
Volume 6 - Capítulo 6
The Water Magician
Quando o mago da água finalmente retornou à pousada estatal, Shoken foi o primeiro a avistá-lo.
— Ryo! — ele gritou, chamando a atenção de todos.
— Ufa, finalmente estou de volta.
Então, a beleza incrivelmente sedutora que acompanhava Ryo chamou a atenção deles.
— Duquesa Alba... — murmurou um dos funcionários civis de Knightley. Suas palavras silenciosas foram surpreendentemente longe, alcançando não apenas o resto da delegação, mas também os outros mais ao fundo da sala de jantar.
Shinso se levantou e se aproximou do par. — Ah, então você também está aqui, Agnes.
Os olhos de Agnes se arregalaram de surpresa. — S-Senhor Shinso?! — Ela rapidamente recuperou a compostura e fez uma reverência, segurando a barra de sua saia.
O poder da Duquesa Alba superava até mesmo o do arquiduque em Crepúsculo, mas ali estava ela, curvando-se para este homem misterioso. Os funcionários civis do Reino, sem absolutamente nenhuma informação sobre este homem, se perguntavam se ele era um rei ou imperador de outro país.
— Por que está aqui, meu senhor?
— Bem, senti a necessidade de intervir um pouco na ‘guerra civil’. E também queria conhecer Ryo, que está aqui.
— Hã? Eu? — Ryo piscou, confuso.
Ele nunca havia encontrado ninguém como aquele homem chocantemente bonito antes, mas ele finalmente entendeu algo.
Agora tudo faz sentido...
Na tradição dos vampiros, o termo “shinso” se refere à pessoa considerada o ápice do poder vampírico. Em alguns casos, esse indivíduo é o ancestral de todos os vampiros. Embora este homem não parecesse ter mais de vinte anos, ele certamente não era tão jovem.
Shinso virou-se para Ryo e sorriu. — ‘O mundo está fora dos eixos’ — ele começou.
— ‘Ó sorte maldita...’ — Ryo continuou após uma pausa.
— ‘...que eu tenha nascido para consertá-lo!’ — Shinso terminou.
— Como você conhece Hamlet?
Shakespeare também existia neste mundo? Impossível.
— Bem, apenas alguém do calibre de Nojima Hidekatsu poderia traduzir o original de forma tão bela.
Ryo estava atordoado demais para falar.
De fato, o texto original é... “The time is out of joint, O cursed spite, That ever I was born to set it right.” Traduzir a primeira parte como “O mundo está fora dos eixos” é a marca de um gênio. E reconhecer uma tradução tão incomum prova que você é japonês...
— Isso significa que você é—
— Sim, eu sou como você, Ryo.
Naquele momento, Ryo conheceu o segundo reencarnado que encontrou desde que chegou em Phi.
◆
— Eu tive um pressentimento — Ryo murmurou mais tarde, enquanto ele e Abel sentavam-se em um sofá em frente a Shinso e Agnes na sala de jantar.
Aparentemente desinteressada na conversa deles, Agnes se inclinou feliz contra Shinso.
— Teve? — disse Shinso.
— Sim. Quero dizer, recriar o ramen tão perfeitamente é... bem, é impossível a menos que você realmente ame ramen tonkotsu e tenha comido centenas, talvez milhares, de tigelas.
— Hm. Você comeu na casa de Agnes, presumo? O chef pessoal dela é um dos melhores de Crepúsculo. Ele fez um excelente trabalho com a receita que lhe dei. Não concorda? — Shinso sorriu e assentiu com entusiasmo.
— Concordo. Uma tigela absolutamente requintada.
Ryo havia comido duas, na verdade.
— É realmente tão bom assim? — Abel murmurou.
— Sim, é. Eu adoraria introduzir o ramen no Reino, mas... — Ryo parou de falar.
— Isso provavelmente é impossível. — Shinso balançou a cabeça tristemente, continuando: — Foi uma grande luta recriá-lo aqui.
— O problema é o macarrão, não é? Especificamente, o kansui... — disse Ryo.
Shinso inclinou a cabeça em concordância. — Não me surpreende que você entenda. É essencial para o macarrão de ramen, mas é difícil de obter. Por isso você não pode recriá-lo no Reino.
— Não entendo, Senhor Shinso. Presumi que você conseguiu sintetizá-lo quimicamente. Não é o caso?
— Não é. Veja bem, eu descobri kansui natural.
Diz-se que o ramen originou-se há 1.700 anos na Terra, quando as pessoas descobriram que a farinha de trigo amassada com água salgada de um lago na Mongólia produzia um macarrão com notável elasticidade e textura. A própria palavra “kansui” vem desses lagos salgados, compartilhando o mesmo caractere para “sal”. Isso significa que a água alcalina usada no ramen já foi uma substância de ocorrência natural — embora no Japão, o uso de kansui natural tenha sido proibido por lei até bem recentemente.
