Super Detective in the Fictional World

Volume 2 - Capítulo 876

Super Detective in the Fictional World

O rosto de Jessica mudou e seus olhos piscaram entre ansiedade e medo.

Luke simplesmente aguardou.

Jessica ficou quieta por mais de dez segundos antes de finalmente falar: — Não, não sei de nada.

Luke sorriu: — Srta. Jones, aprecio que esteja protegendo seus clientes e a nós, detetives, mas continuaremos investigando o caso. Se realmente quer que evitemos perigo, por que não nos conta o que sabe sobre ele? Molly pode não ser a primeira vítima e você não quer que outra apareça, quer?

Após um longo silêncio, Jessica finalmente balançou a cabeça: — Não sei de nada. Não posso ajudar você.

O sorriso no rosto de Luke não mudou. Ele simplesmente assentiu: — Tudo bem, isso é tudo por enquanto.

Ele olhou para Christine e perguntou: — E quanto ao Richard e sua família?

Christine respondeu: — Eles foram cuidar do procedimento da alta.

Luke: — Você atualmente está trabalhando, não a atrapalharemos. Apenas deixe isto com a gente.

Olhando para o rosto calmo, Christine lembrou-se do que sua amiga Haley disse. Após uma breve hesitação, ela decidiu confiar em Luke.

A verdade era que ela não teve escolha além de confiar nele.

Até o médico de plantão não podia rejeitar a alta de Molly. Afinal, Molly não era uma paciente crítica.

Numa situação como esta, o hospital não tinha direito ou obrigação para interferir com a alta do paciente.

Christine só não queria ver Molly sair com tanto trauma.

Os pensamentos passaram por sua mente, mas ela simplesmente falou: — Tudo bem, obrigada.

Após a enfermeira sair, Luke e Selina ficaram na porta do quarto e chuparam um pirulito de chocolate.

Jessica olhou para eles, um pouco perplexa: — O que… estão fazendo?

Luke respondeu: — Estou esperando pelo Richard.

Olhando para o rosto de Jessica, ele falou casualmente: — Não se preocupe, Srta. Jones, não estou aqui para persuadi-los. Você está certa, ficar em Nova York realmente não fará bem, além de aumentar a chance de encontrar aquele lunático de novo.

Jessica achou suspeito.

Não era a primeira vez que ela lidava com a polícia. Usar a vítima como isca era uma das maneiras mais comuns para a polícia pegar o suspeito com uma vítima.

Porém, quando ela olhou para Luke, ela não queria aceitar.

Por causa de seu temperamento e profissão, ela nunca teve uma boa relação com a polícia, mas teve uma boa impressão de Luke e Selina.

Se os dois jovens policiais estivessem dispostos a investigar um caso que não parecia ser nada para eles, só poderia ser presumido que tinham uma atitude profissional.

Um policial dedicado era mais respeitável que um sujo.

Após outros dez minutos, Richard retornou após Molly receber alta.

Vendo Luke, ele hesitou, mas ainda cumprimentou.

Olhando para sua expressão desconfortável, Luke o confortou: — Richard, você nos ajudou o bastante. Leve a Molly para casa. Ela precisa se recuperar.

Richard balançou a mão: — Sinto muito e obrigado.

Ele pediu desculpas porque recebeu muito apoio de Luke, mas agora estava fugindo.

Ele ficou grato por tudo que Luke fez.

Luke deu um tapinha no ombro dele: — Vamos lá. Escoltarei vocês para fora da cidade.

Richard balançou a cabeça apressadamente: — Não, está tudo bem.

Luke: — Pelo menos deixe-me confirmar que saíram da cidade em segurança.

Richard sorriu amargamente: — Tudo bem, obrigado…

Alguns minutos depois, Molly e sua mãe saíram do quarto, claramente preparadas para partir.

Quando chegaram no estacionamento, Richard entrou no carro antes de sair de novo e caminhar até Luke: — Detetive Luke, Molly falou que ela precisa passar na casa dela para pegar os documentos e pertences pessoais, então precisamos fazer um desvio.

Luke assentiu: — Sem problemas, seguirei vocês.

Observando Richard retornar ao caso, Selina comentou: — Molly nunca mencionou onde estava morando. Será que tem pistas importantes lá?

Luke assentiu: — É claro. Portanto, coisas boas sempre vêm a pessoas boas.

Selina concordou.

Se Luke falasse mais tarde que queria checar a casa de Molly, Richard provavelmente não recusaria este pequeno pedido.

Se os dois tivessem saído agora há pouco, poderiam ter perdido esta pista.

Após os dois carros saírem do hospital, Selina olhou pelo retrovisor e falou pensativa: — A detetive também está aqui. Parece que ela está preocupada com esta família.

Luke assentiu: — Ninguém pode ser descuidado contra um lunático.

Vinte minutos depois, três carros pararam fora de um apartamento.

A família de Molly liderou o caminho, seguido por Luke e Selina, e então a detetive particular, e foram ao quarto andar.

Após Molly abrir a porta e entrar no apartamento, Luke perguntou a Richard num tom baixo: — Precisamos checar o local. Pode ter algumas pistas, está tudo bem?

Após uma breve hesitação, Richard assentiu: — Sim, mas o quarto…

Luke: — Entendo. Não tocaremos aleatoriamente em nada. Você pode pedir à sua esposa para ajudar Molly.

Richard ficou preocupado que os assuntos privados de Molly ficassem expostos no apartamento.

Molly foi levada por um homem por três meses. Era possível que ela estivesse morando aqui o tempo todo. Ele estava com muito medo de ver algo horrível, como fotos ou vídeos.

Após receber a permissão de Richard, Luke sinalizou para Selina e eles se separaram.

Selina foi ao quarto, mas não entrou. Ela simplesmente as observou empacotar.

Ela tinha que garantir que as duas não pegassem nada que pudesse servir de evidência.

Luke, por outro lado, caminhou pelo apartamento.

Na verdade, mesmo que não se movesse, o Olfato Aguçado já havia encontrado um cheiro de homem bem único.

Parecia ser um cheiro mais pesado que o de uma pessoa normal, mas não tinha o tipo de cheiro específico que a maioria das pessoas tinha.

Era como a diferença entre o umami e os outros sabores.

Foi só por causa do olfato apurado de Luke que ele notou a anomalia.

O cheiro era tão único que ele definitivamente conseguiria confirmar a identidade do homem no momento em que o visse.

Enquanto analisava o cheiro, seus olhos não pararam de analisar a sala de estar.

Não havia fotos ou dispositivos, incluindo celulares, câmeras ou computadores.

Ele só prestou um pouco mais de atenção no café e nas garrafas de vinho na sala. Não eram baratos; pelo menos, só a classe média compraria isto com frequência.

Além disso, este apartamento era de classe média-alta. Aquele Killgrave não tinha padrões de vida baixos. Provavelmente não viveria num cortiço sujo e dilapidado, o que diminuía o alcance de busca de Luke.

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