O Ponto de Vista do Vilão

Capítulo 839

O Ponto de Vista do Vilão

Ada morreu.

E com ela —

O último fragmento de luz dentro de Frey Starlight também se apagou.

O Rei Demônio esperava uma reação.

E ele conseguiu exatamente o que queria.

O corpo de Frey tremeu.

Então —

Ele explodiu.

Uma onda monstruosa de energia sombria irrompeu dele, engolindo-o por completo... e engolindo toda a Terra junto com ele.

Agaroth virou o rosto lentamente, encarando a torrente de escuridão que jorrava de Frey.

Ele entendeu.

Frey havia rompido seus limites.

E um sorriso largo se abriu em seu rosto.

Frey alcançara a fase final do SSS.

Ele chegara ao ápice.

Mas Agaroth cometeu um erro.

Porque aquele que rompeu os limites desta vez...

Não era Frey.

"CORTE!!!"

Um golpe repentino rasgou as profundezas do espaço, dilacerando as próprias veias do universo.

O braço direito de Agaroth foi decepado completamente.

Ele foi varrido por uma lâmina sombria massiva — formada por uma fusão de aura cinza e preta, perfeitamente entrelaçadas.

De dentro da tempestade de escuridão —

Frey emergiu.

Usando a máscara do Sem Nome, cuja superfície refletia um brilho violeta gélido.

Mas este não era Frey.

Era o Sem Nome.

Ele finalmente havia assumido o controle do corpo de Frey... após se libertar das restrições de Agaroth.

No momento em que decepou o braço do Rei Demônio, o Sem Nome bateu a mão contra o chão, com urgência e medo evidentes em seus movimentos.

"Manipulação de Vida e Morte do Sem Nome: O Ciclo Eterno!!"

De sua palma, um estranho círculo sombrio expandiu-se rapidamente.

Ele engoliu a Seita das Sombras... depois continuou a crescer... e crescer —

Até cobrir o planeta inteiro em segundos.

O círculo rúnico era vasto... avassalador.

Tão imenso que a pressão que liberava deixava atordoado qualquer um que a sentisse.

Entre eles... Maskith.

Que observava do alto, com os olhos arregalados de choque diante do nível de controle sobre a vida e a morte que o Sem Nome demonstrava.

"Ele está... tentando prender todos?"

Em outro lugar —

Agaroth regenerou seu braço decepado, rindo da tentativa do Sem Nome.

"O que você está fazendo é inútil. Eu não permitirei."

"Então tente me impedir!!"

Apertando sua espada com tudo o que tinha, o Sem Nome liberou uma explosão avassaladora de aura, lançando-a diretamente contra o Rei Demônio.

O golpe apagou a Seita das Sombras da existência — junto com tudo ao seu redor.

E lançou Agaroth para o espaço.

O Sem Nome seguiu imediatamente.

Perseguindo-o.

Correndo contra o tempo.

O grande guerreiro já não era mais ele mesmo.

Ele havia perdido toda a compostura... toda a calma.

Ele parecia frenético.

Ansioso.

Aterrorizado.

E, acima de tudo...

Furioso.

'Está tudo bem... tudo vai ficar bem.'

O pensamento ecoava em sua mente.

Uma mente que havia caído na escuridão completa.

Onde Frey... havia desaparecido.

'Eu posso salvá-los... eu posso salvar a todos!'

O Sem Nome avançou com tudo o que tinha, colidindo de frente com Agaroth... e a batalha começou.

A sétima fase do SSS.

Oito habilidades capazes de quebrar mundos.

Contra o Rei Demônio Agaroth — a existência que se encontra no ápice absoluto do mundo.

O punho de Agaroth inflamou-se com uma colossal chama sombria ao golpear.

O Sem Nome rebateu com sua lâmina.

Punho e espada colidiram, e o eco de suas auras explodindo ondulou pelo próprio espaço.

Agaroth liberou múltiplas habilidades capazes de destruir mundos, cercando o Sem Nome por todas as direções.

No entanto, o Sem Nome desviou de tudo... e contra-atacou.

Manipulando as ondas de aura, centenas de milhares de corpos celestes sombrios formaram-se ao seu redor.

Cada um carregava o poder fundido de duas habilidades capazes de quebrar mundos.

Eles choveram sobre Agaroth em uma tempestade implacável de ataques.

De todas as direções.

Até que a aura do Sem Nome se expandiu, cobrindo uma vasta região do espaço ao redor da Terra.

Seu controle sobre a aura alcançou um estado perfeito.

Tão refinado... que ele não perdia nem uma fração de poder, apesar do número avassalador de ataques que disparava.

Seu consumo era quase zero.

E então, ele adicionou mais.