— Não pode ser produzido no Reino porque não há fonte natural de kansui lá — explicou Shinso.
Ryo ficou imediatamente devastado.
— A verdade é que eu fundei Crepúsculo para colocar as mãos no suprimento daqui.
Ryo não foi o único surpreso com sua revelação agora. Agnes também parecia chocada.
— Certifique-se de manter isso em segredo dos outros, Agnes — Shinso a avisou.
— Sim, claro, meu senhor!
Ela parecia encantada por ser a confidente de seu amado Shinso.
Não acredito que ele construiu um país inteiro apenas por causa do ramen... Neste caso, a comida é a literal fundação de uma nação inteira...
Ryo sabia que era parcial, mas isso não impediu que suas emoções viessem à tona e o fizessem falar do fundo do coração.
— Senhor Shinso... estou genuinamente impressionado.
Shinso corou um pouco de vergonha.
Ryo conseguira resolver o mistério do ramen e, embora todo o resto sem dúvida empalidecesse em comparação, ele ainda se sentiu compelido a perguntar: — Hum, há algumas outras coisas que eu gostaria de lhe perguntar...
— Qualquer coisa, desde que eu tenha uma resposta. Nós viemos do mesmo lugar, afinal.
— É mesmo? — Abel murmurou pensativamente.
Ryo fingiu não ouvi-lo. — Bem, não é tão importante quanto o ramen, mas eu estava curioso sobre por que o governo foi derrubado... Ou, para ser mais preciso, por que uma guerra civil eclodiu?
Abel ficou boquiaberto.
“Ramen” é mais urgente para esses dois do que a agitação política?
Ainda assim, o espadachim foi esperto o suficiente para não deixar seu rosto trair sua confusão. Ele sabia que não devia irritar pessoas como Ryo ou Shinso. Por alguma razão, ele tinha a sensação de que zombar do ramen definitivamente os irritaria...
— Certo. Suspeito que seja simplesmente um passatempo.
— Hã? — perguntou Ryo, surpreso. Ele dissera a mesma coisa para Abel, então o fato de Shinso ter acabado de confirmar devia significar que era verdade.
— Não é mesmo, Agnes? — perguntou Shinso.
Ela se assustou, não esperando ser incluída na conversa. Então abriu a boca, seu olhar saltando por toda parte.
— Hum... Bem...
— Eu imaginei. — Shinso suspirou suavemente. — Já se passaram cem anos desde que este país foi fundado, e acho que nós, vampiros, nos cansamos da paz. Somos imortais e praticamente impossíveis de matar. Como raça, lutamos para aumentar nossos números, mas raramente perdemos um dos nossos. Para aqueles com vidas tão longas quanto as nossas, encontrar maneiras de passar o tempo é crucial. Nossas vidas são diferentes das da humanidade, e isso torna difícil para os outros entenderem nossa situação.
Então ele suspirou novamente, mais profundamente desta vez. Ryo teve um pressentimento repentino de que talvez Shinso tivesse se cansado de gerenciar sua própria espécie.
— Antes de chegar aqui, repeti um ciclo de fundar países, lutar com outras raças e tudo mais. Então, embora eu esteja feliz por estar em Crepúsculo por causa do kansui, que me permitiu aperfeiçoar meu sonho de longa data de fazer ramen, às vezes eu me pergunto...
— Eu invejo sua imortalidade. Isso significa que você pode criar civilizações na vida real, certo?
— Criar civilizações?
Ryo adorava jogos de simulação durante sua vida na Terra. Ele era obcecado por jogos como Nobunaga's Ambition, Three Kingdoms, SUPER Mini Strategy, bem como o Civilization de um certo Sr. Meier — todos jogos onde você cria uma civilização do zero e a desenvolve ao longo de milhares de anos... Se você fosse imortal, poderia realmente realizar isso.
Ryo explicou tudo isso com entusiasmo.
— Isso traz lembranças... — disse Shinso, olhando com nostalgia para a distância. — Eu também costumava jogar esses jogos.
Para ele, essas memórias remontavam a milhares, ou talvez dezenas de milhares de anos...
— Você está certo... — ele murmurou com um sorriso. — Apenas a raça dos vampiros pode fazer tais coisas.
Claro, Ryo apenas pensou que ele havia percebido algo sobre seu país.
Depois disso, enquanto continuavam a conversar sobre isso e aquilo, Ryo se lembrou de algo.
— Shinso, sobre o sistema de anulação de magia que você construiu na mansão da duquesa...
Que diabos?! Anulação de magia artificial?!
Para Abel, esta foi a notícia mais chocante até agora. Se a anulação de magia se tornasse generalizada, a sociedade mudaria drasticamente... Mas...
— Oh, isso é um mal-entendido. É apenas algo que eu encontrei.
— Algo que você encontrou?
