
Capítulo 667
Meu Talento Se Chama Gerador
Os dois demônios transcendentais restantes se moveu no momento em que Dravon caiu, suas formas se desfocando enquanto apareciam de cada lado de Aurora. Eles não atacaram, apenas pairaram ali, com os músculos tensos e expressões frias e cautelosas.
Aurora nem sequer lhes deu atenção. Simplesmente flutuou onde estava, com as mãos atrás das costas, cantarolando suavemente, como se estivesse rodeada por vizinhos amigáveis e não por dois demônios hostis.
Alguns segundos largos e tensos se passaram.
Então, a cratera abaixo começou a brilhar em tom vermelho.
EXPLOSÃO.
Dravon surgiu da fenda em um jato de fogo, aterrissando no chão estilhaçado com um forte Baque. Todo o corpo dele exalava vapor, a pele queimada despedaçando-se em lascas, apenas para uma nova carne se formar por baixo enquanto as chamas ao redor se intensificavam.
Ele rolou os ombros uma vez. Os ossos estalaram.
Então, sorriu.
Sorriso amplo e cheio de excitação.
"Entendo…" disse lentamente, a voz ainda áspera pelos queimaduras de relâmpagos. "Então vocês são elementais. Um demônio amigo de um elemental, agora essa é uma combinação rara. Você é poderoso. Vou reconhecer isso."
Aurora acenou com a mão de forma displicente.
"Não precisa ficar chateado, querido. A vida é cheia de altos e baixos." Ela se inclinou mais perto, com um tom doce. "Fico feliz por você ter conseguido controlar seu temperamento."
Um dos outros transcendentais realmente respirou fundo.
Desta vez, Dravon não se irritou. Ele riu suavemente, como se estivesse conversando com um velho conhecido e não com alguém que acabara de o esmagar.
"Por que um elemental como você está aqui? Em um mundo pequeno como o Armus?" ele questionou.
Aurora apontou casualmente para Primus, que ainda flutuava nas proximidades observando.
"Ele precisava de ajuda. E meu chefe me instruiu a ajudar," respondeu de maneira leve.
Os olhos de Dravon se estreitaram de curiosidade.
"Seu chefe, hein? Então talvez você possa me dizer sua verdadeira identidade."
Aurora coçou o queixo pensativa.
"Bem… isso é complicado." Um sorriso radiante apareceu sob seu capuz. "Mas, se você insistir, minha posição seria a de vice-líder do nosso grupo."
Do lado da batalha, uma maldição mental explodiu na minha cabeça.
'Essa gorda?’ Voz de Lyrate.
Ragnar completou imediatamente, ofendido: 'Espera aí. Quem a fez vice-líder? Quando foi decidido isso? E por que eu não fui convidado?'
Knight pigarreou baixinho ao meu lado. Até os ombros de Aurora tremeram, tentando não rir.
Dravon levantou uma sobrancelha. "Vice-líder de… o quê, exatamente?"
Aurora apontou dramaticamente para cima.
"Você deveria perguntar isso ao meu chefe."
Pausa.
Dravon examinou o céu, depois o chão, e voltou com uma expressão vazia.
"E onde está esse seu chefe?"
Aurora respondeu de forma completamente séria:
"Ele está aqui. Mas é muito forte, por isso você não consegue vê-lo."
A expressão de Dravon ficou séria.
"…Você está brincando comigo?"
"Não! Juro!" disse Aurora, levantando uma mão como se prestasse um juramento. "Ele realmente está aqui. Só que está escondido. E recusa-se a nos dizer o nome da nossa organização. Ele é péssimo com nomes. O próprio nome dele é tipo… álcool, você só começa a gostar depois de desenvolver uma certa afinidade."
Fechei os olhos por um segundo. Knight riu silenciosamente ao meu lado.
Dravon esfregou a testa, cansado.
"Então, deixa eu resumir," disse devagar. "Vocês pertencem a uma organização sem nome., seu líder tem um nome terrível. Ele está supostamente escondido aqui, mas recusa-se a aparecer. Você é um elemental com uma posição e história desconhecidas. E, apesar de tudo isso, eu deveria acreditar que vocês não estão trabalhando com os Eternos."
