Meu Talento Se Chama Gerador

Capítulo 182

Meu Talento Se Chama Gerador

Claro, aqui está a tradução adaptada para o português brasileiro, com foco na fluidez, naturalidade e fidelidade ao tom original:

Logo, Steve e o resto do grupo terminaram de retirar as algemas. Esperava que as pessoas se reunissem e entrassem na floresta juntas, talvez com algum plano ou formação.

Mas, ao invés disso, eles simplesmente partiram. Sem coordenação, sem esperar—corriam direto para a floresta como se fosse uma corrida.

As Nagas foram as primeiras a se mover. Ágeis e silenciosas, desapareceram entre as árvores. Os humanos logo as Following, alguns correndo como se suas vidas dependessem disso.

Ming deu uma risadinha ao meu lado e murmurou: "Olha eles... tão ansiosos para trabalhar para os mestres."

Virei para ele e perguntei: "Eles estão tentando encontrar Abominações de nível baixo e voltar o mais rápido possível?"

Xin levantou uma sobrancelha. "Como assim?"

Expliquei: "O cara lá dentro me disse que o nível não importa. Precisamos apenas trazer duas Abominações vivas. Isso é tudo."

Xin soltou uma risada seca. "Pois é. Mas a região onde as Abominações de nível baixo vagueiam? Isso é fora dos limites para nós. Só os filhos da família Holt caçam por lá. Território mais seguro, menos riscos."

Ele suspirou e acrescentou: "Tem uma regra não escrita entre os prisioneiros—tentar caçar Abominações que estejam no seu nível ou superiores. Assim, os mais fracos têm uma chance. Se ficarmos pegando só as fáceis, os de nível mais baixo não vão conseguir voltar. E quando alguém falha..."

Ele fez uma pausa, a mandíbula se fechando. "Eles alimentam as criaturas. Publicamente. Como uma lição."

Vi em seus olhos então—ele não estava falando só de boatos. Ele tinha visto isso. Talvez mais de uma vez.

Steve balançou a cabeça, claramente incomodado.

"Por que eles fizeram os prisioneiros fazerem isso? Eu entendo, é trabalho grátis, mas mesmo assim... O grande mestre não é forte o suficiente para fazer isso sozinho? Ele poderia limpar a floresta e capturar uma dúzia de Abominações facilmente."

Ming olhou na direção da floresta e disse: "As Nagas provavelmente conhecem o verdadeiro motivo de tudo isso. Ainda não temos informações suficientes. De qualquer forma, vamos nos apressar antes que perçamos a cota de hoje."

Steve aumentou o tom, confuso: "Espera—eles não vão nos dar armas ou algo assim?"

Ming apontou para um prédio próximo à barreira. "Você consegue pegar armas lá," ele disse, antes de se virar e seguir seu caminho.

Xin e Ming assentiram rapidamente e foram para lados diferentes, desaparecendo entre as árvores.

Olhei para Steve e soltei uma risadinha seca. "Quando fomos capturados, não imaginei que as coisas fossem acabar assim."

Steve concordou com uma expressão sem humor. "Pois é. Tem muita coisa que não sabemos. Tenho um pressentimento ruim sobre toda essa situação. Os Holts são muito relaxados com a gente."

Concordei. Também não me soava bem. Se eles fizeram toda essa gritaria para nos sequestrar—eu, Steve e o resto—devem ter um motivo para nos manter vivos. E não só a gente... os outros prisioneiros também.

"Tudo bem," disse Steve, esticando os braços. "Deixe-me pegar uma espada, e aí seguimos em frente."

Pensei por um momento em dar a ele a espada que escondia, a que consegui passar para dentro. Mas logo descartei a ideia. Melhor guardar esse segredo por mais um pouco, só por precaução.

"Claro," respondi.

Steve saiu correndo em direção ao prédio que Ming apontara. Alguns minutos depois voltou com uma espada básica na costas. Sem encantamentos, sem desenhos elaborados. Apenas uma lâmina limpa, que parecia afiada o suficiente para o trabalho.