— Agnes, pela sua expressão, vejo que você não explicou direito para ele. Tudo bem, não importa. Eu o encontrei em uma ruína antiga durante um passeio. Deve ter sido antes de eu me mudar para as Províncias Centrais. Tudo o que fiz foi instalá-lo, enfraquecê-lo um pouco, já que era poderoso demais, e ajustá-lo para que ela pudesse controlá-lo. Agora, ele efetivamente transforma a propriedade dela em um espaço neutro para magia... Bem, na pior das hipóteses, tenho certeza de que ela encontrou uma maneira de lidar com isso.
— Meu senhor!
Agnes abraçou Shinso ainda mais forte.
— O fato é que nem mesmo eu consigo anular magia.
Abel ficou aliviado ao ouvir essas palavras, enquanto Ryo ficou um pouco desapontado.
— No entanto, quando se trata da magia em si, estou confiante de que possuo um entendimento mais profundo do que a maioria. Afinal, fui eu quem espalhou a magia de encantamento pelas Províncias Centrais.
— Hã? — Ryo e Abel ofegaram em uníssono.
— Claro, tive bastante dificuldade em descobrir o ‘encantamento’ que influenciava as leis deste mundo. Mas, graças a isso, metade da população agora pode usar magia.
Então foi você! Ryo gritou no fundo de seu coração.
Logo após ser reencarnado em Phi, Ryo se sentiu presunçoso por ser um da elite dos “vinte por cento das pessoas” que podiam usar magia, então ficou desapontado ao saber que muito mais pessoas podiam. Mas Shinso agiu para ajudar os outros, o que significava que suas ações não eram necessariamente ruins...
— Embora eu não negue que é mais conveniente para nós em Crepuscolândia se aqueles nos países vizinhos só puderem usar magias mais fracas. Preferimos isso, na verdade.
Tudo bem, então talvez não fosse apenas sobre ajudar as pessoas.
— Então... é a mesma coisa com as Habilidades de Combate? — perguntou Abel.
— Sim — disse Shinso com um aceno de cabeça, olhando para ele. — Os cavaleiros e soldados que protegem Crepúsculo são humanos, afinal. Eu me perguntava se havia algum tipo de magia que eles pudessem usar para se fortalecerem... Eu vinha experimentando com isso muito antes de chegar às Províncias Centrais. Cem anos atrás, finalmente consegui construir uma forma padrão.
— Isso significa que os soldados de Crepúsculo—
— Sim, a maioria deles pode usar Habilidades de Combate. Os cavaleiros dos nobres, em particular, também podem usar Habilidades de Espada, Habilidades de Lança e/ou Habilidades de Espada Dupla, dependendo do treinamento.
Isso era chocante. Embora não fossem exatamente invencíveis, isso significava que os soldados de Crepúsculo eram incrivelmente poderosos em comparação com os cavaleiros do Reino.
— De forma alguma somos uma nação grande, e nunca pretendi que fosse. Então, estou bastante satisfeito com nossa força pequena, mas de elite.
Shinso sorriu para ele.
Mas para Abel, aquele sorriso era sinistro.
◆
Dois dias depois, a delegação partiu da capital de Tebas. Os principais acordos alcançados incluíam a aceitação de estagiários do Reino e o estabelecimento de embaixadas nas capitais de cada um. No dia seguinte, foi anunciado que o Arquiduque Cyrus abdicaria em seis meses, e seu filho, o Príncipe Norton, o sucederia. Cyrus receberia terras perto de Karnak, perto de Knightley, onde se aposentaria.
Todo o resto permaneceu o mesmo, e a guerra civil foi completamente encoberta. Os envolvidos não sofreram consequências graves e puderam seguir suas vidas como de costume — exceto por uma coisa: mais visitas entre a mansão da Duquesa Alba e o escritório de Shinso. Além disso, espalharam-se rumores entre a nobreza de Crepuscolândia de que o Marquês Vicente Espier havia desaparecido. Pelo menos, ninguém o via desde o incidente.
No subsolo profundo, no prédio onde ficava seu escritório, Shinso usou um autenticador biométrico para passar por três portas e entrar em seu destino. Ele mesmo havia criado o nível, e nem a Duquesa Alba nem seu mordomo Drab podiam entrar neste lugar.
Dezenas de “caixas” estavam alinhadas lá dentro. Cada uma tinha quase três metros de comprimento, feitas de metal que emitia um brilho fosco. Muitas estavam vazias, mas fios de fumaça vazavam das caixas que não estavam vazias, como se contivessem gelo seco. O vapor tornava impossível discernir o conteúdo dentro delas.
Linhas grossas conectavam essas caixas ativas a uma mesa no centro, e essas linhas também emitiam uma luz fraca. Se Ryo visse isso, ele inclinaria a cabeça e murmuraria: “A luz da alquimia?”
