
Capítulo 104
Família Moderna: Nova Vida
A reunião de sexta-feira à noite continuou.
Howard estava no centro das atenções desta vez e, como sempre, ostentava um sorriso largo demais e tinha uma ideia idiota e perigosa demais.
Andrew e Leonard trocaram um olhar. Ambos já reconheciam aquele brilho suspeito nos olhos de Howard, aquele que só aparecia quando sua imaginação e sua libido entravam em colisão... o que, no caso do Howard, acontecia com bastante frequência.
— O jogo é simples — Howard anunciou, parado na frente de todo mundo.
— Duas pessoas, de sexos diferentes, tiram um papelzinho de um pote. Eles vão para o banheiro. Cinco minutos. Sem regras lá dentro. Podem conversar, ficar em silêncio... se beijar... ou não — acrescentou com um sorriso maroto no final.
Um breve silêncio, seguido de risadinhas, cotoveladas e murmúrios de cumplicidade. O jogo era ridículo e desnecessário, mas todo mundo topou. Afinal, eles eram adolescentes e era uma sexta-feira à noite.
Sophie, amiga de Zach, parecia ao mesmo tempo empolgada e um pouco nervosa. Não era todo dia que ela ia à casa do cara mais popular da escola. Só de estar naquela sala já parecia o tipo de história que ela contaria para as amigas na segunda-feira.
— E Andrew e Pippa? — Cara perguntou curiosa.
— Eles vão ser os responsáveis por sortear os potes. A Pippa pega o pote das garotas e o Andrew, o dos garotos — Howard respondeu, entregando um pote transparente cheio de papéis dobrados para Andrew e outro para Pippa.
— Como sempre, damas primeiro. Algumas perguntas? — Howard disse, como se fosse apresentador de programa de TV.
Leonard ergueu uma sobrancelha e cruzou os braços: — Por que eu tenho a impressão de que você inventou esse jogo só para ver se acabava caindo com a Cara?
— Eu? Por favor, Leonard... que pouco você pensa de mim! — disse Howard, fazendo uma expressão de ofendido.
Em seguida, ele fez uma pausa e acrescentou: — Ainda assim, se acontecer, eu não vou reclamar.
Risadas irromperam na sala. Até Cara sorriu, balançando a cabeça como se já estivesse acostumada com aquilo.
A verdade é que todo mundo sabia que Howard tinha uma queda por Cara.
Ele já havia tentado mais de uma vez, sempre com comentários sem noção e estratégias nada sutiles.
E sim, ele sempre levava fora. Mas sua insistência direta e bizarramente sincera nunca chegava a deixar ninguém desconfortável.
Talvez porque Howard não soubesse ser outra coisa. E Cara, no fundo, não desgostava dele.
Ela o achava divertido. E, embora nunca o tivesse considerado de verdade, também não se importava de ser o centro das atenções dele.
Ter um *puxa-saco* [1] particular de plantão tinha seu charme para uma adolescente.
[1] - *Simp* ou puxa-saco: Pessoa que faz excesso de favores ou demonstra atenção exagerada a alguém na esperança de obter afeto ou romance.
— Beleza, chega de perder tempo! Pippa, tira um nome — disse Howard, piscando discretamente para Andrew.
Andrew quis revirar os olhos... mas se conteve. Howard, com seu brilhante desespero adolescente, tinha dobrado o papel dele de um jeito diferente. Ele havia feito uma marquinha minúscula no canto, não muito óbvia, mas o suficiente para Andrew notar.
Todo mundo sentou em círculo, a expectativa crescendo. Alguns estavam nervosos, outros empolgados.
Leonard e Archie ficavam alternando o olhar entre Willa e os papéis no pote.
— Primeira rodada — Pippa disse solenemente, misturando os papéis das garotas.
Ela enfiou a mão e tirou um. Desdobrou lentamente e anunciou:
— Haley.
