Meu Talento Se Chama Gerador

Capítulo 666

Meu Talento Se Chama Gerador

"Não é nosso trabalho fornecer provas depois disso," disse Dravon. "Não perdemos tempo discutindo com traidores. Quem deve provar que não é culpado é VOCÊ."

Primus deu uma risadinha suave.

"Comportamento de demônio," murmurou, então olhou nos olhos de Dravon sem qualquer vestígio de medo. "Tudo bem, então, que tipo de prova vocês querem de nós?"

Dravon inclinou a cabeça. Em vez de responder, perguntou: "O que vocês têm?"

Primus não hesitou.

"Permita-nos interrogá-lo em sua presença. Posso provar que ele está mentindo." Seu olhar deslizou em direção a Gyros como uma lâmina.

Gyros ficou tenso.

"O quê? Eu sou o enviado de Dragos! Vocês não têm autoridade para me questionar, muito menos me interrogar!"

Primus ignorou completamente e manteve o foco em Dravon. Dravon balançou a cabeça lentamente.

"Isso será difícil de permitir." Então, seus olhos se estreitaram, desviando de Primus para as figuras encapuzadas que estavam abaixo. Minhas convocadas. "Mas... estou curioso sobre elas. Não cheiram como demônios. Nem de perto."

"São minhas amigas," disse Primus sem hesitação. "Pedi a ajuda delas para resolver esta questão."

"Ah?" O interesse de Dravon se intensificou. "Então por que não as chama para se mostrarem?"

Primus sorriu levemente.

"Isso seria difícil de permitir." Ele fez uma pausa, então deu um pequeno passo de lado, seu olhar ainda fixo em Dravon. "Mas... você pode perguntar a elas mesmo."

Dravon sorriu de canto.

"Muito interessante," disse. "Muito divertido." Ele deu uma risada suave. "Então, farei exatamente isso."

Ele desapareceu.

Num instante, ele pairava próximo de Primus, e no seguinte apareceu bem na frente de Aurora, movendo-se tão rápido que o ar estalou atrás dele.

Ao meu lado, o Cavaleiro murmurou, divertido: 'Ah, isso vai ser interessante.'

Dravon parou na frente de Aurora. Não perdeu tempo. Sua mão disparou, dedos apontados para o capuz dela, pronto para puxá-lo e revelar seu rosto.

Antes que os dedos de Dravon tocassem a borda do capuz de Aurora, um estrondo ensurdecedor explodiu por todo o vale.

O som rasgou o campo de batalha como se o céu tivesse se aberto ao meio.

Na mesma hora, o corpo de Dravon desapareceu.

Ele reapareceu a cem metros de distância, sendo lançado para trás como um meteoro, atravessando camadas de rocha e crateras antigas de batalhas antes de se esconder profundamente no chão. Poeira e fragmentos de pedra se ergueram em uma coluna violenta.

Todo demônio no campo congelou.

De baixo do capuz de Aurora, uma voz doce, quase brincalhona, surgiu.

"Tão sem modos," ela disse, com tom suave, mas cheio de diversão. "Você não toca uma dama sem a permissão dela." Ela fez uma pausa leve, como se estivesse realmente desapontada. "Acho que vou ter que ensinar essa lição pessoalmente."

Outro estrondo retumbou, mais agudo, mais rápido, como se o mundo estivesse respirando relâmpagos simultaneamente.

Um raio grosso de cor azul caiu do céu, atingindo diretamente a cratera onde Dravon jazia.

A terra explodiu. Pedras vaporizaram. Uma onda de choque varreu todo o vale, sacudindo os exércitos de todos os lados.

Ela se levantou no ar, flutuando com graça natural, seu manto ondulando ao redor como o véu de uma tempestade. Colocou as mãos atrás das costas, postura calma, quase delicada.

"Posso mostrar meu rosto," ela disse suavemente, inclinando a cabeça enquanto olhava em direção à cratera fumegante. "Mas vocês parecem fracos demais."

A voz dela se intensificou.

"Sou demasiado bonita para corações fracos suportarem."

Dravon saiu explodindo da cratera, com relâmpagos ainda trovejando na pele queimada. Sua grande espada ganhou vida com um fogo semelhante a magma ao longo da lâmina. Seu rosto se contorceu de choque a puro fúria.

"Você ousa—!!"

Aurora levantou um dedo.

Uma pequena faísca piscou na ponta dele.

Dravon desapareceu de lado para desviar, mas a faísca se curvou no ar e tocou sua face.

Um toque inocente.

Seguido por um estrondo ensurdecedor que o lançou para trás novamente.

Ele girou no ar, mal conseguindo se estabilizar, com suas botas cavando trincheiras no chão ao aterrissar.

"Você—pequeno—!!" gritou Dravon.

Aurora deu uma risadinha. Na verdade, deu uma risada.

"Não esperava muita inteligência," ela disse gentilmente, "mas mesmo você deveria entender que estou segurando." Ela fez uma pausa, então deu um leve passo de lado, com o olhar ainda fixo em Dravon. "Mas... pode perguntar a eles mesmo."

Os lábios de Dravon se curvaram.

"Muito interessante," ele disse. "Muito divertido." Ele deu uma risadinha suave. "Então, farei exatamente isso."

Ele desapareceu.

Num piscar de olhos, ele pairava próximo de Aurora, e no instante seguinte aparece bem na sua frente, movendo-se tão rápido que o ar estalou atrás dele.

Ela parou um instante, apoiando o queixo com uma expressão descontraída.

"Seu arma é muito brilhante," ela disse. "Está compensando alguma coisa?"

Dravon perdeu a pouca sanidade que ainda tinha.

Seu domínio explodiu — lava, calor esmagador e pedra derretida se torcendo ao seu redor como um deus vulcânico. O céu acima dele queimava de laranja.

"Domínio: Soberania Infernal!"

Ele brandiu a espada.

A rajada se transformou numa tsunami de lava incandescente. Aurora levantou a palma da mão. Um único anel de relâmpagos azuis se formou na sua frente. A tsunami de lava incandescente atingiu o anel e congelou.

A lava ficou pendurada no ar, como uma pintura.

Os olhos de Dravon se estreitaram.

Aurora inclinou a cabeça.

"Que bonitinho," ela disse suavemente. "Deixa eu retribuir."

A lava congelada se condensou e caiu em um ponto de luz azul, do tamanho de uma bola de gude.

Ela piscou uma vez.

Depois explodiu numa cascata de lanças de relâmpagos que caíram sobre Dravon como uma punição divina.

BOOM-BOOM-BOOM-BOOM!!

Cada impacto o lançava para trás, destruindo sua camada de domínio, camada por camada. Sua armadura começou a derreter.

Ele tentou revidar, levantando sua espada—

Aurora surgiu na frente dele, com o rosto a poucos centímetros do dele, completamente calma.

"Você devia segurar a sua mão," ela sussurrou.

Depois, cutucou sua testa com um dedo.

Raio de relâmpago explodiu.

Um raio gigante atingiu Dravon em cheio, lançando-o para baixo com força, até que o chão do vale cedeu, formando uma cratera do tamanho de um pequeno lago.

Silêncio.

Então Aurora voltou a flutuar em direção aos demais, ajeitando as mãos levemente.

"Isso foi revigorante," ela disse animada. "Quem vem agora?"

Um campo de batalha inteiro, com demônios e a força recém-chegada de Dragos, olhou para ela com espanto e horror.

Porque Aurora... Aurora acabou de brincar com um comandante transcendental como se fosse uma criança que fazia travessuras.

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