
Volume 2 - Capítulo 735
Super Detective in the Fictional World
Dustin deu um tapinha na testa: — Esqueci.
Luke balançou a cabeça com um sorriso e saiu.
Jennifer realmente tinha que ser charmosa! Até um viciado em trabalho como Dustin se esqueceria do trabalho.
Após Luke sair do hospital, ele comprou uma sacola com necessidades diárias, comida e água de um supermercado. Ele dirigiu pelo hospital e fez uma careta.
A Família Elsworth estava ansiosa desta vez.
Embora Jennifer fosse uma humana fraca, ela inesperadamente era boa em fazer as coisas. Quando encontrou uma oportunidade, atacou e obteve uma evidência crucial.
Porém, o caos que se seguiu ao terremoto também deu à desesperada Família Elsworth a oportunidade de usar os métodos mais diretos para destruir a evidência e aqueles que viram.
Jennifer estava no hospital por meia hora e os olhos dos Elsworth já estavam nela.
Luke pegou o celular e fez uma ligação: — Harrelson, é hora de devolver o favor.
Pouco tempo depois, ele voltou ao hospital e entregou uma sacola para Dustin e outra para Selina antes de dizer algumas coisas para ela.
Selina levou Gold Nugget ao banheiro.
Um momento depois, Selina voltou após uma ronda e entregou uma longa mochila de passagem.
Ela também estava carregando uma grande mochila que continha uma M4A1 e carregadores.
Luke e Selina caminharam pelo corredor e, escondido da vista de Selina, Luke colocou alguns carregadores na mochila.
— Eles realmente entrarão no hospital para matar alguém? — perguntou Selina enquanto olhava para o tablet.
A imagem no tablet estava sendo transmitida de um drone pairando acima do hospital.
Luke colocou um pirulito na boca: — Quer um?
Selina respondeu: — Estou ocupada. Me ajude a desembrulhar.
Luke pegou dois pirulitos e os desembrulhou. Ele enfiou um na boca de Selina e outro na de Gold Nugget: — Jennifer obteve o arquivo usando “terapia de eletrochoque”, e pode facilmente se tornar uma evidência inadmissível. Contanto que a informação seja exposta, todavia, seu ninho na Cidade de Elsworth está definitivamente acabado; seria estranho não tentarem nada.
Selina murmurou: — Desta vez… vai ser um confronto direto.
Luke riu: — O inimigo nunca nos dará tempo o bastante para revidar, mas devemos ficar do lado da justiça, como a LAPD.
Selina deu de ombros: — E se quiserem nos suspender primeiro?
Luke respondeu: — Bem, eles precisam ser mais famosos que o Tony Stark.
Selina bateu na testa: — Esqueci que o Tony foi quem nos deu este emprego.
Luke riu: — Então, o magnata é um cara legal. Ele está sempre nos protegendo.
— Tem certeza de que não quer notificar o departamento? — Selina não se importava com Tony.
Luke zombou: — Sabe quão poderosos eles são em Los Angeles. Se eu contar à polícia, a palavra só chegará em meia hora.
— Harrelson está limpo? — Selina fez outra pergunta.
Luke: — Confirmarei pessoalmente.
Dez minutos depois, Luke recebeu uma ligação de Harrelson.
Ele saiu pela porta dos fundos do hospital e puxou Harrelson para o lado. Após dizer algumas palavras, Harrelson pediu às pessoas no carro para descer: — Missão temporária. Vocês agora receberão as instruções do Luke.
Os quatro no carro se entreolharam, mas ainda fez como ele disse.
Harrelson era um veterano muito capaz. Sua autoridade na equipe era inquestionável.
Após falar com os membros da equipe e observá-los partir, Luke perguntou ao Harrelson: — Você não me culpa por te arrastar nisto, culpa?
Harrelson sorriu amargamente: — Já estou aqui. O que acha?
Luke deu um tapinha em seu ombro: — Não se preocupe. Quanto maior for a bagunça, mais seguro você estará. Diga aos seus colegas para não se conterem.
Harrelson franziu a testa: — Não há mal algum em tomar mais medidas de segurança, mas os Elsworth têm alguém na minha equipe?
Luke: — Isso é porque você não sabe o que os Elsworth estão fazendo.
Harrelson perguntou: — O que eles querem?
Luke olhou para ele: — É mais seguro você não saber. Pelo menos você será visto como alguém que não sabe de nada.
Harrelson: — Eu realmente não sei de nada.
— Resposta correta, esse é o desempenho mais perfeito. — Luke se virou. — Você é apenas um capitão da SWAT, não um agente; você seria morto se soubesse demais.
Harrelson ficou sem palavras. Observando Luke sair, ele murmurou: — Realmente não é fácil de te pagar…
— Harrelson, preciso lembrar que tenho a maior autoridade no sistema de comunicação e que consigo ouvir todos? — A voz de Luke veio do fone que Harrelson colocou no ouvido.
Harrelson: — … Desculpe, você pode desligar e me deixar sozinho?
Luke respondeu: — Isso é obrigatório. Além disso, sua autoridade está abaixo da minha. Você pode ouvir todos os membros da sua equipe. Existe uma comunicação secundária automática. Você pode experimentar.
Harrelson: — Muito obrigado.
— Tudo bem, só não diga o que está pensando, okay? Isto fará as pessoas se sentirem estranhas — falou Luke.
Harrelson: — Okay.
E se eu estiver me sentindo ainda mais estranho agora?!
Porém, após esta conversa, ele não ficou com vontade de conversar pelas costas de Luke. Ao invés disso, com a ajuda da comunicação secundária, instruiu sua equipe para montar uma emboscada.
A única coisa que o deixou contente foi que ninguém na sua equipe havia contatado alguém, mesmo que não tivessem entregado seu celular.
Afinal, esta não era uma missão designada pelos superiores, então ele não poderia ser tão rigoroso.
Foi por isso que Luke lhes deu comunicadores sem fio.
Isto era para proteção, mas também para ser considerado uma forma de vigilância.
Luke não se sentiu culpado.
Se não houvesse nada de errado com eles, naturalmente não haveria problemas.
Os comunicadores então não seriam nada mais que um aparelho para a missão de hoje.
Se estivesse certo, este assunto seria resolvido em uma ou duas horas e ele pegaria de volta os comunicadores.
Mais que isso, ele não poderia deixar a tecnologia dos comunicadores vazar.
Após encontrar Harrelson, havia muito menos para Luke se preocupar.
Agora, tudo que Luke precisava fazer era dar um show e deixar a Família Elsworth cavar a própria cova na frente de todos.
Pensando nisso, ele caminhou até Dustin fora da sala de cirurgia e entregou uma grande bolsa.
Dustin perguntou: — O que é isto?
— Um colete à prova de balas, um capacete e uma arma — Luke respondeu: — As pessoas vindo não pararão na primeira tentativa.
Dustin pegou inconscientemente o celular: — Posso chamar reforço…
Luke agarrou sua mão e expressou: — É tarde demais. Nos dez minutos que estivemos aqui, pessoas suspeitas já começaram a nos espiar. Chamar a polícia antes da hora só atrasará o ataque e não o encerrará. Chefe, precisamos resolver este assunto.
Dustin guardou eventualmente o celular e franziu a testa.