Assobios, gritos de comemoração e risadas preencheram a sala.
Haley ergueu os braços como vencedora de reality show.
— Estou pronta para qualquer coisa — disse com um leve sorriso, olhando de relance para os garotos que poderiam acompanhá-la no banheiro.
Quando as risadas se acalmaram, todo mundo virou para Andrew.
Ele chacoalhou o pote com um toque de dramaticidade e tirou um papel. Abriu e leu:
— Zach.
A sala explodiu em gargalhadas de novo. Zach colocou as mãos na cabeça.
— O QUÊ?! — Zach exclamou.
Haley levantou e pegou o braço dele com um sorriso: — Nervoso?
Zach queria responder com um simples "sim". Porque sim, Haley era muito bonita, popular e tinha aquela áurea de confiança que intimidava um pouco.
Mas o verdadeiro problema não era a Haley.
Era o Andrew.
Zach desviou o olhar por um segundo e o encontrou.
Andrew o encarava com uma expressão difícil de decifrar. Ele não parecia possessivo ou ciumento... mas definitivamente não estava com aquela vibe de "tranquilo, mano, aproveita com a minha prima".
Pippa, percebendo a tensão, deu uma leve cotovelada em Andrew. Ele piscou, como se saísse de um transe.
— O quê? — Andrew murmurou, confuso.
— Não seja aquele primo ou irmão superprotetor — Pippa sussurrou com um meio sorriso.
— Eu não... Além do mais, a Haley sempre foi tipo uma irmã tóxica para mim. Ela era assim com você no começo — disse Andrew, suspirando.
Pippa assentiu. Haley não tinha sido exatamente amigável com ela no início. Mas agora elas se entendiam e, embora não fossem tão próximas quanto ela e Alex, já não havia tanta tensão.
Haley e Zach entraram no banheiro em meio a aplausos e piadinhas.
Pippa, com toda a cerimônia que conseguiu reunir, trancou a porta e ergueu o celular.
— Cinco minutos. Valendo — disse ela.
Todo mundo se calou, com os olhos fixos na porta do banheiro, tentando captar qualquer som do outro lado.
Sussurros. Uma risada fraca. O som suave de água correndo.
Nada mais.
E assim, os cinco minutos se passaram.
— Tempo! — Pippa disse quando o alarme do celular disparou. Ela foi até lá e abriu a porta.
Zach e Haley saíram um atrás do outro.
— Não aconteceu nada! Juro! A gente só conversou sobre o tempo — disse Zach, levantando as mãos como se estivesse saindo de uma abordagem policial.
— O tempo? — Andrew murmurou.
— Bem estável, sem tempestades — acrescentou Haley, piscando antes de voltar para o lugar para assistir à segunda rodada.
A sala irrompeu em risadas e assobios.
Enquanto os outros tentavam descobrir se algo tinha rolado no banheiro, Pippa e Andrew já estavam com os potes prontos para a segunda rodada.
Leonard, sentado ali perto, olhou para Willa, que ainda continuava no seu lugar.
Ela não parecia tão entretida quanto o resto: — Tudo bem? — ele perguntou baixinho, aproximando-se um pouco.
— Sim. Tá tudo bem — Willa respondeu, olhando para ele por um segundo.
Leonard assentiu, mas não pareceu convencido: — Você não precisa jogar se não quiser. Digo... só porque todo mundo tá jogando, não significa que você tenha que ir também.
— Eu vou jogar. É só que esses jogos não me empolgam tanto quanto empolgam os outros. Só isso — Willa respondeu com um tom neutro.
Pippa tirou o próximo papel do pote das garotas.
— Cara.
A sala explodiu em comemoração e zoação de novo. Todo mundo olhou para Howard, que já estava ajeitando o cabelo como se seu grande momento estivesse chegando.
Todos os olhos se voltaram para Andrew. O peso do momento caiu sobre ele enquanto remexia lentamente os papéis.
Ele sentiu a dobra diferente.
