The Water Magician

Volume 2 - Capítulo 10

The Water Magician

Três dias após a luta contra o príncipe demônio, todos os quatro residentes do Quarto 10 estavam no refeitório da guilda tomando o café da manhã.

— O dia finalmente chegou! Nosso primeiro trabalho como guarda-costas! — exclamou Nils, o espadachim.

— Nils, você precisa se acalmar. Caso contrário, não terá energia suficiente para o trabalho de verdade — advertiu Ryo. Nils mal tocava em seu café da manhã, o que era incomum para ele.

— Só estou feliz que você está nos acompanhando, Ryo — disse Eto, o sacerdote, enquanto comia sua refeição de uma maneira que indicava sua boa criação. — Agora ficaremos bem, não importa o que aconteça.

Amon, o aprendiz de espadachim e o único aventureiro de rank F entre eles, também não conseguia esconder sua empolgação. — Esta experiência também marcará minha primeira vez trabalhando junto com outro grupo.

— Desde que façamos nosso trabalho como Abel explicou ontem à noite, tenho certeza de que ficaremos bem. Apesar das aparências, ele é o líder de um grupo de rank B, o que significa que seus conselhos vêm de uma vasta experiência.

Os quatro o encontraram por acaso na noite anterior, enquanto jantavam no refeitório. Ele teve a gentileza de lhes explicar os fundamentos das comissões do tipo escolta.

— Se eles contrataram dez de vocês como escoltas, então provavelmente estão cuidando de cinco carroças. Pode chegar a sete, dependendo das circunstâncias, mas o básico ainda é o mesmo. A formação geral é ter três de vocês na frente com a carroça líder, três com a última e quatro espalhados pelo meio do comboio.

— Então, acho que isso significa que não podemos descansar nas carroças, hm... Que pena.

— Acertou em cheio. Além disso, você nunca se cansa, Ryo, então pode continuar andando. Sem mencionar que as carroças estão sempre carregadas de coisas, o que significa que nunca haverá um momento em que as escoltas poderão subir de qualquer maneira. De volta à formação. Ela pode mudar dependendo da composição do grupo, como o número de sacerdotes ou de classes de longo alcance, como mago e arqueiro. Vocês estão com Delong e seu pessoal desta vez, certo? Eles são basicamente veteranos em trabalhos do tipo escolta, então podem deixar a logística com ele.

Quanto aos seus próprios suprimentos, os quatro não tinham problemas nesse quesito, já que aprenderam o que levar no seminário para iniciantes.

— Nossa, essa aula para novatos não é brincadeira...

Ninguém ouviu o murmúrio de Abel.

Depois de terminarem o café da manhã, os quatro se dirigiram ao ponto de encontro um pouco antes do horário combinado.

— Mais importante... Vocês três têm certeza de que querem nomear seu grupo de ‘Quarto 10’?

Ryo lhes fizera a mesma pergunta inúmeras vezes desde ontem. Com a promoção de Nils e Eto para o rank E, veio a capacidade de nomear seu próprio grupo, mas eles escolheram Quarto 10 como nome.

— Sim, com certeza. Nos representa perfeitamente, certo? — disse Nils, sua confiança deixando claro quem tivera a ideia em primeiro lugar. Embora fosse fácil descobrir que era ele, mesmo sem seus comentários.

Eto sorriu com tristeza enquanto observava a interação entre Nils e Ryo. Amon parecia vagamente desconfortável, mas também não contradisse Nils. Porque, apesar de suas reclamações, Nils era a espinha dorsal do Quarto 10.

A única regra rígida em vigor para nomes de grupos era que caluniar alguém era proibido. Por exemplo, ‘Abel, o Idiota’ definitivamente não seria permitido como nome de grupo. A guilda também forçava os grupos a mudarem seus nomes se tentassem enviar algo relacionado ao rei ou à família real. Era semelhante a como, na Terra atual, a palavra “Real” não podia ser usada sem permissão em lugares como a Inglaterra.

