
Volume 2 - Capítulo 736
Super Detective in the Fictional World
Luke falou: — Coloque o colete à prova de balas primeiro, chefe. Você não esteve na linha de frente faz um tempo.
Dustin respondeu: — Eu derrubei alguns mais cedo.
Luke: — Coloque antes de conversarmos, okay?
Dustin guardou rapidamente o colete e perguntou baixinho: — Pirralho, quão grande quer tornar isto?
Luke inclinou a cabeça e pensou por um momento: — Tem que ser a maior notícia de Los Angeles desta noite.
Dustin indagou: — Você quer matar todos de uma vez?
Luke sorriu: — Não, tenho que dar meu melhor para manter os atacantes vivos; pelo menos, suas bocas precisam funcionar direito. É muito mais difícil para uma pessoa viva manter a boca fechada que para um morto.
A voz de Harrelson ressoou em seu fone: — Luke, tem certeza de que não quer apoio? Já detectamos mais de trinta pessoas suspeitas e é só o que encontramos.
Luke: — Sua maior prioridade é garantir sua segurança. Vocês são reforços e podem ser testemunhas para impedir que eu seja enquadrado.
Harrelson: — … Tudo bem. Tenha cuidado.
O lembrete de Selina chegou muito rápido: — Duas ambulâncias entraram no estacionamento subterrâneo, mas as placas não estão corretas. Julgando pela carga nos pneus, tem ao menos de seis a oito indivíduos armados em cada ambulância.
A verdade era que sua comunicação com Luke tinha a maior prioridade e mais ninguém sabia disto.
Luke assentiu e deu um tapinha no ombro de Dustin: — Não fique nervoso quando ouvir disparos. Proteja este lugar. Cuidarei deles.
Dustin assentiu silenciosamente, colocou a mochila especialmente longa com o rifle no ombro e se escorou na parede no canto.
Dessa maneira, ele tinha uma vista do outro lado do corredor e poderia pegar o rifle instantaneamente e começar a disparar se precisasse.
Luke, por outro lado, correu para o estacionamento subterrâneo.
— Está começando. Todos os alvos suspeitos estão se movendo na direção do hospital — Harrelson relatou.
Luke: — Diga aos seus camaradas para manterem a posição. Não é hora deles se moverem ainda. Vou comer todos.
Harrelson: — … Você é um cara ganancioso.
Luke: — É porque odeio maldade.
Harrelson ficou sem palavras.
Enquanto falava, Luke chegou ao estacionamento subterrâneo.
Vendo duas equipes de dezesseis homens armados entrar no corredor, Luke avançou de repente: — LAPD! Parados!
O outro lado ficou atordoado por um instante, mas, quando viram que Luke estava segurando apenas um distintivo, alguém falou de repente: — Matem-no.
Sem hesitação, dois homens de preto levantaram suas armas e dispararam.
Luke se escondeu num canto com um sorriso.
Ele primeiro ativou a câmera policial, depois pressionou o walkie-talkie e disse num tom urgente: — Muitos criminosos foram encontrados no Hospital St. Post. Eles estão armados com armas automáticas e atualmente estão atirando em mim.
É claro, o outro lado conseguia ouvir os disparos: — Por favor, aguente. Reforços chegarão logo.
Luke abaixou o walkie-talkie e murmurou consigo. Não seja rápido demais.
Ele tirou duas granadas de atordoamento, removeu os pinos de segurança e jogou nos criminosos que estavam disparando.
— Granada! — gritou um dos criminosos e todos recuaram.
Tarde demais! Luke contou em seu coração. Três, dois, um!
Bang! Bang!
Duas explosões consecutivas ressoaram. Luke estendeu um pequeno espelho para olhar antes de se aproximar e chutar as armas para longe. Em seguida, tirou os capuzes dos criminosos que haviam caído.
Enquanto fazia isso, um pensamento passou por uma mente e uma enorme pilha de explosivos plásticos que não tinham fusíveis apareceram silenciosamente em uma das bolsas dos criminosos. Luke então começou a correr.
Estes criminosos eram apenas adereços que estavam usando para enquadrar Elsworth, então não havia necessidade de prestar muita atenção neles. O que precisava fazer agora era explodir completamente o assunto.
— Luke, mais de trinta criminosos armados entraram. Tem certeza de que não vamos fazer nada? — Harrelson perguntou de novo.
Luke respondeu: — Okay, segure alguns na entrada. Não trabalhe demais.
Harrelson: — Entendido.
Luke acelerou o ritmo enquanto corria.
Selina: — Tem duas equipes de treze criminosos na entrada dos fundos C2, duas equipes de onze na entrada E5 à esquerda e quinze criminosos na entrada D3 à direita. Eles estão mantendo uma distância fixa. Você tem que ter cuidado.
Luke respondeu: — São eles que deveriam ter cuidado.
Enquanto falava, ele acelerou de repente. Virando a esquina, ele saltou e correu sobre a parede.
Ao mesmo tempo, levantou as armas.
Pa! Pa! Pa! Pa! Pa!
— Ah!
— Ah!
— Ah!
Gritos ressoaram um atrás do outro. Metade dos treze criminosos que vieram pelo corredor dos fundos caiu de joelhos enquanto rolavam e seguravam as pernas.
Eles estavam usando coletes e Luke não queria matá-los.
Disparar na perna era, sem dúvidas, a solução mais simples.
Ele não acreditava que mais de trinta homens poderiam escapar quando suas pernas estavam feridas.
— Droga, alguém nos emboscou por trás.
— Protejam-se, protejam-se! Alternem os tiros!
— Acabem com eles.
Luke correu alguns passos sobre a parede antes de pousar no chão e avançar rapidamente pelo corredor.
No instante em que os atiradores se viraram, disparos ressoaram novamente, mas não das suas armas.
Guardando a arma esquerda, Luke recarregou a Glock sem pressa.
Pa!
A cabeça de um criminoso que estava prestes a levantar a arma explodiu.
— Larguem as armas ou atirarei — ele gritou e olhou para trás.
Ele tinha deliberadamente tirado a câmera que estava consigo e a deixado na esquina, para que não pudesse continuar gravando.
Apesar das feridas nas pernas, os doze criminosos gritando ficaram com medo e se calaram.
Eles nunca encontraram um policial que disparava em público sem aviso prévio.
Luke pegou rapidamente as armas e correu.
Quando passou por uma lata de lixo, jogou as armas, virou à esquerda e continuou correndo.
Harrelson, que estava na frente, ouviu a conversa da policial e falou: — Luke, o departamento mandou pessoas.
Luke: — Muito bom. Você foi o primeiro a vir me ajudar, certo?
A mente de Harrelson trabalhou e entendeu.
Contanto que os criminosos abrissem fogo, não importava se os homens de Elsworth no departamento soubessem, já que este assunto não podia ser acobertado.
Ao invés disso, não teriam tempo o bastante para descobrir o que estava acontecendo e as coisas definitivamente explodiriam.
Como a prisão de inúmeros criminosos armados que invadiram o hospital.
— Desarmei mais de dez pessoas no estacionamento e na porta dos fundos. Avise os policiais de patrulha para tomarem conta — falou Luke.
Pa! Pa! Pa! Pa!
Bang! Bang! Bang! Bang!
Houve o som de disparos no fone. Harrelson franziu a testa.
— Derrubei mais de dez criminosos no lado esquerdo. Apenas fique de olho nos criminosos na frente — enunciou Luke.
— Estamos com ele, mas tem muitas pessoas no hospital — Harrelson falou impotente.