
Volume 2 - Capítulo 877
Super Detective in the Fictional World
Quando Richard foi chamado por sua esposa, Luke checou rapidamente o banheiro e a cozinha.
Não havia nada de especial na cozinha.
Não havia itens masculinos no banheiro; incluindo escova de dente, só tinha produtos femininos e um conjunto de lingerie num cabide.
Luke aprendeu uma ou duas coisas destas roupas e reconheceu imediatamente que eram da coleção ID Sarrieri, que era igual à que Molly usava quando foi encontrada.
O que tinham em comum era que eram finas, transparentes e estampadas. Elas eram mais estimulantes, o que se adequava ao seu propósito.
As roupas não eram valiosas, mas a informação que revelava valia a pena investigar.
Aquele lunático gostava de fazer suas vítimas usarem lingeries luxuosas? Enquanto ponderava, saiu do banheiro.
A família de Molly já tinha saído do quarto.
Richard estava puxando uma mala e sua esposa, Novena, carregava uma bolsa grande que continha os pertences de Molly, enquanto Molly só carregava uma mala de mão.
— Ainda tem muita coisa. Levaremos isto primeiro — Richard disse a Luke.
— Precisa de ajuda? — perguntou Luke.
Richard balançou a cabeça apressadamente: — Não, Luke, você já fez muito por nós.
Luke só estava sendo educado.
Afinal, mover as coisas não era grande coisa. Ele não precisava ser energético demais.
Entusiasmo excessivo, por outro lado, os deixaria desconfortáveis.
Enquanto conversavam, caminharam até o elevador a alguns metros.
Naquele momento, Luke estava parado ao lado das portas do elevador e Jessica estava ao lado, com a cabeça abaixada.
Molly e sua mãe, Novena, estavam de pé juntas, mas Novena manteve o braço ao redor da sua filha e observava suas expressões.
Richard queria pressionar o botão do elevador.
Ele estava segurando a mala numa mão e a própria pasta na outra, então seus movimentos foram desajeitados.
Molly avançou e pegou a pasta sob o braço dele: — Eu seguro para você, pai.
Richard sorriu para a filha. Seu anjinho sempre foi sensível e atencioso. Mesmo após o que aconteceu, ela ainda o amava. Como é bom!
Um momento depois, as portas do elevador se abriram e os três entraram. Richard pressionou o botão para o primeiro andar e as portas fecharam lentamente.
Jessica, que estava com a cabeça abaixada, levantou finalmente a cabeça para ver os rostos da família.
Ela percebeu de repente que Molly, que estava de pé nos fundos do elevador, estava tirando a mão da pasta de Richard. Em sua mão estava um revólver.
— Eu tenho que fazer isto! — Molly olhou para Jessica com um sorriso e apontou o revólver para Richard.
— Molly! Não! — Jessica gritou em choque.
Naquele momento, havia só uma abertura nas portas do elevador.
Pa!
O som de disparo ecoou no prédio. O coração de Jessica gelou e seu rosto empalideceu. Tinha acabado! Estava tudo acabado.
Naquele momento, ela percebeu de repente que Luke, em algum momento, avançou e estava segurando as portas do elevador.
O que ela não viu foi que ele atualmente estava colocando a M686 de volta no coldre com a outra mão.
As portas do elevador abriram os últimos dois centímetros para revelar o casal chocado e Molly, que ainda estava sorrindo e murmurando: — Tenho que fazer isto.
Luke entrou no elevador e puxou o casal para fora. Ele agarrou Molly, que estava agachada para pegar o revólver.
Ele se moveu e o revólver no chão foi chutado para fora.
Naquele momento, ele puxou Molly do elevador.
As portas fecharam de novo enquanto descia para o primeiro andar.
Das quatro pessoas presentes, Molly ainda estava murmurando “Tenho que fazer isto” e lutando no aperto de Luke para ir pegar o revólver no chão.
Dois segundos depois, Selina saiu rapidamente do apartamento. Após confirmar a situação, perguntou: — Limpo?
Luke respondeu: — Limpo.
Só então Selina colocou a arma de volta no coldre e se aproximou.
Luke olhou para o casal e Jessica: — Acho que devemos voltar primeiro para conversar.
Sem esperar pela resposta, falou a Selina: — Acha uma sacola e pega a arma.
A mente de Jessica estava uma bagunça. Ela olhou atordoada para ele e perguntou: — Como você fez isto?
Molly sacou a arma de repente e só fez isto quando as portas do elevador estavam fechando. Ninguém sabia que havia um revólver na pasta.
Mesmo que Jessica abrisse as portas à força, não teria sido rápida o bastante para impedir Molly de puxar o gatilho.
Entretanto, Luke disparou muito rápido, além disso, por estar de costas para ela, Jessica não tinha visto nada.
Olhando para ela, Luke sorriu: — Srta. Jones, com certeza somos capazes de investigar o caso. Existem coisas que eu posso fazer que você não necessariamente conseguirá.
Os lábios de Jessica se moveram, mas não falou nada.
Agora há pouco, Luke impediu Molly de disparar a arma.
Olhando para a situação no elevador, ela poderia ter se matado ou matado seus pais, talvez até ambos.
Luke provavelmente salvou toda a família de Molly.
Naquela hora, Jessica só gritou em alarme.
Ela falou antes que Luke não conseguiria ajudar e agora achou suas palavras uma piada.
Na verdade, Luke sempre soube que Richard tinha uma arma na pasta, pois não poderia ser oculto de seu Olfato Aguçado.
No entanto, a filha de Richard foi machucada e o lunático que a machucou não foi pego. Carregar uma arma para autodefesa não era estranho.
Luke não se intrometeu nos negócios das outras pessoas.
Agora há pouco, Jessica ajudou um pouco.
Seu grito “Molly! Não!” Alertou Luke da situação.
Movendo-se rapidamente para o lado, fixou o olhar em Molly, que estava apontando a arma para Richard no elevador.
Num piscar de olhos, Luke usou Saque Rápido.
Com seus atributos atuais, a velocidade e precisão do Saque Rápido eram similares ao de atiradores especialistas nos filmes no alcance de um a dois metros.
Assim, sacou sua M686 do coldre na axila e disparou precisamente na arma na mão de Molly através da lacuna de dez centímetros das portas do elevador.
Houve vezes em que balas eram realmente mais convenientes.
Pelo menos, elas poderiam passar tranquilamente por uma abertura de dez centímetros, mas Luke não podia fazer o mesmo.
Um momento depois, todos retornaram ao apartamento.
Todos tremeram à vista de Moll, que ainda lutava no sofá e dizia “Tenho que fazer isto”, como um gravador.
Naquele momento, Selina encontrou algo adequado no apartamento para prender Molly.