
Capítulo 125
Meu Talento Se Chama Gerador
Uma esfera de fogo flamejou, girando e estalando com o calor.
Segurando-a firme com pura vontade, consegui evitar que ela saísse do controle. Logo abaixo, os morcegos grasnaram, ainda sem perceber o que vinha por aí.
No auge do meu salto, a gravidade me puxou, mas a adrenalina que pulsava pelo meu corpo abafou tudo ao redor. Um sorriso largo se abriu no meu rosto, enquanto a sensação de excitação tomava conta de mim.
"Blitz Hakai!" dei um grito de guerra.
Minha coluna arqueou-se enquanto eu me contorcia para trás no ar, minha força inundando minha mão direita.
Ela desceu rapidamente, traçando um arco ágil com a vara. A bola de fogo, girando paralelamente à sua extremidade mais distante, acompanhou o movimento e voou na direção dos morcegos abaixo, como um cometa de chamas.
Eu me joguei com tudo que tinha. A vara rasgou o ar, atingindo o espaço logo acima dos morcegos, mas isso foi suficiente.
A primeiríssima coisa foi o ar se comprimir. Depois, a explosão veio com força total.
Boom.
A força da explosão rasgou o chão abaixo, abrindo uma fissura enorme.
Fogo se espalhou para fora, consumindo tudo pelo caminho. Poeira e destroços foram jogados para o alto, o calor era tão intenso que queimou o ar ao meu redor.
Eu aterrissei duramente, o impacto não me abalou em nada.
Já não havia mais morcegos, apenas corpos carbonizados e quebrados que caíram ao chão, sem vida.
O barulho nos meus ouvidos foi abafado por uma enxurrada de notificações.
[Habilidade Subiu de Nível!]
[Sfera Flamejante Nível 1 → Nível 2]
[Habilidade Subiu de Nível!]
[Blitz Hakai Nível 2 → Nível 3]
[Subida de Nível!
[Subida de Nível!
[Nível 33 → Nível 35]
A essência percorreu meu corpo, provocando uma sensação cortante e dilacerante nos músculos.
Algo dentro de mim mudou: músculos, tendões, fibras—se adaptando, enquanto minha Força finalmente ultrapassava a marca dos 150.
Satisfação começou a tomar conta, enquanto eu fazia um balanço do que acabara de acontecer.
A combinação de ambas as habilidades tinha produzido resultados muito além do que eu esperava. A força por trás do meu golpe tinha aumentado pelo menos 40%—talvez até 50%. Se isso fosse possível apenas sobrepondo duas técnicas, então certamente existiriam maneiras ainda maiores de potencializá-las.
A Sfera Flamejante tinha muito espaço para evoluir.
Fogo era só uma das possibilidades, e se eu formasse a esfera usando elementos diferentes?
Com minha Psina que era poderosa, tinha o luxo de testá-los todos, mesmo que falhasse.
E se nem assim fosse possível? Ainda tinha a essência pura — destruição total, sem filtro de elemento algum.
No final, o método pouco importava. O que realmente importava era o oponente.
Não valia a pena gastar essência com adversários frágeis, sendo que o fogo poderia reduzi-los a cinzas facilmente.
Expandindo minha percepção mais uma última vez, escaneei toda a área para garantir que não tinha deixado nada passar. Assim que fiquei satisfeito, ajustei minha pegada na vara e avancei.
Seus prédios quebrados e os destroços dispersos se estendiam à minha volta enquanto eu me aprofundava na zona.
Quanto mais eu avançava, mais caótica se tornava a essência ao meu redor. Elementos diferentes surgiam e colidiam em uma guerra de forças: chamas escaldantes, rajadas de vento, ondulações de água se entrelaçando no ar. A instabilidade era impossível de ignorar.
Mantinha meus sentidos aguçados, perceptivo a cada oscilar. Não ia permitir que me pegassem desprevenido de novo. A última coisa que precisava era de um campo de gravidade me empurrando de volta ao chão.
Logo, encontrei outra anomalia.
Minhas pernas desaceleraram até pararem, enquanto eu observava a cena diante de mim.
Poeira e destroços giravam violentamente, enchendo o ar e dificultando a visão além de alguns passos.
Toda a região era uma tempestade de caos, não de areia, mas de nuvens sufocantes de poeira e fragmentos de pedra, que se torciam e caíam do céu.
Entortei a vista, tentando entender o que via.
Vários ciclones agitavam-se, mudando de forma e direção sem controle.
Alguns giravam lentamente, de modo constante, enquanto outros se movimentavam de forma selvagem, despedaçando tudo que encontravam pelo caminho.
O cenário parecia um campo de batalha abandonado na metade da destruição, só que a destruição nunca parava.
