
Volume 4 - Capítulo 12
Sword Art Online
Em seguida, Sakuya ergueu seu leque laqueado.
“Sylphs, preparem seus ataques extras!”
O grupo compacto de guerreiros manteve as espadas sobre a cabeça enquanto avançavam. As lâminas foram envolvidas por um padrão de treliça de luz verde-esmeralda.
Uma grande aglomeração de cavaleiros guardiões, tão densa que se pareciam com larvas brancas, desceu sobre eles com guinchos medonhos. Alicia Rue esperou que as criaturas chegassem o mais perto possível, mordendo o lábio com sua longa presa, e então finalmente ergueu a mão e bradou outra ordem.
“Liberem o sopro de fogo!”
Todos os dez dragões exalaram jatos de fogo do inferno de uma só vez. Dez pilares carmesins dispararam pelo ar, abriram-se em leque ao redor dos guerreiros sylph e de Kirito, e atingiram em cheio a nuvem de guardiões.
Um clarão intenso iluminou o domo. No momento seguinte, enormes bolas de fogo explodiram uma após a outra, unindo-se em uma tremenda muralha de chamas. O mundo foi abalado por um rugido massivo. Cavaleiros guardiões foram estraçalhados pela força da explosão, adicionando suas próprias pequenas chamas brancas enquanto queimavam até desaparecer.
Mas a muralha aparentemente infinita de branco simplesmente formou outro enxame que avançou de forma imprudente através das chamas. Espalhou-se amplamente, como um líquido que se alastra, ameaçando engolir Kirito por inteiro.
Pouco antes que a massa branca pudesse atacar, Sakuya brandiu seu leque para baixo e gritou: “Liberem a Fenrir Storm!!”
Com precisão perfeita, o pelotão sylph estocou com suas espadas em uníssono. Raios verdes pulsaram através de cinquenta lâminas e depois dispararam pelo ar para perfurar a nuvem de cavaleiros.
Tudo foi novamente inundado por uma luz branca. Desta vez não houve explosão, mas sim espessos raios de relâmpagos vorazes correndo pelo inimigo, destroçando-os.
Dizimada duas vezes, a parte central da muralha de cavaleiros guardiões de fato parecia estar se abrindo. Mas, como um líquido voltando à sua forma, essa depressão estava sendo preenchida pelas laterais.
Esta era a única chance deles, Leafa sabia. Ela sacou sua longa katana e avançou. As duas líderes chegaram à mesma conclusão. A voz de Sakuya estourou pela clareira como um chicote.
“Todas as unidades, atacar!!”
Foi, sem dúvida, a maior batalha já travada em Alfheim. As explosões periódicas de sopro de fogo da retaguarda incendiavam os guardiões, fazendo-os cair por terra. O grupo sylph trabalhava em formação perfeita como um único projétil, abrindo grandes buracos na muralha de carne com sua onda de espadas mortais.
Na frente daquele projétil estava a pequena forma negra do spriggan. Seu equipamento era claramente inferior ao dos sylphs, mas a velocidade divina com que ele brandia sua espada gigante significava que qualquer coisa que entrasse em contato com ele explodia em mil pedaços.
Leafa correu por uma pequena abertura no centro da formação sylph para se posicionar diretamente atrás de Kirito. Ela usou sua katana para desviar de um ataque vindo em direção às costas dele, cravando a longa lâmina no guardião branco brilhante sob sua máscara espelhada. Com um movimento vigoroso dos pulsos, ela arrancou-lhe a cabeça. O corpo dele queimou em chamas brancas.
Kirito olhou para trás e articulou com os lábios: Sugu, cuide da minha retaguarda!
Pode deixar!, ela indicou com um olhar, virando-se para ficar de costas para ele. Eles permaneceram assim, girando e girando, cortando e retalhando os cavaleiros que se aproximavam.
Os guardiões gigantes não seriam tão fáceis em uma luta de um contra um. Mas, ao lado de Kirito e acompanhando sua velocidade, Leafa sentia o inimigo se mover cada vez mais devagar. Ou será que sua mente estava apenas funcionando mais rápido? Parecia que todos os estímulos de todos os seus sentidos estavam focados em um único ponto no centro de seu cérebro. Essa era uma sensação que ela só havia notado algumas vezes antes, durante competições de kendo.
Era como se ela e Kirito fossem um só. Todos os seus nervos e células cerebrais estavam conectados e percorridos por pálidos pulsos eletrônicos. Ela sabia para onde Kirito estava se movendo atrás dela sem vê-lo. Enquanto giravam juntos, Leafa arrancou a cabeça do cavaleiro guardião com quem Kirito estava lutando, enquanto ele cravava sua espada diretamente na ferida que ela havia feito no inimigo que acabara de deixar.
Kirito, Leafa, os sylphs e os dragoons formavam um único ser de pura energia que derretia, perfurava e irrompia através da inundação ilimitada de cavaleiros. Embora o inimigo pudesse ser infinito, os limites espaciais do domo eram fixos. Contanto que continuassem avançando, o momento da vitória chegaria.
“Seyaaa!” Leafa gritou, partindo o corpo de um guardião bem ao meio. Por um instante, através de seu corpo se desfazendo, ela viu o teto.
“Raah!”
Kirito se afastou das costas de Leafa e mergulhou pela fresta na muralha de carne como um raio de relâmpago negro. A última linha de defesa dos cavaleiros guardiões rugiu com ódio e os cercou por todos os lados. Havia pelo menos trinta deles.
“Kirito!!”
Por puro instinto, Leafa puxou sua espada para trás e a arremessou com toda a sua força na direção da mão esquerda de Kirito. O punho verde-claro da katana giratória encaixou-se perfeitamente na palma da mão dele, como se estivesse sendo puxado para ela.
“Rraaaahh!!”
Com um brado que pareceu abalar o domo inteiro, ele alternou golpes das lâminas, a espada grande na mão direita e a katana na esquerda.
Um golpe para baixo vindo da direita. Um corte para cima vindo da esquerda. As duas espadas brilhantes traçaram ângulos ligeiramente diferentes a cada vez, até formarem um círculo brilhante de luz branca como a coroa de um eclipse solar. Os cavaleiros guardiões foram despedaçados por dezenas de golpes na velocidade da luz, com seus restos mortais espalhados pelo ar.
Além do círculo trêmulo de Chamas Finais, ela podia ver claramente agora. Bem no centro do teto coberto de vinhas do domo, estava a porta redonda, dividida em quatro seções. O portão final de Alfheim, que levava através do tronco da Árvore do Mundo até o palácio localizado em sua copa.