Super Detective in the Fictional World

Volume 2 - Capítulo 881

Super Detective in the Fictional World

Não havia nada de errado com a organização de Dustin.

Todos ficarem parados era inútil.

Eles eram detetives com armas, não médicos com bisturis. Eles só estariam perdendo tempo aqui.

Dustin acelerou o ritmo e parou Luke e Selina, que estavam prestes a entrar no carro: — Isto é complicado. Vocês dois… tenham cuidado. Não usem muita força.

Ele conhecia muito bem o temperamento de Luke.

Ele pode parecer metódico e normalmente muito cumpridor da lei, mas nunca se conteria numa emergência.

Ele não estava preocupado com aqueles que ousavam mexer com Walter, mas estava preocupado que Luke fosse alvejado pelos homens do Rei do Crime se pegasse pesado.

Ele já estava chateado com as feridas graves de Walter. Não queria ter que dar “licença” a Luke de novo para protegê-lo.

Luke sorriu: — Conheço o limite, chefe.

Então, ele entrou no carro e fechou a porta. Ele dirigiu atrás de Ricky, que tinha saído do estacionamento.

Dustin sorriu amargamente. Dado seu “limite” em LA, como posso relaxar?

Logo, os dois carros chegaram a Brooklyn.

Este local ficava na zona leste da Ponte de Brooklyn. Levaria no máximo vinte minutos para chegar à sede daqui.

Várias viaturas estavam estacionadas e a fita amarela foi colocada.

Os três mostraram os distintivos e caminharam até a porta.

A equipe forense já estava trabalhando.

Ignorando-os, Luke perguntou: — Ricky, se acalme. Tudo tem que ser feito conforme o procedimento, certo?

Ricky ficou atordoado: — Você…

Luke sorriu, mas foi frio: — Seremos os primeiros a encontrar o agressor. Definitivamente daremos uma explicação ao Walter.

Ricky assentiu atordoado.

Luke deu um tapinha no seu ombro e gesticulou para a mãe e filha sentadas na traseira aberta de uma SUV: — Aquela é a esposa e filha do Walter, certo? Você provavelmente está mais familiarizado com elas. Vá confortá-las e pergunte o que aconteceu na hora.

Ele e Selina então entraram na casa.

Um momento depois, Luke confirmou sua especulação anterior de que o agressor não era o Demolidor.

Na verdade, havia dois agressores.

Porém, a esposa de Walter só viu um cara com a cabeça coberta.

Julgando pela cena na casa, não houve uma luta feroz; foi uma emboscada.

Era improvável que a esposa de Walter tivesse visto o ataque acontecer da sala de estar e cozinha.

Se ela estivesse no corredor, todavia, também poderia estar no hospital. Afinal, ela era apenas uma mulher de meia-idade comum.

Este ataque também parecia deliberado.

A família do policial era a ferramenta perfeita para colocar pressão no departamento.

O ataque em Walter tinha que ser resolvido em alguns dias.

Caso contrário, as pessoas no Departamento de Detetives e até os oficiais da linha de frente ficariam insatisfeitos com Dustin e a sede.

A pessoa que montou esta armadilha não fez no calor do momento.

Dustin e a NYPD não tinham muito tempo para resolver o caso.

Felizmente, Luke não precisava de muito tempo.

Ele procurou rapidamente pela casa com o Olfato Aguçado, antes de chamar Selina e ligar para Elsa.

Eles então foram cumprimentar a família de Walter e aprenderam os detalhes do que aconteceu naquela hora pelo Ricky.

Vinte minutos depois, Elsa ligou de volta.

Luke imediatamente chamou Ricky e eles partiram de novo.

Ricky contatou Luke pelo rádio: — Onde estamos indo?

Luke respondeu: — Prender os suspeitos. Se controle quando o vir mais tarde. Não saque a arma e o mate. Parecerá ruim no relatório.

Ricky: — O quê?

Desta vez, os dois carros não ligaram os faróis ou sirenes. Eles dirigiram por sete ou oito minutos antes de pararem na frente de um prédio de apartamentos antigos.

Luke saiu do carro e gesticulou para Selina antes de entrar no prédio.

Ricky também saiu do carro e olhou para Selina: — O que está fazendo?

Selina respondeu: — Fazendo uma prisão, mas o processo pode ser um pouco intenso. Vamos esperar aqui.

Ricky: — Hã?

Um momento depois, houve um barulho no terceiro andar. Não foi um disparo, mas o som da porta sendo arrombada.

Houve um grito, que então foi seguido por uma explosão de gritos.

O walkie-talkie no carro zumbiu: — Selina, diga ao Ricky para chamar a equipe forense para checar o lugar.

Ricky: — Hã?

Luke riu friamente: — Não se preocupe. Assim que mostrei o distintivo, eles começaram a sacar suas armas. Eles não conseguirão escapar da acusação de agressão a um policial.

Quando Ricky e Selina chegaram ao terceiro andar, Selina imediatamente avançou e algemou a pessoa que Luke estava segurando.

Luke algemou outra pessoa ao mesmo tempo.

Jogando o criminoso inconsciente para o lado, Luke caminhou até Ricky e disse baixinho: — Tem um conjunto de roupas pretas, incluindo um capuz preto. Tem manchas de sangue nelas.

O rosto de Ricky escureceu: — São eles?

Luke respondeu: — Não seja apressado. Mande a equipe forense vir aqui primeiro. Fique de olho neles ou alguém pode adulterar a evidência. Deixarei o Joe lidar com a investigação. Ele é bom em lidar com criminosos, certo?

Ricky rangeu os dentes e assentiu: — Não se preocupe. Mesmo que o Joe não possa fazer isto, o John pode com certeza.

Luke suou frio. Você só quer matá-los de uma vez, não é? 

Se John perdesse a calma, estes criminosos não acabariam com pequenas fraturas.

Meia hora depois, Joe olhou surpreso para Luke e Selina, e os dois presos: — Como encontrou eles?

Luke explicou: — Pedi alguém para checar as imagens por volta da hora do ataque. Notei um Ford 98 preto que passou pela casa do Walter na hora. Usando o carro, rastreei estes dois.

— Sério? — Joe ainda achou suspeito.

Era um método muito normal para resolver um caso, mas descobrir pistas em pouco tempo realmente exigia sorte extrema.

Luke assentiu: — Não encontramos uma arma do crime no apartamento, mas havia uma jaqueta preta e um capuz com sangue nela. Já mandei o Ricky chamar a equipe forense e esperar pelo resultado. Contanto que seja confirmado que é o sangue do Walter, não restará dúvidas. Você precisa encontrar alguns caras confiáveis para ficar de olho nestes dois. Não os deixe morrer inexplicavelmente. Não creio que sejam os mentores.

Joe assentiu solenemente e pegou o celular: — John, volte para trabalhar.

Após Joe desligar, Luke falou baixinho: — Você vai realmente fazer o John voltar? Será problemático se forem mortos. É melhor deixá-los viver por enquanto.

Joe olhou atordoado para ele e chegou perto para responder: — Não me diga que você faz isso com frequência?

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