"O papel do Howard", pensou Andrew ao pegá-lo e suspirar internamente. Às vezes, a amizade exigia certos sacrifícios sociais.
Ele abriu o papel devagar e deixou passar alguns segundos de silêncio tenso.
— Howard — leu em voz alta finalmente.
Todos os garotos comemoraram como se tivessem acabado de ganhar o campeonato estadual. Archie e Kevin deram tapinhas nas costas de Howard enquanto ele se levantava, pronto para o banheiro.
— Tem caroço nesse angu — disse Cara, levantando-se assim que os rapazes se acalmaram.
[1] - *Tem caroço nesse angu*: Expressão brasileira usada para indicar que há algo suspeito ou oculto em uma situação.
— Angu? Por quê? — perguntou Howard com um sorriso inocente.
[1] - Mantido o tom bem-humorado da brincadeira com a expressão idiomática.
— Eu acho que você subornou o organizador — Cara disse, olhando de relance para Andrew.
— Tem provas, senhorita? — retrucou Howard.
— Não... Vamos logo — disse Cara, revirando os olhos enquanto entrava no banheiro.
— Legal! — exclamou Howard, seguindo-a como um cachorrinho feliz.
Pippa fechou a porta do banheiro e acertou o cronômetro.
O grupo silenciou.
Andrew, Archie, Leonard, Kevin, Willa e Haley trocaram olhares cúmplices.
— Aposto que a gente vai ouvir um tapa daqui a três minutos — disse Kevin.
— Eu aposto dois minutos — acrescentou Leonard.
— Eu acho que ele nem consegue formular uma frase sem fazer besteira. Dou um minuto — disse Archie.
— Aposto que a Cara nocauteia ele por confundir assédio sexual com sedução — murmurou Willa.
Os segundos passavam. Todo mundo apurou os ouvidos.
Apenas murmúrios fracos podiam ser ouvidos, baixos demais para distinguir o que diziam.
Dois minutos se passaram. Nada. Leonard praguejou baixinho, tinha perdido a aposta.
Quando o cronômetro marcou trinta segundos restantes, eles ouviram de repente uma risada clara — a da Cara.
— Uma risada...? — Haley perguntou, surpresa.
Todo mundo ao redor dela fez a mesma expressão. Ninguém acreditava que Howard tinha conseguido fazer a Cara rir.
E então, como se o mundo congelasse...
O som de um beijo. Todo mundo entrou em choque.
— Que porra é essa? — Archie murmurou de olhos arregalados.
E bem quando achavam que não podia ficar mais estranho...
PAAF!
Um tapa alto, estalado e inconfundível.
— Tá aí. Embora eu deva dizer que a sequência de eventos é... confusa — disse Andrew com um sorriso fraco.
Pippa ficou tão atordoada que esqueceu de dizer "tempo".
— Pippa?! Abre essa porta! — gritou Cara lá de dentro, claramente irritada.
Pippa caiu na real, virou a chave e abriu a porta.
Cara entrou direto na sala, com a testa franzida, o maxilar travado e passos firmes.
Ela se jogou no sofá sem dizer uma palavra, claramente furiosa.
Howard saiu logo depois, segurando o rosto, vermelho como um tomate.
— Tá bom, desculpa, beleza? Achei que eu tinha luz verde — disse ele.
— Luz verde?! — repetiu Cara, virando-se com um olhar fulminante.
— Eu te disse que era só um selinho porque você me riu! Esse era o trato, um selinho! E não agarrar minha bunda e enfiar a língua na minha garganta! — gritou furiosa.
Todo mundo começou a voltar do corredor para a sala, em silêncio no início, mas agora estava bem claro o que havia acontecido.
De alguma forma, Howard tinha conseguido um acordo em que, se fizesse a Cara rir, ganharia um selinho, e contra todas as probabilidades, ele conseguiu nos últimos segundos.