Sem mais delongas, passamos pela barreira amarela que brilhava e adentramos a selva.

Assim que cruzamos, olhei para trás uma última vez.

A estátua gigante ainda se ergueu sobre tudo, olhando na direção da floresta como se estivesse nos vigiando—ou nos julgando. O corredor atrás dela permanecia frio e silencioso, cheio de segredos que eu não podia ignorar.

Havia algo neste lugar. Algo escondido.

E eu iria descobrir o que era.

Voltei a olhar para frente e falei com Steve.

"Vamos lá."

Meus olhos se dirigiram ao núcleo do gerador, que absorvia silenciosamente energia do ar ao redor. Pulsava num ritmo constante, como um coração silencioso.

Logo, aceleramos, correndo mais fundo na floresta.

Estendi minha percepção para além, alongando-a o máximo que consegui. Minhas sensações varriam uma área ampla, procurando por sinais de Abominações próximas.

Mas não era só uma busca por combate. Eu tinha outro plano na cabeça.

Primeiro, queria encontrar um lugar seguro, tranquilo, onde eu e Steve pudéssemos conversar sem olhos ou ouvidos por perto. Precisávamos traçar uma estratégia. Nossa verdadeira missão não era capturar monstros. Era localizar os Ferans e ajudá-los a escapar.

Até agora, nenhum deles tinha sido avistado.

Enquanto corriamos, comecei a notar uma coisa estranha—pessoas. Espalhadas pela floresta, indivíduos se movendo casualmente, sem colar no pescoço. Não estavam correndo, nem se escondendo. Estavam simplesmente caminhando pelo bosque, como se o lugar fosse deles.

Só podia significar uma coisa: ou eram Holts, ou estavam trabalhando para eles.

Olhei para Steve com um sorriso e disse: "Vamos fazer uma corrida. Te dou dez segundos de vantagem."

Sem pestanejar, ele respondeu: "Fechado, e já começou."

Antes que eu pudesse reagir, um relâmpago azul começou a brilhar ao redor do corpo dele e ele saiu disparado, desaparecendo entre as árvores como um trovão.

Sorri de lado e comecei a contar mentalmente. Um... dois... três...

Enquanto contava, deixei a Essência fluir pelo meu corpo, sentindo-a pulsar pelos canais que tinha nos ossos. Concentrei-a nos membros, em cada músculo e tendão.

Como Steve tinha usado relâmpago, decidi igualar o poder.

"Mudar," ordenei silenciosamente.

O fluxo de Essência dentro de mim torceu, mudou de direção, e então alterou seu estado. Um estalo agudo ecoou nos meus ouvidos enquanto o relâmpago azul cruzava meus braços e pernas. Minha pele formigava, carregada com uma energia crua. Cada nervo parecia vivo.

Nove... dez.

Minhas pernas se flexionaram, e impulsionei com força contra o chão.

O mundo ficou turvo.

Árvores passaram rapidamente por mim em rajadas de verde e marrom. O vento batia forte no meu rosto enquanto avançava, meus pés quase tocando o chão da floresta. Podia ver as faíscas azuis deixadas por Steve—clarões que pulavam de galhos quebrados e folhas queimadas.

Mas eu estava ganhando dele.

A cada segundo, eu diminuía a distância. Meu controle ficou mais preciso. Meu passo, mais firme.

Eu nem estava indo ao máximo. Para mim, parecia um trote leve— apenas alongando as pernas. Mas mesmo assim, era suficiente para fechar a distância rapidamente.

No horizonte, Steve olhou por cima do ombro. Seus olhos se arregalaram quando percebeu que eu estava chegando.

Ele sorriu. "Não pode ser..."

Dei um sorriso de canto. "Cresce, garoto."

Num arranque preciso, passei por ele, relâmpagos crepitando ao meu redor enquanto minha corrida avançava, cortando a floresta como uma tempestade descontrolada.

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