
Capítulo 228
Fui parar dentro de uma história de fantasma... e ainda tenho que trabalhar
Eu insisti ainda mais, desesperado.
‘Você pode pelo menos confirmar uma coisa para mim? Só com base no que você vê, qual é o seu palpite? Eu confio em você.’
– ……! Se é assim, fico feliz em responder, amigo!
‘Obrigado. Então...’
Respirei fundo.
‘A pessoa na minha frente, em todos os aspectos mentais e físicos... é humana?’
– Ah, essa é uma pergunta que posso responder com certeza.
O tom de Braun ficou confiante enquanto ele declarava animado,
– Sim, com certeza!
Haa...
‘Então, ela é humana.’
Isso estava me enlouquecendo.
Teria sido mais fácil se o Braun dissesse que a pessoa não era humana. Isso teria resolvido tudo de uma vez por todas.
...Que essa não era a Assistente de Gerência Eun Haje.
Mas a figura familiar na minha frente continuava falando com a mesma voz conhecida.
"Eu preferiria ganhar tempo para te convencer direito, mas não temos muito tempo, pessoalzinhos."
O rosto dela parecia um pouco pálido.
"A Equipe de Segurança vai chegar em breve para avaliar a situação. Se eu quiser sair daqui, tenho que ir antes deles chegarem."
"......"
"Não estou pedindo muito. Só vou me esconder um pouco. Quando a porta abrir, me deixa escapar."
Eu admiti para mim mesmo,
‘Não consigo descobrir só olhando.’
Não me restou outra alternativa a não ser correr um pequeno risco.
Me virei para o Supervisor Park e falei diretamente.
"Supervisor."
"S-Sim?"
"Você não acha que encontrar a Assistente de Gerência afastada na área de isolamento da Equipe de Segurança é um cenário impossível?"
"Isso é... verdade, né?"
"Oh. Diálogo indireto — abordagem interessante, Roe."
A Assistente de Gerência Eun Haje riu baixinho antes de resmungar rapidamente para si mesma.
"Provavelmente me trancaram aqui, dizendo para pensar melhor até eu desistir da ideia de pedir demissão. Olhando para trás, confiar nessa porra de empresa foi meu erro. Droga."
"Supervisor, se alguém fugir do corredor de isolamento, não seria capturado quase que imediatamente?"
"Eu não sou bobo, sabia? Tenho um item preparado. O problema é o tempo. Não há tempo. A Equipe de Segurança deve estar a caminho agora mesmo. Nem consigo confirmar nada — isso está me deixando louco..."
Confirmação.
‘...Espera!’
Me lembrei do que estava no bolso atrás da minha calça.
‘O rádio comunicador.’
Encostando minhas costas contra a porta, alcancei cuidadosamente atrás de mim, peguei o rádio sem que ficasse visível. Lentamente, aumentei o volume só um pouco...
Bee-bee-beep.
[Atualmente em lockdown...]
Droga!
‘O sargento da segurança estava tentando nos contactar o tempo todo!’
Desliguei o som imediatamente, mas já era tarde demais.
"Acabei de ouvir um rádio comunicador."
"......!"
"Bem, quem quer que tenha pode usar do jeito que quiser, mas eu tô curiosa..."
Curiosa?
"Eles não dão rádio comunicador para a equipe de limpeza, certo?"
"......"
Um calafrio percorreu minha espinha.
"Alguém te deu isso especialmente? Isso é... estranho. Normalmente, a equipe de limpeza só faz o escaneamento e lê o manual dos equipamentos automáticos. O sistema é feito para que não precisem encontrar ninguém."
A voz de Eun Haje carregava uma mistura de suspeita e tensão.
"Essa coisa... você tem certeza de que realmente conecta com a Equipe de Segurança?"
"......"
"Roe, quem exatamente você encontrou?"
O suor encharcava minhas mãos. Era a primeira vez que eu estava numa situação assim.
