer e gemer sob o peso de seu poder.
Justo quando a tensão ameaçava explodir, uma voz suave interrompeu.
"Irmão."
Ambos os homens se viraram imediatamente.
…
Visão de Neo
Neo encarou o homem à sua frente.
Ele parecia humano.
Pelo menos, por fora.
Mas Neo não tinha certeza se o homem era um humano de verdade de Terra, de outro planeta ou alguém que apenas aparentava ser humano.
"Ah, se não é o Kevin," disse Bael casualmente, com um leve sorriso no rosto.
O Ceifador Sombrio de Primeiro Grau desviou o olhar para Neo.
"Você parecia tão tenso, que eu fiquei na minha. Mas era só esse pirralho?"
Kevin, o alvo das provocações, não respondeu.
Ele permaneceu em silêncio, encarando ambos com uma expressão calma e indecifrável.
Neo não recuou do olhar.
Ele reconheceu Kevin.
Kevin, o Apóstolo.
O mesmo homem que Yaleth tinha mencionado.
Aquele com quem ele deveria se encontrar, aquele que talvez teria ajudado a se levantar contra os Eternals.
A mão de Bael pairava perto do cabo de sua espada, ainda guardada na bainha, mas pronta.
"Kevin," ele repetiu, com tom ainda leve, mas com algo afiado na voz.
Kevin olhou para ele.
O sorriso de Bael não desapareceu, mas a atmosfera ao seu redor mudou.
Sua aura começou a subir de forma constante, pressionando para fora como o calmo antes da tempestade.
Os olhos de Neo estreitaram-se.
Ele percebeu imediatamente.
'Isso não é um Etapa 5. Pelo menos… não uma comum.'
'Parece que Bael estava se segurando na última luta.'
Só agora fazia sentido por que Bael tinha se oferecido para ficar para trás.
O Ceifador Sombrio de Primeiro Grau tinha seus próprios segredos e jogadas.
"Ouvi algo interessante do Primogênito da Morte."
Ele inclinou ligeiramente a cabeça, ainda sorrindo.
"É verdade que seu povo torturou o Segundo Príncipe?"
A frase pairou pesada no ar.
A tensão aumentou instantaneamente, se enrolando no silêncio como um arco puxado.
Neo não sabia exatamente quão forte Kevin era, mas não tinha dúvidas de que Bael poderia explodiir em violência a qualquer momento.
Ambos eram perigosos.
E a pergunta de Bael não era algo que ele ia deixar passar facilmente.
Kevin não respondeu de imediato.
Pelo contrário, olhou para Neo, depois de volta para Bael.
"Eu não me envolvi em machucá-lo," disse Kevin friamente.
"Mas você sabia que isso estava acontecendo, não?"
"Não tinha motivo para salvá-lo."
Kevin não levantou a voz.
Não liberou sua aura nem mudou de postura.
Simplesmente respondeu, sem emoções aparentes.
Bael também não se moveu.
Mas seus dedos batiam suavemente na bainha, como alguém lutando para resistir ao impulso de desembainhar a espada.
Neo observou ambos com atenção.
Então Kevin levantou lentamente a mão.
Ambos Neo e Bael perceberam sua reação.
Eles estavam prontos para lutar, mas Kevin não atacou.
Em vez disso, ativou um feitiço estranho e desconhecido.
Fragmentos de poeira começaram a subir do chão rachado do Planeta Voraka.
Eles flutuaram para cima, puxados por uma força invisível, e se reuniram acima da palma de Kevin.
Os fragmentos se comprimiram em uma esfera cinza opaca.
Kevin fechou os dedos ao redor dela e a esmagou com facilidade.
A poeira desapareceu.
"Se for esconder Cinzas, faça direito," disse Kevin, olhando novamente para eles. "Elas estarão aqui em cinco segundos. Deixe comigo a conversa. Não os provoquem."
Neo franziu a testa. "Quem vem aí?"
Antes que Kevin pudesse responder, uma voz soou de perto.
"Entendi. Então vocês sabiam que iríamos."
Não era a voz de Kevin nem de Bael.
Era alguém novo.
Neo virou de lado e ficou sem respirar por um instante.
Uma figura humanóide estava ali.
Seu corpo tinha um brilho cristalino estranho, como vidro polido e liso.
Sua cabeça tinha a forma de uma lágrima de cristal.
E, dentro de cada olho, embutido na pupila, uma cobra Ouroboros, que circulava sem parar.