Um beijo que, como esperado vindo de Howard, tinha saído totalmente do controle. Literalmente.
— Em cinco minutos eles passaram do zero direto para novela mexicana — Haley murmurou para Kevin, tentando não rir.
— É... sem final feliz. Só risadas, um beijo e um tapa — respondeu Kevin, com os lábios comprimidos para segurar uma risada.
Pippa, que tinha chegado atrás de todo mundo, foi até Cara com o cenho franzido e sentou ao lado dela.
— Quer que a gente bote ele pra fora? Eu adoraria jogar ele na rua — perguntou baixinho.
— Não... Eu só quero que ele cale a boca — disse Cara, respirando fundo. Ela sabia que era um jogo e, no fundo, também sabia que aceitar dar um selinho em Howard trazia seus riscos.
Willa, ainda de pé perto do sofá com os braços cruzados, olhava para Howard como se estivesse mentalmente escolhendo qual feitiço usar para vaporizá-lo.
— Eu deveria te denunciar, te dar um soco ou os dois. Nessa ordem — disse ela com seu tom habitual, gélido e cortante.
— Não foi tão ruim assim! Não foi assédio. Digo, quando há boa química num beijo, coisas assim... acontecem. É natural — protestou Howard, levantando as mãos.
Todas as garotas o fuzilaram com o olhar.
— Howard, houve um acordo. Um selinho. Nada mais — disse Pippa com firmeza.
— É, mas... o contexto, o momento... achei que tava rolando — insistiu ele, procurando apoio ao redor.
Ele olhou para Andrew, mas o olhar mortal de Pippa bem ao lado dele foi o suficiente para manter Andrew calado.
Howard então olhou para Leonard, que apenas balançou a cabeça e disse:
— Vai pro cantinho da disciplina. Sem falar. Reflita sobre seus atos.
Howard suspirou e se arrastou até um canto do sofá, esfregando o rosto como uma criança de castigo.
Pippa respirou fundo e retomou seu papel de organizadora.
— Sobraram três garotos: Kevin, Leonard e Archie. E duas garotas: Sophie e Willa.
Pippa tirou o próximo papel do pote das garotas.
— Sophie.
Sophie sorriu, um pouco nervosa, e se ajeitou no lugar.
Andrew meteu a mão no pote. Deu uma misturada com certo suspense, tirou um papel, abriu e leu:
— Kevin.
Eles se entreolharam.
Sophie sorriu com um pouco mais de confiança.
Kevin ergueu as sobrancelhas, ofereceu o braço e perguntou: — Pronta?
— Sim... Prometo que não vou te dar um tapa — respondeu Sophie com uma risadinha.
Kevin e Sophie entraram no banheiro em meio a assobios e piadinhas.
— Cinco minutos — disse Pippa, acionando o cronômetro.
Alguns minutos de silêncio tenso se passaram.
Mas não por climão... todo mundo só estava prestando muita atenção.
Aos três minutos... sons de beijos.
— E... tá aí. É assim que se faz, Howard — disse Zach de brazos cruzados, lançando um sorriso convencido a Howard.
Howard, ainda no cantinho do castigo, resmungou algo incompreensível.
No fim das contas, um casal do jogo parecia ter tido um desfecho positivo. Quando o tempo acabou, os dois saíram do banheiro.
Os holofotes se voltaram para os participantes restantes: Willa, Leonard e Archie.
Willa era agora a única garota sobrando, então havia apenas dois papéis restantes no pote de Andrew.
A sala ficou tensa. Leonard se remexeu no assento. Archie engoliu em seco.
Andrew olhou para os dois papéis e pegou um. Abriu devagar e leu:
— Archie.
Archie soltou o ar, mal conseguindo esconder o sorriso. "Isso...", murmurou, levantando-se com energia contida.
Leonard travou o maxilar. "Droga", pensou, balançando a cabeça.
Willa se levantou com uma expressão neutra, quase mecânica.