Assim, como os regulamentos eram relativamente frouxos, havia uma grande variedade de nomes de grupos, mesmo para aventureiros afiliados à cidade de Lune.

A Espada Carmesim.

A Brigada Branca.

O Dragão Vermelho e o Lobo Azul.

Lorde Kreis e Camaradas.

A Brigada Blindada.

Vamos Todos nos Tornar Ferreiros.

Cafeteira.

Zigue-zague.

Diabo.

E mais...

Falando desse último grupo, após o incidente da transferência forçada na masmorra, alguns dias atrás, a guilda pode ou não ter tido uma conversa com eles sobre o nome... Claro, eles só haviam escolhido o nome porque soava legal e forte. Nenhum deles era seguidor de diabos ou algo do tipo. Ninguém nem sabia se uma religião devotada a diabos realmente existia...

Nesta ocasião em particular, o Quarto 10 estava trabalhando em conjunto com a Cafeteira, liderada pelo aventureiro de rank D, Delong.

Eles ainda tinham mais de meia hora até o horário combinado para o encontro, mas seis carroças já estavam alinhadas perto do portão sul. Quando se aproximaram, um homem, um mercador pela aparência, se aproximou deles.

— Vocês devem ser os aventureiros que aceitaram esta missão de escolta, certo? Meu nome é Hugo e sou o responsável pelo grupo comercial que encomendou este trabalho. Prazer em conhecê-los.

Amon suspirou discretamente, aliviado. Ele estava um pouco preocupado que o mercador fosse do tipo dominador. Ao lado dele, Ryo foi o único que percebeu.

— Sou Nils, do Quarto 10. Estes são Eto, Amon e Ryo.

Após as apresentações terminarem sem problemas, uma voz veio de trás deles:

— Oh, vocês todos chegaram cedo.

Quando se viraram, viram seis aventureiros caminhando em sua direção.

— E estes são os membros da Cafeteira, que também nos acompanharão.

Hugo conhecia bem o outro grupo devido às numerosas ocasiões passadas em que aceitaram trabalhos de escolta com ele.

— Olá, Delong. Estou ansioso para trabalharmos juntos novamente.

— Faz tempo, Hugo, e digo o mesmo. Então vocês quatro devem ser o Quarto 10, certo? Abel mencionou vocês. Vamos fazer um ótimo trabalho juntos, certo?

Parecia que Abel havia preparado o terreno para eles depois de deixá-los na noite anterior. Apesar das aparências, ele era muito bom em manobrar nos bastidores e, em geral, ser atencioso.

Os quatro residentes do Quarto 10 responderam educadamente, por sua vez.

— Estamos ansiosos por isso também.

Boas saudações são essenciais. As saudações são a ferramenta de comunicação definitiva e versátil, porque você pode construir um bom relacionamento com os outros apenas dizendo olá!

O destino da caravana de mercadores nesta ocasião era a maior cidade portuária do Reino de Knightley, Whitnash. Localizada a sudoeste de Lune, uma viagem de diligência só de ida levava dois dias. Este trabalho de escolta em particular era uma viagem de ida e volta, então dois dias para chegar lá, nove dias em Whitnash e dois dias de volta, totalizando treze dias. A estadia de nove dias era consideravelmente mais longa do que a de uma caravana de mercadores comum, o que significava que o tempo que passavam trabalhando era muito maior, e era por isso que cada um deles receberia cinco moedas de ouro como compensação.

Mas eles estavam isentos de quaisquer deveres de guarda-costas enquanto estivessem em Whitnash. Como podiam passar o tempo livremente, o trabalho em geral não era excessivamente cansativo. Termos muito agradáveis para uma comissão voltada para aventureiros de rank D e E.

Embora os três membros do grupo Quarto 10 tivessem tido a sorte de conseguir este trabalho, eles ainda tinham o problema de preencher a décima vaga. Ryo se juntou porque estava com um desejo enorme de comer peixe. Já fazia algum tempo desde a última vez que ele desfrutou de frutos do mar.

