
Capítulo 93
Família Moderna: Nova Vida
Andrew voltou para o seu time após o *touchdown* [1], lançando mais uma vez um olhar arrogante para as arquibancadas, onde os companheiros de equipe de Arik pareciam prontos para estraçalhá-lo.
O time preto mais uma vez optou por uma conversão de um ponto a partir da linha de 3 jardas.
Desta vez, Andrew não fez nenhum gesto nem agiu com prepotência, ele apenas assumiu a sua posição.
Mas o que aconteceu em seguida, ele não viu chegar. Ninguém viu.
— *Set hut!* [2] — gritou Edward, recebendo a bola. E, sem hesitar por um segundo sequer, ele a entregou diretamente a Andrew.
— O quê? — pensou Andrew, confuso ao agarrar a bola.
Arik já havia passado pelos *linemen* [3] de ataque como um trator e vinha disparado em sua direção. Ele tinha apenas três jardas para trabalhar.
Não havia espaço, nenhuma rota livre. Era claramente uma missão suicida e, mesmo que de alguma forma ele esquivasse de Arik, havia mais dois caras logo atrás dele.
Não havia tempo para pensar, e correr seria suicídio. Seus instintos de *quarterback* [4] entraram em ação.
Seus olhos varreram o campo em menos de meio segundo, e ele o viu. O número 81, o cara com cara de rato, totalmente livre cruzando da direita.
Era sua única chance, e a janela de tempo se fecharia em um instante.
Andrew girou os pés, flexionou o joelho esquerdo, levantou o braço e lançou.
O passe não foi longo, mas foi certeiro. A bola disparou como uma bala curta.
Ela voou logo acima do capacete de Arik, que já estava no ar tentando derrubar Andrew, e cortou uma brecha estreita entre os braços esticados do defensor e o capacete de seu próprio companheiro de linha.
O espiral foi limpo e o ângulo perfeito. A bola atingiu o recebedor bem no peito, que a agarrou, atônito por ela realmente ter chegado até ele.
Passe completo. Conversão bem-sucedida.
16 a 0.
Andrew não precisava ver a recepção para saber que foi boa. Ele sentiu isso na reação da multidão, na súbita liberação de tensão no ar, no rugido que se seguiu.
Mas não havia tempo para comemorar. Arik ainda estava no ar, com todo o corpo já projetado, e o impulso não podia ser interrompido. Mesmo que a bola não estivesse mais nas mãos de Andrew, a colisão era inevitável.
Ele não teve tempo suficiente para desviar, então endireitou o tronco, cravou os pés firmemente no gramado, flexionou levemente os joelhos e ergueu os braços.
Arik bateu nele como um trem e, por um momento, parecia que Andrew seria arrastado para trás. Mas ele não foi.
Andrew manteve sua posição. Com esforço, sim. Ele deu um passo para trás, depois outro, fincando os calcanhares no gramado como âncoras, apertando os dentes e empurrando de volta com tudo o que tinha.
Foi uma breve disputa, durando apenas alguns segundos, tempo suficiente para todos verem.
Quando o ímpeto acabou, Arik não continuou empurrando. Ele não insistiu. Era um jogador disciplinado. Sabia a hora de parar. Não estava tentando machucar ninguém, apenas fazendo seu trabalho.
Eles ficaram parados, cara a cara, respirando fundo. Olharam um para o outro por apenas dois segundos que pareceram uma eternidade. Então Arik deu um passo para trás, e Andrew fez o mesmo.
Eles se viraram e caminharam de volta para seus lugares sem dizer uma palavra.
— O nome dele era Edward, certo? Aquele filho da puta... — pensou Andrew enquanto voltava para a linha lateral.
A entrega de bola não tinha sido coincidência. Muito provavelmente, o *quarterback* deles, Edward, fizera aquilo de propósito. Ele não podia ter certeza absoluta, mas quase.
Ele já tinha visto aquilo muitas vezes antes, a inveja daqueles que não suportam ver outra pessoa sendo o centro das atenções. Ele não ia deixar aquilo passar impune. Ele já tinha um plano de vingança.
