
Volume 2 - Capítulo 737
Super Detective in the Fictional World
Quando Harrelson falou, houve uma explosão de disparos na frente que levantaram poeira e detritos.
Porém, o reforço policial chegou muito rápido.
Várias patrulhas chegaram com sirenes ligadas. Muitos policiais entraram no hospital e começaram a cercar os criminosos perto da entrada.
A situação tinha mudado. Vendo que as coisas não estavam boas, os criminosos começaram a recuar para uma porta lateral.
Os dois líderes atravessaram uma porta e gritaram “limpo” antes de o grupo se retirar em fila indiana na direção de um corredor que estava a apenas dez metros de distância.
Duas pequenas sombras foram lançadas levemente pela porta lateral, uma na frente e a outra na traseira do grupo.
Bang! Bang!
Após duas explosões, todos os criminosos colapsaram.
Numa passagem estreita, granadas de atordoamento eram poderosas.
Luke falou: — Harrelson, faça os oficiais de patrulha virem pela entrada lateral da esquerda. Eu os subjuguei.
Enquanto falava, ele coletou as armas e saiu.
Naquele momento, uma pessoa armada apareceu fora da sala de emergência.
Após uma breve hesitação, levantou a arma, chutou a porta e entrou.
Passando por uma divisória, ele entrou na sala de operação.
Os médicos e enfermeiras na sala de operação olharam para ele, surpresos.
Vendo a arma em sua mão, todos levantaram as mãos obedientemente.
O homem se aproximou rapidamente da mesa de operação e olhou para o homem ferido: — Por que é um homem?
Aplausos ressoaram atrás dele, fazendo-o se virar e mirar a arma na porta.
Luke saiu sem pressa: — Doutores, podem voltar ao trabalho. Eu cuidarei deste criminoso.
A mão do homem tremeu.
Luke, todavia, não olhou para ele. Ele se virou e perguntou: — Quer dizer algo?
Outra pessoa saiu da escuridão.
O homem estava perfeitamente escondido na escuridão. Só foi quando falou que sua localização foi exposta: — TJ, por que está fazendo isto?
Os médicos e enfermeiras olharam para ele com tensão.
Seus coletes e distintivos indicavam que eram policiais, mas o criminoso de capuz preto estava mais próximo da mesa de operação. Como poderiam sentir vontade de continuar com a cirurgia?
Luke falou: — Harrelson, só estou fazendo isto por você. Se não largar a arma em três segundos, atirarei nele.
O homem de máscara preta na frente dele tremeu.
Ele viu quão aterrorizante era a pontaria de Luke, ou não teria se aproveitado do caos para evitar Luke e vir direto para a sala de emergência.
Pa!
Ele jogou decisivamente a pistola longe.
Perder o emprego era melhor que perder a vida.
Além disso, ele não tinha sofrido um dano real ainda. Sempre havia a chance de se safar na corte.
Se ele enfrentasse Luke, não só perderia a vida, sua reputação também estaria arruinada.
Pessoas mortas não podiam se defender.
Um momento depois, Luke e Harrelson estavam parados fora da sala de emergência.
Harrelson parecia exausto: — Pode nos dar algum espaço, Luke?
— Posso fingir que não vi nada. — Luke deu de ombros e saiu.
O homem de máscara preta era um dos quatro membros da equipe de Harrelson.
Luke conheceu TJ McCabe antes, mas não estava familiarizado com ele.
O motivo pelo qual o homem foi para a sala de emergência era simples.
Ele era outro policial corrupto que veio matar Jennifer para os Elsworth.
Infelizmente, Luke hackeou o sistema do hospital assim que chegou e mudou os registros de Jennifer.
Além dos paramédicos na linha de frente, os outros no hospital só conseguiriam encontrar esta sala de operação.
Se os homens dos Elsworth fossem mais atentos, isto só conseguiria atrasar o ataque.
Entretanto, estavam claramente com pressa e não notaram o truque de Luke, que foi como ele conseguiu fisgar TJ McCabe, este peixe pequeno.
Harrelson, por outro lado, era o mais lamentável. Ele ia perder outro membro da equipe.
Luke disse suas condolências silenciosamente para o capitão. Eles já tinham passado pelos dois corredores e chegaram onde Dustin ainda estava olhando ao redor, preocupado.
Luke se aproximou com um sorriso: — Está feito, chefe.
Dustin ficou aliviado: — Como foi?
Luke respondeu: — Se ainda puderem enviar cem ou duzentas pessoas, podemos aguentar.
Dustin ficou aliviado.
Luke não brincou quando se tratava de negócios. Se ele falasse que tinha cuidado dos criminosos, então não havia problemas.
— Já fiz algumas ligações. Elsa está organizando um novo quarto. Voltarei primeiro. Me ligue se algo acontecer — disse Luke.
Dustin assentiu: — Obrigado.
Luke riu de repente: — Queria perguntar algo, chefe.
Dustin: — Diga.
— Sua namorada comprou seguro contra incêndio? — perguntou Luke.
Atordoado, Dustin esqueceu de negar o título de “namorada” ao responder: — Eu não perguntei. Sua renda não é baixa, então deve ter?
Luke: — Isso é bom. Então vou contar uma boa notícia. Seu apartamento acabou de pegar fogo e foi severamente danificado.
Dustin ficou atordoado: — O quê?
Luke: — Limpe a cena e mate aqueles que conhecem; ninguém pode expor o que fizeram.
A expressão de Dustin escureceu.
Ele não era um pirralho ranzinza.
Contanto que a Família Elsworth recebesse a chance de respirar, poderiam escapar do crime.
Até então, não poupariam esforço para matar Jennifer, esta grande encrenqueira.
— Chefe, pense em como fazer o assunto explodir esta noite — expressou Luke antes de sair: — Segundo os oficiais de patrulha, os criminosos que saíram do estacionamento estavam carregando muitos explosivos plásticos, o bastante para enviar o hospital inteiro pelos ares.
O coração de Dustin palpitou, mas então percebeu que poderia fazer uso disto.
Luke então foi embora. Ele pegou um pirulito e colocou na boca quando chamou Selina: — Como terminamos, vamos jantar em casa.
No caminho, se perguntou se Bruce Banner era “aquele” Bruce Banner.
Não era um nome comum, mas não era fácil para Luke procurar no país inteiro.
Os Estados Unidos não eram a China. Cada estado tinha um sistema administrativo independente.
Era impossível hackear um sistema e encontrar os nomes de todos.
Alguns assassinos só precisavam mudar de nome e identidade e poderiam viver em outro estado por décadas após cometer um crime em um estado.
Luke não se lembrava de Banner tendo uma prima, pelo menos não em suas memórias. Ele só parecia ter uma namorada especial.
Contudo, agora que o Dr. Banner estava no hospital e estava relacionado a Jennifer; não era difícil de investigar.
Na maioria do tempo, a dificuldade numa busca não tinha a ver com o nível de segredo, mas com encontrar um alvo claro no oceano.
No momento em que chegou em casa para jantar, já tinha descoberto sobre o Bruce Banner.