Sobre a mesa havia uma única espada. Parecia menos uma espada ocidental e mais uma katana japonesa. Qualquer um que conhecesse bem Shinso perceberia que era sua arma amada. Se alguém que estivesse presente no salão do arquiduque estivesse lá, poderia perceber que era a mesma arma que ele usou para “aniquilar” o Marquês Espier.
A superfície da mesa brilhava fracamente, assim como sua amada espada colocada sobre ela... Ambas eram a luz da alquimia. Shinso revisou as informações exibidas na superfície da mesa, assentiu uma vez e murmurou: — Condizente com sua posição, Vicente, eu deveria ser capaz de criar quatro de nossos irmãos a partir de suas ‘cinzas’.
◆
— Ahhh, paz finalmente.
O aroma perfumado do café Kona encheu a carruagem, acalmando os que estavam dentro. O líquido negro profundo, facilmente confundido com sangue demoníaco ou algo assim, contrastava de forma marcante com o gelo transparente do qual o copo era feito. Uma visão verdadeiramente fantástica.
O sabor perfeito, uma atmosfera cativante e um aroma encantador... Em uma névoa sonhadora, Ryo folheava lentamente os documentos em sua mão, entregando-se à cena. O que mais isso poderia ser chamado senão paz?
Enquanto isso, a outra metade da carruagem era, para dizer o mínimo, um campo de batalha. O oponente de Abel? Montanhas de papelada e lição de casa que haviam sido atribuídas por seu irmão mais velho. O aventureiro de rank A estava lutando.
— Eu intitularia esta pintura de ‘Estudante do Ensino Fundamental no Último Dia das Férias de Verão’ — observou Ryo, olhando para Abel com pena.
— Não faço ideia do que você está dizendo, mas sei que está zombando de mim — retrucou Abel enquanto continuava a trabalhar em suas tarefas. E então, ele gemeu. — Eu odeio isso! Justo quando pensei que tinha terminado tudo, encontrei uma pilha inteira no fundo da minha bolsa! Droga, por que eu?!
— Talvez seja um castigo divino por seu comportamento diário...
Abel lançou olhares fulminantes para Ryo antes de voltar à sua batalha contra os documentos.
— A paz mundial é tão difícil de alcançar... — Ryo suspirou e levou a xícara de café aos lábios.
Depois de um tempo, a expressão de Abel passou de furiosa para frustrada, e sua caneta se movia cada vez mais devagar até que, finalmente, ele parou completamente. Até mesmo Ryo estava preocupado a essa altura.
— Abel?
— Estou bem, de verdade. É só que... — Ele parou, mergulhando em pensamentos novamente.
Ryo espiou a “lição de casa” nas mãos de Abel.
— A queda do Principado de Inverey... Tópico atual, não?
— Meu irmão inventou todos esses exercícios. Apenas os práticos, e o impacto da queda de Inverey em nosso reino é multifacetado. — Após uma pausa, Abel perguntou-lhe: — Ryo, por que os países caem?
— Você poderia muito bem perguntar: ‘Por que as pessoas morrem?’
— Mas países e pessoas são diferentes, não são? — contrapôs Abel.
— São a mesma coisa. Ambos têm uma vida útil, embora, no caso de Inverey, pareça mais uma vítima de uma doença súbita do que de velhice...
— Uma doença súbita...
— Bem, normalmente, um país dura duzentos ou trezentos anos.
— Espere, tão pouco tempo? Sério?
— Sim. No máximo, quinhentos. Um grande historiador que também foi político e juiz escreveu isso uma vez. Para ser preciso, deveria ser chamado de vida útil de um sistema político em vez da vida útil de um país. De qualquer forma, a ascensão e queda das nações é um tópico difícil que requer décadas de pesquisa e dezenas de livros para explorar, mergulhando nas profundezas mais profundas da história. Não é algo que possa ser facilmente explicado em uma carruagem.
— Ah, é? É assim que funciona?
O historiador que Ryo tinha em mente era Ibn Khaldun, e a ascensão e queda das nações se referia a A História do Declínio e Queda do Império Romano, de Edward Gibbon. Para Ryo, que havia tirado uma licença de sua graduação em história ocidental na universidade, a ascensão e queda das nações era um tópico fascinante. No entanto, ele entendia que, uma vez que entrasse nesse buraco de coelho, provavelmente ficaria preso nele. Ele pensou em como seria divertido realizar tal pesquisa se tivesse a vida eterna, como Shinso.
— Sim. Além disso, sei que usei a expressão ‘doença súbita’, mas quando um país pequeno compartilha fronteiras com outro, um massivo, há uma alta probabilidade de que o menor seja engolido. Um biólogo matemático até formulou tais eventos históricos em uma equação.
— Hã? — Abel não entendeu nada.
Ryo suspirou e desistiu de explicar mais. — Para resumir, já é possível representar a ascensão e queda das nações com uma equação.
— N-Não. De jeito nenhum...