Tinha sido extremamente difícil obter peixe durante seu tempo vivendo na Floresta de Rondo. À beira da morte em sua batalha contra a bola de iscas... Nocauteado pelo ataque do camarão-pistola gigante... Quase morto pelo monstro semelhante a um kraken... Essas eram suas memórias do mar.

Espere um segundo. A última vez que comi peixe... poderia ter sido quando eu ainda estava vivo na Terra...?

Sua feição empalideceu ao perceber esse fato aterrorizante. Enquanto ele lutava com a realidade, Delong, da Cafeteira, o chamou.

— Ryo, você está com Gunn e John do meu grupo. Estou designando vocês três para a carroça de trás.

Antes que ele percebesse, suas posições na caravana haviam sido decididas.

— Tudo bem, pessoal, estamos partindo.

A procissão partiu, com a carroça da frente indo primeiro. Embora “partiu” fosse um exagero, já que os aventureiros estavam andando e as carroças carregadas de mercadorias se moviam a um ritmo incrivelmente lento.

Gunn, da Cafeteira, não perdeu tempo em puxar conversa com Ryo enquanto caminhavam ao lado da caravana, na parte de trás. — Ei, Ryo — ele chamou. — Você é um mago, certo? Qual é o seu elemento?

— É água.

— Água, hã? Um atributo bem raro. Nem sei se algum mago da água na guilda... John, você conhece algum entre os aventureiros de Lune?

— Não... Tenho quase certeza de que não há nenhum. Conheço de fogo, ar, terra... E curandeiros são de luz, de qualquer maneira... Não consigo pensar em nenhum mago de água ou das trevas.

— Então não é de admirar que eu seja o único mago da água que as pessoas encontram ultimamente...

Gunn caiu na gargalhada com o comentário desolado de Ryo. — Mas ontem Abel me disse que você é incrível, Ryo, então tenho grandes esperanças em você.

— É, eu quase não acreditei nas coisas que ele disse também.

Graças a Abel, parecia que ele não acabaria sendo objeto de ridículo.

Abel é uma pessoa maravilhosa. Vou pagar uma refeição para ele da próxima vez... Ah... Falando em comida, espero que ele não tenha esquecido a promessa de me pagar o jantar por uma semana...

Ryo se lembrou da promessa que fizeram na masmorra... Embora ele fosse quem realmente havia esquecido todo esse tempo.

— Oh, eu estava curioso sobre uma coisa. Nós podemos fazer o que quisermos durante os nove dias no nosso destino, certo? É um tempo muito longo, não é?

— Ninguém te contou? O momento desta caravana de mercadores coincide deliberadamente com o festival de abertura do porto de Whitnash, realizado uma vez a cada cinco anos. Se bem me lembro, o festival dura uma semana e estaremos lá por todo esse período.

— Um festival?! Parece divertido!

— Sim, com certeza é. Eles capricham bastante, já que só acontece uma vez a cada cinco anos. Há todo tipo de coisas para fazer e ver, então muitas pessoas de outros países visitam também. Não temos que trabalhar enquanto estivermos lá, além de a empresa comercial ter garantido nossa hospedagem, tornando este trabalho incrivelmente tranquilo. Nenhuma queixa da nossa parte, com certeza.

Gunn e John estavam certamente de muito bom humor.

— Sem mencionar o quão bem conservada é a estrada entre Lune e Whitnash. É regularmente patrulhada também, por isso bandidos quase nunca aparecem. Agora você entende por que esse tipo de trabalho é perfeito para ranks D e E?

— Então, como no mundo nós tivemos a sorte de sermos colocados em um trabalho tão fácil...?

— Sim, sobre isso... O problema eram os treze dias. Quase meio mês... A maioria dos aventureiros de Lune aluga quartos lá, certo? Então, gastar dinheiro em um lugar que não usarão por quase duas semanas é... bem, é um desperdício. É por isso que trabalhos com longa duração ainda não são populares. Mas é aí que você e o Quarto 10 entram. Já que todos vocês moram no dormitório da guilda...

