
Capítulo 212
O Mundo Depois do Final Ruim
[Tradutor - Night]
[Revisor - Gun]
Capítulo 212
A vitória conquistada matando alguém não é nem doce nem alegre.
Apenas uma sensação desconfortável permanece.
Mesmo em um estado desprovido de emoção, a sensação pegajosa do sangue grudado em meus dedos não deixava nada além de repulsa.
Depois de lutar com essa sensação desagradável por um tempo, meus olhos finalmente se abriram.
Creck—
Eu ouvi o som de uma fogueira crepitando.
O cheiro queimado e esfumaçado, único de uma fogueira, coçava meu nariz.
Quando virei meu olhar para o lado, senti algo macio sob mim.
Logo, percebi que estava descansando sobre algo branco.
Para descobrir o que era, virei minha cabeça ainda mais.
Cabelos prateados roçaram meu rosto.
Um aroma suave e reconfortante emanava dos fios lisos.
"Você acordou?"
Uma voz gentil chegou aos meus ouvidos.
Um pouco mais distante, Nikita estava sorrindo calorosamente para mim.
Embora ela geralmente parecesse fria por fora, o sorriso que ela me deu carregava apenas calor.
Por alguma razão, isso me fez feliz.
"Nikita."
Enquanto eu chamava seu nome, Nikita gentilmente acariciou minha cabeça.
Isso me ajudou a perceber onde eu estava deitado.
No colo de Nikita.
Eu estava descansando em seu colo.
Que situação extraordinária.
Eu nunca imaginei que chegaria o dia em que receberia um travesseiro de colo de Nikita.
Ela parecia um pouco envergonhada também, sutilmente mudando a posição das pernas.
"Se você se mexer muito, faz cócegas."
Isso me deu ainda mais vontade de me mexer.
"Nikita, Card?"
"Está ali."
Ela apontou para um lugar onde Card estava deitado, abandonado.
Um contraste e tanto com a forma gentil como ela estava me tratando.
Mas sim, aquele era Card.
Dado que ele estava até roncando, ele devia estar bem agora.
"Você exagerou de novo, não foi?"
O toque de Nikita brevemente se tornou rude.
Mas como eu fiquei quieto, seu toque voltou a ser gentil.
"Nikita, como você chegou aqui?"
Ela havia aparecido na Academia brevemente para ouvir o anúncio do Primeiro Príncipe.
Então ela partiu com Nia, e eu pensei que a veria novamente durante o exame de admissão deste ano.
Eu nunca imaginei que ela retornaria tão cedo.
"Eu estava esperando perto da Masmorra Demoníaca. Então ouvi notícias sobre você de um júnior."
"Um júnior...?"
"Hania Rapidedia."
Hania.
Ao ouvir seu nome, soltei uma risada seca.
Então foi Hania quem pediu ajuda a Nikita.
Como sempre, minha ex-namorada brilha intensamente.
"O Príncipe Maron chegou em segurança na Academia Zerion. Você não precisa se preocupar com isso."
"Que alívio."
O lado de Hysirion lidaria com os assuntos do Príncipe Maron bem o suficiente.
O que ainda me incomodava era o Duque Robliage.
Ele claramente orquestrou a atual guerra civil de Panisys por trás das cenas.
Embora não houvesse evidências, minha convicção era firme.
‘Deve haver algo que ele está tentando alcançar através desta guerra civil.’
Mas eu ainda não conseguia descobrir o quê.
"Pensando no trabalho de novo."
Nikita cutucou minha testa.
Minhas preocupações devem ter aparecido no meu rosto.
"Obrigado. Estou vivo graças a você, Nikita."
"Só isso?"
"Você é a melhor, Nikita."
Um sorriso orgulhoso surgiu em seus lábios.
Talvez porque eu a elogiei muito no passado, ela agora esperava elogios.
"Você costumava apenas salvar pessoas, agora você salvou um reino inteiro. Você é a melhor, Instrutora."
Nikita deu um tapinha na minha cabeça novamente.
Eu fiquei em silêncio por um momento depois de ouvir suas palavras.
"Eu me pergunto se foi realmente a coisa certa a fazer."
A facção Nobre queria remover um rei incompetente e estabelecer novas políticas.
A maioria deles provavelmente era motivada pela ganância.
Seu movimento ousado de iniciar uma guerra civil era prova disso.
Mas talvez alguns genuinamente se levantaram pelo bem de Panisys.
Afinal, o Príncipe Maron realmente era incompetente.
Se tal pessoa estivesse no topo, Panisys poderia enfrentar a ruína.
Minha escolha de salvá-lo foi realmente a certa?
Panisys não teria prosperado mais sem o Príncipe Maron?
