Fui parar dentro de uma história de fantasma... e ainda tenho que trabalhar

Capítulo 260

Fui parar dentro de uma história de fantasma... e ainda tenho que trabalhar

Minha mão escorregou.

A moeda caiu da metade inferior do interior rasgado do bichinho de pelúcia.

"…!"

Apressei-me em fechá-lo, pressionando as duas metades rasgadas como se isso fosse consertar algo.

"Braun?"

Mas, claro, não houve resposta.

A parte superior do pelúcia simplesmente deslizou para longe da inferior.

"……"

Não.

Não podia ser isso. Talvez fosse porque eu estava olhando fixamente…!

"Braun."

Virei a cabeça, fechei os olhos e pressionei o bichinho contra meu ouvido.

Então…

– ■■, ■■■■■…

"…!!"

Houve uma vibração fraca vindo do pelúcia.

Definitivamente era um sinal.

Mas era incrivelmente sutil, como o chiado de uma frequência de rádio perdida.

'Ele ainda está aí.'

Ele continuava ali. Nesse caso…

'Banheira de Sangue!'

Click. Tranquei imediatamente a porta do banheiro e puxei a pequena banheira xadrez com pernas douradas tatuada no meu pulso.

A tal Banheira da Juventude.

Thud. A banheira se acomodou no chão e eu cuidadosamente coloquei o bichinho quase despedaçado dentro dela.

Então…

Peguei o estilete que o passageiro inconsciente havia derrubado durante o ataque frustrado.

Sem hesitar, cortei meu antebraço.

Sangue jorrou das veias abertas.

'Não há tempo para alternativas nessa emergência…!'

Cortar o braço do cara desacordado era um risco—ele poderia acordar ou eu não conseguiria estancar o sangue.

'Não posso lidar com mais caos.'

Meu sangue caiu na banheira. Um aroma de madeira e fragrâncias suaves pairou no ar.

O bichinho começou a inchar como se absorvesse a essência do sal de banho.

Era um rejuvenescimento.

Seu pelo ficou mais limpo, brilhante, e os olhos, como se fossem seixos, cintilaram misteriosamente.

E então começou a crescer rapidamente.

Parecia ter atingido um limite, absorvendo tanto o banho que passou do tamanho de chaveiro para algo que preenchia minhas duas mãos.

Agora se parecia com o pelúcia original do “Bom Amigo”.

Pop.

O laço em forma de gravata estourou sob a pressão e voou, caindo na lateral da banheira.

A transformação era inegável.

Mas, mas…

O pelúcia continuava mudo.

"……"

Segurando a respiração, me aproximei de novo, encostando o ouvido nele.

As vibrações sutis que tinham aparecido antes desapareceram.

O bichinho, com o corpo ainda rasgado, flutuava simplesmente na água aromática do banho.

"……"

Eu o encarei outra vez.

O pelúcia, agora grande o suficiente para preencher a pequena banheira, brilhava como se tivesse acabado de ser feito artesanalmente.

Mas continuava partido.

'Ah.'

A Banheira da Juventude restaurava a juventude, mas não curava feridas…

"……"

Eu já sabia disso.

Sabia, mas tentei mesmo assim.

O pelúcia Bom Amigo estava quebrado.

Respirei fundo.

'Está tudo bem.'

Eu podia conseguir outro.

Sim, só precisava pegar na fonte original em vez de depender da caixa de mercadorias.

O Parque Temático Alegre ainda existia. O pelúcia Bom Amigo era uma lembrança vendida na loja de presentes.

'De qualquer forma, eu ia lá, então isso é até eficiente.'

Eu poderia comprar um novo pelúcia lá e invocá-lo de novo como da primeira vez…

……

"……Ha."

Quem eu estava enganando?

Eu já sabia.

O método para invocar um Bom Amigo não convocava a mesma criatura específica—invocava “alguém” do outro mundo.

'Não há garantia de que o mesmo apareça de novo.'

Na verdade, seria estranho se aparecesse.

Eu gostava de ler os <Registros da Exploração Sombria> sobre como seres diferentes apareciam a cada invocação.

'Ha ha…'

Ha…

"……"

Eu não tinha outra opção a não ser admitir isso agora.

Não era nenhum tipo de contaminação mental.

Eu genuinamente me apegara a esse estranho pelúcia…

'Mas quem não se apega, né?'

Afinal, ele realmente tinha sido um “Bom Amigo”.

Ele me animava quando eu tava mal, se irritava comigo quando eu ficava bravo, tinha conversas profundas comigo e ficava acordado à noite assistindo programas de comédia.

Era o tipo de amigo que me dava atenção sem qualquer cálculo.

Um tipo de amigo que você só encontra de volta na infância, na escola…

"……"

Tá.

Vamos ver o que mais posso fazer.

"Talvez eu devesse tentar costurá-lo de volta."

Se isso não funcionar, posso procurar um item de recuperação, mergulhar numa história de fantasmas que repara objetos, ou garimpar qualquer informação relevante and tentar algo novo. Opções não faltam.

Pelo meu bem-estar mental.

"Vamos tentar."

Me acalmei um pouco. O pânico avassalador que senti com o incidente inesperado estava cedendo lugar a uma clareza e planejamento.

'Primeiro, vamos limpar isso.'

Enfiei a mão na Banheira de Sangue e puxei as metades de Braun, penduradas separadas. Eu ia juntar a manta direitinho, guardar o pelúcia, quando—

'Hã?'

Um pedaço de tecido balançando nas costas do pelúcia chamou minha atenção. Era uma pequena etiqueta de seda costurada na emenda entre a cabeça e o corpo.

'…Uma etiqueta?'

Parecia que os sinais fracos que tinham surgido naquela última imersão voltaram completamente.

'A etiqueta do produto do Bom Amigo, talvez.'

Sabe o tipo—etiquetas que indicam origem, instruções de lavagem, cuidados ou até a assinatura do criador ou comprador.

Meu olhar se prendeu nela naturalmente.

A etiqueta parecia estar formatada corretamente, com a estrutura típica de etiquetas de produto. Símbolos estranhos, minúsculos e incompreensíveis estavam escritos em linhas. Mas o que mais chamava atenção não era isso.

Sobre todas aquelas informações, havia algo rabiscado com marcador preto grosso, quase como uma forma de censura.

Remoção de Etiqueta Necessária

[Ah.]

[Então está aqui.]

SNAP—

Uma mão enorme agarrou a etiqueta.

Era uma mão vestindo uma luva elegante e feita sob medida. O polegar rapidamente cobriu a maior parte do texto da etiqueta enquanto puxava o tecido.

[Achei.]

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