Abel, que poderia se tornar rei um dia, não queria acreditar nisso. A destruição de um país reduzida a uma equação... Se isso fosse verdade, que significado tinham seu povo, que diligentemente seguia com suas vidas todos os dias? Qual era o propósito dos ministros, funcionários e servidores públicos que trabalhavam abnegadamente pelo país?
— Claro, não é absoluto. E, pessoalmente, acho que se um país passa por uma guerra civil em grande escala ou conflito externo, ou outra situação em que seu próprio território se torna um campo de batalha, tudo se reinicia. Eu realmente não acho que você precise se preocupar muito com isso.
— Então... você está dizendo que nações que existem há um certo período de tempo deveriam passar por algum tipo de guerra apenas para recomeçar?
— Não. Após qualquer conflito, os países vizinhos naturalmente interferirão. Portanto, a sobrevivência do próprio país não é garantida... A melhor opção é a paz. — Ele parou por um momento. — Abel, o dever de um governante não mudou desde os tempos antigos.
— O que você quer dizer?
— Fazer seu povo feliz.
— Isso é muito vago... — respondeu Abel com uma carranca.
— Não, não é. Fazendo apenas uma coisa, um governante pode fazer seu povo feliz, o que cortará muitos dos problemas que um país enfrenta pela raiz antes mesmo que surjam. — Ryo assentiu enfaticamente.
— Apenas uma coisa?
— Sim. E essa coisa é melhorar a economia do país. Não me refiro apenas estatisticamente. O que é importante é que as pessoas sintam que a economia está boa. A própria palavra ‘economia’ originalmente significa... Na verdade, não vamos entrar nisso por enquanto. Se a economia melhorar, as taxas de criminalidade permanecem baixas. Se as pessoas sentirem que a economia está boa, não haverá rebeliões. Além disso, a taxa de casamento e a taxa de natalidade também aumentarão, aumentando a população sem políticas de imigração. As pessoas também se tornarão mais motivadas a trabalhar. Se puderem vislumbrar um futuro esperançoso, seu desejo de comprar coisas, incluindo casas, aumentará, impulsionando ainda mais as vendas de todos os tipos de bens. Isso, por sua vez, melhorará ainda mais a economia. — Ryo parou para tomar outro gole de café. — Abel, fazer o povo se sentir confiante na economia é precisamente o que os grandes governantes ao longo da história sempre focaram.
◆
Uma espadachim observava o único aventureiro de rank A à distância.
— Mmm, Abel é realmente tão bonito, não é? — disse ela.
— Imogen, você vai herdar um viscondado... Mesmo que ele seja um aventureiro de rank A, você não pode se casar com alguém que não é nobre — respondeu a maga, oferecendo a sua melhor amiga um conselho realista.
— Myu, não estou falando de casamento ou algo tão sério. É apenas uma pequena admiração, só isso. Soletre comigo. A-d-m-i-r-a-ç-ã-o. — As bochechas de Imogen coraram ligeiramente enquanto ela falava.
— Oh? Só olhando a vitrine, estamos?
— Abigail, não tão alto! — Em seu pânico, Imogen praticamente gritou as palavras.
A batedora do mesmo grupo de rank C, Valquíria, aproximou-se das duas mulheres que falavam em voz baixa. Atrás dela caminhavam a lanceira, Camilla, e a sacerdotisa, Scarlett.
— Sobre o que vocês estão falando? Homens? Meu Deus, eu esperava esse tipo de frivolidade da Abigail, mas não de você, Imogen... — Camila, uma bela mulher de 1,80 metro com uma figura esbelta, balançou a cabeça ligeiramente.
— Não, Camilla, eu estava apenas o admirando! Juro! — respondeu Imogen.
— Eu entendo discutir a aparência dos homens e tal. No entanto, pessoalmente acho que a capacidade de um homem de prover é o que importa. A segurança financeira é mais importante.
— Isso é porque você é a terceira filha de um barão — respondeu Abigail, que vinha de uma família plebeia, seriamente.
— Bem, minha família não é rica. Não posso esperar nenhum apoio deles — retrucou ela.
Elas não estavam exatamente na mesma sintonia, o que não era incomum para elas.
— Puxa, eu nem estava falando de nada profundo... Só acho que ele é bonito de se ver... — Imogen murmurou, mas ninguém a ouviu.
— Então, Camilla, isso significa que você está de olho em um Cavaleiro Real? — perguntou Abigail.
— ‘De olho’?! Eu nunca olhei para um homem dessa forma — retrucou Camilla, indignada.
— Tudo bem, mas digamos que você estivesse considerando um Cavaleiro Real — insistiu Abigail. — Zach Kuhler? Não, não é seu tipo.
— Bem... Talvez Scotty Cobouc — respondeu Camilla, olhando para baixo.
Abigail assentiu com conhecimento. Todos sabiam que Scotty era mais inteligente e mais bonito que Zach. Pobre Zach...