— Mesmo se deixarmos Lune para trás por um longo tempo, não precisamos nos preocupar em perder dinheiro com hospedagem, certo?

— Na mosca.

Os seis membros da Cafeteira possuíam coletivamente uma casa, então não precisavam se preocupar com comissões de longa duração.

A Cafeteira realmente pensou em tudo, hã... Não é à toa que são profissionais em trabalhos como este. Ah, certo.

— Hum — disse Ryo. — Você se importa se eu perguntar como vocês chegaram ao nome do seu grupo?

Tudo o que Ryo conseguia imaginar era a máquina da Terra moderna que preparava café automaticamente. Além disso, o nome do líder do grupo era “Delong”, que era terrivelmente semelhante a uma famosa cafeteira que a empresa de Ryo tinha... Todos os funcionários adoravam a máquina porque sempre fazia um café delicioso, então é claro que ele também a conhecia.

— Ah, isso é coisa do nosso líder.

— Sim. O avô dele era um aventureiro famoso e tenho quase certeza de que o nome do grupo dele na época era Cafeteira...

— Qual era o nome do avô dele...?

— Delonga, eu acho.

Ryo assentiu profundamente em compreensão.

A propósito, ele ainda não havia bebido uma xícara de café em Phi desde sua reencarnação...

No dia seguinte, eles encontraram um grupo de pessoas que pareciam estar consertando algo na beira da estrada. Na frente da caravana, Delong havia explicado a Nils e aos outros vários pontos sobre trabalhos do tipo escolta, então eles se prepararam para o caso de os estranhos serem bandidos ou algo do tipo...

— Ah, aqueles são os Ferreiros. Eles consertam carruagens quebradas e coisas do tipo.

— Ferreiros? — murmurou Nils, com a cabeça inclinada em confusão. O que ferreiros estariam fazendo aqui?

— Sim. O grupo de rank D em Lune. Qual era o nome oficial deles mesmo? Vamos Todos nos Tornar Ferreiros.

— Ah, eu já ouvi falar deles. — Nils também sabia, pois era um nome muito estranho. Se ele tivesse dito essa parte em voz alta ao alcance de Ryo, o mago da água provavelmente teria respondido com algo como: — Acho que você não deveria atirar pedras, considerando que nomeou seu grupo de Quarto 10.

— Ei, pessoal! Só de passagem! — Delong gritou para os ferreiros na beira da estrada, avisando-os enquanto passavam.

— Hm? Oh, ei, Cafeteira — um deles respondeu sem parar seu trabalho. Ele e os outros quatro — todos os cinco eram pessoas grandes e musculosas — estavam consertando uma roda danificada em uma das três carroças. Os mercadores preocupados, donos dos veículos, observavam de perto. — Vocês também estão indo para Whitnash? Ouvi dizer que vão lançar uns navios fantásticos, então não deixem de conferir.

— Agora vocês sabem que aqueles cinco são os Ferreiros — disse Delong. — Além do sacerdote, o resto deles são atacantes da linha de frente, mas todos são muito habilidosos em ferraria.

— Então eles são ferreiros e aventureiros? — perguntou Nils.

— Sim, eles são. Ele mencionou algo sobre navios sendo lançados, certo? Eles provavelmente estavam viajando para vê-los quando encontraram a caravana comercial em apuros. Acho que pararam para ajudar os mercadores. Enfim, esses caras gostam de fazer esse tipo de coisa. — Delong riu. — Provavelmente é culpa do Abel que haja tantos aventureiros de bom coração como eles em Lune.

Dois dias depois, o grupo chegou à cidade portuária de Whitnash sem incidentes. Assim, o Quarto 10 completou a primeira metade de seu primeiro trabalho de escolta.