O time verde voltou para o ataque e, desta vez, conseguiu pontuar e converter o ponto extra, diminuindo um pouco a vantagem.
Mais uma vez, o time de Andrew foi para o ataque. Todos esperavam outro confronto épico entre Arik e o número 21.
A jogada começou como de costume. Edward recebeu a bola e, como já havia virado rotina, mal teve tempo de erguer a cabeça antes de sentir o peso de Arik avançando como uma locomotiva. Sem espaço, sem linha, sem calmaria. Mais uma vez, sua única opção foi entregar a bola para Andrew.
Ele a lançou rapidamente: um passe curto, pouco mais que um empurrão.
Andrew a pegou sem problemas, mas desta vez, em vez de correr ou tentar outra jogada solo, ele fez algo que ninguém esperava.
Ele devolveu a bola direto para Edward. Edward ergueu as mãos para agarrá-la por puro reflexo.
Foi aí que Arik, que havia começado a jogada avançando direto em direção a Edward, mas mudara de rumo ao ver a entrega para Andrew, virou-se novamente ao ver a bola retornando à sua origem.
E dessa vez, ele chegou lá.
Edward ainda estava processando o passe de retorno quando Arik chocou-se contra ele em velocidade total. Um impacto brutal que ecoou alto.
O capacete de Arik chocou-se contra o peito de Edward com força suficiente para tirá-lo do chão e mandá-lo voando para trás como se não pesasse nada.
Os dois atingiram o gramado com força, mas apenas um ficou caído por alguns segundos, com os braços abertos, encarando o céu e ofegante por ar.
A bola escapou das mãos de Edward. Passe incompleto.
Por alguns segundos, o estádio vibrou com murmúrios confusos. Ninguém entendeu direito o que tinha acabado de acontecer.
Alguns demoraram a cair na real, mas muitos já tinham percebido: aquela jogada não fora um erro.
Tinha sido a vingança do número 21 pela entrega de bola na linha de 3 jardas mais cedo.
Atordoado com a pancada, Edward foi ajudado a levantar pelo garoto com cara de rato. Ele limpou a terra do uniforme e ergueu o olhar, furioso, direto para Andrew.
Andrew encarou de volta. Seu capacete escuro refletia a luz do sol, e a viseira totalmente preta escondia seus olhos e qualquer expressão em seu rosto. Não havia sorriso, nenhum gesto zombeteiro.
Edward estava prestes a dizer algo. Mas ficou quieto ao perceber uma coisa: ainda havia muito jogo pela frente.
E se ele quisesse vencer, ou até mesmo voltar para casa inteiro, sua única opção real continuava sendo o número 21.
Ele não tinha nenhum lançamento mais fácil do que para ele, e Arik não lhe dava tempo para passes médios ou longos.
No fim das contas, ele apertou os dentes, baixou o olhar e não disse nada.
O jogo continuou. Foi disputado em dois tempos de 20 minutos, com um breve intervalo de cinco minutos no meio.
Andrew dominou completamente a partida inteira.
Embora o time verde tenha se mantido competitivo, e Arik Armstead continuasse sendo uma ameaça constante na linha defensiva, ele nunca conseguiu parar Andrew por completo.
A cada confronto direto, a expectativa aumentava. Todos queriam ver se o astro da linha finalmente conseguiria sua tão esperada revanche, mas ela nunca veio.
Várias vezes, quando Arik estava prestes a alcançá-lo, sem mais cair em fintas ou cortes explosivos, Andrew simplesmente soltava a bola bem no último segundo, com uma facilidade e precisão tão absurdas que deixavam a multidão sem palavras.
Logo, uma pergunta começou a se espalhar pelas arquibancadas, entre técnicos, jogadores e equipe do torneio:
Ele era um *running back* [5] com a visão de um *quarterback*... ou um *quarterback* disfarçado de *running back*?
O placar final deu a vitória ao time preto, com um resultado de 40 a 15.
— Incrível, nós vencemos! — pensou Noah, feliz. Ninguém esperava que Arik fosse eliminado logo na primeira rodada do torneio.