Scarlett, a sacerdotisa do grupo, sorria como sempre fazia enquanto ouvia a conversa delas. Uma atmosfera gentil sempre a envolvia, não importava a situação.
— E então! Qual é o seu tipo, Scarlett? — Abigail virou-se para ela e perguntou.
Depois de inclinar a cabeça em pensamento, ela respondeu: — Ryo.
— Ele, hein? — as outras quatro disseram em uníssono.
Por alguma razão, Ryo era o principal cara “fofo” da delegação.
◆
A delegação chegou à capital real sem problemas. Após a cerimônia de dissolução, todos seguiram seus caminhos. Os Cavaleiros Reais foram para seus quartéis-generais recém-reconstruídos, os aventureiros para sua guilda, e Ignus e os funcionários públicos para o Ministério das Relações Exteriores.
E Ryo foi para o Centro Real de Alquimia. Ele e Abel estavam programados para deixar a capital real para Lune na manhã seguinte em uma carruagem da guilda. Portanto, se fossem fazer algo, teria que ser esta noite. Então foi para lá que Ryo foi, já que Kenneth estava lá.
Enquanto isso, Abel desceu ao porão do Instituto de Pesquisa Mágica, passou por uma passagem secreta no castelo real e bateu na porta de pedra do príncipe herdeiro. Ela se abriu como de costume, mas a pessoa parada ali não era o príncipe herdeiro.
— Você é Daniel, não é? — perguntou Abel, reconhecendo imediatamente o rosto sério do rapaz. — O atendente do meu irmão.
— Correto, Príncipe Albert. Por favor, entre.
O coração de Abel começou a acelerar no segundo em que percebeu que a pessoa que batera na porta não dera o sinal de costume, o que significava que não era o príncipe herdeiro. Seu pior medo foi confirmado quando ele entrou e encontrou seu irmão mais velho na cama, incapaz de andar.
— Ah, Albert. Obrigado por vir.
— Irmão... — murmurou Abel, incapaz de dizer mais nada.
— Ora, ora, não faça essa cara. Nós dois sabemos desde a infância o que estava reservado para mim. Ainda assim, este corpo durou mais do que eu imaginava... Embora eu não possa mais andar, minha mente ainda funciona muito bem.
O príncipe herdeiro deu-lhe um sorriso que Abel nunca esqueceria enquanto vivesse...
— A propósito, você fez sua lição de casa?
— Sim, terminei tudo.
— Bom. Eu sabia que você faria. Você sempre foi diligente a esse respeito, Albert. — O príncipe herdeiro assentiu uma vez, depois pegou uma de suas tarefas e folheou-a casualmente. — Hmm... Essas respostas são bastante interessantes.
— Interessantes de um jeito ruim ou... interessante de um jeito bom? — perguntou Abel com uma expressão ansiosa.
— Definitivamente não do primeiro jeito. Desnecessário dizer que não há respostas absolutamente corretas para muitas dessas perguntas. Desde que você siga as leis básicas, o resto depende do seu próprio julgamento, Albert.
Mais fácil falar do que fazer, pensou Abel.
— Um país existe para servir seu povo. O mesmo vale para uma família real. Lembre-se disso, e acho que você se tornará um ótimo rei.
Com essas palavras, a curta reunião dos irmãos chegou ao fim.
◆
Em outro lugar, em Acray, o Marquês Alexis Heinlein cantarolava pensativamente em sua mansão.
— Do próprio conde, Grão-Mestre Finley Forsyth? Recebemos um pedido antes para procurar o grupo de rank A desaparecido, os Cinco Dragões, não foi, meu senhor? Despachamos aventureiros de rank C da Brigada Branca para vários locais na parte norte do Reino. Mas isto — isto é...
— Não foi entregue à guilda dos aventureiros, mas diretamente a mim — respondeu o Marquês Alexis Heinlein com um sorriso irônico.
— Agora ele quer que enviemos nossa elite para... Carlyle?
— Sim. A capital do ducado de Flitwick.
O grupo de rank B, Brigada Branca, usava a mansão de um nobre como base enquanto estava em Acray, sendo sua base original em Lune. O grupo frequentava esta propriedade com frequência, já que Phelps, o líder do grupo, era o herdeiro dos Heinlein.
Sua segunda em comando, Shenna, e outros quatro membros de seu grupo entraram em seu escritório.
— Senhor, a seu serviço! — anunciou Blair, o espadachim de duas espadas que usava ambas as lâminas nas costas.
— Acho que um pouco menos de sarcasmo lhe faria bem, Blair! — disse Wyatt, um mago segurando um cajado mais alto que ele.
Gideon, o sacerdote, suspirou. — Agora, agora, já chega, vocês dois.
O último homem — Lorenzo, o batedor — entrou silenciosamente, apenas balançando a cabeça.
