Super Detective in the Fictional World

Volume 2 - Capítulo 844

Super Detective in the Fictional World

Hudson. … Acha que sou idiota? O cabo é superantiderrapante! Não importa quanto escorregue, não tem como esta coisa voar metade do quarto e atravessar a parede!

Quando seus olhos caíram nas mãos do jovem, todavia, ele imediatamente recuou e esbarrou em seus amigos.

Caminhando até a porta, Luke pegou a marreta da parede e sorriu para os vândalos fora da porta: — E aí?

Eles olharam para como ele estava segurando a marreta na mão direita e um cortador elétrico na esquerda, e recuaram.

Se suas mãos escorregassem de novo, eles morreriam.

Após recuar dois passos, uma sombra negra caiu do céu.

Bang! Bang!

Houve um baque quando uma substância preta-acinzentada jogou pelo chão.

— Ah, querido, minha mão escorregou também. Não matei ninguém, né? — Uma voz feminina agradável veio do segundo andar.

Se fosse em outro momento, os vândalos ficariam instantaneamente animados.

Todos, todavia, suaram muito e recuaram vários metros para olhar para cima.

No entanto, embora a janela do segundo andar estivesse aberta, ninguém podia ser visto.

Havia um balde de cimento virado onde estavam antes e era o cimento dentro dele que cobria o chão.

Numa estimativa conservadora, o balde de cimento pesava dez quilos.

Se não tivesse recuado agora há pouco, teria atingido a cabeça de alguém.

Temple, que estava sentada no carro, sorriu amargamente.

Ela sabia que o jovem casal não era nada simples.

Aqueles que não tinha falta de dinheiro, mas ousaram viver em Clinton, ou tinham coragem cega ou eram muito capazes.

Considerando quão relaxado e esperto o casal estava, eles definitivamente não ficavam na primeira categoria.

Agora há pouco, ela viu Selina dar uma olhada pela janela do segundo andar, antes de pegar e jogar um balde de cimento.

Seu temperamento não era tão encantador quanto sua voz.

O líder, Hudson, levou a pior.

Sua cabeça quase foi esmagada pela marreta e era o mais próximo do cimento, que já tinha transformado seu tênis branco em um cinza manchado.

Luke sorriu apologeticamente: — Desculpe por sujar seu tênis. Que tal tirar para eu mandar a lavadeira?

Hudson estava prestes a ficar furioso quando viu Charlie e Rafael parados na porta com expressões ansiosas, gesticulando e mexendo a boca em silêncio.

Os três muitas vezes brincavam juntos e a maneira como estavam gesticulando era como um balde de água fria em suas cabeças.

Hudson forçou um sorriso e se curvou: — De-desculpe por incomodar enquanto está reformando a casa. Tenho outras coisas para fazer, então não incomodarei você com o tênis. Conheço alguém na lavanderia, então irei pessoalmente. Adeus.

Ele recuou enquanto falava e estava a oito a dez metros antes de se virar e fugir.

Que piada! Charlie e Rafael estavam dizendo. “Fuja. Este é um “profissional” que pode matar você”.

Clinton tinha a segurança pública precária porque havia muitas pessoas com caráter duvidoso ou mesmo criminosos que viviam aqui.

 Comparados com aqueles que matavam para ganhar a vida, ou aqueles supervilões que matavam por diversão, vândalos como eles poderiam ser considerados bons cidadãos.

Não seria a primeira vez que vândalos que não conheciam seu lugar se deparavam com pessoas erradas, só para ter suas famílias mortas no dia seguinte.

Eles eram apenas crianças ainda em fase de crescimento que só conseguiam roubar transeuntes e furtar objetos; eles não ousavam enfrentar um profissional tão implacável.

Assim, os oito vândalos fugiram, deixando um rastro de cimento na calçada.

Luke virou a cabeça e olhou para as duas crianças aliviadas ao lado: — Parece que aqueles eram seus amigos. Então, vocês serão responsáveis por limpar esta bagunça. Não danifique a higiene pública de Nova York.

Charlie e Rafael olharam para o cimento que Luke estava apontando: — Quê?

Não foi a beldade encrenqueira que jogou o balde? Foi ela que arruinou a higiene pública. Como isto tinha a ver com eles?

Charlie levantou a mão imediatamente: — Chefe, eles não são nossos amigos.

Luke sorriu para ele: — Sério? Então, é muito provável que minha mão escorregue da próxima vez que eu vê-los.

Sua marreta pareceu escorregar quando disse isso.

Charlie olhou para a marreta e engoliu saliva.

Após lutar com seus pensamentos por um momento, ele assentiu com dor: — Sinto muito. Lembrei-me errado. Eles são realmente meus amigos. Vou limpar isto.

Embora não fosse tão próximo de Hudson quanto era de Rafael, eles cresceram juntos e não queria ver suas cabeças explodidas.

Ele estava sendo obediente agora porque Luke falou com sua prima, Temple, algumas vezes nos últimos dias e ele não manteve a voz baixa.

Das conversas, Charlie ouviu Luke e Selina mencionarem os nomes de vários figurões na área de Clinton.

Porém, quando conversaram sobre estas pessoas, Luke e Selina não foram como todos, que se gabavam ou perguntavam sobre eles.

Ao invés disso, eles queriam verificar as “conquistas gloriosas” destes figurões com Temple.

Além disso, quando Charlie estava limpando o lixo do terraço alguns dias atrás, ele viu Selina no quinto andar com uma bolsa.

Seu nariz tremeu e podia atestar que havia um cheiro forte de óleo de arma da bolsa.

Olhando para a forma e tamanho da bolsa, ele tinha certeza de que havia uma arma lá.

Além disso, havia pelo menos dois rifles ou espingardas nesta bolsa grande.

As pessoas normais não podiam manter rifles em casa e a maioria das gangues normalmente só tinha pistolas.

Aqueles que gostavam de manter rifles em casa normalmente eram fãs militares, membros profissionais de gangues, mercenários ou assassinos.

Charlie estava inclinado à última possibilidade.

Diferente dos outros profissionais, em que uma aparência feroz era melhor, assassinos precisavam de disfarces inofensivos, que os poupariam de muitos problemas.

Após alguns dias de interação, Charlie percebeu que Luke e Selina eram fortes e teve ainda mais certeza de que eram “profissionais”.

Assim, mesmo que tivesse trabalhado muito, não ousou ir embora.

Charlie sentiu um calafrio percorrer a espinha quando pensou no que Luke falou sobre ser um homem de princípios.

Se ele pegasse o dinheiro deste assassino e fugisse, isso não daria razão para ele matá-lo?

Ele até contou à sua prima, Temple, sobre sua suposição. Ela o encarou por um longo tempo como se ele fosse um idiota antes de dizer: — Leia mais livros quando tiver tempo. Não veja aqueles filmes de assassino o tempo todo.

Charlie sentiu-se deprimido. Ele e sua prima nunca estiveram na mesma sintonia. Eles não tinham nada em comum.

Ela não entendia que filmes vinham da vida real e que eram melhores que ela?

Comentários