
Volume 2 - Capítulo 845
Super Detective in the Fictional World
Ele olhou para Luke e Selina de novo. A maneira como se comportavam não era igual à daquele filme sobre o casal de assassinos?
Além disso, a ordem pública em Clinton era ruim, mas os preços das propriedades não eram baratos. Afinal, este ainda era o coração de Manhattan.
Luke e Selina tinham boa aparência e dinheiro, então por que compraram uma casa em Clinton?
A única possibilidade era que eles eram assassinos e seu dinheiro era do tipo que não podia ver a luz do dia, motivo pelo qual vieram a se estabelecer na área de Clinton.
Desde que não podia contar com sua prima, Charlie compartilhou o segredinho com Rafael e o avisou para ter cuidado.
Luke e Selina podiam dizer o que Charlie estava pensando.
O cara não conseguia esconder bem as expressões e só diminuiu um pouco a voz quando conversou com Rafael.
Sempre que os dois garotos estavam conversando, Luke e Selina muitas vezes se sentavam na janela acima deles e sorriam enquanto ouviam Charlie analisar os dois assassinos acima.
Após o incidente de Hudson, Luke finalmente teve paz.
Estes vândalos compartilhavam as mesmas informações. Além de pequenos furtos, a única coisa que esses vagabundos sabiam fazer era fofocar alto.
Vários eram adolescentes que cometiam constantemente menores infrações, mas nunca grandes crimes.
Isto era o que mais irritava Luke.
Como o apetite do sistema crescia diariamente, ele tinha pouco interesse em enfrentar estes peixes pequenos.
Pequenos furtos não eram o bastante para Luke ser cruel com eles.
Porém, se fosse alvejado por estes ratinhos, quem sabia quais coisas nojentas eles poderiam fazer se ele e Selina estivessem no trabalho.
Coisas como quebrar janelas, grafite e jogar merda eram baratas e fáceis de fazer.
Então, quanto mais assustado Charlie fazia Luke e Selina parecerem, melhor era.
Os vândalos tinham sua própria maneira de sobreviver. Sem dinheiro o bastante como atrativo, eles não mexeriam com os “profissionais”.
Quanto aos “profissionais” ao redor desta nova casa, eles provavelmente cairiam logo.
Quando se tratava daqueles que cometiam os crimes mais hediondos, o Açougueiro Fantasma, que descansou por meio ano, não poderia aguentar mais sua fome.
No sétimo dia em Nova York, Luke e Selina finalmente completaram as reformas preliminares.
Luke deu o dinheiro para os dois garotos, que estavam ofegantes na porta, e falou com um sorriso: — Este emprego temporário está terminado.
Os dois garotos comemoraram.
Luke não os interrompeu. Ele aguardou um pouco antes de continuar: — Mas…
Os dois ficaram calados imediatamente e olharam para ele lamentavelmente; estavam com medo de ele dizer que havia outros trabalhos aguardando por eles.
Como esperado, Luke disse: — Mas ainda tenho muitos trabalhos para vocês.
Os dois ficaram devastados. Quando esta vida amarga terminaria?!
Sorrindo para os dois, Luke continuou: — Se eu pegar vocês roubando de mim de novo, darei um mês de trabalho.
Eles balançaram as cabeças: — Não, chega. Prometemos ficar longe daqui.
Luke assentiu: — Isso é ótimo. Vocês estão sem trabalho hoje.
Os dois fugiram.
Somente então Luke deu a parte de Temple e sorriu: — Obrigado pela ajuda.
Temple aceitou o dinheiro com um sorriso. Após guardar no corpo, agradeceu: — Obrigada, Luke.
Luke: — De nada. Somos vizinhos agora. Você pode vir nos procurar se precisar de algo.
Temple se despediu e foi embora.
Luke estava certo. Eles agora eram vizinhos. Quando tivesse tempo, seria bom deixar um presente.
Fora da porta, ela ouviu Charlie falar animadamente: — Vou comprar um celular, o último modelo da Titanium.
Rafael assentiu: — Isso é ótimo. Temos que comprar uns iguais, haha.
Charlie bateu na testa: — Isso mesmo. Estamos ricos.
Eles ganharam cem pratas por dia nos dois primeiros dias e, após Luke aumentar o pagamento, eles ganharam mil pratas nos próximos quatro dias.
Para dois adolescentes que nunca tiveram empregos permanentes, isto era sem dúvidas uma soma enorme.
Eles estavam tão cansados após trabalhar que dormiam logo em seguida. Eles não ousaram relaxar enquanto estavam no trabalho, então não tiveram tempo de gastar o dinheiro.
Foi só agora que perceberam que estavam ricos.
Temple não negou.
Embora não fosse muito bom usar estes celulares na área de Clinton, ela queria que eles soubessem que poderiam ganhar dinheiro com trabalho honesto e comprar os celulares da moda para si.
Era melhor que deixá-los pensar sobre ir roubar coisas todo dia.
Após deixá-los extravasar sua felicidade por um momento, ela disse: — Entre. A loja vai fechar em uma hora. Vou levar vocês lá.
Charlie e Rafael despertaram e olharam para ela tensos: — Não, está tudo bem.
Temple respondeu: — Estão planejando caminhar até lá? Vocês serão roubados no caminho.
Os dois voltaram aos sentidos.
No passado, eles caminhavam casualmente pela área porque seus bolsos estavam lisos. Ninguém se incomodaria com eles.
No entanto, se fossem comprar celulares Titanium mais tarde, precisariam levar quinhentos dólares cada, o que era muito dinheiro.
Pensando nisto, os dois entraram apressadamente na picape. Agora, tinham duzentas pratas em mãos e poderiam ser roubados facilmente.
Charlie hesitou por um longo tempo antes de perguntar baixinho: — Você não vai me repreender?
No passado, Temple brigava por um longo tempo se ele gastasse vinte ou trinta pratas num jogo, mas agora ele queria gastar quinhentas.
Temple não olhou para ele quando respondeu casualmente: — Esse é o seu dinheiro. Contanto que não compre drogas, pode gastar no que quiser. Rafael, explicarei para sua mãe.
Ambos ficaram atordoados.
Eles nunca viram Temple tão calma.
No passado, sempre que falava com elas, ela soava decepcionada, o que os deixava desconfortáveis.
Agora, todavia, Temple estava os tratando… como iguais.
Temple continuou dirigindo: — Após comprarem os celulares, não os mostrem na rua. Se quiserem exibi-los, levem suas namoradas para Upper East Side para brincar. De qualquer forma, vocês ganharam este dinheiro com trabalho duro.
Ainda atordoados, os dois assentiram.
Luke não sabia que uma certa prima estava ensinando com calma os dois garotos uma lição sobre as glórias do próprio trabalho árduo.
Contente consigo, ele e Selina levaram Gold Nugget para dar uma volta pela nova casa.
Havia somente um pequeno hall atrás da porta da frente do primeiro andar e uma escada para o segundo andar.
Além da porta dos fundos, Luke selou a maior parte do primeiro andar.
Junto do porão ilegal que ele montou, esta era sua nova oficina.
O primeiro andar também servia como a garagem e um local para modificar vários objetos.
O porão foi usado para processar itens que precisavam ser mantidos confidenciais, como armadura, dispositivos de voo e armas de fogo.