
Volume 2 - Capítulo 847
Super Detective in the Fictional World
Ela bufou e não voltou a tocar no assunto.
Suas palavras foram um lembrete de que ela era nova aqui e as pessoas poderiam fofocar se ouvissem Luke chamá-la de chefe.
— Diga-me, por que está aqui? — A voz de Elsa estava abafada porque comia o bolo que eles deram.
Luke: — Quero saber mais sobre as explosões em Clinton.
Elsa pausou por um momento: — O chefe pediu para vocês investigarem isto?
Luke balançou a cabeça: — Só estou averiguando, afinal, eu e Selina moramos lá.
Os olhos de Elsa arregalaram: — O quê? Vocês vivem lá?
Ela guardou o bolo e perguntou solenemente: — Vocês sabem como é aquele lugar?
Vendo Luke assentir casualmente, ela hesitou por um momento antes de dizer: — Sei que você não está com medo, mas deve ter cuidado. É muito caótico lá. Segundo nossas informações, as explosões foram os rescaldos de um conflito interno. Houve várias guerras de gangue naquela área e várias pessoas morreram. A 15ª Delegacia relatou só cinco mortes, mas pelas nossas informações, não deve ter menos de trinta.
Luke ergueu a sobrancelha: — Eles estão escondendo as mortes? Estão com medo de que seja uma responsabilidade grande demais?
Elsa balançou a cabeça e falou baixinho: — Não inteiramente. Você pode perguntar a qualquer um sobre a 15ª Delegacia; é bem suja.
Luke entendeu: — Eles têm a coragem de tirar proveito disto?
Elsa curvou os lábios: — A única coisa que podemos garantir que não é um problema com a 15ª Delegacia é a Estátua da Liberdade na porta. Afinal, ela foi colocada um ano atrás.
Luke e Selina estavam sem palavras. Então, cada pessoa na 15ª Delegacia pode ser um policial corrupto? Isso era chocante.
Anteriormente, Luke ouviu muito sobre a explosão de Temple e os dois garotos. Alguns falaram que foi uma luta de gangue, outros que foi um ataque terrorista e alguns disseram que foi um caminhão carregando produtos perigosos que explodiu.
Agora parecia que realmente poderia ser uma luta de gangue.
Embora o ambiente em Clinton fosse caótico, não era normal causar várias explosões e matar dezenas de pessoas.
Isto significava que havia um problema com o equilíbrio entre as forças do submundo. Se isto continuasse, os inocentes poderiam ser implicados.
Se dezenas de civis morressem de uma vez, sairia nas manchetes internacionais.
A maioria das gangues não queria se tornar “celebridades”.
Parando por um momento, Elsa pareceu pensar em algo. Um momento depois, disse baixinho: — Dizem que um cara de “máscara preta” apareceu lá e está causando problemas para aqueles gângsters diariamente.
Luke e Selina não ficaram surpresos. Eles já ouviram falar de Temple e dos garotos.
— Ouvimos os moradores lá falando sobre o máscara negra, mas eles parecem pensar que ele é um vigilante que combate o crime, como o Batman — disse Luke.
Elsa expressou: — Também ouvi esse rumor. Ele se parece com o Batman e só ataca criminosos. Além disso, ele só os machuca e nunca mata.
Ela olhou ao redor e, vendo que ninguém estava prestando atenção, ela disse baixinho: — Entretanto, a 15ª Delegacia o considerou um assassino de gangue e o culpa pela explosão anterior. Você entende?
Luke abaixou o tom: — A 15ª Delegacia está o alvejando?
Elsa: — Segundo os arquivos da 15ª Delegacia, o máscara negra é responsável pelas explosões e assassinatos de gangues anteriores, mas pelo que li, havia muitos buracos. Além disso, a 15ª Delegacia não está disposta a deixar o caso e insiste em se envolver.
É claro que Luke entendeu.
A polícia poderia focar num alvo em particular em certos casos, mas insistir em colocar a culpa em alguém sem evidência concreta era muita tolice.
Mais importante, a identidade do máscara negra era desconhecida; ele não era adequado para ser o bode expiatório.
A polícia apenas continuaria se ferrando se não pegasse o máscara negra.
A coisa esperta seria identificar a maioria dos suspeitos, especialmente de certas gangues.
Esta era a maneira mais confiável e fácil de jogar a culpa.
Era comum os membros de gangue morrerem em Nova York. A mídia não se importaria e o público estava ainda mais acostumado.
Contanto que não envolvesse pessoas demais, ninguém se importaria com quantos membros de gangues morressem.
Quanto ao máscara negra, ele já tinha chamado a atenção de alguns tabloides nos últimos dois meses.
Uma vez que a postura da 15ª Delegacia foi revelada, várias pessoas ficaram curiosas sobre a identidade do máscara negra e o motivo de ele matar aqueles membros de gangues.
Afinal, o título de “Batman de Nova York” era algo que o público adoraria; não havia nada de especial em uma briga de gangues.
— Entendi, não vou interferir — Luke falou para Elsa.
Elsa ficou aliviada.
Ela sabia que Luke era bom, mas a área de Clinton era como um buraco lamacento difícil de se mover.
Na maioria das vezes, a coisa mais assustadora não era o seu inimigo declarado, mas o seu suposto companheiro de equipe.
Após ouvir isto, Luke e Selina estavam prestes a sair, quando alguém se aproximou e sorriu brilhantemente: — Vocês finalmente chegaram. Eu cheguei antes de vocês.
Surpresos no começo, Luke e Selina sorriram: — Liz, qual jogo está jogando?
Era Elizabeth.
Ela usava o mesmo estilo simples e elegante, com calça preta e uma blusa branca sem acessórios.
No entanto, Luke podia dizer com sua boa visão que estas roupas não eram comuns; teriam custado pelo menos mil pratas.
Esta jovem rica sabia como melhorar suas condições de vida! Ele riu internamente.
Elizabeth sorriu e deu um meio abraço nos dois: — O chefe perguntou se eu estava disposta a vir para Nova York e disse que vocês também vinham. Não terminei o meu aprendizado com meus professores, então concordei.
Luke olhou para Elsa e viu que sua velha chefe estava igual.
Como esperado da antiga subordinada de Dustin, ela era boa em arrastar pessoas.
Dustin usou Elsa para aumentar as chances de Luke e Selina concordarem com a transferência.
Elsa, em troca, usou Luke e Selina para convencer Elizabeth.
Elizabeth, todavia, não notou a expressão de Luke. Ela continuou: — Mas a chefa falou que ela precisa de alguém aqui. Tenho que ajudá-la aqui com a administração por um tempo e não conseguirei sair no campo com vocês por enquanto.
Luke respondeu com um sorriso: — Está tudo bem. É melhor você entender a situação antes de tomar qualquer tipo de decisão. Você não terá necessariamente que sair no campo.
Elizabeth assentiu e perguntou de repente: — Vocês se mudaram? Devemos ter uma pequena festa para celebrar a mudança?
Luke suou frio; ele esqueceu sobre isso.