Todos achavam que o time adversário estava perdido no ataque, que o *quarterback* deles não conseguiria fazer passes precisos e que o setor ofensivo desmoronaria.
*— Será que é porque ele é mudo que não pode ser quarterback?* — Noah imaginou, lançando um olhar para Andrew, que agora estava sentado em um dos bancos, pronto para assistir à próxima partida.
Sob a tenda, Brady Hoke estivera assistindo ao jogo inteiro. Seus olhos estavam fixos no número 21, que estava sentado e se hidratando.
Ele não disse uma palavra por alguns segundos, até que finalmente olhou para um de seus assistentes e disparou:
— Chame-o.
O assistente piscou, surpreso:
— Perdão?
— Número 21. Traga-o aqui — ordenou Brady.
O assistente assentiu e saiu imediatamente.
Não demorou muito. Em poucos segundos, Andrew caminhava em direção à tenda, ainda com o capacete posto. Ele não estava surpreso com aquilo.
Fazia todo o sentido. Ele havia construído uma identidade exagerada com uma história de fundo inacreditável: mãe americana, pai japonês, mudo, ex-jogador do ensino médio no Japão, e havia enviado um documento altamente questionável para o sistema do torneio. Uma identidade falsa com um carimbo genérico, baixa resolução e uma assinatura digital suspeita.
Quando chegou à frente da tenda, parou bem na borda da sombra. Olhou para Brady Hoke, que exibia uma expressão severa.
— Bem... foi divertido enquanto durou — pensou Andrew, sabendo que sua identidade provavelmente seria descoberta e que ele poderia ser expulso do torneio.
Ele já tinha material mais do que suficiente para o seu canal do YouTube graças ao confronto com Arik. De fato, ele acreditava que aquele era o time mais forte do torneio, já que Arik em sua posição defensiva tornava quase impossível para qualquer *quarterback* conseguir um lançamento limpo.
Enquanto seus pensamentos se organizavam, seus olhos vasculharam a tenda.
Ao lado de Brady havia outras três pessoas, sentadas confortavelmente na sombra. Mas a que mais chamou sua atenção foi uma jovem.
Ela estava sentada com as pernas cruzadas, levemente inclinada para a frente, um leve cenho franzido no rosto, com o olhar fixo nele.
Ela era muito bonita. Impossível não notar.
Mas Andrew a conhecia.
— Thea Queen — pensou ele, sobressaltado por um segundo.
Claro, ela não era realmente a Thea, era a atriz que a interpretava, embora ele não conseguisse lembrar o nome dela.
A série ainda não havia estreado, mas, teoricamente, aquela garota deveria interpretar Thea Queen em *Arrow*: a irmã rebelde do protagonista, aquela que eventualmente se torna uma vigilante com seu próprio arco [6].
Andrew, em sua vida anterior, havia assistido a todas as temporadas da série. Mesmo às partes ruins, porque, uma vez que começava uma série, sua regra era terminá-la. E, embora nunca admitisse em voz alta, Thea havia sido uma de suas paixões platônicas da adolescência.
— Ela é ainda mais bonita pessoalmente — pensou, tendo apenas a visto através de uma tela. Mas ele rapidamente afastou esses pensamentos: agora ele tinha namorada.
A voz de Brady o arrancou de sua névoa mental.
— Quero que você esclareça algumas coisas — disse o técnico, com um tom seco e autoritário.
Andrew não respondeu, é claro. Ele se manteve firme em seu papel de garoto mudo, mantendo as costas retas e os braços relaxados. Mas, no fundo, sabia que aquilo não duraria muito mais tempo.
— Sua história é exagerada demais e não se sustenta. Sua documentação é frágil e de baixa qualidade. Verificamos sua suposta escola e ela não existe. Ninguém validou sua suposta transferência, e eu poderia continuar... — disparou Brady, com os olhos estreitados.
— Então esta é sua única chance: preciso ver um documento de identidade real — continuou ele. — Se você realmente é um estudante do ensino médio, vamos deixá-lo ficar. Se não... você está fora do torneio.
Andrew pensou por um momento. Revelar sua verdadeira identidade ou sumir misteriosamente?
Ele escolheu a primeira opção.
