Super Detective in the Fictional World

Volume 2 - Capítulo 879

Super Detective in the Fictional World

Luke franziu a testa. Algo não estava certo. Ele simplesmente aguardou Jessica terminar de entoar os nomes das ruas antes de ela se acalmar lentamente.

No entanto, conseguia sentir que ela não estava calma de verdade.

Todo tipo de emoção intensa foi temporariamente suprimido pelo mantra.

Luke suspirou e estava pronto para encerrar o dia.

Ele sabia que havia algo de errado com o estado mental de Jessica, por isso não perguntou antes.

Ele só estava a testando por enquanto, mas já conseguia sentir que Jessica estava deprimida e havia um senso de irritação espalhando dentro dela, o que não era um sentimento muito bom.

Após Jessica se acalmar, falou: — Não quero falar sobre isto agora. — Ela então voltou ao apartamento.

Pensando no que ela falou, Luke sentiu que ainda havia esperança.

Ela não queria falar sobre isto agora, mas pode falar depois.

Ele foi paciente. A coisa mais importante para um policial era paciência.

Sua conversa parou ali.

Haley chegou rápido.

Após conversar com Luke e Richard por um tempo, ela mandou Selina levar Molly para o quarto.

Olhando para a porta fechada, Richard perguntou tenso: — Luke… está tudo bem?

Luke respondeu: — Só podemos confiar na Dra. Haley; ela é a profissional. Porém, você pode precisar cancelar a viagem para casa.

Richard ficou nervoso: — Não, não culpo a Molly. Deve ter algo de errado com o estado mental dela…

Luke o parou: — Richard, não planejo levar você para o departamento, não agora e nem depois. O que estou dizendo é que é melhor encontrar um local para a Molly e ir para casa só depois de resolvermos isto.

Aliviado, Richard perguntou timidamente: — Onde?

Luke: — Pergunte à Dra. Haley depois. Ela pode ter uma recomendação adequada.

A expressão de Richard ficou triste. Que recomendação um psiquiatra teria? Não seria um hospital psiquiátrico?

Porém, seria pior para sua filha com doença mental ficar presa num centro de detenção.

Luke parou de confortá-lo.

Considerando a condição atual de Molly, seria melhor se ela entrasse num hospital psiquiátrico. Ele não podia dar muita esperança ao casal.

O tratamento de Molly durou mais de uma hora.

Quando Haley saiu, o casal imediatamente a cercou e perguntou: — Dra. Haley, como a Molly está?

Haley olhou ao redor do apartamento e finalmente pousou em Jessica: — Srta. Jones, não posso divulgar a condição do paciente a você, então pode dar licença?

Jessica, que estava sentada silenciosamente no canto, levantou a cabeça atordoada. Haley repetiu suas palavras.

Jessica se levantou silenciosamente e saiu do apartamento.

Haley não conversou com todos por muito tempo. Ela só falou ao casal que a condição de Molly estava estável por enquanto, mas precisava ser tratada num hospital especializado imediatamente. Essa era a melhor escolha para eles e sua filha.

O tratamento levaria algum tempo. O casal tinha que estar preparado.

Então, após Luke perguntar, Haley sugeriu um hospital especializado: Sanatório King’s Park.

O sanatório ficava na zona oeste de Brooklyn, que era onde Haley trabalhava.

Haley assegurou ao casal que Molly passaria por um tratamento “normal” e que poderiam visitá-la com frequência.

Perturbados pelo que aconteceu hoje, Richard e sua esposa concordaram rapidamente com a proposta de Haley.

O carro de Luke era principalmente adequado para escoltar indivíduos perigosos em potencial, então ele levaria Molly ao sanatório.

Richard e sua esposa seguiram logo atrás.

Após tudo ser decidido, todos saíram.

Desta vez, Luke e Selina ajudaram a levar os pertences de Molly e os colocaram no carro do casal.

Enquanto saíam, Jessica correu atrás de Luke de repente: — Me dê seu número.

Enquanto caminhava com Molly, Luke deu o cartão de visita: — Espero que não me faça esperar muito tempo, Srta. Jones.

Jessica não respondeu. Ela colocou o cartão de visita no bolso e foi embora com pressa.

Haley, que estava seguindo atrás de Luke, observou a cena com grande interesse.

Ela com certeza não achava que Jessica estava interessada em Luke; era mais provável que tivesse algo a discutir com ele em particular.

Ela também estava interessada em Jessica.

Porém, estava focada em Molly e não estava com pressa de se aproximar de Jessica.

Meia hora depois, Luke observou o sanatório à beira-mar: — O ambiente parece muito bom, não é como aqueles dos filmes de terror.

Caminhando pela praia com ele, Selina perguntou casualmente: — Você não vê filmes de terror. Como sabe como eles se parecem?

Luke revirou os olhos: — Vi o trabalho famoso da Jennifer Perry na escola. Na época, ela era conhecida como a Rainha do Grito. Você ousaria dizer que não era um filme de terror?

Selina ficou sem palavras.

Aquele filme continha três ingredientes clássicos para um filme de terror: anoitecer, assassino mascarado e uma Jennifer histérica e maravilhosa em pijamas molhados. Como não poderia ser um filme de terror?

Ela só podia mudar de assunto: — Como encontramos esse Killgrave? Pela maneira que entregou a Molly e implantou aquela sugestão de “mate os outros e a si própria”, não acho que ele se importe com esse brinquedo abandonado.

Luke suspirou: — Haley falou que ele não mandou a Molly ficar quieta antes por causa da sua arrogância. Agora, parece que ele só queria que a Molly se silenciasse.

Se ele não estivesse lá, não teria sido difícil dizer que uma ou três pessoas morreriam no elevador.

— Vamos ver as câmeras ao redor do apartamento da Molly depois para vermos se conseguimos encontrar alguma pista sobre o Killgrave — ele disse.

Após conversarem por um tempo, alguém saiu pela porta lateral do sanatório.

— Obrigado, Haley — expressou Luke.

Haley empurrou os óculos pretos para cima e pressionou e alisou os cabelos loiros que foram bagunçados pela brisa: — Este também é meu caso, certo? O que vai fazer agora?

Luke respondeu: —Nos avise se tiver mais pistas da Molly sobre o Killgrave. Vamos focar em investigar o paradeiro do Killgrave e tentar resolver o problema o mais rápido possível.

— Embora não queira dizer, talvez a condição da Molly não melhore até ver o homem morrer com os próprios olhos.

Luke riu: — Sou um detetive, armas são minha especialidade. Você é a médica, tratar pacientes é a sua especialidade, certo?

Ela ficou quieta por um momento: — Isso é verdade. Então, só posso esperar que tudo ocorra bem para você.

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