Esses seis indivíduos, incluindo Phelps e Shenna, eram o que Hugh McGlass chamava de “exército de seis” da Brigada Branca.
— Lamento o aviso de última hora, mas preciso que vocês quatro vão para Carlyle, a capital de Flitwick no norte — disse Phelps.
— Flitwick? Não é o território do irmão do rei?
— Blair, pelo menos dirija-se a ele como ‘Sua Alteza’... — Wyatt o repreendeu.
— Ah, sim, sim, Sua Maldita Alteza.
— Certo! Se é uma briga que você quer, é uma briga que você terá. Vamos levar isso para fora!
— Já chega — latiu Gideon.
Phelps, acostumado com suas discussões, os ignorou completamente. Gideon era o árbitro residente e, assim que os deteve, Phelps continuou.
— Para ser franco, acho que uma rebelião ou algo do tipo ocorrerá. Em menos de um ano, aliás.
— Sério? — disse Blair. Agora que ele entendia a gravidade da situação, prontamente parou de brincar.
O poderoso Ducado de Flitwick era governado pelo Príncipe Raymond, o irmão mais novo do rei. Com Carlyle, a segunda maior cidade do norte, como sua capital, suas terras férteis e vastas eram renomadas por seus rendimentos de trigo. Se uma rebelião se enraizasse aqui — especialmente uma liderada pelo irmão do rei — muitos nobres provavelmente o seguiriam. Aqueles que não podiam esperar avanço sob seu governante atual poderiam se juntar ao lado do Príncipe Raymond, esperando uma chance de virar o jogo. Uma possibilidade que poderia levar a uma guerra civil que dividiria o Reino em dois...
— Capitão, o que devemos fazer? — perguntou o sacerdote Gideon.
— Se possível, gostaria que trouxessem evidências de insurreição. Mas não correndo risco de vida. Se as coisas chegarem a um ponto crítico, precisaremos de vocês mais do que nunca.
— Você quer que reprimamos quaisquer levantes?
— Não é preciso. Duvido que seja tão fácil, e pode ser melhor lidar com isso depois que já estiverem em andamento.
— Bem, caramba, isso me deixou tremendo nas bases — disse Blair.
Blair sabia que Phelps era um dos melhores do Reino quando se tratava de ataques frontais. Mas ele também sabia que Phelps era ainda mais habilidoso em táticas não convencionais e estratagemas. E como ele estava discutindo a rebelião como se fosse um fato consumado, era natural que Blair sentisse uma sensação de pavor.
— Tudo bem, vamos indo, então.
Com isso, os membros mais elitizados da Brigada Branca foram para o norte.
◆
Lorde Aubrey, chanceler da Federação Handalieu, estava preocupado. Depois que a Federação anexou o Principado, os ex-cidadãos de Inverey que haviam fugido para o Reino demoraram a retornar. Agora, a ordem pública estava se deteriorando na parte oriental de Knightley.
Aqueles que retornaram de Inverey durante a guerra foram aceitos no Reino como os chamados refugiados. A maioria deles havia fugido inicialmente para a parte oriental de Knightley, mas a ordem pública já estava em declínio naquela época. Portanto, muitos deles não ficaram, optando por continuar para o norte, sul ou para a região central, onde ficava a capital. Mesmo quando a guerra em Inverey terminou e se tornou possível para eles retornarem, a má segurança no leste dificultou seu retorno à terra natal.
— Apenas vinte por cento do que prevíamos — relatou Lamber.
Lorde Aubrey suspirou suavemente. — Com certeza eu não estaria ansioso para viajar por aquela parte de Knightley para retornar a Inverey.
— Concordo.
Ambos os homens entendiam esse fato intelectualmente, mas mesmo assim, vinte por cento era muito baixo.
— Eu me pergunto se isso também é obra do imperador...
— Certamente você não está sugerindo que até mesmo isso faz parte do esquema de Rupert?
— É o que devemos supor. No mínimo, podemos ter certeza de que o Império está movendo os pauzinhos e orquestrando o caos na parte oriental do Reino. Se é por isso que os refugiados não podem retornar, então não seria natural supor que estamos caindo direto nas mãos dele?
— Mas por que ele criaria um plano para manter os refugiados de Inverey dentro das fronteiras de Knightley?
— Essa é a questão do momento, não é?
Mesmo Lorde Aubrey não conseguia responder facilmente. Embora ele tenha criado várias hipóteses, ele tinha informações muito escassas para chegar a uma conclusão definitiva. Em tais casos, não era uma má ideia considerar as coisas de uma perspectiva diferente. Não do ponto de vista da Federação, mas do Reino, que havia aceitado os cidadãos de Inverey.
— Lamber, qual é o maior problema quando um grande número de refugiados chega?
— Suponho... a deterioração da ordem pública.
Um problema inevitável, não importa quão bem organizada seja uma administração.
