Casamento Predatório

Capítulo 231

Casamento Predatório

De alguma forma, Leah teve a impressão de que, se Ishakan se propusesse a dar uma lição nos bandidos, ele poderia erradicar o mal do mundo. Mas ela não fez mais perguntas. Ele não parecia ansioso por dar detalhes.

Isso não a agradou, mas ela não era tão curiosa a ponto de insistir. Ele era o Rei de Kurkan. Provavelmente havia muitas coisas que ele não podia explicar a ela.

“Que tal tomarmos um banho juntos?”, perguntou Ishakan, mordendo a ponta do nariz dela. “Seu marido trabalhou muito.”

Leah se sobressaltou com a picada.

“Banho?” Ela já se sentia envergonhada só de pensar em entrar nua na banheira com ele. Desviou o olhar. “Mas a água quente…”

“Você não precisa se preocupar com isso.” Ishakan a ergueu em seus braços e seguiu para o banheiro. Como era possível tomar banho sem água?

“Mura fez um bom trabalho”, disse ele enquanto se dirigia à banheira de mármore, que já estava cheia de água. Ela ainda se sentia apreensiva em entrar nua na banheira, mas, inesperadamente, não precisou.

Ishakan a sentou na beira da banheira sem tirar seu camisolão, deixando apenas seus pés mergulhados na água. A sensação da água morna girando em torno de suas panturrilhas era boa. Ao lado dela, Ishakan, naturalmente, começou a tirar suas próprias roupas.

Ela não esperava que ele se despisse tão facilmente. Leah não sabia para onde olhar enquanto ele deixava suas roupas caírem no chão, entrando completamente nu na banheira. Seu corpo esculpido era perfeitamente proporcionado, seus músculos bem definidos e harmoniosos em movimento. Seus olhos se encontraram acidentalmente com os dele.

Ishakan afundou na banheira com um leve sorriso, o nível da água subindo ao redor de seu corpo grande. A banheira era grande o suficiente para que ele não precisasse dobrar os joelhos ao se imerso, empurrando para trás seus cabelos molhados para deixar sua testa alta à mostra.

“Você ainda sente cheiro de sangue?”, perguntou ele, sentando-se e apoiando os braços de cada lado da banheira.

Leah balançou a cabeça.

“Tenho estado sensível a cheiros ultimamente”, disse ela, e os olhos dele se estreitaram.

O vapor encheu o banheiro. Leah começou a suar e passou a mão na testa. Seus olhos dourados demoraram em suas bochechas coradas, depois se deslocaram para seu camisolão, que estava agarrado ao seu corpo no ar quente.

Atrasadamente, Leah percebeu o quanto estava indecente. Seus mamilos estavam evidentes, escuros e proeminentes através do tecido fino. Claro, ele já a tinha visto nua, mas ainda a envergonhava.

“O que aconteceu com meus cavaleiros e la–ah!”, Leah se sobressaltou, assustada quando os pés de Ishakan se esticaram para tocar os dela. Isso dificilmente era escandaloso, mas ela estava tão nervosa que até isso a surpreendeu. Ishakan riu enquanto seus dedos dos pés se encolhiam sob os dele.

“Eles estão em outro lugar por enquanto. Vamos mandá-los de volta ao palácio em breve.”

A sensação de seus pés se tocando a fez cócegas, e de repente Leah se sentiu muito quente enquanto ele brincava com seus dedos. Ela mordeu o lábio inferior.

“Vamos voltar para o deserto, Leah”, disse ele, pegando um pé e o levantando para beijá-lo. Leah percebeu que estava prendendo a respiração. “Vamos partir assim que amanhecer.”

Ele estava sorrindo como uma criança ao dizer isso.

“Você realmente gostou do deserto desde a primeira vez que o viu.”

Leah se lembrou das belas areias douradas, estendidas como um mar. Seria tão bonito quanto ela sonhara? Ela queria sentir aquela areia macia em seus pés descalços.

Mas então ela teve um pensamento perturbador. Gentilmente, ela tirou o pé da mão dele.

“Por que você não me levou com você desde o começo?”, perguntou ela. Ela estava curiosa sobre isso há muito tempo. Se ela realmente era sua esposa, ele deveria tê-la levado embora no dia em que se conheceram.

Mas Ishakan apenas sorriu amargamente.

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