Aurora concordou alegremente.
"Exatamente!"
Dravon fechou os olhos por um momento, parecendo rezar por paciência.
Depois, olhou novamente para Primus.
"Você ainda precisa provar sua inocência," disse. "Porque, neste momento? Nada do que vocês mostraram me convence do contrário."
Aurora inclinou a cabeça. 'Chefe,' sua voz soou na minha mente, divertida, 'acho que ele quer que você apareça.'
Ragnar resmungou: 'Diga a ela que ela não é vice-líder.'
Lyrate cuspiu: 'Ela absolutamente NÃO É.'
'Não quero me mostrar,' respondi de forma preguiçosa. 'É só bater nele até ele admitir que Primus é inocente. E Lyrate, você não disse que ia nos mostrar os efeitos da sua tortura no enviado? Vá em frente. Estamos todos ansiosos para ver.'
Aurora soltou um suspiro dramático na ligação mental.
'Por que você está sendo tímido agora, de todas as horas? Eu só te dei um palco perfeito para sua entrada.'
Ignorei completamente.
Aurora riu baixinho debaixo do capuz, divertindo-se com meu silêncio. Então, estendeu os dedos, e raios atravessaram o ar.
E ela desapareceu.
Um instante depois, três estampidos de trovão rasgaram o vale.
BOOM—BOOM—BOOM!
Aurora apareceu na frente de Dravon, Korvath e Mazikeen simultaneamente. Três flashes azuis cortaram o campo de batalha enquanto ela atingia os três ao mesmo tempo.
Dravon foi empurrado para trás, escorregando pelo chão de pedra rachada. Korvath rodou no ar, atingindo uma lasca de montanha virada de cabeça para baixo. Mazikeen mergulhou, abrindo uma trincheira com seu impacto.
O regimento de mil homens atrás deles se moveu imediatamente, armas erguidas, formando uma formação mais fechada, como um organismo único se preparando para contra-atacar.
Mas a voz de Dravon retumbou pelo vale:
"PARE."
Cada mestre armado congelou no lugar, sem ousar desobedecer.
Aurora pairou alguns metros para trás, com as mãos atrás das costas de novo, cantando como se nada tivesse acontecido.
Esse foi o sinal para Lyrate. Ela estalou os dedos preguiçosamente.
Um estalo agudo rasgou a terra atrás dos destroços do Del Rey. O chão se abriu, e uma trincheira estreita de escuridão apareceu debaixo do enviado.
De dentro dela… algo saiu.
Uma marionete de madeira, pequena, humanóide, feita inteiramente de raízes retorcidas e casca. Uma luz verde brilhava das órbitas oca. Folhas cresciam ao longo dos ombros. E, ao invés de mãos, duas vinhas compridas se alongavam dos braços superiores, movendo-se como cobras famintas.
A marionete se agachou.
Então—
TRINCO!
Ela lançou-se como uma bala e apareceu bem na frente de Gyros.
Antes que o enviado pudesse sequer gigar de susto, a vinha direita da marionete atacou, enrolando-se ao redor do pescoço dele com brutal precisão.
Os olhos de Gyros arregalaram. Ele tentou rasgar a vinha, mas a marionete moveu o braço e o derrubou no chão com força.
EXPLOSÃO!
uma cortina de poeira subiu enquanto o corpo do enviado vibrava dentro de uma cratera recém-formada.
A voz alegre de Lyratesoou na conexão mental:
'Viu? Eu te avisei que tinha uma surpresa para ele.'
Lyrate não havia terminado.
A marionete puxou Gyros para cima novamente, pendurando-o como troféu.
Knight clicou a língua, meio divertidido.
'Qual é o seu plano aqui?' perguntou.
Encolhi os ombros na zona escondida.
'Nada demais. Esses caras parecem não estar envolvidos no esquema da Lana, então… só quero que a gente se una na luta.'