
Capítulo 136
(Hum, desculpe) Eu Reencarnei!
124 – Finalmente Algo Útil
Publicado em 19 de agosto de 2017 por crazypumkin
*Sem edição
TN: Desculpem pelo post uma vez por semana em vez de duas nestas últimas semanas. Voltarei a tentar publicar duas vezes por semana na próxima semana.
O verão realmente me deixa exausto de tudo...
— E aí? Foi tudo bem?
John-Sensei perguntou, com os olhos brilhando enquanto parecia se preparar para voar em minha direção. Instintivamente, dei um passo para trás enquanto assentia com a cabeça.
— A ferramenta mágica que criei ficou bastante boa. O único problema foi como as cores pareciam de longe.
— Ah… Como sempre, Will. Mais uma vez.
Na verdade, quando decidi criar fogos de artifício, pedi ajuda do John-Sensei para experimentar com diferentes pós de metal. Pouco antes das férias de verão, apareci de surpresa durante um de dias de folga do laboratório e conseguimos obter cores incríveis.
Bem, todo ferreiro já sabia que diferentes pós de metal, quando queimados, produziam cores distintas, sem falar no John-Sensei, que frequentemente era solicitado a ajudar na pesquisa de fogos de artifício para a família real.
Com o conhecimento de ambos, conseguimos produzir fogos de artifício. Hm? De onde vieram os laboratórios de experimentos e o pós de metal?
Magia!
Teletransportei-nos para o jardim da Beryl e realizamos nossos experimentos lá. Ou melhor, quero elogiar o John-Sensei. Ele tinha conhecimento em quase todas as áreas. Sério, quanta perda foi ele virar professor de uma criança?
— Então, vamos partir.
John-Sensei disse, enquanto levantava sua bagagem.
— Entendido. 《転移》! [TN: Teleporte]
Imaginei meu quarto enquanto pronunciava o feitiço. E aterrissamos seguros, sem problemas, na minha sala. Viva a magia do teletransporte. Mas não devia confiar nisso com muita frequência. Minhas pernas poderiam enfraquecer.
— …… Enfim, Will. Que estranho ver seu quarto tão bagunçado.
John-Sensei comentou, olhando para os papéis espalhados no meio do meu quarto. Dei um sorriso amarelo enquanto respondia.
— Meu pai me emprestou um livro novo e acabei ficando preso nele. Quem diria que tinha até amigos aqui.
Entreguei o diário do Terao para John-Sensei. Curioso, ele pegou o livro, deu uma olhada nas páginas internas e seu rosto mostrou compreensão. Mas eu sabia que aquilo era só o começo de sua empolgação. Ah, lá vem.
— Pode ser... O diário do Primeiro Fundador?!? Isso é famoso por ser um livro cheio de círculos mágicos e encantamentos desconhecidos que nunca foram decifrados! Entendi… Então foi a Beryl quem tinha?…!
Para mim, que tinha recuado uma distância segura de John-Sensei, ele olhava com carinho para o diário do Terao, acariciando-o... Ah, acho que ouvi ele dizer antes que sua esposa era pesquisadora…
O campo de pesquisa de John-Sensei eram círculos mágicos e encantamentos. Com a história desse livro e tudo mais, era como uma isca na frente de um cavalo.
……
Deixando de lado minha expressão congelada de confusão, John-Sensei continuou, acariciando o diário.
— Uma vez, quando ainda estava na Academia Superior, consegui pegar esse livro para tentar decifrá-lo. Ah, a arrogância da juventude. Ter uma confiança sem base de que conseguiria, mesmo quando os principais pesquisadores não conseguiam. Fui realmente convencido…
Hmm, será que isso é o que chamam de memórias agridoce? Posso ver uma pontinha de felicidade e diversão em sua expressão.
— Aliás, esse livro era usado pelo laboratório de pesquisa real para colocar os novatos no lugar. Parece que isso os deixava ainda mais determinados a pesquisar.
Entendi, então o John-Sensei também passou por isso. Com um olhar nostálgico, ele devolveu o diário para mim.
— Então, realmente era um livro cheio de encantamentos e círculos mágicos?
Seus olhos brilhando. Eu sorri de lado.
— Na verdade, é que isso…
Fiquei pensando por quanto tempo mais continuaria mentindo.
Enquanto pensava nisso, por algum motivo, uma voz dentro de mim, dizendo que “era porque era o Will”, entrou em cena. E agora, não importa o que eu dissesse, mesmo que as pessoas estivessem surpresas, haviam aceitado.
O que significava que eu não tinha mais motivos para hesitar.
Por que escondia a verdade sobre o que sei? A razão era que poderia ser alvo de alguém. Para ser usado em negócios duvidosos. Mas, acima de tudo, eu não queria ser odiado por quem eu amo.
Embora estivesse um pouco tarde para pensar nisso, já que tinha acabado de trocar golpes com os [Sombras]. E o título de filho do Duque também trazia seus riscos.
Mesmo sem usar meu [Atalho], havia várias outras razões pelas quais minha vida estaria em risco. Quanto a ser usado… tudo depende da situação e da outra parte.
Eu não quero ser odiado pelos meus amigos mais próximos.
Se meu segredo fosse descoberto, será que algum deles me abandonaria? Não, claro que não. Eu sei disso. Mas, mesmo assim, uma sensação de insegurança insistia. Estava virando um costume.
Está profundamente enraizado na minha mente como uma forma de auto-defesa: não posso criar expectativas nas pessoas. Até eu fico irritado ao pensar assim.
Que idiotice. Guardei minhas memórias apenas para evitar ser burro. E isso fez parecer que eu não confiava em ninguém de jeito nenhum. Estou com raiva de como minha própria fraqueza se transformou em desconfiança de todos.
Por isso.
Pontuei com o dedo.
— Na verdade, John-Sensei, isso não é um livro de magia ou feitiços. É um diário. O diário do Primeiro Fundador.
John-Sensei, que tinha uma expressão de choque momentânea, logo voltou à sua face de pesquisador. Soltei um suspiro de alívio.
Finalmente, as memórias que conservei da minha vida anterior pareciam ter sido úteis.