Fui parar dentro de uma história de fantasma... e ainda tenho que trabalhar

Capítulo 309

Fui parar dentro de uma história de fantasma... e ainda tenho que trabalhar

※ AVISO ※

Este capítulo contém cenas violentas e sangrentas. A discrição do leitor é fortemente recomendada.

Desde o momento em que vi o layout da loja, fiquei agonizando.

Quanto do meu corpo eu teria que cortar e colocar na grelha para que essa maldita história de fantasma do supermercado contasse como 'churrasco'?

Considerei tudo, do punho ao ombro.

Mas desde o começo eu sabia qual era meu alvo.

‘Meu braço direito.’

Se eu cortasse uma perna, perderia mobilidade.

Se cortasse o braço esquerdo, não poderia usar minha tatuagem.

Além disso, sou quase ambidestro, então conseguiria me virar com qualquer um dos braços que restassem.

Em outras palavras, só havia uma conclusão.

‘Cortar parte do meu braço direito.’

Claro, fatiar um antebraço adulto, com ossos e tudo, medindo cerca de 10cm de diâmetro, com uma faca é loucura.

Obviamente, não seria feito em um único golpe.

‘Uma serra elétrica teria sido melhor.’

Thwack, thwack.

Usei uma faca de açougueiro gigante, praticamente rasgando meu braço. Em meio ao respingo de sangue, podia ouvir os dois outros soluçando baixinho.

Não havia dor, mas eu ainda sentia.

A sensação dos nervos do meu braço sendo cortados.

Suor frio escorria pelas minhas costas, minha mente girava numa choque surdo—terror e medo.

Eu definitivamente tinha me injetado com o Happy Maker, mas ainda assim estava sentindo isso.

‘Será que estou criando tolerância?’

Ou talvez a ‘proteção’ da vela tenha diminuído o efeito. Ou pode ser coisa da minha cabeça.

De qualquer forma, o fato crucial é que não entrei em choque, e ainda podia me mexer.

E então…

Thwack.

O golpe final.

Ele saiu.

"…!!"

Pronto.

Com meu braço direito completamente cortado, o encolhi sob o braço esquerdo enquanto pressionava algo contra o corte:

A faca sugadora de sangue.

‘Não acredito que estou usando isso para estancar o sangue…’

Foi só um paliativo. Ignorando o tremor da lâmina enquanto ela bebia meu sangue, puxei a faca e pressionei o ferimento contra a grelha.

Se eu ainda tivesse qualquer sensação, teria desmaiado ali mesmo.

Segurei o tempo suficiente para parar o sangramento. Quando tive certeza de que não morreria desangrado, me movi novamente.

"Q-que— Que diabos… Aaaah!"

"Só um momento."

Thud.

Tomei o pedaço que removi e o cortei ao meio. Tinha que ficar do tamanho aproximado dos outros pedaços já na grelha.

Então, sem tempo para ninguém reagir, coloquei uma das metades na grelha.

Sssss—

Chiava, ou melhor, queimava.

Estava queimando. Queimando até…

‘Agora é só um pedaço de carne.’

Não era mais meu.

E assim que fugirmos desse supermercado insano, pretendo tomar a poção de regeneração classe C da Daydream Inc. Aí vai ficar tudo bem…

Mantenha a calma.

Suando frio, encarei a grelha com os olhos turvos.

E depois de um período infernal—

Ding.

Na barraca ‘Venda Sua Carne no Looky Mart’—onde dezenas de churrasqueiras estavam espalhadas aleatoriamente—uma delas emitiu um som, como se fosse só mais uma grelha na fila.

Um balcão, tipo um caixa miniatura, tinha um envelope branco comum com o rótulo [Obrigado por participar do nosso evento].

Com minha mão boa, consegui abri-lo.

Dentro havia vouchers, que pareciam dinheiro de brincadeira malfeito.

[₩50.000]

Se fosse um supermercado normal, essa seria uma recompensa generosa por participar de um evento promocional.

Mas se isso é suficiente na nossa situação atual é outra história.

"Q-o que é isso? O que você—"

"Espera."

Mais uma vez.

Repiti o processo.

Mas dessa vez, mandei o estudante colocar o pedaço restante em outra grelha.

"H-huuhp…"

Ele quase caiu, mas cerrou os dentes. Partiu meu coração, mas não tínhamos escolha.

Go Yeongeun tinha que continuar segurando a vela, e minha ‘participação’ não seria computada de novo.

E só depois que outro voucher de 50.000 won apareceu, me permiti colocar um Doce da Nostalgia na boca.

‘Ha.’

Eu havia resistido até então, preocupado em estragar o resultado do evento.

Mas no segundo em que o doce tocou meus lábios, voltei ao meu ‘momento de melhor saúde’.

Magia da Nostalgia.

"…Tá tudo bem. Viu? Estou bem agora."

"Hiic… hiiiccc…"

O estudante não olhava para o meu braço recém-recuperado. Ele nem conseguia assentir.

Go Yeongeun estava pálida como a morte, mas, consciente da vela, não se virou nem surtou.

Ela já sabia que eu tinha uma poção especial de regeneração da Daydream Inc., talvez por isso conseguiu se controlar.

"…Agente, você acabou de tomar a poção?"

"Não. É um item que restaura temporariamente minha aparência."

Os ombros dela se contraíram outra vez.

"Foi só o braço direito que faltou, então mesmo que algo mais aconteça, não teremos problemas para correr. Por favor, não se preocupe."

"Como você pode dizer isso agora… Tá bom. …Certo."

Agradeci silenciosamente a compostura dela.

De qualquer forma, finalmente usei um dos últimos Doces da Nostalgia que guardava para o pior. Recuperei-me depois de três dias sem dormir direito ou comer.

E agora, meu status era…

"……"

‘Uau.’

Era insano.

Minha mente, agora um pouco mais clara, girava loucamente, disparando alarmes sobre os perigos. Nos últimos três dias, fui levado ao limite, agindo como um louco—e só agora começava a perceber isso.

‘Não tenho pensado direito desde mais ou menos o segundo dia…’

Pensava que tinha ‘revistado o supermercado inteiro’ enquanto deixava o estudante no segundo andar da praça de alimentação para procurar o Agente Bronze. Mas isso não é possível.

‘Se eu consegui vasculhar tudo em poucas horas, significa que não havia realmente nada escondido de verdade.’

Não era uma mercearia pequena ou loja de esquina. Era uma enorme rede de supermercados. A ideia de ‘vasculhar tudo’ era impossível—especialmente considerando o infinito andar três que se repetia.

‘Então meu julgamento estava completamente errado.’

Não era só o estudante em pânico. Eu também estava meio insano há três dias.

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