— Pessoal, esta é a estalagem onde ficaremos — explicou Hugo. — Reservamos dois quartos que acomodam três pessoas cada e um quarto que acomoda quatro. Por favor, façam o check-in na recepção. Partiremos para Lune às nove da manhã, dois dias após o término do festival de abertura do porto, ou seja, daqui a dez dias. Vocês estão livres para passar o tempo como quiserem até lá.

Quando terminou, Hugo — que era o responsável pela firma comercial — foi negociar com seus colegas mercadores.

— Nils, você e seus rapazes ficam bem com o quarto para quatro pessoas, certo? Nós ficaremos com os outros dois quartos — disse Delong.

— Sim, claro.

— Excelente. Vejo vocês em dez dias, então.

E com isso, a Cafeteira se dirigiu à recepção.

— Ahhh — suspirou Eto assim que entraram no quarto. — Estou feliz por termos chegado aqui sem problemas.

Eles estiveram um tanto nervosos nos últimos dois dias por ser o primeiro trabalho de escolta do Quarto 10. Ryo não era exceção, pois sentia o cansaço se instalar.

— Que tal darmos uma volta pela cidade enquanto comemos? — sugeriu Nils.

Todos concordaram e saíram do quarto para saciar a fome.

Como o festival de abertura do porto começaria depois de amanhã, a cidade inteira estava fervilhando de energia. Não era apenas a avenida principal, mas várias ruas secundárias e becos repletos de barracas. Os quatro comeram uma variedade de coisas enquanto passeavam.

— Isso é... peixe com batatas fritas, não é? — Ryo tremeu, dominado pela emoção. — Tão gostoso...

— Não acredito... — disse Eto ao lado dele. — Estou mesmo comendo uma pata de peixe-diabo... — Ele estalou os lábios com prazer enquanto comia um prato grelhado que se assemelhava a patas de polvo.

— O camarão moído neste croquete o torna ainda mais delicioso — disse Amon, desfrutando completamente de sua própria refeição.

Ao seu lado, Nils saboreava o sabor da lula grelhada que segurava com as duas mãos. — Acho que poderia ficar viciado neste mini kraken inteiro assado. O molho doce realmente o leva a outro nível.

No final, os quatro residentes do Quarto 10 não entraram em um único restaurante naquela noite. Em vez disso, encheram-se com todos os tipos de comidas vendidas em várias barracas de rua.

No dia seguinte, a cidade inteira estava em meio aos preparativos finais para o festival que começaria amanhã. Multidões de visitantes de dentro do país e do exterior entravam na cidade uma após a outra. Um grupo em particular se destacou entre eles. Eram do Império Debuhi, e uma carruagem especialmente luxuosa em sua comitiva atraiu muita atenção... Ostentava o brasão da família imperial na porta.

— Rand, há algum problema?

— Minhas desculpas, Vossa Alteza. Parece que há algum tipo de atraso com a comitiva da Monarquia de Kufaris à nossa frente. Devo investigar?

— Não, não é problema nosso, então não me importo. Não me cabe intervir nos assuntos de outra nação. Vamos esperar. Não estou com pressa.

Com isso, o terceiro príncipe imperial, Conrad Stein Bornemisza, afundou-se mais nas almofadas do sofá da carruagem. — Então este é o cheiro do mar — ele murmurou baixinho, detectando o cheiro salgado que entrava pelas janelas. — Parece nostálgico por alguma razão.

Que divertido achar este cheiro nostálgico quando não há oceanos em nosso império. O desejo mais caro de Sua Majestade é conquistar o mar para si. Acredito que tem sido o mesmo para seus predecessores também... Mas assim que o fizermos, tenho certeza de que isso trará sua própria leva de problemas.

A carruagem começou a se mover novamente neste ponto.

— Vossa Alteza, iremos diretamente para a residência do prefeito, onde ficaremos hospedados.

— Muito obrigado, Rand. Deve facilitar as coisas, já que temos uma reunião, hm?

— ‘É como dizeis, meu senhor. Após a conclusão de vossas conversas, sua senhoria oferecerá um banquete esta noite também.