‘Não sei mais em que acreditar.’
Não havia pistas, nem respostas claras. Mesmo que fosse realmente a Assistente de Gerência Eun Haje, como ela poderia nos ajudar? Será que ela realmente conseguiria se esconder da Equipe de Segurança? Isso era possível?
‘Se eu quiser entender um pouco melhor a situação...’
Oh!
Me lembrei do que eu tinha planejado verificar originalmente — a segunda folha de dicas.
‘Se eu ler todas as dicas restantes, talvez consiga juntar a verdade.’
Puxei a folha rapidamente e procurei o próximo número.
12 - Se você notar um cheiro estranho ou algo começar a vazar por baixo da porta, fuja imediatamente.
Sempre é um sinal de alerta antes de uma porta se abrir. Por outro lado, se você não perceber nada, geralmente está seguro.
Exceções a isso serão explicadas na próxima seção. É recomendado fazer uma pausa antes de continuar a leitura.
Continuei para o próximo ponto sem hesitar.
13 - Ah? A porta está aberta?
Kekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekekeke
Reflexivamente, amassei o papel nas mãos.
Minhas veias pulsavam nas pontas dos dedos como se o papel estivesse vivo.
"Roe, você está bem?"
Calma. Fique calmo...
"Vamos pensar racionalmente. A Equipe de Segurança está a caminho, então esse é o momento de decidir o melhor plano."
O Supervisor Park Minseong bateu nas minhas costas, mas enquanto fazia isso, senti que ele desenhava algo com o dedo nas minhas costas.
N
Ã
O
T
R
A
......
Não é ela.
Congelei e levantei a cabeça lentamente.
"Nossa."
Eun Haje — ou melhor, a coisa que usava seu rosto — inclinou a cabeça para nós.
"Como vocês perceberam?"
Como perceberam? Como perceberam? Como perceberam? Como perceberam? Como perceberam? Como perceberam? Como perceberam?
COMO VOCÊS PERCEBERAM?
Hehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehe!!
Thud.
A cabeça de Eun Haje caiu no chão.
E então... ela ficou de cabeça para baixo.
Duas pernas e braços apontados rígidos para o céu enquanto se virava para nós.
Hiya!!!
Você acredita no Ireum-niiiiiiiimmmmmm??
Naquele exato momento.
Eu...
...desmaiei.
* * *
"Roe."
"......"
"Roe?"
Ah.
Levantei a cabeça.
"Você deve estar muito cansado. Por que não descansa um pouco? Eu assumo daqui."
O supervisor Park Minseong, segurando um cabo de esfregão, olhava para mim com preocupação.
Olhei ao redor. O corredor de isolamento parecia normal, com todas as portas firmemente fechadas.
"Ha..."
Segurei o cabo de esfregão e abaixei a cabeça.
"V-Você está bem?"
"Sim... me desculpe."
Será que foi um pesadelo?
‘De qualquer forma, aquilo não fazia sentido.’
As portas da sala de isolamento se abrindo de repente, Eun Haje se transformando numa espécie de fantasma... tudo era absurdo.
Esfreguei as têmporas.
"...Desculpa. Acho que cochilei um pouco."
"Não precisa se desculpar! Tá tudo bem. Você também trabalhou durante o dia — claro que está cansado."
O supervisor Park Minseong bateu nas minhas costas como forma de conforto.
"Vamos resistir só mais um pouco. Só faltam dois dias."
"......"
Dois dias?
Não três?
"Supervisor, que dia é hoje?"
"Uh... já passou da meia-noite, então é dia 30. 30 de dezembro."
"......"
Não é dia 29.
É dia 30.
"Como a limpeza de ontem foi tranquila, vamos terminar a de hoje também sem nenhum problema."
"......"
"Ah, olha! Uma nova folha de dicas! Disseram para lermos isso no segundo dia. É para você... Roe? Roe!"