Infelizmente, eu não tinha como saber o que era realmente certo.
A guerra civil de Panisys nem sequer estava nos registros históricos oficiais.
Eu não sabia que tipo de fim eles enfrentariam.
E, no entanto, eu intervi, empurrando Panisys para mais um futuro desconhecido.
Não foi por uma causa nobre — foi puramente minha decisão pessoal.
"Instrutor."
Antes que eu percebesse, Nikita cobriu meus olhos com a mão.
"Não importa o que você tenha feito, eu sempre direi que você fez o seu melhor."
Sua voz gentil seguiu.
"É isso que eu quero dizer para você que voltou depois de tudo... e o que eu continuarei dizendo."
Confiança absoluta em mim.
Mesmo em meu estado emocionalmente entorpecido, eu podia sentir um pouco de sua sinceridade sincera.
"Então confie no meu julgamento que acredita em você."
Suas palavras calorosas clarearam minha mente.
O dado já havia sido lançado.
Qualquer que seja o número em que caia, ainda foi minha escolha.
Então eu devo aceitar o resultado calmamente.
"Você é reconfortante. Graças a você, consegui reunir meus pensamentos."
Ao me ouvir, Nikita ficou em silêncio por um momento.
Então, ela de repente inclinou seu rosto em minha direção.
Seus lábios pressionaram os meus.
Um beijo surpresa antes que eu pudesse sequer resistir.
Tendo roubado com sucesso um beijo, Nikita olhou para mim — então me beijou novamente.
Enquanto eu retribuía o olhar em descrença, ela usava uma expressão convencida.
"É sua culpa, Instrutor. Você continua dizendo coisas tão doces."
"Eu estava apenas sendo honesto."
"E é exatamente por isso que eu gosto de você."
Um mundo onde Nikita gostava de mim apenas por ser honesto.
Realmente era... um mundo lindo.
"Você está se tornando cada vez mais meu tipo. É tudo sua culpa, Instrutor."
"Eu peço desculpas."
"Eu aposto que foi assim que você encantou as outras garotas também."
Para isso, eu não tinha resposta.
Mesmo para mim, parecia que eu estava vivendo como um Don Juan.
“Se você continuar adicionando mais, vai ser um problema.”
“Eu devo parecer patético até para Nikita.”
“Você é a pessoa mais amável do mundo.”
Isso é sério.
[Tradutor - Night]
[Revisor - Gun]
Nikita claramente se apaixonou perdidamente por mim.
Ela cobriu a boca e riu, então se levantou.
“Está tudo bem. Posso dizer com confiança que ninguém ama o instrutor assistente mais do que eu.”
Eu me levantei também.
“Mas eu também sei que quanto mais as pessoas amam alguém, mais elas se preocupam.”
“Isso é verdade. Nós deveríamos voltar.”
Meu corpo estava mais ou menos recuperado agora.
Eu deveria conseguir voltar sem problemas.
Quando Nikita estendeu a mão, eu a peguei e me levantei.
Ela entrelaçou seus dedos firmemente com os meus, como se estivesse segurando algo precioso.
“Esta é a mesma mão que me salvou uma vez.”
“A forma era diferente naquela época, no entanto.”
“Mas o calor que me alcançou é o mesmo.”
Enquanto ela dizia isso, ela olhou para mim.
Talvez por causa da diferença de altura agora, ela continuou olhando e descansou sua cabeça contra meu braço.
“Eu acho que eu gosto de homens altos, afinal.”
Seu afeto era aberto e irrestrito.
“Você é pequena, Nikita, e isso te torna fofa.”
“Você está me provocando por ser baixa?”
“Estou fazendo o meu melhor para te adorar.”
“Nesse caso, eu vou deixar passar.”
Talvez porque nós não nos víamos há tanto tempo, seu afeto continuava jorrando.
“É difícil viver sem uma namorada, hein.”
Naquele momento, uma voz familiar foi ouvida.
Card já havia se sentado sem que nós percebêssemos.
Seu rosto estava cheio de descontentamento.
“Como você ainda está vivo?”
“Como Kingnon, eu tenho muitas mulheres esperando que eu morra.”
[PR/N: O mano finalmente ganhou uma atualização de apelido?]
A resposta de um verdadeiro Don Juan.
Card se levantou também.
Agora era hora de voltar para a superfície.
E, junto com isso, havia algo que eu tinha que fazer.
“Nikita, Card.”
Eu disse aos dois o que precisava ser feito.
“Vamos me considerar morto a partir de hoje.”
Eu apagaria a identidade de Vikamon de uma vez por todas.
Seron Parmia.
Uma garota que se apaixonou por um garoto e acabou com uma personalidade como a dele.
