
Volume 10 - Capítulo 936
Super Detective in the Fictional World
Olhando para os óculos de sol novos e estilosos de Luke, Dustin olhou pela janela.
A luz estava brilhante, mas não havia muito sol lá fora.
— Seus óculos não são ruins. Você acabou de comprar? — ele perguntou casualmente.
Luke: — Hm, senti que precisava trocar por óculos mais legais.
Dustin: —… Tudo bem, vamos aos negócios. Você lembra do Norman da DEA?
Eu fiz uma visita “especial” a ele noite passada. Como poderia esquecer? Luke falou consigo antes de assentir: — Aquele agente veterano maluco.
Dustin suspirou: — John prendeu Norman noite passada. Havia um monte de traficantes e alguns agentes da equipe do Norman na cena do crime. Todos estão mortos e só o Norman ficou gravemente ferido.
Luke ficou surpreso: — A DEA é tão feroz?
Dustin sorriu zombeteiramente: — Eles são ferozes mesmo. Eles receberam notícias rapidamente e levaram o Norman.
Luke: — Então, isto não tem nada a ver com a gente, certo?
Dustin olhou para fora do escritório para certificar-se de que ninguém estava parado lá antes de dizer baixinho: — John me deu uma câmera com a filmagem do acordo do Norman com os traficantes, e como tudo deu errado.
— Tem isso? — Luke exclamou suavemente em choque, mas ele riu inteiramente. Aquela câmera digital não era barata; custava quase mil dólares.
Dustin assentiu levemente: — John achou na cena. Acho que os traficantes queriam gravar a transação para chantagear o Norman. Quem teria pensado que a negociação falharia e essa coisa cairia em nossas mãos?
Luke pensou por um momento: — Chefe, o que está pensando?
Dustin largou a caneta e afrouxou a gravata. Rangendo os dentes, falou: — Não sei o que fazer. O John realmente sabe como me causar problemas. Ele estava pegando carona numa viatura após sair do trabalho e, no final, largou a batata no meu colo.
Pensamentos passaram pela mente de Luke: — Chefe, você vai pegar o Norman?
Dustin olhou para fora do escritório de novo: — Mandei alguém investigar o Norman ontem. Ele tem alguém do alto escalão na DEA em Nova York.
Caso contrário, sua posição na DEA não seria tão segura, considerando o quanto está envolvido nisso tudo.
Luke esfregou a testa: — É problemático assim? Então, vamos jogar a gravação fora.
Dustin perguntou: — Para quem?
Luke riu: — Pelo crédito, deveríamos definitivamente pensar no nosso chefão.
Os olhos de Dustin brilharam e ele ficou quieto.
Essa era sua intenção; era só que ele estava um pouco relutante.
No vídeo, Norman admitia pessoalmente que vendia várias toneladas de drogas ilegais todo ano.
Norman era um agente veterano há cinco anos.
Se eles realmente investigassem este caso, eles definitivamente pegariam um peixão.
Porém, era isso que deixava Dustin cauteloso.
Norman era a ferramenta de algum figurão na DEA de Nova York.
Ele vendia toneladas de drogas ilegais todo ano; o figurão teria que ser idiota se não soubesse.
Uma pessoa idiota não poderia se tornar um figurão em Nova York.
Além disso, Norman tinha vendido várias drogas ilegais. Para onde foi o dinheiro?
Norman não conseguiria comer sozinho este pedaço grande da torta; a única pessoa que poderia comer era o figurão.
Ou melhor, o grupo de pessoas que o figurão representava.
Desde que as pessoas ousavam lidar com traficantes por tanto tempo, não seria difícil para eles encontrarem alguns capangas sem medo da morte para se livrar de alguém que queria denunciá-los e definitivamente não envolveria estas pessoas.
Por isso, o vídeo só poderia ser entregue ao chefe de Luke, o Primeiro Comissário Adjunto da NYPD, Brad.
Só este figurão poderia aguentar a pressão da DEA.
Pensando por um momento, Dustin falou impotente: — Essa é a única maneira.
Ele era ambicioso e também tinha uma atitude justa.
Se possível, ele realmente queria investigar este caso completamente.
Infelizmente, ele não podia.
Brad não ficaria do seu lado se ele revelasse tudo sobre um caso tão importante.
O chefe de Dustin era mais como uma criatura metódica; diante deste assunto, ele só poderia considerar os benefícios.
Justiça? O que era isso? Você poderia comer?
Em outras palavras, Dustin não podia investigar o caso sozinho e teia que pedir ajuda aos subordinados.
Era um caso muito sério e ele tinha seus próprios homens leais.
Contudo, se o inimigo revidasse, seus subordinados definitivamente seriam implicados.
Ele tinha coragem de se arriscar, e Luke e Selina provavelmente não teriam medo.
Mas e Elsa e Elizabeth?
Uma já estava ficando mais velha e não tinha sido fácil para ela se mudar para uma posição administrativa; não seria difícil para ela ser promovida a capitã antes dos quarenta.
A outra era jovem e capaz, e poderia ser uma versão melhorada de Elsa no futuro.
Ele não podia arrastar seus velhos subordinados para isto só porque tinha seus próprios pensamentos.
Após ouvir a opinião de Luke, subordinado que ele mais valorizava, Dustin desistiu.
Se ele realmente investigasse este assunto, alguma calamidade poderia matar os outros antes de dois dias sequer passarem.
Somente Luke e Selina tinham a capacidade de se proteger se trabalhassem no caso.
Entretanto, julgando pela atitude de Luke, Dustin sabia que ele não tinha interesse em investigar.
Dustin não achava que Luke era um covarde.
A DEA não era a Família Elsworth; era uma das organizações mais violentas nos Estados Unidos.
Comparada com os Elsworth, que usavam métodos políticos, a DEA era melhor em cuidar dos problemas com as próprias mãos.
Pelo bem deste caso de contrabando de drogas que envolvia várias toneladas de substâncias ilícitas, a DEA não teria qualquer hesitação em recorrer a esse método.
Decidindo-se, Dustin imediatamente dispensou Luke.
Após saírem do departamento, Luke e Selina seguiram caminhos separados.
Selina e Gold Nugget dirigiram o carro. Ela estava indo ao shopping.
Ela mal teve uma folga desde que chegou em Nova York. Desde que Luke falou que queria descansar por alguns dias, ela escolheu fazer uma pausa.
Luke, por outro lado, ia pegar um táxi para voltar a Clinton para ver se o Advogado Matt estava no trabalho hoje.
Ele estava com sorte. Um táxi parou bem ao lado da estrada para seu passageiro sair.
Olhando para o homem de terno que estava vomitando no chão, Luke abriu a porta e entrou. Ele falou com um sorriso: — Clinton. Além disso, por favor, mantenha este “avião” abaixo dos cinquenta por hora.
A motorista no banco da frente virou a cabeça: — Ei, ir para Hell’s Kitchen tem custo extra… Nossa, quem é esse? Meu Deus, será que estou alucinando? Garoto, se apresse e me diga se é isso mesmo.
Ao ouvir as palavras claras e apressadas naquele tom cantante, Luke tirou cem pratas: — Okay, pagarei cem pelo extra.
A motorista riu e enfiou o dinheiro no bolso. Enquanto dirigia, ela não esqueceu de falar: — Com certeza é você. Estive dirigindo um táxi por muito tempo, e gente generosa não costuma ser tão jovem, e gente jovem não costuma ser tão generosa. E, mais importante, ninguém é tão bonito quanto você.