Ela caminhou em direção ao banheiro em passos firmes, sem olhar para ninguém.
Parecia que ela só queria se livrar logo daquilo o mais rápido possível.
Archie a seguiu em silêncio, entrando no banheiro. Pippa fechou a porta atrás deles e acionou o cronômetro.
O grupo silenciou de novo, tentando escutar.
Nos primeiros segundos, ouviram Archie tentando puxar assunto. Mas as respostas de Willa eram curtas e secas.
E então... nada. Silêncio. Um minuto, dois, três. Nada.
Andrew, Haley e os outros trocaram olhares confusos.
— Parece sessão de meditação — disse Haley.
— Deve estar frio lá dentro. Sinto pena de você, Archie — murmurou Zach, sentindo um pouco de dó.
— Isso sim é que é bom! Sem bate-papo e sem som de beijo — pensou Leonard com o ouvido colado na porta.
Finalmente, o cronômetro zerou.
— Tempo — disse Pippa, destrancando e abrindo a porta.
Archie saiu primeiro, com cara de quem tinha acabado de ir a uma reunião de pais e mestres em outra dimensão. Os olhos para baixo, sorriso derrotado e o corpo meio tenso.
Willa veio logo atrás, com a mesma expressão impassível de quando entrou. Nenhum sinal de emoção. Nenhum desconforto visível também.
Archie foi até seu lugar e se jogou no sofá ao lado de Howard, que ergueu uma sobrancelha para ele.
— Tudo bem, cara? — Howard perguntou.
— É... mesmo que não pareça — Archie respondeu, sem dar mais detalhes.
Aqueles cinco minutos tinham sido os mais longos de sua vida.
Willa tinha sentado na tampa fechada do vaso sanitário, com as pernas cruzadas e os braços cruzados, encarando o chão. Ela não tinha falado, não tinha olhado para ele.
Suas primeiras tentativas de conversa receberam respostas monossilábicas como: "Aham", "Tá", "Uhum" ou acenos vagos.
Depois disso, Archie desistiu. Ficou apenas encarando os azulejos da banheira, fingindo que eles eram mais interessantes do que a situação constrangedora em que estava preso.
E esperou.
Esperou aqueles cinco minutos intermináveis acabarem para poder sair daquele banheiro gelado.
Andrew e Pippa se entreolharam.
Pippa foi a primeira a falar, em voz baixa: — Bom... isso foi... estranho.
— Fim anticlimático — murmurou Andrew, sentindo um pouco de pena do amigo.
Ninguém perguntou nada e ninguém teve coragem de se aproximar de Willa.
A reunião prosseguiu.
O grupo se espalhou um pouco, as conversas voltaram num tom mais leve, as piadas retornaram, embora com mais cautela. Cara já tinha se acalmado. Kevin e Sophie conversavam baixinho.
Howard... bom, Howard ainda estava no seu canto, sem saber se seria perdoado ou não.
Um tempo depois, com a noite já avançada, Pippa checou as horas no celular.
A mãe dela viria buscá-la em breve.
Ela virou a cabeça em direção à sala e olhou ao redor. Andrew não estava lá.
Ela andava conversando com Cara, Zach e Sophie, achando que Andrew ainda estivesse por perto, mas a ausência dele a fez perguntar:
— Onde está o Andrew?
Kevin, servindo-se de refrigerante, respondeu sem olhar:
— Foi pro quarto dele. Há alguns minutos.
Pippa assentiu, mas bem nessa hora percebeu outra ausência. Willa também não estava na sala.
Ela não pôde deixar de erguer levemente as sobrancelhas.
Ela se levantou e caminhou devagar até o quarto de Andrew.
Chegou à porta, que estava meio entreaberta, e bem quando ia dar o passo para entrar, ficou estancada.
Ela ouviu risadas.
E não era qualquer risada.
Era a risada da Willa. E uma risada verdadeira, com genuíno entusiasmo.