Da esquerda à direita, até onde meus olhos alcançavam, o ar não permanecia quieto. Uns se transformavam em ciclones poderosos, outros eram densas nuvens de poeira levadas pelo vento—tudo se mexia incessantemente.
Então, veio o som.
Um estrondo profundo, trovejante, ressoava de dentro da tempestade, como o pulsar de um coração de campo de batalha. A cada poucos segundos, uma nova explosão se dava, fazendo a terra tremer e levantando mais destroços na tempestade.
Por baixo do barulho, algo mais se agitava.
Gritos.
Não de uma criatura só, mas de várias.
Dezenas de gritos agudos, sobrepostos, cujas origens estavam escondidas na tempestade.
"Potencialize!"
meu coração acelerou ao perceber que o núcleo do gerador começava a absorver toda a energia abundante do ambiente.
Segurei minha vara firmemente, respirei fundo para me acalmar e avancei.
Assim que entrei na tempestade, o vento me atingiu com força.
Mas não era uma rajada comum.
Ele puxava, empurrava, de forma errática e imprevisível, como se a própria tempestade tentasse me arremessar para fora.
Poeria cortou minha pele, invadiu minha boca e fez cada respiração ficar pesada e densa. Olhei com dificuldade através do caos giratório, mas a tempestade insistia em esconder tudo além de alguns passos.
Até que o volume mudou.
O estrondo anterior não era só um ruído distante, agora ele ficava mais alto, profundo, fazendo o chão tremer sob meus pés. E, entre cada explosão, um som diferente se infiltrava na tempestade.
Sussurros.
Verifiquei meu corpo em busca de ferimentos, mas minha alta resistência permitia suportar a força da tempestade.
No entanto, quanto mais eu avançava, pior ficava.
O vento uivava a cada passo.
Era preciso forçar-me a dar mais um passo de cada vez.
Lâminas invisíveis de ar cortavam o chão, fazendo feridas profundas na terra rachada.
Minha vara girava sem parar na minha mão enquanto eu destruía uma lâmina de vento após a outra. O som era tão intensificado que tornava difícil distinguir o soprar do vento, então eu mantinha meus sentidos aguçados o tempo todo para compreender a situação.
Com cuidado, evitei os dois ciclones gigantes à minha frente e direcionei minha rota na direção de uma brecha quase imperceptível através da poeira.
Prédios destruídos tremiam sob a pressão, alguns se despedaçando repentinamente como se atingidos por uma força invisível.
Ampliei minha percepção buscando respostas. A essência preenchia o ar em rajadas de um tom verde claro.
'Vento.'
Isso era óbvio.
Não era vento comum, era violento. Os ciclones não apenas se formavam, mas colidiam, destruíam um ao outro e se reformavam continuamente.
Porém, algo mais estava ali.
Alguma coisa provocava aquelas explosões aleatórias.
Depois, os sons apareceram.
Eles sussurravam de todos os lados, de lugares e alturas diferentes. Alguns pareciam estar bem perto, como se alguém estivesse atrás de mim, respirando na minha nuca. Outros vinham do alto, distantes e alongados.
"Mate."
"Corra..."
"Rahhhhhh!"
Cada voz era diferente. Algumas humanas. Outras… não. As palavras se misturavam, formando um caos de sons.
Parei, estreitei os olhos.
Algo mais estava acontecendo.
O ar carregava bolsões de pressão, rajadas de som comprimido escondidas na tempestade.
Vi um pedaço solto de detritos flutuar ali perto, sem perigo, por um segundo, antes de explodir em poeira, esmagado por uma onda de choque.
Senti na minha percepção que essas armadilhas estavam por toda parte, invisíveis por completo. Um passo em falso, e meu corpo podia ser o próximo.
Mas a pior parte?
A tempestade não estava vazia.
Bem acima, quatro formas deslocavam-se pelo caos, deslizando fluidamente pelos ventos mortais.
Entortei minha vista para os detalhes das figuras.
Abominações.
Os morcegos estavam aqui.
Enquanto eu lutava contra a tempestade, eles prosperavam nela. Suas asas gigantes cortavam o vento com facilidade, carregados pela própria força que tentava derrubar-me. Este era o território deles.
Afundei o olhar e concentrei-me.
[Nível 39] [Nível 35] [Nível 42] [Nível 46]
Mesmo os mais fracos conseguiam sobreviver nesse caos.
Sentei uma risadinha diante do pensamento.
Um deles abriu suas asas enormes e gritou—
Não era só barulho.
O som reverberou pelo ar como uma onda de choque, torcendo o próprio vento. Assisti enquanto ele avançava como um estrondo sônico, vindo bem na minha direção.
Por pouco não me esquivei a tempo.
Um rajada cortante de vento passou rente à minha cabeça, deixando um profundo sulco e marca no solo atrás de mim.
A luta tinha começado.