Como representante do Império, a agenda de Conrad estava lotada de eventos.

Um toque de tristeza tocou o sorriso em seu rosto. — Bem, suponho que é o que é.

Naquela noite, a cidade realizou um festival de véspera enquanto o lorde de Whitnash oferecia um banquete em sua residência.

— Perdoe-me, Fiona — disse Conrad. — Sei que você não está acostumada a ambientes como este e, mesmo assim, eu a arrastei para cá... Você deve estar exausta, certo?

— Conrad, por favor, não se preocupe comigo.

O terceiro príncipe imperial falou com a décima primeira princesa imperial enquanto eles aceitavam os cumprimentos da procissão de participantes.

— Lorde Roxley se recolherá para a noite depois disso, então aproveitaremos a oportunidade para nos retirarmos para nossos respectivos aposentos. Ainda temos muito a fazer a partir de amanhã e durante nossa estadia, então certifique-se de descansar bem esta noite, irmã.

Com essa observação de despedida, Conrad mudou de local, acompanhado por visitantes de outros países com a intenção de cumprimentá-los. Isso tornaria mais fácil para Fiona escapar quando chegasse a hora. Sempre um príncipe jeitoso, Conrad era.

Pouco depois, Lorde Roxley se despediu, acompanhado por todos os presentes. Após sua partida, Fiona e vários outros convidados fizeram o mesmo.

— Bem-vinda de volta, Vossa Alteza.

Fiona se jogou na cama no momento em que voltou para o quarto que lhe fora fornecido.

— Vossa Alteza — Marie, sua ajudante, apressou-se em adverti-la. — Essa é uma conduta imprópria para uma dama. Já conversamos sobre isso antes.

Ela havia sido designada para o papel de criada para esta viagem. Ajudante do comandante, criada da princesa. Ela era uma pessoa habilidosa, capaz de executar ambas as tarefas com perfeição.

— Mas Marie... estou exausta.

— Sim — disse ela — isso está extremamente claro pela fadiga que emana de cada poro do seu corpo. — Ela levantou Fiona e começou a despi-la.

— Estou tão feliz que Conrad me disse que posso me recolher por esta noite... Mais uma vez percebo que realmente não sou adequada para eventos como aqueles. Meu escritório e o centro de treinamento são mil vezes melhores.

Suspirando, Fiona vestiu sua roupa de dormir. Normalmente, as criadas ajudavam suas senhoras em todas as trocas de roupa, incluindo as de dormir, mas esta princesa imperial em particular passava tanto tempo como comandante do exército que preferia cuidar de si mesma. Na verdade, uma criada ajudando-a era apenas um estorvo...

— Porque o Príncipe Conrad sempre teve um fraco por você, minha senhora.

— Embora eu concorde que ele é um homem gentil, acho que há algo mais em jogo nesta ocasião. Tenho quase certeza de que minha presença agora é um incômodo para o trabalho dele.

— Duvido muito que ele a considere um incômodo! — gritou Marie.

— Ack, desculpe. Eu deveria ter me expressado melhor. Meu irmão e eu estamos representando a família imperial nesta visita oficial de estado. Isso significa que a responsabilidade recai sobre nós dois. Então, se eu disser algo desaconselhável e inadvertidamente comprometer o Império com algo... Bem, você sabe que isso só nos causará problemas. É por isso que acho que ele me disse para me recolher mais cedo.

— Entendo agora. Pensar que Sua Alteza mostraria tal previdência...

— Verdadeiramente, não poderia concordar mais. Mesmo que tenhamos apenas três anos de diferença... — Fiona balançou a cabeça um pouco então. — Ele realmente é incrível.

— E você também, minha senhora! — disse Marie, fazendo o seu melhor para animar a oficial superior que ela tanto respeitava e admirava. — Você tem um talento com a espada e a magia inigualável por outros!

— Sim, suponho que uma mulher cujos pontos fortes são a espada e a magia seja interessante por si só — disse Fiona com uma risada.

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