Ainda faltavam mais de cinco horas para a Comic-Con começar, e ele não queria ficar zanzando por San Diego sem fazer nada.
Ele ergueu lentamente as mãos e usou a linguagem de sinais para indicar os bancos onde estava sua mochila. Ninguém o entendeu, então ele teve que mimeografar — fingir que abria uma mochila e revirava seu interior.
*— Ele ainda tá nessa de fingir que é mudo...?* — pensou Willa, erguendo uma sobrancelha com um sorriso fraco e divertido.
Assim que Brady entendeu o que ele quis dizer, assentiu e ordenou:
— Vá buscar. Seja rápido.
Andrew virou-se em silêncio e caminhou de volta para a área de seu time, onde estava sua mochila.
Ele recebeu muitos olhares, mas os ignorou.
Vasculhou a bolsa, tirou sua carteira e voltou para a tenda.
Sem dizer uma palavra, entregou sua carteira de estudante real.
Brady a pegou, examinou-a e leu. Pela primeira vez, sua expressão franzida mudou para outra coisa.
— Ah — disse ele simplesmente.
Brian, que já estava em pé, aproximou-se com curiosidade. Willa e sua mãe também se levantaram, curiosas para ver o documento.
— Andrew Pritchett-Tucker — leu Willa em voz alta, e então todos silenciaram, virando-se para encarar Andrew.
O mesmo garoto de quem estavam falando há apenas uma hora. O *quarterback* precoce. A sensação adolescente com mais de meio milhão de inscritos. Aquele que levou um time de quinta divisão ao título estadual como calouro na posição de *quarterback*. Aquele que fizera história... e a documentara no YouTube.
Brady passou a mão pelo rosto, soltando um longo suspiro, como se tivesse acabado de receber algo absurdo demais para processar de imediato.
— Por quê? — perguntou ele finalmente, abaixando a mão e olhando para Andrew com uma mistura de frustração e genuína curiosidade.
— Por que inventar tudo isso?
Andrew, que ainda não havia tirado o capacete, virou levemente a cabeça para confirmar se não havia ninguém perto da tenda. Do seu ângulo, a estrutura oferecia privacidade suficiente. Ninguém a poucos metros dali conseguiria ouvir o que ele dizia, a menos que levantasse a voz.
Então, pela primeira vez desde que chegara, ele falou.
— Principalmente por tédio... — respondeu. — E porque eu precisava de conteúdo para o meu canal do YouTube, não sei se vocês já ouviram falar... — acrescentou.
Todos emudeceram, mais surpresos por ouvir sua voz do que pelo que ele havia dito. Era uma voz perfeitamente clara, nada parecida com a persona arrogante que ele havia projetado até então.
— Tudo isso por um vídeo? — murmurou Brady, confuso.
— É... sabe como é, para entreter minha audiência — Andrew assentiu, sem saber muito bem o que mais dizer.
Foi aí que Willa deu um passo à frente. Ela inclinou-se levemente em sua direção, de brazos cruzados, examinando-o.
— É verdade — disse ela com um sorriso divertido. — Olha, ali está a câmera.
Ela apontou para uma pequena lente discretamente acoplada ao capacete de Andrew, bem na borda inferior da viseira. Quase invisível, a menos que você tivesse olhos atentos.
Andrew não se moveu. Apenas a observou de perto.
Brady soltou um longo suspiro.
— Volte para o seu time — disse ele por fim, calmamente, devolvendo a identidade escolar.
Andrew o encarou debaixo da viseira, ligeiramente surpreso. Ele não esperava que o deixassem ficar.
— Você ainda está no torneio. Mas não tire o capacete. Mantenha essa identidade... — acrescentou Brady.
Andrew fitou-o em silêncio. Ele quis perguntar o porquê, mas antes que pudesse, Brady continuou.
— Eu conheço seu nome. Seu canal. Seus números. Nesse nicho, você já é alguém. Não apenas no futebol americano do ensino médio, mas entre os olheiros universitários também. Há rumores. Universidades estão interessadas. Programas que andam de olho em você há meses — disse Brady.