— Mas um aumento no número de pessoas não melhoraria a economia? Não acho que o Império se beneficiaria com a melhoria da economia do Reino. — Lamber parecia intrigado.
— Desde a nossa anexação de Inverey, a economia do Reino melhorou?
— Não... Não há tendências que indiquem isso, pelo menos.
— Precisamente. Simplesmente aceitar imigrantes não melhora a economia de um país. A menos que eles sejam devidamente integrados aos sistemas de comércio e impostos do país, a economia não melhorará. E com a atual capacidade de governança do Reino, parece improvável que eles consigam integrar os refugiados à economia nacional sem problemas.
Pensar que simplesmente aceitar imigrantes melhoraria a economia de um país era a marca de um tolo. Somente quando os imigrantes ganhavam dinheiro, gastavam dinheiro e pagavam impostos é que contribuíam para a economia de um país. A menos que um país facilite intencionalmente essa integração, simplesmente aceitar imigrantes não faria ninguém feliz; eles simplesmente se tornariam escravos econômicos baratos. Mas mesmo os imigrantes são seres humanos com famílias. Eles não aceitariam tal situação indefinidamente, e se a situação não melhorasse por meios legais, eles recorreriam à violência e a tumultos que só piorariam ainda mais a ordem pública.
Quantas pessoas no governo central do Reino entendiam isso? Infelizmente, nem de longe o suficiente.
— O caos no leste de Knightley só vai piorar.
— Infeliz, mas verdadeiro...
Lamber assentiu, franzindo a testa para a observação de Lorde Aubrey. Embora o assunto dissesse respeito a outra nação — um inimigo em potencial para a Federação, aliás — o pensamento de pessoas sofrendo ainda o inquietava. Lorde Aubrey entendia isso sobre ele, e tudo o que fez foi sorrir ironicamente com um leve balançar de cabeça.
— Rupert pretende semear o caos no Reino. Depois disso... — Aubrey murmurou.
— Você quer dizer que isso é apenas o primeiro passo? — Lamber o incitou, curioso.
— Se considerarmos isso em termos simples, o Império está tentando invadir o Reino.
— O quê?
— No entanto, não entendo o significado do caos na parte oriental do Reino.
— M-Mas este é o Reino de que estamos falando, meu senhor! Embora os Cavaleiros Reais ainda estejam se recuperando de suas perdas, os nobres do norte e suas ordens ainda estão muito intactos.
— Sim, tradicionalmente, eles têm sido os mais poderosos em Knightley. — Lorde Aubrey assentiu. Como suas terras faziam fronteira com as do Império, esses aristocratas naturalmente gostariam de garantir que tivessem o poderio militar para defendê-las. E eles vinham fazendo exatamente isso por gerações.
— Além disso, o Império não é tão unificado quanto eles gostariam que todos pensassem.
— De fato. O Duque Moorgrund, que absorveu parte do ducado do Duque Wilhelmsthal, acumulou um grande poder. Ele poderia até ser considerado parte da facção que se opõe a Rupert. E depois há o Marquês Meusel, que pertence a outra facção. Considerando o número e a força dos nobres imperiais que apoiam esses dois homens... isso é algo que nem mesmo o imperador pode ignorar. Ele também acharia difícil lutar contra ambos ao mesmo tempo. Agora imagine-os atacando pelos flancos enquanto ele lança uma expedição contra o Reino.
— Você está absolutamente certo, meu senhor. — Lamber assentiu em vigoroso acordo.
— Bem, tudo o que podemos fazer agora é nos preparar para responder a qualquer coisa que aconteça, já que não podemos prever os movimentos do inimigo. — Lorde Aubrey zombou. — Que irritante!
— O Império tem a vantagem, meu senhor, então não há o que fazer — disse Lamber, tentando confortá-lo.
— Idealmente, o imperador, os nobres imperiais e o Reino se aniquilam mutuamente em uma batalha de três lados.
— Não entendo.
— Se isso acontecer, a Federação invadirá o território imperial.
— Com o devido respeito, meu senhor... mas acredito que é inútil discutir algo que absolutamente nunca acontecerá.
— Você realmente acha isso? — Lorde Aubrey soltou uma gargalhada, depois parou para considerar seu próximo movimento. — Devemos estacionar a unidade do Capitão Odoacro na fronteira ocidental? Talvez o Terceiro Batalhão Independente Federado também...
— O Terceiro? Você quer dizer o Imperador das Chamas e Lorde Faust?
— Sim. A área adjacente a Redpost, do lado de Inverey. Quão avançada está a restauração de Rednall?
— Bastante avançada, pelo que ouvi. Não devemos ter problemas para deslocar tropas para lá.
— Bom. Então mande uma mensagem para Odoacro e para o Terceiro. Diga a eles para irem para Rednall e estarem prontos para se mover a qualquer momento.
Tremores de mudança estavam agora se espalhando por toda a totalidade das Províncias Centrais.