E mais.

Moldando-os em incontáveis lâminas.

Segurando duas em suas mãos, enquanto dez pairavam atrás dele, o Sem Nome eliminou a distância entre eles.

E os dois se chocaram — cara a cara.

Agaroth respondeu à manipulação de ondas do Sem Nome formando incontáveis buracos negros.

Eles engoliram cada construto celestial... anulando todos os ataques recebidos.

O Rei Demônio era um lutador completo.

Ele podia lutar de qualquer posição, em qualquer estilo, empunhar qualquer arma com maestria absoluta.

No entanto, escolheu o método mais simples.

Apenas seus punhos.

Cada mão carregava um número avassalador de habilidades de nível mundial.

Sangue, morte e escuridão em uma.

Sombras, uma força semelhante a um raio e algo próximo ao magnetismo na outra.

Seu corpo brilhava como um núcleo nuclear prestes a detonar.

Sua força física atingiu um nível que superava até mesmo o mais poderoso do Panteão.

Usar uma quantidade tão vasta de habilidades de nível mundial transformou-o em uma catástrofe ambulante.

E o Sem Nome enfrentou essa catástrofe de frente.

Apesar da imensa pressão imposta sobre ele, o guerreiro mascarado permaneceu firme.

Ele não recuou.

Suas lâminas cortaram tudo o que o Rei Demônio lançou contra ele.

Ele alcançou seu corpo.

Ele rompeu suas defesas.

Agaroth era claramente superior em aura bruta e poder destrutivo.

Mas o Sem Nome —

Era o melhor lutador.

Em controle.

Em intenção assassina.

Ele superava Agaroth por uma margem clara.

E essa... era a diferença decisiva entre ele e Frey.

Porque, embora Frey tivesse herdado a maior parte do poder do Sem Nome...

Ele nunca conseguiria lutar como ele.

Incontáveis anos de experiência nunca poderiam ser substituídos.

A batalha entre Agaroth e o Sem Nome parecia um retorno ao passado.

Uma batalha que, certa vez, decidiu o destino do próprio universo...

Agora renascida.

Por causa de um único planeta insignificante em um canto esquecido da existência.

"Isso realmente traz lembranças...", disse Agaroth, com um sorriso largo se espalhando pelo rosto, inebriado pelo calor da batalha.

"Mesmo que sua existência esteja distorcida... um monstro continua sendo um monstro."

Seu punho atingiu a lâmina do Sem Nome, forçando-o a recuar —

Até que ambos colidiram em uma lua distante.

"Eu entendo exatamente o que você está tentando fazer", continuou Agaroth.

"E devo dizer... estou realmente surpreso com esse seu desespero."

"Quem diria que o guerreiro mascarado e sem emoções... chegaria tão longe por um punhado de humanos?"

O Rei caminhou pela superfície da lua com autoridade calma, aproximando-se do Sem Nome sem hesitação.

"Emoções criaram raízes dentro de você."

"Você não é mais o que já foi um dia."

Agaroth golpeou o solo sob seus pés, sua sombra espalhando-se para fora.

"Mas você não terá sucesso."

"Porque eu não vou permitir."

Ele assumiu uma postura de combate.

Sua sede de batalha estava inalterada — exatamente como sempre fora.

Do outro lado, o Sem Nome compreendeu.

Nada mudaria... a menos que ele desse um fim ao Rei Demônio.

O mesmo Rei Demônio que ele falhara em derrotar no passado distante.

A mesma existência que ele era agora forçado a enfrentar mais uma vez.

Agaroth alcançara o que queria.

Ele empurrara o corpo de Frey para atingir a fase final — a sétima do SSS.

Mas as correntes que prendiam a alma do Sem Nome... não haviam desaparecido.

Elas haviam enfraquecido.

Frágeis o suficiente agora para que o próprio Rei Demônio pudesse quebrá-las.

Mas mesmo nesse estado — levaria tempo.

E Agaroth sabia disso.

Por isso, escolheu continuar.

Continuar a aplicar pressão.

Sobre Frey.

Sobre o Sem Nome.

Até que tudo se estilhaçasse.

O Sem Nome, por sua vez, entendeu a verdadeira intenção de Agaroth.

E isso lhe deu uma vantagem decisiva.

Porque o Rei Demônio estava se segurando.

Ele não queria matar Frey... nem o Sem Nome.

Ao contrário do Sem Nome...

Que podia lutar com tudo o que tinha... para matar o Rei.

Cara a cara —

Os dois chegaram à sua conclusão.

Não restava mais nada.

Apenas a batalha.

E então —

A guerra recomeçou.

O retorno do confronto...

Entre o Sem Nome e Agaroth.

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