
Capítulo 227
Fui parar dentro de uma história de fantasma... e ainda tenho que trabalhar
Fiquei parado, imóvel, encarando a Sala de Isolamento B14.
Craque, craaque.
As dobradiças enferrujadas gemeu como um grito quando a porta da sala de isolamento começou a abrir.
Era uma porta que jamais deveria ter se aberto. E de dentro, uma figura sombria…
"Corre."
Virei imediatamente e saí em disparada pelo corredor de isolamento. Ao meu lado, podia ouvir o Supervisor Park Minseong correndo com a mesma desespero. Instintos de sobrevivência impulsionavam minhas pernas, enquanto minha mente tentava entender o que estava acontecendo.
'Que diabos é isso?'
O que está acontecendo?
'Nas dicas de trabalho…'
A dica 4 dizia para ignorar os sons vindos das salas de isolamento. A dica 11 dizia para gritar e mandar calar a porta para apaziguar.
Mas antes que eu pudesse decidir qual regra seguir, a porta abriu?
O que diabos tem lá dentro…?
"Gente."
Quase tropeçamos ao mesmo tempo.
Aquela voz—nós dois a reconhecemos.
Mas sem olhar para trás, continuamos correndo, contornando a esquina em direção à placa verde de saída de emergência no fim do corredor. Ferramentas de limpeza caíram no chão enquanto as abandonávamos. Meu peito queimava enquanto ofegava por ar.
Assim que o Supervisor Park Minseong alcançou a saída de emergência e agarrou a maçaneta—
[BIIIIIIIIP!!]
"……!!"
[Abertura não autorizada da Sala de Isolamento detectada.]
[Bloqueio do corredor iniciado.]
Luzes vermelhas de emergência começaram a piscar no corredor.
Acompanhado pela voz fria e impessoal do sistema, o som de uma grade de segurança descendo do lado de fora da saída de emergência ecoou pelo ar.
Park Minseong e eu trocamos olhares na breve pausa.
"……"
Estávamos presos lá dentro.
'Estamos ferrados.'
Droga. Droga!
"Inacreditável. Vocês dois são a personificação do Mico e Jeca. Trocariam seus manuais de exploração por doce? Cadê toda a compostura de vocês?"
……
'O quê?'
A voz estava seca, carregada de exasperação. Irritada, mas estranhamente… casual?
Passos, passos.
"Isso está me tirando do sério. Não, espera, talvez eu deva parabenizar vocês pela cautela… Hah."
Uma voz que agora estava bem atrás de nós.
Mas não havia risada sinistra, nem mão fria saindo das sombras, nem fenômeno arrepiantemente sobrenatural, como eu esperava.
"……"
"Droga. Hah, não, calma… Escutem, gente. Sei que parecia louca antes, tudo bem? Mas eu não tinha escolha—precisava usar um item de fuga. Não tive tempo para explicar. Apenas tentem entender, tá?"
A voz ficou mais urgente.
"O que mais eu poderia fazer? Atrapalhei tudo na tentativa de extrair alguma informação, mas aí o item ativou, a porta abriu e eu fugi."
Aquela voz…
"Saiam do choque. Vou dar dez segundos. Bora."
……
……
"…Assistente?"
"Isso mesmo."
Antes que eu pudesse impedir, o Supervisor Park Minseong se virou. E eu também.
E ali, parado no corredor, estava uma silhueta familiar.
Cabelo curto.
Olhos afiados e penetrantes.
Uma mulher fria, vestindo um terno impecável.
Lá no corredor estava ninguém menos que a Assistente Eun Haje.
Ela examinava as ferramentas de limpeza espalhadas que havíamos abandonado, com uma expressão levemente descontente.
"Acham que essas coisas vão ficar aí largadas? Ah, tanto faz—vamos arrumar isso depois. Primeiro, vamos resolver essa situação."
"……"
"……"
A firmeza da mão do Supervisor Park Minseong no meu ombro diminuiu.
Ficamos olhando para ela, meio sem ação.
"Badger, e… Roe."
O rosto de Eun Haje suavizou, uma leve expressão apareceu.
"Como vocês estão?"
Calma, elegante, com uma leve tonalidade de cansaço e irritação—ela tinha o semblante de uma chefe que já viu de tudo. E nos lábios, um sorriso afiado.
"Essa maldita empresa… Hah."
Ela balançou a cabeça com um suspiro profundo e fez um gesto para nós.
"Desculpem o incômodo, mas podem me ajudar? Só abram a porta do corredor de isolamento pra mim."
Sua voz era tranquila.
"Depois disso, eu resolvo o resto e saio."
O Supervisor Park Minseong e eu não respondemos. Era como se tivéssemos feito um pacto silencioso de não dizer nada.
Minha cabeça parecia que ia explodir.
Eun Haje sorriu com ironia.
"Nem conseguem responder? É uma escolha sensata. Eu teria feito o mesmo."
O que é isso?
'Por que soa… tão convincente?'
Por que parece tão real…?
'Não pode ser!'
"Supervisor."
Engoli em seco e falei rápido, como para me lembrar, com a voz baixa e direcionada ao Supervisor Park Minseong.
"Lembre-se. A assistente pediu demissão. Não tem como ela estar aqui…"
……
'Espera.'
Será que não tem mesmo?
De repente, lembrei de todas as estranhezas que me deixaram desconfortável até agora.
A súbita perda de contato com a assistente Eun Haje.
Passar equipamentos dela sem ve-la pessoalmente, mensagens sem resposta além de lidos, ligações que nunca completaram—tudo só ouvido falar por meio do Chefe de Seção Lee Jaheon…
Pode ser?
'Será que ela está presa aqui?'
Passei rapidamente pelos critérios para transferência à zona de isolamento pelo Time de Segurança.
Contaminação emergencial, anomalias internas, indivíduos perigosos, espiões, ações disciplinares e outras condições sinistras, censuradas com caixas pretas.
'Tem muita possibilidade.'
Até o Supervisor Park e eu chegamos a ficar detidos aqui por um curto período.
Se for isso…
Será que a assistente Eun Haje também se enquadra em algum desses critérios?
"…Roe?"
"Espera… só espera."
É possível, não é?
Queria interrogar imediatamente essa pessoa que parecia a assistente Eun Haje, confirmar a situação e descobrir o que aconteceu. Mas não podia arriscar confiar em uma suposição.
'Vamos tentar outro caminho primeiro.'
Me voltei para Braun em busca de ajuda.
'Braun, essa pessoa à nossa frente… é mesmo a Assistente do D-squad com quem trabalhamos meses atrás?'
Braun respondeu animado.
– Ah, que pena. Por mais que eu seja um anfitrião lendário, não sou especialista em investigações!
– Meu olhar crítico é afiado, claro, mas até meus olhos de botão têm seus limites.
– Exteriormente, parecem idênticos, mas quem pode garantir? Existem mestres do disfarce por aí no mundo.
Droga.