Andrew permaneceu imóvel, surpreso com suas palavras. Faculdades já estavam interessadas nele? Isso era ótimo... ele ainda tinha três anos antes de terminar o ensino médio, e parecia que já havia alcançado parte de seu objetivo graças ao seu ano de calouro em Palisades e ao que fizera até ali.
— Certo... obrigado. A propósito, posso enviar o vídeo, ou vou ser processado por algo? — perguntou Andrew.
— Se quiser postar, vá em frente — disse Brady, balançando a cabeça.
Tudo o que ele realmente queria evitar era ver um time perder um jogador no dia do torneio por causa da incompetência de sua equipe ou até mesmo de sua própria falta de rigor.
— Ótimo, valeu — disse Andrew, sem esperar tanta boa vontade de Brady. Ele não parecia nem de longe tão rabugento quanto os boatos diziam.
— Depois do torneio, quero falar com você. Sem capacete. Cara a cara — avisou Brady.
Andrew manteve o olhar firme por um instante e assentiu. — Com certeza. Será uma honra.
O torneio terminaria por volta das 16h30, tempo de sobra antes da Comic-Con, e ele estava genuinamente animado para conversar com alguém como Brady.
Em seguida, voltou para o seu time na linha lateral.
O torneio prosseguiu. Andrew notou outra futura estrela em campo: Derek. Um *quarterback* de alto nível no futuro, com um contrato multimilionário, ligeiramente melhor que o de Davante.
Derek vinha da Bakersfield Christian High School, uma modesta escola da Divisão V que, assim como o time de Andrew, havia subido recentemente para a Divisão IV graças a fortes campanhas.
Ele era como um espelho... apenas alguns anos à frente. Mas as estatísticas de Andrew eram melhores.
Ainda assim, Andrew não deixou aquilo subir à cabeça. Havia jogadores que brilhavam no ensino médio, mesmo em divisões superiores, e nunca chegavam à NFL. O caminho era longo.
O torneio avançou.
Andrew liderou silenciosamente o time preto, sem nunca tirar o capacete ou revelar sua identidade.
Enquanto Edward continuava sendo o *quarterback* oficial, conforme os jogos passavam, ficava claro quem estava realmente carregando o peso nas costas.
As jogadas explosivas, os *touchdowns* decisivos, os passes improváveis e as corridas que quebravam defesas... tudo vinha das mãos, ou das pernas, do número 21.
Sem dizer uma palavra, ele se tornou o *quarterback* não oficial do time.
Então chegou a final.
E do outro lado do campo estavam Derek Carr e sua equipe.
Foi uma partida acirrada. Tecnicamente impecável. Ambos os times pontuavam. Ambos os *quarterbacks* brilhavam.
Mas havia algo diferente. Andrew era versátil.
Ele corria. Passava. Rompia linhas e lançava em movimento. Um tipo perfeito de coringa e, no fim das contas, isso fez toda a diferença.
O time preto venceu o torneio.
Andrew nunca tirou o capacete sequer uma vez, deixando todos imaginando quem era o camisa 21 e qual era a sua aparência.
Ele já sabia: seu próximo vídeo ia viralizar.
Entregaram-lhe o prêmio em dinheiro, e o local começou a esvaziar.
Ele esperou até que os vestiários estivessem vazios para poder se trocar sem revelar sua identidade e, depois disso, encontrou-se com Brady.
Após uma conversa de uma hora, ele saiu do estádio e encontrou Leonard e Howard, prontos para seguir rumo à Comic-Con, que estava prestes a abrir suas portas em poucos minutos.
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[1] - *Touchdown*: Jogada de pontuação no futebol americano, valendo 6 pontos.
[2] - *Set hut!*: Comando verbal usado pelo *quarterback* para sinalizar o início da jogada.
[3] - *Linemen*: Jogadores da linha ofensiva ou defensiva.
[4] - *Quarterback*: Principal jogador de ataque no futebol americano, responsável por coordenar e executar as jogadas de passe ou corrida.
[5] - *Running back*: Jogador de ataque especializado em correr com a bola.
[6] - *Arrow*: Série de televisão baseada no personagem Arqueiro Verde da DC Comics.