Nascida azarada, ela finalmente abriu seus olhos.
Pisque—
Um teto familiar veio à vista.
O teto da enfermaria da Academia Zerion.
Ela se lembrou de salvar Sharin, repreender Vikamon e, em seguida, desmaiar.
Ela sentiu um momento de confusão.
E logo percebeu que ela estava dormindo há algum tempo.
Seron levantou-se apressadamente.
Havia um rosto que ela queria ver imediatamente.
Seu corpo doía um pouco, mas estava tudo bem.
Ela rapidamente abriu a porta e deixou o quarto.
‘Príncipe Batata Doce, aquele idiota—ele deve ter se apaixonado por mim depois disso!’
Foi um salto de fé total, se atirando daquele jeito.
Ela não havia calculado na hora, mas pensando bem, tinha suas vantagens.
Seron, astuta como sempre, decidiu tirar proveito disso.
Ela correu pelo corredor em suas pernas curtas.
Em algum momento, uma chuva suave havia começado a cair lá fora.
O corredor estava estranhamente silencioso.
Assim como ela correu por ele sozinha—
“Sério?”
“O que vamos fazer sobre o Instrutor Assistente Vikamon…”
Ela ouviu vozes de crianças passando com guarda-chuvas do lado de fora.
Seron inclinou a cabeça e continuou correndo.
Logo, ela viu um grupo de alunos reunidos.
Eles estavam todos reunidos em frente ao quadro de avisos da escola.
Seron sentiu uma estranha sensação de mal-estar.
Sempre que ela sentia esse tipo de pavor, algo ruim sempre acontecia.
Suas pernas não se moviam corretamente.
Era como se a ansiedade tivesse acorrentado seus membros.
Um momento depois, o quadro de avisos veio à vista.
[Lista de Falecidos da Masmorra Demoníaca de Inverno]
Instrutor Assistente Vikamon Niflheim
Algo dentro de Seron se estilhaçou.
O Apóstolo Ascendido tinha sido forte.
Forte o suficiente para ameaçar a vida de todos.
Mas Vikamon morrer?
Isso era inimaginável.
“Dizem que o Instrutor Assistente Vikamon não morreu por causa do Apóstolo.”
“O quê? Então por quê?”
“Dizem que ele foi pego na guerra civil no Reino de Panisys. Ele morreu protegendo o Príncipe Maron.”
A guerra civil em Panisys.
Príncipe Maron.
Mesmo em meio à sua confusão, essas palavras se gravaram em seus ouvidos.
O mundo estava girando.
Sua visão girava vertiginosamente.
Ela sentiu vontade de vomitar e não conseguia ficar de pé.
Seron cambaleou pela multidão e acabou na entrada principal no primeiro andar.
Então ela desabou ali mesmo.
A água da chuva tocando seus joelhos resfriou seu corpo.
Mas ela simplesmente não conseguia se levantar.
Sua visão começou a ficar turva.
O que ela estava planejando para se gabar para ele?
O que ela estava tentando ganhar elogios por se atirando daquele jeito?
Seu coração doía tanto que parecia que ia quebrar.
Uma dor lancinante, como se seu peito estivesse sendo dilacerado.
Doía.
Tanto que ela sentiu que ia morrer.
“Príncipe Batata Doce…”
Seron começou a chorar como uma criança.
“Batata Doceooo, onde você estáuuu…”
Incapaz de suportar a dor, ela soluçou e soluçou.
Ela sentia tanta falta dele que doía.
Ela não conseguia imaginar viver em um mundo sem ele.
Cada momento que eles passaram juntos passou por sua mente como um panorama.
Essas memórias eram preciosas—tão preciosas que a dor se tornou insuportável.
"Seron?"
Naquele momento, uma voz chegou aos seus ouvidos.
Ela virou seus olhos cheios de lágrimas.
Um homem havia jogado seu guarda-chuva de lado e corrido em sua direção, envolvendo-a em seus braços.
“O que foi? Você está machucada? O que aconteceu?”
Seu rosto estava cheio de confusão.
Cabelo preto, olhos vermelhos—o garoto.
Enquanto ela olhava para ele, os olhos de Seron se arregalaram.
Era Vikamon.
Vikamon estava ali.
“Príncipe Batata Doce…?”
“Sim, sou eu. Eu vou te levar para o hospital agora mesmo, então aguente firme.”
Ele rapidamente a levantou e começou a correr pelo corredor.
A urgência em suas ações aqueceu o coração que havia se sentido tão quebrado momentos atrás.
Ela não entendeu a situação.
Mas apenas o fato de que ele estava seguro era o suficiente para ela viver.
Então ela o abraçou fortemente e não o soltou.
[Tradutor - Night]
[Revisor - Gun]