
Volume 2 - Capítulo 846
Super Detective in the Fictional World
O segundo andar tinha uma sala de estar, sala de jantar e uma cozinha aberta. O terceiro andar tinha um escritório e o quarto tinha o quarto de Luke. O quinto andar tinha o quarto de Selina.
Porém, só o layout principal da casa foi terminado; Luke teria que instalar lentamente as várias medidas de segurança sozinho.
Selina não podia ajudá-lo. Ela não era tão habilidosa.
Após aproveitar os frutos do trabalho da semana, os dois voltaram ao segundo andar. Eles abriram o forno e tiraram o frango e o bife assado que prepararam antes.
Luke até pegou uma cerveja em um movimento raro e a levantou: — Uma festa de jantar para celebrar a conclusão da nossa nova casa. Saúde!
— Saúde!
— Au!
As três garrafas de cerveja tilintaram.
No dia seguinte, os dois foram trabalhar e Gold Nugget ficou em casa.
Luke já tinha dado o controle sobre os novos mecanismos de defesa pelo tablet.
Contanto que escolhesse o mecanismo de defesa correspondente no tablet, ele seria capaz de lidar com qualquer pessoa que tentasse invadir.
Por enquanto, havia só duas medidas de defesa simples: choque elétrico e gás lacrimogêneo.
Gold Nugget estava relutante em ficar sozinho em casa.
Contudo, Luke falou que, se a nova casa fosse arruinada, isto arruinaria o humor de todos.
O cachorro tinha que ficar em casa por alguns dias.
Pouco depois das oito, Luke e Selina chegaram na sede da NYPD.
Era o clássico prédio quadrado e vermelho, velho e sem graça. No entanto, como a instituição administrativa mais antiga nos Estados Unidos, a NYPD era muito avançada.
Na verdade, Luke realmente queria muito que sua empresa funcionasse num prédio histórico antigo, mas isso era apenas um sonho.
Após encontrar o escritório de Dustin, Luke bateu na porta.
Dustin falou: — Entre, não está trancada.
Ele levantou a cabeça.
Olhando para as duas figuras familiares, ele largou a caneta e se levantou com um sorriso, indicando para fecharem a porta.
Ele apertou suas mãos e perguntou: — Querem um café?
Luke e Selina balançaram as cabeças. Foi Selina que colocou o bolo na mesa: — Já tomamos o café da manhã. Você ainda não comeu nada, né?
Dustin suspirou e pegou o bolo da caixa antes de dar uma mordida: — Aqui não é Los Angeles. Não comi nenhum lanche faz dias.
Luke ergueu a sobrancelha: — Os novos subordinados são arrogantes ou mesquinhos?
Dustin balançou a mão: — Não é isso. Eles estiveram ocupados demais para comer.
Luke perguntou: — Um caso grande?
Dustin assentiu e depois balançou a cabeça: — É um caso grande; o problema é que foi a 15ª Delegacia que pediu para investigarmos.
Dizendo isso, ele bateu na testa: — Estou tão ocupado que fiquei burro. — Ele pegou dois documentos de uma gaveta à sua direita.
— Ajudei você na maioria dos procedimentos. Vocês terão que cuidar do resto — ele falou.
Luke sorriu e entregou os documentos para Selina: — Obrigado, chefe.
Dustin: — Vocês se apresentam diretamente a mim aqui. Contanto que não cometam nenhum erro, garanto que ninguém incomodará vocês.
Luke assentiu: — Isso é ótimo. Chefe, precisamos fazer parte do grande caso?
Ponderando por um momento, Dustin respondeu: — Tecnicamente falando, este assunto não é parte da nossa responsabilidade. Vocês não precisam seguir, apenas fiquem atentos. Conversaremos sobre isto quando descobrirmos mais.
Luke entendeu.
Dustin, Luke e Selina agora eram parte do Departamento de Detetives, que estava diretamente subordinado à sede da NYPD.
Todos os casos em Nova York poderiam ser entregues ao departamento.
Porém, estes casos eram complicados ou investigações conjuntas, e a situação era muito mais complicada que em LA.
Dustin descreveu brevemente o caso e contou aos dois que poderiam checar as informações relevantes na base de dados da polícia após marcarem suas consultas.
Luke e Selina então saíram.
Dustin era um viciado em trabalho e não gostava de ficar de conversinhas com seus subordinados.
No entanto, ele tentava ao máximo cuidar de seu pessoal. Ele tinha um alto QE e era adequado para ser o diretor de um departamento operacional.
Antes de sair, Luke perguntou: — Chefe, para qual departamento a Elsa vai?
Dustin respondeu: — Departamento de inteligência na sede.
Luke riu: — Hehe, essa é uma posição muito boa.
Dustin olhou para ele: — Isso é verdade, mas seja discreto quando pedir informações para ela. Ela facilitará as coisas para você.
Luke saudou: — Sim, senhor! Adeus, senhor! — Com isso, ele foi embora.
Selina sorriu e se despediu antes de fechar a porta. Dustin pareceu relaxar de repente. Ele escorou as costas na cadeira e murmurou: — É bom que tenha vindo. Podemos fazer algo grande agora.
Algo aconteceu em Nova York recentemente e vários departamentos estavam fazendo hora extra. Não foi fácil para Dustin ajustar a distribuição dos policiais.
O maior problema era que ele não sabia muito sobre seus subordinados.
Ele só poderia contar com a papelada, mas isto não cobria todas as suas características.
O único cara que era bom em lutar era um encrenqueiro. Ele era muito mais animado que Luke.
Dustin estava animado e contente por ter pedido para Selina e Luke se transferirem.
Com estes dois subordinados confiáveis, ele teria muita margem de manobra.
Com Luke e Selina aqui, ele poderia resolver vários casos complicados sem precisar recorrer aos novos subordinados.
Em dois meses, no máximo, seus subordinados não conseguiriam aguentar mais. Alguns colapsariam sob a pressão e ele conseguiria controlar o Departamento de Detetives.
Alheios aos pensamentos de Dustin, Luke e Selina começaram com o procedimento habitual de relatório.
Esta já era a quarta vez de Luke no ano e a terceira de Selina.
Com os arranjos anteriores de Dustin, foi tudo muito simples.
Eles tiraram as fotos e fizeram seus documentos de identidade, registraram suas armas e carros, receberam mesas e assim por diante. Eles terminaram em uma hora.
Após colocar suas placas nas mesas para indicar que estavam ocupadas, eles foram ao departamento de inteligência.
Olhando para Elsa, que estava ocupada no canto do escritório, Luke bateu na mesa e falou com um sorriso: — Chefe, você não está recebendo um tratamento melhor aqui.
Ao ouvir sua voz, Elsa sorriu e disse brincando: — Falando besteira de novo.
Após cumprimentar Selina, ela falou: — Use meu nome a partir de agora; não estamos mais em LA e não sou mais sua chefe.
Luke deu de ombros: — Você é minha chefe. Contanto que o Dustin não fique com ciúmes, ninguém se importará.