
Volume 2 - Capítulo 875
Super Detective in the Fictional World
O oficial branco ficou quieto por um momento antes de assentir: — Peço desculpas, Oficial Cobb. São apenas negócios. Desculpe por perturbá-lo. — Então, os dois oficiais entraram no carro e saíram.
Observando o carro desaparecer, Luke falou casualmente: — As pessoas da Décima Quinta Delegacia têm bastante personalidade.
Walter se virou para ver um nível de surpresa normal no rosto de Luke.
Ele fungou: — Na NYPD, as pessoas da Décima Quinta Delegacia não são confiáveis. Eles são apenas uma gangue com distintivos.
Ao ouvir isso, Luke sorriu para Walter: — Obrigado pelo lembrete, senhor.
Walter balançou a mão e entrou no carro: — Vamos lá. Ainda temos mais duas cenas de crime para investigar.
Luke e Selina o seguiram.
Olhando para o carro de Walter, Selina não pôde deixar de dizer: — Walter realmente falou isto. Estamos do lado do Dustin, afinal.
Luke: — Mas nem o Dustin nem o Walter pensaram em se matar e até fazem o melhor para se proteger. As pessoas da Décima Quinta Delegacia? Hehe.
Pensando na informação que reuniu recentemente, Selina não tinha muito a dizer.
Como Walter disse, a Décima Quinta Delegacia era apenas uma gangue com distintivo.
Porém, esta organização esquisita foi protegida por várias pessoas de ambos os lados por vários motivos.
Até a sede da NYPD não poderia limpar isto.
Cinco minutos após chegarem à terceira localização, Luke viu outra viatura.
No entanto, os oficiais não saíram do carro desta vez.
Apesar disso, Luke notou que o oficial no passageiro tinha tirado o celular.
Ele pegou rapidamente o próprio celular falso.
Não muito longe da viatura, o coletor de som no carro de Luke foi ativado imediatamente e mirou no oficial que estava falando.
— Blake, eles estão no terceiro terreno de explosão — falou o oficial no banco de passageiro. — Hã? Okay, ficaremos de olho neles e avisarei se algo acontecer…
Luke ficou animado. Selina, que estava ouvindo ao lado, tinha uma expressão de “com certeza” no rosto.
Olhando para Walter e Ricky na fábrica destruída, Luke suspirou: — Realmente acredito agora que o Dustin queria que eu os seguisse só para mantê-los vivos, não para investigar o caso.
Selina ficou sem palavras.
Monitorar os próprios colegas trabalhando num caso como se fossem suspeitos — as pessoas da Décima Quinta Delegacia eram realmente bizarras.
Quando chegaram à quarta localização, outra viatura apareceu próxima.
Entretanto, a viatura não foi pintada; era apenas um Ford normal.
Embora os dois detetives no carro fossem cautelosos e observassem de longe, não escaparam das câmeras no carro de Luke.
Na terceira localização, Luke checou uma lista de policiais da Décima Quinta Delegacia no banco de dados. Ele descobriu que o oficial que falou deles e de quebra procurou sobre o sobrenome “Blake”.
Ele então encontrou um Detetive Blacke, junto de seu parceiro, Detetive Carl Hoffman.
Blake era um latino-americano de vinte e oito anos, enquanto seu parceiro, Hoffman, era um homem negro de trinta e sete anos.
O motivo pelo qual Luke estava investigando foi que havia algo de errado com a maneira como agiam e operavam. Era muito provável que fossem a vanguarda do Rei do Crime na força policial.
Era de conhecimento comum na NYPD que não havia bons policiais na Décima Quinta Delegacia.
A verdade era que, entre a centena ou mais de oficiais na Décima Quinta Delegacia, devia haver alguns mais capazes.
A maioria dos policiais ruins eram indivíduos medíocres que seguiram cegamente o fluxo.
Estas pessoas nem eram dedicadas o bastante como policiais corruptos. Ele precisava procurar policiais mais “capazes” para ter uma chance melhor de descobrir mais sobre o Rei do Crime.
O Detetive Blake e o Detetive Hoffman, que secretamente vieram monitorar os colegas da sede, obviamente eram pessoas capazes.
Luke memorizou decisivamente seus nomes.
Após checar a quarta localização, Luke seguiu Walter de volta à sede.
No estacionamento subterrâneo, Luke contou a Walter e Ricky sobre a descoberta de que Blake e Hoffman estavam os observando.
Os dois não ficaram surpresos. Eles simplesmente assentiram e falaram que entenderam.
Luke e Selina não os seguiram.
Após se despedir de Walter e Ricky no departamento, podia ser considerada tarefa concluída. Eles tinham pouco tempo sobrando, então almoçaram tarde.
Enquanto aproveitavam o almoço ao lado do rio, o celular de Luke tocou.
Ele atendeu e o tom apressado e baixo de Christine surgiu: — Aquela detetive particular chamada Jessica está aqui de novo. Não sei o que ela falou para a família da Molly, mas seus pais estão se preparando para levá-la para casa. Pensei que você deveria saber sobre isto.
Luke: — Obrigado, Christine. Já chego aí.
Quinze minutos depois, quando Luke e Selina chegaram ao hospital, Christine estava conversando com a detetive particular chamada Jessica: — Não estou impedindo a Molly de partir, mas eles podem esperar até os dois detetives chegarem.
— É inútil mesmo que venham. Eles não sabem o tipo de perigo que estão enfrentando — Jessica falou impacientemente. — Eles não podem se proteger ou proteger a Molly. Confie em mim, é melhor a família da Molly sair de Nova York. É melhor você fingir que nunca viu esta família para não se envolver.
Luke acelerou o passo: — Srta. Jones, nos encontramos de novo.
Quando Jessica viu os dois, sua expressão escureceu: — Detetive, Molly não é uma criminosa. Ela tem o direito de ir para casa.
Luke levantou a mão, indicando que Christine não deveria discutir com Jessica antes de responder: — É verdade, não estamos aqui para detê-la. Na verdade, estou aqui por você.
Jessica e Christine ficaram surpresas: — O quê?
Luke explicou: — A questão da Molly terminou. Naturalmente, seus pais decidirão onde ela deve se recuperar. Não forçaremos a ficar em Nova York só porque é conveniente para nós, mas…
Ele pausou por um momento antes de continuar: — Srta. Jones, você esteve em Nova York este tempo todo e esteve envolvida neste caso. Para encontrar o criminoso, você deve conseguir cooperar conosco. Afinal, você parece saber algo sobre o Killgrave.