Fui parar dentro de uma história de fantasma... e ainda tenho que trabalhar

Capítulo 257

Fui parar dentro de uma história de fantasma... e ainda tenho que trabalhar

— Supervisor, vou agora. Estou bem indo sozinho.

O Supervisor Golfinho se ofereceu para ser o primeiro a saltar no primeiro altar.

Como alguém precisava liderar e pular sozinho, e alguém tinha que ficar para trás para organizar e confirmar o grupo final de passageiros, eu precisava ficar até o fim.

Mas o Supervisor Golfinho não estava totalmente sozinho.

— Então, eu também vou…! Pro primeiro!

— É melhor fazer logo de uma vez, se é pra fazer.

Havia tantos voluntários que, no primeiro altar, algumas pessoas acabaram pulando juntas.

E ainda nem tínhamos começado de verdade.

Distância restante: 4

— Ainda há tempo para desistir, se quiserem.

Mas ninguém desistiu, nem mesmo no último momento.

— Vamos!

— Aaaah!!

Com o Supervisor Golfinho na linha de frente, mais de sete pessoas avançaram e pularam pela janela, entrando no primeiro altar.

Abra caminho pelo mar

O trem passou rápido pelo altar, e o ambiente se iluminou novamente.

— Oh...

Os passageiros piscavam diante da cena agora familiar, repetida pela décima quarta vez, um espetáculo que já tinha virado rotina.

— E-Eles se foram.

Claro, não parecia muito diferente dos saltos anteriores.

Mas era porque os efeitos reais de não ter o analgésico só começavam a aparecer depois que já tinham caído.

Então, uma reação estranha começou a acontecer.

As pessoas começaram a pensar: será que não era uma coisa tão terrível assim?

De repente, algumas decidiram que também queriam pular.

Como essa pessoa aqui.

— Com licença! Eu também quero ir!

Esse passageiro em particular já tinha sido marcado pelo Supervisor Golfinho como candidato ao sacrifício, depois de ter testemunhado o comportamento terrível dele.

No começo das voltas, essa pessoa tinha fechado os punhos e gritado coisas como “Sai daqui antes que eu te bata”. Mas agora, convenientemente, parecia ter esquecido tudo isso e se aproximava de mim como se nada tivesse acontecido.

Bem, tudo bem.

— Então você pode pular do segundo altar...

— Não, eu quero ir com você — especificamente com você, venerável Desbravador, no fim de tudo.

— …Hm. Entendi.

Se é isso que você quer.

— Que pessoa deselegante.

Braun não estava errado.

Eu escutei o passageiro conversando com alguém ao fundo.

— Ei, que mané é esse? Por que de repente você se oferece para pular?

— Você não está vendo o que está rolando? Tenho certeza de que se a gente pular, vai ganhar alguma habilidade especial ou recompensa. É óbvio. Tem que surfar a onda quando aparece.

Hum.

‘Não existe isso...’

“E toda essa conversa de dor? Provavelmente é só blefe pra assustar a gente.”

Não.

‘A dor vai ser de rachar mesmo.’

Bem, eles vão acabar descobrindo isso sozinhos logo.

Mesmo assim, não era função minha corrigir a ideia errada dessas pessoas. Deixei-os acreditar no que quiserem. Apenas adicionei o nome deles à lista de voluntários e olhei mais uma vez para o rosto, para ter certeza de que era a pessoa certa.

Espere.

Aquela pinta na bochecha dessa pessoa...

Eu não tinha percebido antes porque tinha passado rápido, mas agora chamava atenção.

‘E ele é do Vagão 6, certo?’

Lembrei de alguém com essas exatas características.

Hum.

‘É o passageiro que devia virar líder do culto em uma das voltas anteriores.’

— Céus! Ele perdeu o papel para você, Sr. Cervo?

Ugh. Por mais que eu detestasse admitir... parecia que era isso mesmo.

‘Acho que com a forma como as últimas quatorze voltas têm sido, essas coisas podem acontecer.’

Ainda assim, era muito melhor que o caos do original — onde o líder do culto arrastava passageiros, tirando órgãos para sacrifícios vivos, e jogando os corpos vazios pela janela...

O importante era que a maioria dos voluntários estava calma e determinada enquanto se dirigia ao altar.

— Vamos com tudo.

— Vamos nos tornar pessoas melhores!

— A gente consegue!

O clima ficou estranhamente positivo. Alguns passageiros até choravam enquanto esperavam sua vez.

— É minha primeira vez desafiando mesmo a mim mesma...

— Isso é incrível!

Enquanto os passageiros se apoiavam e compartilhavam histórias sinceras, eu me virei para olhar uma pessoa parada à parte.

Baek Saheon, que olhava para toda aquela gente com uma expressão de completo descrédito.

— ...Com licença. Não sei por que você está me olhando assim, mas eu não vou pular.

— Entendido.

Eu não esperava que ele fosse se voluntariar de qualquer forma.

— Mas, sabe.

Baek Saheon abaixou a voz desta vez.

— Se você me der um desses analgésicos, eu talvez considere pular.

— Oh? Então você usaria agora?

— Não, depois que tudo isso acabar e sairmos do trem.

— Oh...

Sorri.

— Pode deixar.

— ……

‘Ele realmente achou que conseguiria um item grátis, né.’

— Ah, chegamos ao quinto altar, venerável Desbravador!

— Sim, vamos em frente.

Deixando Baek Saheon para trás, misturei-me aos passageiros, oferecendo conselhos e aplausos aos voluntários.

Era meu jeito de cumprir o papel de portador do Coração Prateado.

E então...

Cerca de três horas se passaram.

Entrada do Nono Altar

— ……

Finalmente, o momento derradeiro chegou.

— Vamos.

— Sim.

Fiquei junto dos voluntários restantes. Dessa vez, mais de vinte pessoas estavam alinhadas para pular pela janela.

‘Esse número é insano.’

Para ser sincero, isso me assustava. Se essas pessoas começassem a se contorcer de dor e a me odiar depois, minha sanidade aguentaria?

— Vamos!

— Sim! Bora pra baixo!

Sem hesitar, duas ou três pessoas deram as mãos e saltaram pela janela uma depois da outra. Eu esperei até o último voluntário pular, então fui até a janela.

— V-Você vai mesmo, venerável senhor?

Tecnically, eu podia voltar atrás agora, sem prejudicar a liberação.

Mas ainda assim...

— Ah, vai usar aquele analgésico excelente de novo, amigo?

……

‘Não.’

Devolvi o analgésico ao bolso.

E me lancei pela janela.

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